Estação Ferroviária de Lisboa-Santa Apolónia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Lisboa-Santa Apolónia
Vista geral da estação de Santa Apolónia, em 2009
Inauguração 1 de Maio de 1865
Linha(s) Linha do Norte (PK 0,000)
Linha da Matinha (PK 0,000)
Coordenadas 38° 42′ N 9° 7′ W
Concelho Lisboa
Coroa L
Serviços Ferroviarios Intercidades, Alfa Pendular,Internacional, InterRegional, Regional e Urbano (Linha da Azambuja)
Serviços Carris (autocarros e eléctricos) Linha Azul Serviço de táxis Parque de estacionamento Informações - Gabinete de Apoio ao Cliente Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos adaptados Lavabos Sala de espera Guarda de bagagem Telefones públicos Caixas Multibanco Aluguer de automóveis Bar ou cafetaria Zona Comercial Posto de perdidos e achados Acesso à Internet Estacionamento para bicicletas
Localização
Estação Ferroviária de Lisboa-Santa Apolónia está localizado em: Metro de Lisboa
Uma tarde de hora de ponta na estação de Santa Apolónia, em 2011
A estação à noite vista da cabina de comando de um comboio que chega.

A Estação Ferroviária de Lisboa-Santa Apolónia, gerida pela Infraestruturas de Portugal, SA, é uma interface ferroviária da Linha do Norte, que serve a localidade de Lisboa, em Portugal; foi inaugurada em 1 de Maio de 1865.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços: BSicon uBHFq.svg Sado (CP+Soflusa)BSicon fBHFq.svg Sintra (CP)
BSicon uexBHFq.svg FertagusBSicon BHFq.svg Azambuja (CP)BSicon BHFq yellow.svg Cascais (CP)


(n) Azambuja 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "cd" + Head station
Urban head station
 Praias do Sado-A (u)
(n) Esp. Azambuja 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "cd" + Station on track
Urban station on track
 Pç. do Quebedo (u)
(n) V. N. Rainha 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "cd" + Station on track
Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHF-Ra"
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "cd" + Station on track
Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Palmela (u)
(n) Cast. Ribatejo 
Unknown route-map component "vKBHFa-BHF" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
Unknown route-map component "vBHF" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
Unknown route-map component "vBHF" Urban station on track Unused straight waterway
 Penteado (a)
(n) Alverca 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdKBHF-La" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Moita (a)
(n) Póvoa 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
Unknown route-map component "fvKBHFa-BHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Unknown route-map component "uTRAJEKT" Unused straight waterway
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban End station Unused straight waterway
 Terreiro do Paço (a)
(n) Santa Apolónia 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "vSTRgl" Transverse terminus from right Unknown route-map component "uexBHF"
 Penalva (u)
(z) Marvila 
Unknown route-map component "fvSTR" Station on track Unknown route-map component "uexBHF"
 Coina (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "KRWl" Unknown route-map component "KRW+r" Unknown route-map component "uexBHF"
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHF-Ma" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Pragal (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR"
Unused waterway turning left + Unknown route-map component "fvSTR+l-"
Unknown route-map component "fSTRq" + Interchange on track
Unused waterway turning right + Unknown route-map component "fSTRlg"
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "fKBHFe"
 Rossio (s)
(s) Sta. Cruz / Damaia 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "KBHFa yellow"
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "BHF yellow"
 Santos (c)
**(z) Alcântara - Terra 
Unknown route-map component "fvSHI1l"
Unknown route-map component "fSHI1c3" + Unknown route-map component "fSHI1+r"
End station + Hub
Unknown route-map component "BHF yellow" + Hub
 Alcântara - Mar (c)**
(s) Amadora 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
Unknown route-map component "fKBHFe" + Unknown route-map component "fSHI1c1"
Unknown route-map component "fvSHI1+r" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Santo Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. Pedro Estoril (c)
(s) Sintra 
Unknown route-map component "fvKBHFe" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. João Estoril (c)
 
Unknown route-map component "BHF yellow"
 Estoril (c)
(c) Cascais 
Unknown route-map component "KBHFl yellow" Unknown route-map component "BHFq yellow" Unknown route-map component "STRrf yellow"
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) vd. Pass. Sup. Alcântara

Fonte: Página oficial, 2013.02
(nomes das estações de acordo com a fonte)

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

Situa-se na freguesia de São Vicente de Fora, cidade de Lisboa, com acesso pela Avenida Infante Dom Henrique.[2]

Enquadramento[editar | editar código-fonte]

Faz parte de um conjunto de quatro terminais no Centro de Lisboa, terminais das ligações radiais:

  • Lisboa Rossio (terminal das linhas de Sintra e Oeste)
  • Lisboa Sul e Sueste (terminal das linhas do Sul e do Sado)
  • Lisboa Cais do Sodré (terminal da linha de Cascais)
  • Lisboa Santa Apolónia (terminal da linha do Norte)

Os quatro terminais não se encontram ligados directamente entre si por intermédio de uma rede ferroviária, originando uma descontinuidade da rede ferroviária de Lisboa. Para colmatar esta descontinuidade, existem linhas de transportes urbanos que permitem a ligação directa entre os quatro terminais. Estas linhas são operadas pela Carris ou pelo Metropolitano de Lisboa:

  • Santa Apolónia ⇄ Sul e Sueste - Carris ou Metropolitano de Lisboa
  • Santa Apolónia ⇄ Rossio - Metropolitano de Lisboa
  • Santa Apolónia ⇄ Cais do Sodré - Carris

As ligações do Metropolitano de Lisboa são operadas pela linha azul e as da Carris através da Ponte-Bus Santa Apolónia ⇄ Cais do Sodré. Ressalva-se ainda a possibilidade de fazer a articulação entre Santa Apolónia e Rossio através da carreira 759 da Carris.

Arquitectura[editar | editar código-fonte]

A fachada principal, simétrica, apresenta-se do estilo neoclássico, como pode ser comprovado pela decoração das sacadas, pelo frontão e arquitrave, os arcos de volta perfeita e a saliência no módulo principal.[3] A nave da estação tem 117 metros de comprimento, 24,60 metros de largura e uma altura máxima de 13 metros.[1] Os materiais utilizados na sua construção foram alvenaria de tijolo, cantaria de calcário, ferro forjado, madeira (pinho) e vidro.[3]

Vias e gares[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2011, encerrava 6 vias de circulação, com comprimentos entre os 250 e 335 metros; as plataformas tinham entre 172 e 348 metros de comprimento, e uma altura de 60 a 70 centímetros.[4]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Transporte ferroviário[editar | editar código-fonte]

Serviço Municípios Servidos
CP Longo Curso
Intercidades
Almada, Palmela, Vendas Novas, Montemor-o-Novo, Évora, Alvito, Cuba, Grândola, Ourique, Odemira, Silves, Albufeira, Loulé e Faro
CP Regional
Regional e InterRegional
Lisboa, Sintra, Mafra, Torres Vedras, Bombarral, Óbidos, Caldas da Rainha, Nazaré, Alcobaça, Marinha Grande, Leiria, Pombal, Figueira da Foz, Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra
CP Urbano
Linha de Sintra
Lisboa, Amadora, Oeiras e Sintra
CP Urbano
Linha da Azambuja
Lisboa, Loures, Vila Franca de Xira e Azambuja

Urbanos de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   CP Urbanos de Lisboa
Linha da Azambuja
Santa Apolónia ↔ Castanheira do Ribatejo

Comboios de Portugal Estações ferroviárias servidas dentro de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Regional[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   CP Regional
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Covilhã
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Leiria
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Tomar
Logo CP 2.svg
Lisboa Santa Apolónia ↔ Entrocamento
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Caldas da Rainha
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Torres Vedras
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Porto - Campanhã
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Castelo Branco
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia Pampilhosa

InterRegional[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   InterRegional
Interregional.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Tomar
Interregional.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Entrocamento
Interregional.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Porto - Campanhã

Longo Curso[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   CP Longo Curso
Alfa Pendular.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Porto - Campanhã
Alfa Pendular.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Braga
Ic2.JPG
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Porto - Campanhã
Ic2.JPG
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Braga
Ic2.JPG
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Guimarães
Ic2.JPG
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Guarda

Ic2.JPG

Lisboa - Santa Apolónia ↔ Covilhã

Internacional[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   Internacional
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Hendaye
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Madrid

Padrão de serviços de comboio[editar | editar código-fonte]

Estação anterior Serviço Estação seguinte
Terminal
CP Lisboa
Linha da Azambuja
Braço de Prata
Direção Castanheira do Ribatejo
Terminal
Regional
Linha do Oeste
Entrecampos
Direção Leiria / Coimbra
Terminal
Regional
Linha do Norte
Oriente
Direção Porto - Campanhã / Covilhã / Leiria / Tomar / Entrocamento / Castelo Branco / Pampilhosa
Terminal
InterRegional
Linha do Norte
Oriente
Direção Porto - Campanhã / Tomar / Entrocamento
Terminal
Longo Curso
Linha do Norte
Oriente
Direção Porto - Campanhã / Braga / Guimarães
Terminal
Longo Curso
Linha do Norte
Oriente
Direção Porto - Camapanhã / Braga / Guimarães / Guarda / Covilhã

Transportes urbanos[editar | editar código-fonte]

Logo ccfl.png Carris[editar | editar código-fonte]

Carreira Designação Destinos
2 0 6 Cais do SodréSenhor Roubado ML Santa Apolónia - Sapadores - Praça do Chile - Av. Roma - Musgueira - Lumiar - Senhor Roubado ML
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
2 1 0 Cais do SodréPrior Velho Santa Apolónia - Xabregas - Poço do Bispo - Olivais - Estação Oriente - Moscavide - Portela - Prior Velho
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
7 0 6 Santa ApolóniaCais do Sodré Santa Apolónia - Vale Escuro - Praça do Chile - Gomes Freire - Marquês de Pombal - São Bento - Santos - Cais do Sodré
7 1 2 Santa ApolóniaAlcântara Mar Santa Apolónia - Sapadores - Gomes Freire - Marquês de Pombal - Campolide - Alcântara Mar
7 2 8 ResteloPortela Santa Apolónia - Xabregas - Poço do Bispo - Parque das Nações Sul - Estação Oriente - Moscavide - Portela
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré - Alcântara - Belém - Restelo
7 3 4 Santa Apolónia ⇄ Martim Moniz Santa Apolónia - Graça - Martim Moniz
7 3 5 Cais do SodréHospital de Santa Maria Santa Apolónia - Sapadores - Praça do Chile - Al.Afonso Henriques - Av. Roma - Campo Grande - Hospital de Santa Maria
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
7 5 9 RestauradoresEstação do Oriente Santa Apolónia - Xabregas - Bairro Madre Deus - Bairro do Condado - Bairro das Amendoeiras I.S.E.L. - Olivais Sul - Encarnação - Olivais Norte - Moscavide - Estação Oriente
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Restauradores
EXPRESSO

7 8 1

Cais do SodréPrior Velho Santa Apolónia - Xabregas - Poço do Bispo - Parque das Nações Sul - Olivais Sul - Olivais Norte - Prior Velho
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
EXPRESSO

7 8 2

Cais do SodréMoscavide Santa Apolónia - Xabregas - Poço do Bispo - Cabo Ruivo - Estação Oriente - Moscavide
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
7 9 4 Sul e SuesteEstação do Oriente Santa Apolónia - Xabregas - Chelas - C.C. Belavista - Bairro da Flamenga - Bairro dos Loios - Bairro das Amendoeiras I.S.E.L. - Cabo Ruivo - Estação Oriente
Santa Apolónia - Sul e Sueste

Lisbon Metro logo.png Metropolitano de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Ponte-Bus Santa Apolónia ⇄ Cais do Sodré. Assinala o conjunto de autocarros que, funcionando 24 horas por dia e com elevadas frequências, permitem a articulação entre as estações de Santa Apolónia, Sul e Sueste e Cais do Sodré

História[editar | editar código-fonte]

Estação de Santa Apolónia, no Século XIX. Destaca-se o edifício original, só com 2 pisos, e o pórtico a rematar a marquise, com o escudo da monarquia.
Antes e depois de acrescentado o 3.º piso, em 1908[5] (fotos de Chusseau-Flaviens).
Placa comemorativa da chegada de Humberto Delgado.
Gare de Santa Apolónia
Chegada de um comboio suburbano à linha 7 na estação ferroviária de Santa Apolónia
Monumento aos emigrantes, eregido em frente da estação

Planeamento[editar | editar código-fonte]

Em Dezembro de 1844, foi fundada, por iniciativa de José Bernardo da Costa Cabral, a Companhia das Obras Públicas, sendo um dos principais objectivos a construção de um caminho de ferro entre Lisboa e Espanha, e de uma interface ferroviária e marítima na capital portuguesa; esta estação, que seria denominada de Cais da América ou Cais da Europa, permitiria que os passageiros, vindos de toda a Europa por comboio, fizessem transbordo directo para um navio de cruzeiro com destino à América.[6]

O projecto inicial para a construção desta interface defendia a sua instalação no Cais dos Soldados; no entanto, em Dezembro de 1852, o engenheiro Thomaz Rumball proposto duas alternativas, junto à Fundição de Lisboa, ou nas proximidades do Largo do Intendente. Outro engenheiro, Harcourt White, também repudiou, em Janeiro de 1853, a opção do Cais dos Soldados, afirmando que não existia espaço suficiente para construir a Estação; em vez disso, sugeriu que fosse implantada junto ao rio, após a Igreja dos Anjos em Xabregas, onde, naquela altura, existia muito espaço livre. Foi nomeada uma comissão executiva para planear a construção da estação de Lisboa, que propôs a instalação deste edifício na zona da Rocha do Conde de Óbidos, com capacidade para receber passageiros e mercadorias; uma das linhas continuaria até às proximidades da alfândega de Lisboa, no Terreiro do Paço, onde seria construída uma outra estação.[7] As obras de construção da ligação ferroviária até Espanha iniciaram-se nesse ano, por ordem de Fontes Pereira de Melo.[6]

O projecto definitivo para a construção no Cais dos Soldados foi aprovado pelo Governo em 8 de Março de 1854; este plano apresentava gares distintas para os passageiros e mercadorias, oficinas para reparação, cocheiras para albergar o material circulante, e várias vias de serviço. Para o edifício dos passageiros, já havia sido obtido em 1852 o antigo Convento de Santa Apolónia[8][9] mas seria necessário demolir o Arsenal do Exército, que à época ali se encontrava. Iniciou-se, desde logo, a construção de uma ligação ferroviária e de um cais marginal para mercadorias até à Alfândega de Lisboa, sendo, para isso, necessário ganhar terreno sobre o Rio Tejo.[10]

Inauguração da estação provisória[editar | editar código-fonte]

No entanto, quando se inaugurou o primeiro troço do Caminho de Ferro do Leste, entre o Carregado e Lisboa, em 28 de Setembro de 1856, ainda não se tinham iniciado as obras de construção do edifício definitivo, tendo a estação provisória de Santa Apolónia sido instalada junto ao Palácio de Coimbra.[11][12] As instalações da estação situavam-se nas dependências do antigo convento de Santa Apolónia, num local que seria posteriormente ocupado por um armazém de víveres para o pessoal.[12] Originalmente, as vias no interior da estação tinham uma largura de 1,4435 m, mas após a formação da Companhia Real, as linhas já construídas foram adaptadas à Bitola ibérica.[12]

No entanto, o facto da estação provisória estar longe do centro da cidade foi uma das principais causas para o insucesso inicial da Linha, que levou à dissolução do contracto com a Companhia Central Peninsular dos Caminhos de Ferro de Portugal em 1857 e à formação da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses em 1860.[12]

Construção e inauguração[editar | editar código-fonte]

O projecto foi realizado por Angel Arribas Ugarte, e a obra foi conduzida pelo engenheiro-director, João Evangelista de Abreu, e pelo engenheiro-chefe, Lecrenier.[1] A edificação foi leva a cabo pela empresa de construção Oppermann.[3] A Estação foi inaugurada em 1 de Maio de 1865[1], entrando ao serviço logo nesse dia.[13]

Em 1873, entra ao serviço a primeira linha de carros americanos em Lisboa, ligando a Estação de Santa Apolónia a Santos.[14]

Ligação à Linha de Cintura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Linha de Cintura

Em 7 de Julho de 1886, um alvará autorizou a Companhia Real a construir um caminho de ferro de Santa Apolónia a Benfica, de forma a ligar a Linha do Leste à rede que a Companhia estava a estabelecer na região Oeste de Lisboa, centrada nas linhas do Oeste e Linha de Sintra.[12] A Linha de Cintura entrou ao serviço em 1888.[15]

Projecto abandonado até ao Cais do Sodré[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Linha de Cascais

Um alvará de 9 de Abril de 1887 aprovou um projecto da Companhia Real para uma linha marginal de Santa Apolónia até Alcântara, que poderia depois ser prolongada até Cascais.[16][17] No entanto, apenas foi construído o troço entre Cais do Sodré e Cascais.[16]

Com a inauguração da Estação do Rossio, esta nova gare passou a ser o principal terminal em Lisboa para os serviços de passageiros.[18]

Em 1895, ocorreu um incêndio nas oficinas de Santa Apolónia, onde foi destruída uma das carruagens do comboio real.[19]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Nos princípios de 1917, os ataques dos submarinos alemães estavam a causar um grande aumento nos fretes marítimos, pelo que se verificou um grande aumento no transporte de mercadorias por via férrea, criando grandes congestionamentos nas estações portuguesas, incluindo Santa Apolónia; para tentar minimizar este problema, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses estava a construir, em Janeiro desse ano, um novo cais na marquise em frente à estação, que se previa estar concluído ainda nesse mês.[20]

Em meados da Década de 1920, verificou-se um novo aumento no tráfego de mercadorias em Santa Apolónia, devido ao acréscimo no trânsito internacional por via férrea até Lisboa, onde seguiria viagem por via marítima; porém, este movimento revelou-se demasiado para a capacidade de armazenamento na estação de Santa Apolónia, pelo que a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses se viu forçada, em 1926, a passar parte das mercadorias para a Alfândega no Terreiro do Paço.[21]

Em Agosto desse ano, ocorreu um acidente em Santa Apolónia, quando 8 vagões descarrilaram e colidiram com outro material circulante, provocando 4 feridos.[22]

Em 1934, a Companhia realizou obras parciais de reparação em Santa Apolónia, e montou uma instalação de impregnação de enrolamentos nas oficinas gerais.[23] Em 1935, construiu um poço e reservatório de betão, e construiu duas linhas bifilares entre Santa Apolónia e o Rossio.[24] Apesar destas obras de ampliação, em 1940 a estação de Santa Apolónia ainda estava limitada a uma estreita faixa de terreno, sem capacidade suficiente para albergar o movimento próprio e dos seus cais marítimos.[25]

Na Década de 1940, foram construídas 7 automotoras nas oficinas de Santa Apolónia.[26]

Em 1948, a Companhia inaugurou uma cantina em Santa Apolónia.[27]

Em 1954, os comboios de longo curso voltaram à estação de Santa Apolónia, devido ás obras de electrificação da linha até ao Rossio.[18]

Entre 1967 e 1989, Santa Apolónia acolheu o serviço internacional TER Lisboa Expresso, que fazia a ligação entre a capital portuguesa e Madrid.[28]

Em 5 de Abril de 1975, realizou-se um plenário de trabalhadores na cantina de Santa Apolónia, na sequência do processo de nacionalização da CP, após a Revolução de 25 de Abril de 1974.[29]

Em 1982, o Papa João Paulo II viajou de comboio entre Santa Apolónia, Fátima e Braga, durante a sua visita a Portugal.[30]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2007, a estação passou a estar ligada à rede do Metropolitano de Lisboa (Linha Azul). O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, defendeu em 2008 o encerramento da estação ao tráfego ferroviário e passar a servir o terminal de cruzeiros.[31]

Referências literárias[editar | editar código-fonte]

Esta interface aparece várias vezes no romance Os Maias, de Eça de Queirós, sendo um dos locais principais nesta obra.[32]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d SANTOS, p. 328
  2. «Lisboa Santa Apolónia». Comboios de Portugal. Consultado em 21 de Novembro de 2014. 
  3. a b c NUNES, Bruna; MASCOLI, Diana; HENRIQUES, Rodrigo (Fevereiro de 2009). «Estação de Santa Apolónia». Blog Arquitectura do Ferro. Consultado em 12 de Fevereiro de 2010. 
  4. (6 de Janeiro de 2011) "Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque". Directório da Rede 2012: 71-85. Rede Ferroviária Nacional.
  5. Álvaro Duarte de ALMEIDA; Duarte BELO: Portugal Património VII (Lisboa). Cículo de Leitores: Rio de Mouro SNT, 2007 (1.ª ed.) ISBN 978-972-42-3917-0: p. 245: «Ampliada em 1908».
  6. a b MARTINS et al, p. 11
  7. MARTINS et al, p. 26
  8. http://www.museudacidade.pt/Coleccoes/Escultura/Paginas/Santa-Apolonia.aspx
  9. http://www.jf-santaengracia.pt/junta/index.php/santa-engracia/patrimonio/19-patrimonio-historico-da-freguesia
  10. MARTINS et al, p. 27
  11. MARTINS et al, p. 15
  12. a b c d e AGUILAR, Busquets de. (1 de Junho de 1949). "A Evolução História dos Transportes Terrestres em Portugal". Gazeta dos Caminhos de Ferro 62 (1475): 383-393. Visitado em 31 de Maio de 2016.
  13. NONO, Carlos. (1 de Maio de 1949). "Efemérides ferroviárias". Gazeta dos Caminhos de Ferro 62 (1473): 289-290. Visitado em 31 de Maio de 2016.
  14. MARTINS et al, p. 29
  15. REIS et al, p. 12
  16. a b (16 de Junho de 1949) "Sociedade "Estoril"". Gazeta dos Caminhos de Ferro 62 (1476): 423-425. Visitado em 31 de Maio de 2016.
  17. REIS et al, p. 38
  18. a b REIS et al, p. 109
  19. REIS et al, p. 24
  20. (16 de Janeiro de 1917) "Viagens e Transportes". Gazeta dos Caminhos de Ferro 30 (698): 24. Visitado em 28 de Maio de 2016.
  21. (16 de Setembro de 1926) "Viagens e Transportes". Gazeta dos Caminhos de Ferro 39 (930): 277. Visitado em 28 de Maio de 2016.
  22. (1 de Junho de 1939) "Efemérides". Gazeta dos Caminhos de Ferro 51 (1235): 281-284. Visitado em 5 de Fevereiro de 2015.
  23. (16 de Janeiro de 1935) "O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934". Gazeta dos Caminhos de Ferro 47 (1130): 50-51. Visitado em 28 de Maio de 2016.
  24. (16 de Janeiro de 1936) "Os Nossos Caminhos de Ferro em 1935". Gazeta dos Caminhos de Ferro 48 (1154): 52-55. Visitado em 28 de Maio de 2016.
  25. SOUSA, José. (16 de Março de 1940). "Caminhos de Ferro e portos de mar". Gazeta dos Caminhos de Ferro 52 (1254): 161-162. Visitado em 31 de Maio de 2016.
  26. REIS et al, p. 115
  27. MONTÊS, António. (1 de Dezembro de 1948). "A C.P. inaugurou, na Figueira da Foz, uma cantina para ferroviários". Gazeta dos Caminhos de Ferro 60 (1463): 639-640. Visitado em 31 de Maio de 2016.
  28. IGLESIAS, Javier. (Março de 1985). "El TER, Veinte Años Despues" (em Espanhol). Carril (11): 3-16. Barcelona: Associació d'Amics del Ferrocarril-Barcelona.
  29. REIS et al, p. 153
  30. REIS et al, p. 170
  31. MATIAS, Leonor (18 de Abril de 2008). «Costa defende fim de Santa Apolónia» Diário de Notícias [S.l.] Consultado em 5 de Junho de 2010. 
  32. QUEIRÓS, p. 323, 326, 485, 581, 582
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Santa Apolónia

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MARTINS, João; SOUSA, Miguel; BRION, Madalena; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996 (Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses). p. 446. 
  • QUEIRÓS, Eça de (1998). Os Maias 5ª ed. (Mem Martins: Edições Europa-América). p. 608. 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006 (Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A.). p. 238. ISBN 989-619-078-X. 
  • SANTOS, José (1989). O Palácio de Cristal e Arquitectura de Ferro no Porto em Meados do Século XIX (Porto: Fundação Engenheiro António de Almeida). p. 387. 

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]