Energias de Portugal

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EDP - Energias de Portugal
Logótipo oficial
Razão social Energias de Portugal, S.A.
Tipo Empresa de capital aberto
Slogan Viva a nossa energia
Cotação Euronext Lisboa: EDP
Indústria Energia
Género Sociedade Anónima
Fundação 1976
Sede Lisboa,  Portugal
Locais Europa, América do Sul, Ásia
Pessoas-chave António Mexia (presidente do conselho de administração executivo), Eduardo Catroga (presidente do conselho geral e de supervisão)
Empregados 12 166 (2008)[1]
Produtos Energia eléctrica e gás natural
Subsidiárias EDP Gás
HC Energía
Naturgás
Energias do Brasil
EDP Distribuição
EDP Comercial
EDP Renováveis
Companhia de Electricidade de Macau
Valor de mercado Aumento EUR 13.141 mil milhões (Jun/2014)[2]
Lucro Baixa EUR 1,247 mil milhões (2015)[3]
LAJIR Aumento EUR 5,455 mil milhões (2015)[3]
Faturamento Baixa EUR 15.517 mil milhões (2015)[3]
Significado da sigla Energias de Portugal
Website oficial Site oficial EDP

A Energias de Portugal (EDP; antiga denominação Electricidade de Portugal) é uma empresa do sector energético, verticalmente integrada, com uma posição consolidada na Península Ibérica, quer ao nível de produção, distribuição e comercialização de electricidade, e comercialização de gás. A EDP está cotada no índice PSI-20.

O Grupo EDP tem hoje uma presença forte no panorama energético mundial, estando presente em países como Portugal, Espanha, França, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Bélgica, Polónia, Roménia, Brasil, Canadá, México, Angola e China, contando com cerca de 10 milhões de clientes e 12 mil colaboradores em todo o mundo[4].

História[editar | editar código-fonte]

A EDP foi criada em 1976, através da fusão de 13 empresas que tinham sido nacionalizadas em 1975[5][6], então com o nome "Electricidade de Portugal". Então, como empresa estatal, ficou encarregue da electrificação de todo o país, a modernização e extensão das rede de distribuição eléctrica, do planeamento e construção do parque electroprodutor nacional, e do estabelecimento de um tarifário único para todos os clientes.

Em meados da década de 1980 a rede de distribuição da EDP cobria 97% do território de Portugal continental e assegurava 80% do fornecimento de energia eléctrica em baixa tensão. Em 1991, o Governo decidiu alterar o estatuto jurídico da EDP, de Empresa Pública para Sociedade Anónima. Em 1994, depois de uma profunda reestruturação, foi constituído o Grupo EDP.

Em Junho de 1997 ocorre a primeira fase de privatização da EDP, tendo sido alienado 30% do capital. Foi uma operação de grande sucesso em que a procura superou a oferta em mais de trinta vezes, e pela qual mais de oitocentos mil portugueses (cerca de 8% da população) se tornaram accionistas da EDP.

«Em 2013 a Parpública, empresa que gere as participações do Estado, vendeu as últimas ações detidas na EDP, num total de 4,144% do capital social da elétrica, por 2,35 euros por ação, com um encaixe de 356 milhões de euros.[7]

Internacionalização[editar | editar código-fonte]

Dão-se, em 1996, os primeiros passos na internacionalização do Grupo EDP. Seguiram-se cinco fases de privatização: Maio de 1998, Junho de 1998, Outubro de 2000, Novembro de 2004 e Dezembro de 2005.

Em 2004, o sorriso passa a ser a imagem de marca da EDP e a empresa altera a sua designação para Energias de Portugal. Em 2006 a EDP muda o seu posicionamento e a sua assinatura passa para “sinta a nossa energia”.

Sede principal da EDP na Praça Marquês de Pombal, Lisboa

Em 2007, o Grupo EDP, através da sua subsidiária Energias Renováveis, adquire um dos maiores produtores de energia eólica do mundo, a Horizon Wind Energy (LLC), com aerogeradores em Nova Iorque, Iowa, Pensilvânia, Washington e Oklahoma e com projectos para o Minnesota, Oregon, Texas e Illinois, a Horizon foi adquirida por 2,15 mil milhões de dólares americanos.

No mercado das energias renováveis, a EDP, através da EDP Renováveis, é hoje um dos maiores players eólicos do mundo, com 10.052 MWs instalados no final de 2016. Tem, ainda, operações e projectos em Portugal, Espanha, França, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Bélgica, Polónia, Roménia e Brasil.

Em 2010, a marca EDP figura na 192.ª posição da lista das 500 de maiores do mundo, sendo a marca portuguesa melhor posicionada com 3,2 mil milhões de euros.[8]

Em 2011, 60 por cento dos resultados da empresa foram gerados fora de Portugal para tal contribuiu o crescimento dos negócios das renováveis e do Brasil[9].

O trabalho desenvolvido pela EDP em matérias de sustentabilidade tem sido reconhecido pelas instâncias internacionais. Em 2010 e 2011 a EDP foi eleita a líder mundial do índice Dow Jones Sustainability Index nas empresas do sector elétrico..[10]

Estrutura accionista[editar | editar código-fonte]

O capital social da EDP em 1 de Agosto de 2012 era de cerca de 3 700 milhões de Euros, repartidos aproximadamente da seguinte forma:[11]

Entidade N.º de acções  % de capital  % Voto
China China Three Gorges Corporation 780 633 782 21,35% 21,35%
Estados Unidos Capital Group Companies 248 437 516 10,13% 10,13%
Espanha Oppidum 183 257 513 7,19% 7,19%
Portugal José de Mello Energia, S.A. 169 732 151 2,00% 2,00%
Luxemburgo Senfora 148 431 999 4,06% 4,06%
Portugal Grupo BCP 122 956 051 2,36% 2,36%
Catar Qatar Holding 89 708 375 2,27% 2,27%
Argélia Sonatrach 87 007 443 2,38% 2,38%
Noruega Norges Bank LLC 82 868 933 2,23% 2,23%
Estados Unidos Black Rock 32 476 701 2,00% 2,00%
Restantes accionistas 1 639 999 193 46,79% -

Fundação EDP[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2004 foi criada, pela EDP – Energias de Portugal, a Fundação EDP, hoje uma das mais importantes instituições no domínio cultural do país, na dupla vertente de produção própria e de mecenato.

Polémicas[editar | editar código-fonte]

Em 2011 a EDP optou por suspender a sua página no Facebook, devido a polémica associada à eliminação do comentário de uma utilizadora da rede social.[12][13]

Em Junho de 2012, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos decidiu a compensação de 105869 clientes afetados por erros nos contadores, num montante de 4,1 milhões de euros.[14]

Em Março de 2012 o secretário de Estado da Energia Henrique Gomes demitiu-se do governo devido a pressões do lobby da energia, sofridas após a elaboração de um relatório que pretendia aplicar cortes às rendas excessivas no sector eléctrico português, em particular da EDP [15][16], no montante de 165 milhões de euros por ano[17]. Estas políticas estavam previstas no Memorando de Políticas Económicas e Financeiras celebrado em Maio de 2011.

Em 2013 a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos decidiu que a EDP Distribuição pague mais 7 milhões de euros aos 800 mil clientes afetados[18] por desvios nas leituras dos contadores só deverão receber o crédito na factura a partir de Maio.[19]

Referências

  1. http://www.edp.pt/pt/aedp/sobreaedp/recursoshumanos/Rel_social/EDPDocuments/RelatorioSocial2008.pdf
  2. http://www.bloomberg.com/quote/EDP:GR
  3. a b c «Resultados da EDP em 2015» (PDF). 21 de Março de 2016. Consultado em 21 de Março de 2016 
  4. EDP no Mundo
  5. http://dre.pt/pdf1sdip/1975/04/08902/00100012.pdf
  6. http://dre.pt/pdf1sdip/1976/06/15100/14381447.pdf
  7. http://www.tvi24.iol.pt/economia---economia/edp-mexia-saida-do-estado-da-edp/1421138-6377.html
  8. Oje: EDP e a marca portuguesa mais valiosa
  9. «Mexia: 60% dos resultados da EDP vêm de fora de Portugal» 
  10. EDP: líder mundial nos Índices Dow Jones de Sustentabilidade, nas empresas do Sector Eléctrico
  11. «Estrutura Accionista EDP». Consultado em 1 de agosto de 2012 
  12. SUSANA ALMEIDA RIBEIRO (17 de Outubro de 2011). «EDP suspende página no Facebook após polémica». Público. Consultado em 22 de Março de 2013 
  13. «EDP suspende página no Facebook após polémica». Jornal de Negócios Online. 28 de Outubro de 2011. Consultado em 22 de Março de 2013 
  14. «Reguladora propõe indemnização a clientes com tarifas bi ou tri horárias». JN. 20 de Março de 2013. Consultado em 22 de Março de 2013 
  15. António Ribeiro Ferreira (27 de Abril de 2013). «Passos não desmente. Lobby do sector eléctrico despediu secretário de Estado da Energia». Jornal i. Consultado em 01 de Junho de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  16. «Henrique Gomes: O secretário de Estado que defendeu menos poder da EDP e quis intervir nas rendas excessivas». JN. 13 de Março de 2012. Consultado em 01 de Junho de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  17. Carlos Enes (08 de Março de 2012). «EDP diz que relatório do Governo tem «erros grosseiros»». TVI24. Consultado em 01 de Junho de 2014  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  18. «ERSE propõe indemnização até 35 euros aos clientes com tarifas bi ou tri horárias». Sol. 20 de Março de 2013. Consultado em 22 de Março de 2013 
  19. «Desvios nos contadores: EDP só reembolsa a partir de Maio». Jornal Sol. Consultado em 05 de Abril de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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