António Costa

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António Costa
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal Portugal
Período 26 de novembro de 2015 – atualidade
Antecessor(a) Pedro Passos Coelho
Secretário-Geral do Partido Socialista
Período 22 de novembro de 2014 – atualidade
Antecessor(a) António José Seguro
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Período 1 de agosto de 20076 de abril de 2015
Antecessor(a) António Carmona Rodrigues
Sucessor(a) Fernando Medina
Vida
Nascimento 17 de julho de 1961 (54 anos)
São Sebastião da Pedreira, Lisboa
Dados pessoais
Partido Partido Socialista
Religião Agnóstico
Profissão Jurista

António Luís Santos da Costa[1] GCIH (Lisboa, 17 de julho de 1961) é um jurista e político português. Foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa de 2007 a 2015.[2] É o atual secretário-geral do Partido Socialista, desde novembro de 2014[3] e é primeiro-ministro de Portugal desde 26 de novembro de 2015.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na freguesia de São Sebastião da Pedreira em Lisboa, António Costa tem origem goesa católica do lado paterno, sendo filho do escritor, poeta e militante destacado do Partido Comunista Orlando da Costa (filho dum goês católico e neto materno duma francesa, descendente direto por varonia de Marada Poi, Brâmane Gaud Saraswat do século XVI); e de sua primeira mulher, a jornalista (que foi a primeira mulher a integrar a direção do Sindicato dos Jornalistas), Maria Antónia Palla. É meio-irmão do jornalista Ricardo Costa, filho de Inácia Martins Ramalho de Paiva e primo em segundo grau de Sérgio Vieira e de José Castelo Branco.[4]

Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi dirigente da Associação Académica desta Faculdade (AAFDL) (1982-1984) e diretor da Revista da AAFDL (1986-1987). É pós-graduado em Estudos Europeus, pelo Instituto Europeu da Universidade Católica Portuguesa.

Foi admitido em 1988 na Ordem dos Advogados, depois de estagiar no escritório de José Vera Jardim e Jorge Sampaio[5] .

Militante da Juventude e do Partido Socialista, estreou-se em funções políticas como deputado na Assembleia Municipal de Lisboa, função que exerceu desde 1982 até 1993. Promovido à direção nacional do PS pelo sampaísta Vítor Constâncio, apoiou Jorge Sampaio para a liderança do partido contra António Guterres, em 1992, e foi o seu diretor de campanha para as eleições presidenciais de 1996.

Depois de dois anos como deputado à Assembleia da República — foi eleito, pela primeira vez, nas legislativas de legislativas de 1991 —, em 1993 não conquistou a Câmara Municipal de Loures à CDU (PCP-PEV) por dezenas de votos, mas ficou famosa a corrida que organizou entre um burro e um Ferrari na Calçada de Carriche, à hora de ponta, ganha pelo burro, para demonstrar os graves problemas de acessibilidade ao concelho[6] .

Apesar da derrota, a campanha dar-lhe-ia, pela primeira vez, notoriedade mediática e ficou como vereador até integrar o primeiro governo de António Guterres, como Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares do XIII Governo Constitucional.

Dois anos depois passava a Ministro dos Assuntos Parlamentares do mesmo [[governo. Consta aliás que Guterres o convidara para substituir António Vitorino na pasta da Defesa, mas que Costa alegou não ter a experiência necessária para merecer o respeito das chefias militares, e acabou promovido nos Assuntos Parlamentares. No mesmo ano assumiu a coordenação do dossier da Expo'98, até 1999[7] .

No segundo governo de Guterres, o XIV Governo Constitucional, é-lhe atribuída a pasta da Justiça, da qual se demitiu em 2002.

Apoiou Ferro Rodrigues para a sucessão a Guterres[8] e, de volta à Assembleia da República, após as legislativas de 2002, presidiu ao Grupo Parlamentar do PS, de 2002 a 2004.

Na sequência das eleições europeias de 2004 foi eleito deputado e vice-presidente no Parlamento Europeu, cargo que exerceu até 2005.

Apoiante de José Sócrates nas eleições diretas do PS que opuserem este a Manuel Alegre e João Barroso Soares, em 2004, Costa encabeçou candidatura do PS no círculo de Leiria nas legislativas de 2005. Com a vitória do PS, que alcançou a sua primeira maioria absoluta, Costa foi convidado para o governo de Sócrates, tornando-se assim Ministro de Estado e da Administração Interna do XVII Governo Constitucional. Em 2007, porém, deixaria este ministério, que foi entregue a Rui Pereira, para se candidatar às eleições autárquicas intercalares em Lisboa. Foi eleito Presidente da Câmara Municipal com 29,54% dos votos e conseguiu a reeleição em 2009, com 40,22% dos votos, e em 2013, com 50,91% dos votos[carece de fontes?]. Renunciou ao mandato a 6 de abril de 2015, sucedendo-lhe nesse dia Fernando Medina.[9]

Em 2014, após as eleições europeias, anunciou que iria disputar a liderança do PS a António José Seguro, que marcou eleições primárias para 28 de setembro. Viria a sair vencedor nestas eleições, com 67,88% dos votos, contra 31,65% de Seguro, que se demitiu do cargo de secretário-geral do PS nesse mesmo dia. Costa passou a ser o candidato do partido ao cargo de Primeiro-Ministro nas eleições legislativas de 2015. Na sequência da demissão de Seguro, realizaram-se eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS a 21 e 22 de novembro, às quais António Costa foi candidato sem oposição, tendo sido eleito com cerca de 22 mil votos (96% do total).[10]

António Costa participou no programa de debate político da SIC Notícias, Quadratura do Círculo, entre 2008 e 2014.[carece de fontes?]

Secretário geral do Partido Socialista[editar | editar código-fonte]

Como Secretário geral do Partido Socialista e candidato a formar governo, António Costa fez um conjunto de promessas a realizar se no futuro estiver no governo. Chegou mesmo a afirmar que "os portugueses não suportam mais promessas que não possam ser cumpridas. E o país numa fase de depressão, não suporta mais a frustração de programas eleitorais depois não cumpridos."[11]

Legislativas 2015 e futuro do Partido Socialista[editar | editar código-fonte]

Na sequência desta tomada de posição do líder do Partido Socialista, e após a derrota nas eleições legislativas para a assembleia da república a 4 de Outubro de 2015, para a coligação Portugal à Frente dos partidos PSD/CDS que liderou Portugal entre 2011 e 2015, mas que não conseguiu uma maioria parlamentar apenas com os seus deputados eleitos, António Costa procura entendimentos com a Coligação Democrática Unitária[12] e com o Bloco de Esquerda.[13]

Várias figuras dentro do Partido Socialista demonstraram o seu descontentamento com uma coligação entre o PS e os partidos à sua esquerda. Uma das figuras que expressou o seu descontentamento, Sérgio Sousa Pinto, apresentou a sua demissão dos órgãos nacionais do partido em protesto.[14]

Condecorações[editar | editar código-fonte]

A 1 de março de 2006 Cavaco Silva agraciou-o com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.[15]

Família[editar | editar código-fonte]

Casou em Lisboa, na 6.ª Conservatória do Registo Civil, a 31 de julho de 1987 com Fernanda Maria Gonçalves Tadeu, de quem tem um filho e uma filha, Pedro Miguel Tadeu da Costa (24 de Julho de 1990), antigo aluno do Colégio Moderno e estudante de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (desde 2009, encontra-se em 2014 ainda a concluir o curso), alma mater de seu pai, e Catarina Tadeu da Costa (16 de Maio de 1993), que também chegou a frequentar a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, mas abandonou, tendo ingressado no IADE.[carece de fontes?]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Em 6 de junho de 2008, foi convidado e participou ao reunião do Clube de Bilderberg, em Chantilly, EUA[16]

Funções governamentais e autárquicas exercidas[editar | editar código-fonte]

Condecorações[15] [17] [editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Curriculum Vitae de António Costa" (PDF). cm-lisboa.pt. 
  2. "António Costa sai da CML. ‘Deixo a casa arrumada'". 
  3. Pagina principal do Partida Socialista ps.pt. pagina visitada em 2 de abril 2015
  4. Paulo Spranger (26 de Maio de 2007). "Das castas altas da Índia". Diário de Notícias. Consult. 5 de Abril de 2015. 
  5. JN
  6. JN
  7. JN
  8. JN
  9. Jornal de Negócios (1 de Abril de 2015). "Fernando Medina toma posse como presidente da Câmara de Lisboa a 6 de Abril". Consult. 6 de Abril de 2015. 
  10. Jornal de Negócios (23 de novembro de 2014). "António Costa eleito secretário-geral do PS com 96% dos votos". 
  11. "Eleições: Costa diz que país não suporta mais programas políticos «incumpríveis»". 30 de julho de 2015. 
  12. [1]
  13. [2]
  14. [3]
  15. a b "Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas". Resultado da busca de "António Luís dos Santos da Costa". Presidência da República Portuguesa. Consult. 2014-10-18. 
  16. Bilderberg Meeting - Final List of Participants, bilderbergmeetings.org, pagina visitada em 30 de março 2015
  17. "Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras". Resultado da busca de "António Luís dos Santos da Costa". Presidência da República Portuguesa. Consult. 2014-10-18. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Cargo vago
Anterior titular:
António Couto dos Santos
(como ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares)
(1991–1992)
Ministro dos Assuntos Parlamentares
XIII Governo Constitucional
1997 – 1999
Sucedido por
Cargo vago
Titular seguinte:
Luís Marques Mendes
(2002–2004)
Precedido por
José Vera Jardim
Ministro da Justiça[1]
XIV Governo Constitucional
1999 – 2002
Sucedido por
Celeste Cardona
Precedido por
Daniel Sanches
(como ministro da Administração Interna)
Ministro de Estado e
da Administração Interna

XVII Governo Constitucional
2005 – 2007
Sucedido por
Rui Pereira
(como ministro da Administração Interna)
Precedido por
Marina Ferreira

(Presidente da Comissão Administrativa)

Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
2007 – 2015
Sucedido por
Fernando Medina
Precedido por
António José Seguro
Secretário-geral do Partido Socialista
2014 – presente
Sucedido por
Em funções
Precedido por
Pedro Passos Coelho
Primeiro-ministro de Portugal
XXI Governo Constitucional
2015 – presente
Sucedido por
Em funções
  1. "Ministros da Justiça" (em português). Governo de Portugal / Ministério da Justiça. Consult. 5 de Dezembro de 2013.