Carrefour

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Carrefour
Carrefour S.A.(extinta)
Carrefour Comércio & Indústria Ltda
Slogan na França: "Les prix bas, la confiance en plus" ("Preços baixos,confiança maior")
No Brasil: "Faz a conta. Faz Carrefour"
Em Espanha: "Carrefour te viene bien" ("O Carrefour está bem para você")
Na Argentina: "Está bueno para vos" ("É bom para você")
Na Colômbia: "Carrefour chévere" (O Carrefour é Bacana)
Tipo economia mista
Cotação Euronext: CA
Indústria Varejista (Retalhista)
Gênero empresa de economia mista , venda de produtos
Fundação 1959 (57 anos)
Fundador(es) Marcel Fournier, Denis Defforey, Jacques Defforey
Encerramento 2008 (Portugal)
Sede França Évry (Essonne), Paris
Proprietário(s) Groupe Carrefour S.A

Espírito Santo Resources (Portugal, 1990-2000) Carrefour Portugal S.A (2001-2007) Sonae (somente a marca registada da empresa no pais)

Presidente Georges Plassat
Pessoas-chave Georges Plassat (Presidente
Empregados 471,755 (2010)[1]
Produtos Alimentos , Eletrodomésticos , Eletroportáteis e etc...
Significado
da sigla
Cruzamento (no Brasil)
Faz a conta, Faz Carrefour

Carrefour é uma rede internacional de hipermercados, fundada na França, em 1960. Em 2004, o grupo possuía dez mil unidades em trinta países e quatrocentos mil empregados. O seu volume de negócios em 2002 foi de 86 bilhões/mil milhões de euros e distribuiu-se do seguinte modo: 51% na França, 34% no resto da Europa, 8% na América Latina e 7% na Ásia. De 1990 até 2007, houve lojas em Portugal, em 2008 todas as lojas foram fechadas e convertidas em hipermercados Continente. No entanto, a Sonae ainda é a proprietária da marca em Portugal.

França[editar | editar código-fonte]

Supermercado Champion na França.
  • 218 na França.

Na França a rede Carrefour é numerosa.

Fazem parte desta rede: Champion, Ed (Dia % e Minipreço), Supermarchés GB, Shopi, 8 à Huit e aínda as lojas Proxi.

Há também sites de comércio virtual na internet, sob o nome de Ooshop e Carrefour Online.

O Carrefour comprou em 1999 a Promodès e, investiu ainda nos hipermercados Continente.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Loja na Lourinhã

Em Portugal, o grupo contava com 12 lojas e mais 9 postos de combustível adjacentes nas cidades de Aveiro, Braga, Coimbra (que não durou muito tempo, operando de 2006 a 2008), Loures (que foi a loja mais notável do grupo no pais, e contou com um centro comercial próprio que ainda está aberto a partir de 2016, tendo hoje um hipermercado Continente no lugar da loja Carrefour, que ocupou o espaço até 2007 e foi fechada em 2008) , Montijo, Oeiras, Portimão, Paços de Ferreira, Telheiras (uma das primeiras lojas do grupo, em portugal), Vila Nova de Gaia, Torres Novas e Viseu.

Encerramento da empresa em Portugal

Mesmo que as lojas no pais fossem bem sucedidas, devido á pesada concorrencia das outras cadeias de hipermercado e supermercado no pais, além da restruturação da empresa, em meados de 2007, o Grupo Carrefour manifestou a intenção de vender o seu negócio de Grande Distribuição (Hipermercados) nos países onde não ocupasse lugar cimeiro nos rankings desta área de negócio. Concluiu-se que Portugal estaria incluído no plano de desinvestimento (à altura, a Carrefour Portugal S.A. ocupava o 5.º lugar). Alguns concorrentes manifestaram interesse, mas a Sonae Distribuição saiu vencedora. Em 27 de Julho de 2007, foi anunciado o negócio entre a Carrefour e a Sonae Distribuição, pelo valor de 662 M€. Saliente-se que as cerca de 300 lojas de hard discount Minipreço não estão incluídas no negócio (mas acabaram por ser desmembradas da empresa, através do spin-off do Grupo Dia, em 2011). Entretanto, a Autoridade da Concorrência analisou o negócio e impôs remédios para que a aquisição tivesse sucesso. A não-oposição ao negócio foi anunciada pela Autoridade da Concorrência no dia 10 de Dezembro de 2007, ficando o negócio concluido no dia 31 de Dezembro de 2007. Isso pôs fim á Carrefour Portugal S.A (que operou as lojas até 2007), todos os seus ativos, incluindo seu site oficial, a sua marca registada no pais, o direito de abrir novas lojas sob o nome, além de outros ativos relanacionados de properiedade do grupo em Portugal, foram todos transferidos para a Sonae, como parte da compra da divisão portuguesa da empresa. A Carrefour Portugal S.A foi imediatamente absorvida na Sonae Distribuição, ea sua sede em Amadora, Lisboa foi fechada e desocupada, como os seus ativos foram transferidos para a empresa. Após a compra da cadeia no pais, as lojas permanceram abertas até 23 de dezembro de 2007 (um dia antes da Véspara do Natal), o que foi a data limite (eo dia final para compras nas lojas) para a operação de todos os locais dentro de Portugal. Em 2008, um ano após a aquisição, foi anunciado o encerramento defenitivo e rebranding para todas as lojas portuguesas, incluindo os dois locais originais (que tinham aberto sob o nome Euromarché, em 1990). Um dos motivos para isso, seria o foco da Sonae nos hipermercados Continente , além de que a concessão necessária para manter as lojas abertas tinha terminado. Com isso, nos dias 2 e 3 de Janeiro de 2008 as lojas foram encerradas e desativadas para sempre. Logo em seguida, a sinalização referente á marca Carrefour foi completamente removida dos locais. Todos os produtos não vendidos que tinham ficado nas lojas, foram ameranazenados, devolvidos aos fornecedores, ou foram destruidos (esse provavelmente foi o caso das mercadorias alimentares vendidas exclusivamente nas lojas sob marca própria). após isso, foram construidos nos espaços vazios, novos hipermercados Continente, que por sua vez, abriram em 4 de Janeiro de 2008. isso marcou o final de todas as suas operações (sob a marca) em Portugal. O Centro Comercial Carrefour em Loures (onde a loja mais notável do grupo foi localizada), foi rebaptizado como "Centro Comercial Continente", e permanece aberto até hoje, embora algumas lojas que tinham aberto no edificio (por exemplo, imaginarium), fecharam ao longo dos anos, após a retirada ea subestituição do local. A loja Continente em Torres Novas, ainda tem a sinalização "w.c." original (antes do rebranding, quando a loja era conhecida como Carrefour), sendo uma das poucas referencias ás lojas originais. Todos os 9 postos de combustível adjacentes, foram renomeados sob a marca Galp Energia. A partir de fevereiro de 2016, a marca registada "Carrefour" no pais, o direito de abrir novas lojas e postos de combustível sob esse nome em Portugal, o dominio "www.carrefour.pt", e outros ativos relanacionados á marca, atualmente pertencem a Sonae. O website das lojas portuguesas do grupo atualmente pode ser vista no Wayback Machine.

Em 2010, especulou-se sobre a venda dos supermercados Minipreço em Portugal[2] .

O grupo Carrefour escusou-se a comentar[3] e a saída de Portugal não se concretizou nesse ano. O grupo manteve-se a operar em Portugal através da marca de "Hard discount" Minipreço (Grupo Dia). Contudo, em 2011 deu-se o spin-off do Grupo Dia, que passou a estar cotado na Bolsa de Madrid, integrando o índice IBEX 35, marcando a saida da empresa no pais.

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o Carrefour é a segunda maior empresa varejista do país, segundo ranking do Ibevar em 2012.

Hipermercados[editar | editar código-fonte]

Filial em Brasília, DF

O Brasil foi o destino escolhido para a primeira loja Carrefour do continente americano. Com o lançamento de novas lojas e aquisição de redes regionais como Planaltão, Roncetti, Mineirão, Rainha, Dallas, Eldorado, Continente e Atacadão.[4] A rede expandiu-se tornando o Carrefour uma das maiores empresas varejistas do país. A disputa pela liderança no setor varejista é acirrada, todavia, quando da aquisição da rede Atacadão, chegou-se a anunciar a tomada da liderança por parte do grupo Carrefour. Seus maiores concorrentes são o Grupo Pão de Açúcar e o Walmart, e a Cencosud que entrou na briga com a aquisição das redes GBarbosa, Mercantil Rodrigues, Perini, Bretas e Prezunic.

Supermercados[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a Rede Champion virou Carrefour Bairro. São lojas reduzidas dos hipermercados Carrefour. A bandeira Carrefour Bairro está presente somente no país.

E-commerce[editar | editar código-fonte]

A empresa interrompeu permanentemente suas operações de vendas pelo e-commerce no dia 7 de dezembro de 2012, com a justificativa de reestruturação do grupo no Brasil[5] .

Rede no Brasil[editar | editar código-fonte]

Filial em Natal, RN.
Filial em Osasco, SP.
Filial em Santo André, SP.
Filial em Santos, SP.
Antiga filial em Niterói, RJ.

Com a bandeira principal, Carrefour, a rede possui aproximadamente 160 lojas, atuando em 14 estados brasileiros: Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

São Paulo - Hipermercado, Plataforma, Lojas Express, Bairro, Atacadão e Centro de Distribuição [6] [editar | editar código-fonte]

Rio de Janeiro - Hipermercado, Plataforma, Centro de Distribução e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Minas Gerais - Hipermercado, Plataforma, Bairro, Centro de distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Espírito Santo[editar | editar código-fonte]

Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

Paraná[editar | editar código-fonte]

Distrito Federal - Hipermercado, Plataforma, Centro de distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

  • Brasília (3 hiper, sendo 1 Plataforma/Centro de Distribuição + 4 lojas bairro)

Goiás - Hipermercado, Plataforma, Centro de distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Mato Grosso do Sul[editar | editar código-fonte]

Pernambuco - Hipermercado, Plataforma e Atacadão[editar | editar código-fonte]

  • Recife (3 lojas, sendo 1 Plataforma ) - 1 Atacadão

Paraíba[editar | editar código-fonte]

Rio Grande do Norte[editar | editar código-fonte]

Ceará[editar | editar código-fonte]

Amazonas[editar | editar código-fonte]

Ameaça de fechamento do Carrefour Brasil[editar | editar código-fonte]

Por volta de abril de 2007, o presidente mundial do Carrefour - José Luis Duran - ameaçou fechar a subsidiária brasileira e todas as suas lojas num prazo máximo de dois anos (semelhante ao que aconteceu ás lojas portuguesas). O motivo era que o Carrefour Brasil enfrentou vários problemas para crescer, enquanto que os concorrentes cresciam rapidamente. Com a compra da rede Atacadão, a ameaça de fechamento foi deixada de lado, já que com a compra da rede, o Carrefour Brasil passou novamente a ser "número um" em vendas no varejo de hipermercados no Brasil, passando a frente dos concorrentes.[7] Em 2008, manteve a liderança entre as redes de supermercados no Brasil, com faturamento de 22,47 bilhões de reais.[8]

Processos[editar | editar código-fonte]

A partir de 2007 a rede sofreu pelo menos quatro processos[9] [10] [11] [12] [13] contra violência, racismo e homofobia, além da execução de um homem, por humilhação pública contra empregados[14] e violência infantil.

Em um dos casos um homem negro dono de uma Eco-Sport foi confundido com um ladrão, levado por seguranças terceirizados para dentro da rede e torturado física e psicológicamente por mais de 15 minutos,[15] além de ouvir ofensas referentes à sua cor negra. A rede afastou o segurança e descredenciou a empresa tercerizada de segurança,[9] [10] [13] contra violência, racismo e homofobia além de uma execução contra um homem que furtava 4 peças de carne de galinha, por humilhação pública contra empregados.[14]

Outro caso de espancamento seguido de morte ocorreu na loja do Supermercado Dia %, subsidiária do grupo Carrefour na cidade de São Carlos, SP. O furto de dois pães de queijo algumas coxinhas e creme para o cabelo, cometido pelo pedreiro Ademir Peraro, de 43 anos, motivou o seu espancamento pelo supervisor da loja e um segurança. Após a seção de tortura a vítima foi trancada no banheiro até o fechamento da loja, quando foi jogado na rua.

Socorrido por familiares, foi levado ao hospital; antes de vir a óbito, o pedreiro conseguiu relatar a tortura a que foi submetido.[16] [17] [18]

O processo mais oneroso para o Carrefour até o momento foi na quantia de 50 000 reais,[14] seguido por outro de 44 640 reais.[10] [11]

Aquisição[editar | editar código-fonte]

A Península, empresa de investimentos do empresário Abilio Diniz, anunciou nesta quinta-feira, dia 18/12, a compra de 10% das operações da unidade brasileira do Carrefour por 525 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão).[19]

Negociações[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2015, o empresário Abílio Diniz revelou que ele estava em negociações para levantar a 5,07 por cento de participação no Carrefour e tem o apoio dos acionistas para tomar um assento no conselho.[20]

Logotipo[editar | editar código-fonte]

Logotipo do Carrefour

Há uma grande especulação, no histórico popular, do real significado do logotipo da empresa. O logotipo apresenta, em negativo, uma letra "C", que é sobreposta por duas setas, uma vermelha, a menor e à esquerda, e outra azul, maior e à direita. O significado do logotipo remete à palavra que dá nome à empresa. A palavra "carrefour" significa cruzamento em francês, o que explica a existência das duas setas apontadas em sentidos opostos. As cores são iguais às da bandeira da França, o país de origem da marca do Carrefour.

Bandeiras do grupo Carrefour[editar | editar código-fonte]

  • Hipermercados: Carrefour, Carrefour Plataforma, Carrefour Planet.
  • Supermercados: Carrefour Bairro, Champion (Carrefour Market), Champion Mapinomovaoe, Globi, GB Supermercados, GS, Norte, Gima, Artima.
  • Supermercados de desconto: Dia %, Ed, Minipreço.
  • Lojas de conveniência: Carrefour Express, 5 horas, 8 a HuiT, Marche Plus, Proxi, Sherpa, Dìperdì, Smile Market, Ok!, Contact GB, GB Express, Shopi.
  • Atacado e Cash & Carry: Atacadão, Promocash, Docks Market, Gross IPer.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Annual Report 2010» (PDF) (em francês). Carrefour Group. Consultado em 21 de de maio. 
  2. «Carrefour met en vente sa filiale au Portugal» (em francês). Le Figaro. 7 de Abril de 2010. 
  3. Expresso (Portugal) (2010). «Grupo Carrefour não comenta eventual saída de Portugal». 7 de Abril de. 
  4. Folha Online (23 de abril de 2007). «Carrefour compra Atacadão e se transforma em líder do setor no Brasil». 
  5. Carrefour desativa operações de vendas online no Brasil
  6. https://www.carrefour.com.br/nossas-marcas/localizador-de-lojas/
  7. «Portal Exame - A ameaça da guilhotina». 
  8. «Carrefour, Pão de Açúcar, Wal-Mart e GBarbosa mantêm posição em 2008». 
  9. a b «Discriminação: Homem Negro é Espancado por Segurança do Carrefour». 
  10. a b c «Revista: A Capa». 
  11. a b «Prefeitura de São Paulo». 
  12. «Ministério Público do RS». 
  13. a b «"Atores acusam Carrefour e PM de racismo"». conteúdo digital em Cotidiano. Folha de S.Paulo. 3 de maio de 2004. 
  14. a b c «Observatório Social». 
  15. «Homem negro é confundido com bandido e espancado por segurança de supermercado na Grande SP». 
  16. http://www.saocarlosdiaenoite.com.br/ler.php?n=5112&c=9.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  17. http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/08/08/pedreiro-morre-por-furtar-coxinha-e-se-ele-fosse-senador/comment-page-1/.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  18. http://www.agora.uol.com.br/policia/ult10104u606868.shtml.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  19. «Abilio Diniz Compra 10% do Carrefour no Brasil». Época Negócios. 18 de dezembro de 2014. Consultado em 4 de janeiro de 2016. 
  20. «Brazil tycoon Diniz to raise Carrefour stake, eyes board seat». Reuters. 9 de abril de 2015. Consultado em 4 de janeiro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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