Carrefour

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o hipermercado. Se procura pela cidade do Haiti, veja Carrefour (Haiti).
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde agosto de 2011).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Estúdio de
Slogan na França: "Les prix bas, la confiance en plus" ("Preços baixos, confiança maior")
No Brasil: "Faz a conta. Faz Carrefour"
Em Espanha: "Carrefour te viene bien" ("O Carrefour está bem para você")
Na Argentina: "Está bueno para vos" ("É bom para você")
Na Colômbia: "Carrefour chévere" (O Carrefour é Bacana)
Tipo Economia mista
Cotação Euronext: CA
Indústria Varejista (retalhista)
Gênero Empresa de economia mista
Venda de produtos
Fundação 1959 (58 anos)
Fundador(es) Marcel Fournier, Denis Defforey, Jacques Defforey
Sede França Évry (Essonne), Paris
Proprietário(s) Groupe Carrefour S.A
Presidente Georges Plassat
Pessoas-chave Georges Plassat (Presidente)
Empregados 471,755(2010)[1]
Produtos Alimentos
Eletrodomésticos
Eletroportáteis e etc.
Faz a conta, Faz Carrefour

Carrefour é uma rede internacional de hipermercados fundada na França em 1960. Em 2004, o grupo possuía dez mil unidades em trinta países e quatrocentos mil empregados. O seu volume de negócios em 2002 foi de 86 bilhões/mil milhões e distribuiu-se do seguinte modo: 51% na França, 34% no resto da Europa, 8% na América Latina e 7% na Ásia.

França[editar | editar código-fonte]

Carrefour ao redor do mundo (2012)
  Locais atuais
  A ser fechado
  Locais anteriores
Supermercado Champion na França.
  • 218 na França.

Na França, a rede Carrefour é numerosa. Integram-na: Champion, Ed (Dia % e Minipreço), Supermarchés GB, Shopi, 8 à Huit e aínda as lojas Proxi.

Há também sites de comércio virtual na internet, sob o nome de Ooshop e Carrefour Online.

O Carrefour comprou em 1999 a Promodès, e investiu ainda nos hipermercados Continente.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Loja na Lourinhã

Em Portugal, o grupo contava com 12 lojas e mais 9 postos de combustível adjacentes nas cidades de Aveiro, Braga, Coimbra, Loures , Montijo, Oeiras, Portimão, Paços de Ferreira, Telheiras, Vila Nova de Gaia, Torres Novas e Viseu.

Todas as lojas fecharam em 2008.

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o Carrefour é a segunda maior empresa varejista do país, segundo ranking do Ibevar em 2012.

Hipermercados[editar | editar código-fonte]

Filial em Brasília, DF

O Brasil foi o destino escolhido para a primeira loja Carrefour do continente americano. Com o lançamento de novas lojas e aquisição de redes regionais como Planaltão, Roncetti, Mineirão, Rainha, Dallas, Big, Eldorado, Continente e Atacadão.[2] A rede expandiu-se tornando o Carrefour uma das maiores empresas varejistas do país. A disputa pela liderança no setor varejista é acirrada, todavia, quando da aquisição da rede Atacadão, chegou-se a anunciar a tomada da liderança por parte do grupo Carrefour. Seus maiores concorrentes são o Grupo Pão de Açúcar, o Walmart e a Cencosud que entrou na briga com a aquisição das redes GBarbosa, Mercantil Rodrigues, Perini, Bretas e Prezunic.

Supermercados[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a Rede Champion virou Carrefour Bairro. São lojas reduzidas dos hipermercados Carrefour. A bandeira Carrefour Bairro está presente somente no país.

Em 7 de setembro de 2016, a rede champion volta ao varejo com as unidades carrefour sendo champion novamente e com nova identidade visual

E-commerce[editar | editar código-fonte]

A empresa interrompeu suas operações de vendas pelo e-commerce no dia 7 de dezembro de 2012, com a justificativa de reestruturação do grupo no Brasil. No dia 26 de julho de 2016 (após 4 anos inativo), a empresa retorna com a venda e-commerce, com início para apenas a região sudeste do Brasil.[3]

Rede no Brasil[editar | editar código-fonte]

Filial em Natal, RN.
Filial em Santo André, SP.
Filial em Santos, SP.
Antiga filial em Niterói, RJ.

Com a bandeira principal, Carrefour, a rede possui aproximadamente 160 lojas em 14 estados brasileiros: Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

São Paulo - Hipermercado, Plataforma, Lojas Express, Bairro, Atacadão e Centro de Distribuição[4][editar | editar código-fonte]

Rio de Janeiro - Hipermercado, Centro de Distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Minas Gerais - Hipermercado, Bairro, Centro de distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Espírito Santo[editar | editar código-fonte]

Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

Paraná[editar | editar código-fonte]

Distrito Federal - Hipermercado Centro de distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

  • Brasília (3 hiper, 1 Centro de Distribuição + 4 lojas bairro)

Goiás - Hipermercado e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Mato Grosso do Sul[editar | editar código-fonte]

Amazonas - Hipermercado, Centro de Distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

  • Manaus - 5 Hiper + 1 Centro de distribuição + 3 Atacadão (9 lojas)

Pernambuco - Hipermercado, Centro de Distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Ceará[editar | editar código-fonte]

Paraíba[editar | editar código-fonte]

Rio Grande do Norte[editar | editar código-fonte]

  • Natal 2 Hiper + 2 Atacadão

Ameaça de fechamento do Carrefour Brasil[editar | editar código-fonte]

Por volta de abril de 2007, o presidente mundial do Carrefour - José Luis Duran - ameaçou fechar a subsidiária brasileira e todas as suas lojas num prazo máximo de dois anos. O motivo era que o Carrefour Brasil enfrentou vários problemas para crescer, enquanto que os concorrentes cresciam rapidamente. Com a compra da rede Atacadão, a ameaça de fechamento foi deixada de lado, já que com a compra da rede, o Carrefour Brasil passou novamente a ser "número um" em vendas no varejo de hipermercados no Brasil, passando a frente dos concorrentes.[5] Em 2008, manteve a liderança entre as redes de supermercados no Brasil, com faturamento de 22,47 bilhões de reais.[6][2]

Processos[editar | editar código-fonte]

A partir de 2007 a rede sofreu pelo menos quatro processos[7][8][9][10][11] contra violência, racismo e homofobia, além da execução de um homem, por humilhação pública contra empregados[12] e violência infantil.

Em um dos casos um homem negro dono de uma Eco-Sport foi confundido com um ladrão, levado por seguranças terceirizados para dentro da rede e torturado física e psiquicamente por mais de 15 minutos, além de ouvir ofensas referentes à sua cor negra. A rede afastou o segurança e descredenciou a empresa tercerizada de segurança[13][7][8][11], contra violência, racismo e homofobia além de uma execução contra um homem que furtava 4 peças de carne de galinha, por humilhação pública contra empregados.[14]

Outro caso de espancamento seguido de morte ocorreu na loja do Supermercado Dia e Noite, subsidiária do grupo Carrefour em São Carlos. O furto de dois pães de queijo, algumas coxinhas e creme para cabelo, cometido pelo pedreiro Ademir Peraro, à época com 43 anos, motivou o seu espancamento pelo supervisor da loja e um segurança. Após a seção de tortura a vítima foi trancada no banheiro até o fechamento da loja, quando foi jogado na rua.

Socorrido por familiares, foi levado ao hospital; antes de vir a óbito, o pedreiro conseguiu relatar a tortura a que foi submetido.[15]

O processo mais oneroso para o Carrefour até o momento foi na quantia de R$50 000[14], seguido por outro de R$44 640[8][9].

Slogans[editar | editar código-fonte]

  • 1995-2005: Sempre o menor preço.
  • 2005-2010: É lá que a gente vai encontrar.
  • 2010-2016: Faz a conta. Faz Carrefour.
  • 2016: "Faz na sua, faz Carrefour".

Aquisição[editar | editar código-fonte]

A Península, empresa de investimentos do empresário Abilio Diniz, anunciou na quinta-feira 18 de dezembro de 2014, a compra de 10% das operações da unidade brasileira do Carrefour por 525 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão).[16]

Negociações[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2015, Abílio revelou que estava em negociações para obter 5,07% de participação no Carrefour e tem o apoio dos acionistas para tomar um assento no conselho.[17]

Logotipo[editar | editar código-fonte]

Logotipo do Carrefour

Há uma grande especulação, no histórico popular, do real significado do logotipo da empresa. O logotipo apresenta, em negativo, uma letra "C", que é sobreposta por duas setas, uma vermelha, a menor e à esquerda, e outra azul, maior e à direita. O significado do logotipo remete à palavra que dá nome à empresa. A palavra "carrefour" significa cruzamento em francês, o que explica a existência das duas setas apontadas em sentidos opostos. As letras e as setas possuem as mesmas cores que a bandeira da França, o país de origem da marca.

Bandeiras do grupo Carrefour[editar | editar código-fonte]

  • Hipermercados: Carrefour, Carrefour Plataforma, Carrefour Planet.
  • Supermercados: Carrefour Bairro, Champion (Carrefour Market), Champion Mapinomovaoe, Globi, GB Supermercados, GS, Norte, Gima, Artima.
  • Supermercados de desconto: Dia %, Ed, Minipreço.
  • Lojas de conveniência: Carrefour Express, 5 horas, 8 a HuiT, Marche Plus, Proxi, Sherpa, Dìperdì, Smile Market, Ok!, Contact GB, GB Express, Shopi.
  • Atacado e Cash & Carry: Atacadão, Promocash, Docks Market, Gross IPer.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Annual Report 2010» (PDF) (em francês). Carrefour Group. Consultado em 21 de maio de 2011 
  2. a b «Carrefour compra Atacadão e se transforma em líder do setor no Brasil». www1.folha.uol.com.br. Folha de São Paulo. 23 de abril de 2007. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  3. «Economia: mercado, finanças, bolsa de valores e dinheiro». Terra.com. 15 de março de 2013. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  4. «Localizador de Lojas». www.carrefour.com.br. Carrefour. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  5. «A ameaça da guilhotina». Portal EXAME. 10 de fevereiro de 2009. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  6. "Carrefour, Pão de Açúcar, Wal-Mart e GBarbosa mantêm posição em 2008" (em pt-BR). Extra Online.
  7. a b «Discriminação: homem negro é espancado por segurança do Carrefour». VOOZ. 28 de julho de 2013. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  8. a b c "Carrefour é condenado a pagar R$14.880 a transexuais discriminadas - Especial em Política no A Capa". A Capa - site e revista gay.
  9. a b «Supermercado Carrefour é Condenado por Homofobia». Prefeitura de São Paulo. 15 de outubro de 2009. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  10. «Carrefour é condenado por falsa acusação de furto contra consumidora». www.mprs.mp.br. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  11. a b «"Atores acusam Carrefour e PM de racismo"». conteúdo digital em Cotidiano. Folha de S.Paulo. 3 de maio de 2004 
  12. «Observatório Social» 
  13. «Homem negro é confundido com bandido e espancado por segurança de supermercado na Grande SP - O Globo». 22 de agosto de 2009. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  14. a b Soraia (3 de julho de 2015). «Panorama Econômico do Setor de Papel e Celulose nos países do Cone Sul». Instituto Observatório Social. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  15. «Seguranças acusados de matar pedreiro». (Folha de S.Paulo +) Agora são paulo / UOL. 8 de agosto de 2009. Cópia arquivada desde o original em 14 de agosto de 2009. Consultado em 10 de junho de 2016 
  16. «Abilio Diniz Compra 10% do Carrefour no Brasil». Época Negócios. 18 de dezembro de 2014. Cópia arquivada desde o original em 20 de agosto de 2015. Consultado em 11 de junho de 2016 
  17. Guillermo Parra-Bernal e Dominique Vidalon (9 de abril de 2015). «Brazil tycoon Diniz to raise Carrefour stake, eyes board seat: source» (em inglês). Reuters. Cópia arquivada desde o original em 1 de fevereiro de 2016. Consultado em 11 de junho de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Carrefour