Carrefour

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Carrefour
Razão social Carrefour Comércio & Indústria Ltda
Tipo Empresa de capital aberto
Slogan na França: "Les prix bas, la confiance en plus" ("Preços baixos, confiança maior")
No Brasil: "Faz na sua. Faz Carrefour"
Cotação Euronext Paris: CA
Indústria Varejista
Fundação 1959 (58 anos)
Fundador(es) Marcel Fournier, Denis Defforey, Jacques Defforey
Sede França Boulogne-Billancourt, França
Área(s) servida(s) Mundo
Proprietário(s) Groupe Carrefour
Presidente Georges Plassat
Pessoas-chave Georges Plassat (Presidente)
Empregados 381,227 (2015)[1]
Produtos Alimentos
Eletrodomésticos
Eletroportáteis e etc.
Ativos Aumento 45.095 bilhões (2015)[1]
Lucro Baixa €981 milhões (2015)[1]
LAJIR Aumento €2.232 bilhões (2015)[1]
Faturamento Aumento €103.3 bilhões (2016)[1]
Website oficial www.carrefour.com

Carrefour é uma rede internacional de hipermercados fundada na França em 1960. Em 2004, o grupo possuía dez mil unidades em trinta países e quatrocentos mil empregados. O seu volume de negócios em 2002 foi de 86 bilhões/mil milhões e distribuiu-se do seguinte modo: 51% na França, 34% no resto da Europa, 8% na América Latina e 7% na Ásia.

França[editar | editar código-fonte]

Carrefour ao redor do mundo (2012)
  Locais atuais
  A ser fechado
  Locais anteriores
Supermercado Champion na França.
  • 218 na França.

Na França, a rede Carrefour é numerosa. Integram-na: Champion, Ed (Dia % e Minipreço), Supermarchés GB, Shopi, 8 à Huit e aínda as lojas Proxi.

Há também sites de comércio virtual na internet, sob o nome de Ooshop e Carrefour Online.

O Carrefour comprou em 1999 a Promodès, e investiu ainda nos hipermercados Continente.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Loja na Lourinhã

Em Portugal, o grupo contava com 12 lojas e mais 9 postos de combustível adjacentes nas cidades de Aveiro, Braga, Coimbra, Loures , Montijo, Oeiras, Portimão, Paços de Ferreira, Telheiras, Vila Nova de Gaia, Torres Novas e Viseu.

Todas as lojas fecharam em 2008.

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o Carrefour é a segunda maior empresa varejista do país, segundo ranking do Ibevar em 2012.

Hipermercados[editar | editar código-fonte]

Filial em Brasília, DF

O Brasil foi o destino escolhido para a primeira loja Carrefour do continente americano. Com o lançamento de novas lojas e aquisição de redes regionais como Planaltão, Roncetti, Mineirão, Rainha, Dallas, Big, Eldorado, Continente e Atacadão.[2] A rede expandiu-se tornando o Carrefour uma das maiores empresas varejistas do país. A disputa pela liderança no setor varejista é acirrada, todavia, quando da aquisição da rede Atacadão, chegou-se a anunciar a tomada da liderança por parte do grupo Carrefour. Seus maiores concorrentes são o Grupo Pão de Açúcar, o Walmart e a Cencosud que entrou na briga com a aquisição das redes GBarbosa, Mercantil Rodrigues, Perini, Bretas e Prezunic.

Supermercados[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a Rede Champion virou Carrefour Bairro. São lojas reduzidas dos hipermercados Carrefour. A bandeira Carrefour Bairro está presente somente no país.

Em 7 de setembro de 2016, a rede champion volta ao varejo com as unidades carrefour sendo champion novamente e com nova identidade visual

E-commerce[editar | editar código-fonte]

A empresa interrompeu suas operações de vendas pelo e-commerce no dia 7 de dezembro de 2012, com a justificativa de reestruturação do grupo no Brasil. No dia 26 de julho de 2016 (após 4 anos inativo), a empresa retorna com a venda e-commerce, com início para apenas a região sudeste do Brasil.[3]

Rede no Brasil[editar | editar código-fonte]

Filial em Natal, RN.
Filial em Santo André, SP.
Filial em Santos, SP.
Antiga filial em Niterói, RJ.

Com a bandeira principal, Carrefour, a rede possui aproximadamente 160 lojas em 14 estados brasileiros: Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

São Paulo - Hipermercado, Plataforma, Lojas Express, Bairro, Atacadão e Centro de Distribuição[4][editar | editar código-fonte]

Rio de Janeiro - Hipermercado, Centro de Distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Minas Gerais - Hipermercado, Bairro, Centro de distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Espírito Santo[editar | editar código-fonte]

Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

Paraná[editar | editar código-fonte]

Distrito Federal - Hipermercado Centro de distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

  • Brasília (3 hiper, 1 Centro de Distribuição + 4 lojas bairro)

Goiás - Hipermercado e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Mato Grosso do Sul[editar | editar código-fonte]

Amazonas - Hipermercado, Centro de Distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

  • Manaus - 5 Hiper + 1 Centro de distribuição + 3 Atacadão (9 lojas)

Pernambuco - Hipermercado, Centro de Distribuição e Atacadão[editar | editar código-fonte]

Ceará[editar | editar código-fonte]

Paraíba[editar | editar código-fonte]

Rio Grande do Norte[editar | editar código-fonte]

  • Natal 2 Hiper + 2 Atacadão

Ameaça de fechamento do Carrefour Brasil[editar | editar código-fonte]

Por volta de abril de 2007, o presidente mundial do Carrefour - José Luis Duran - ameaçou fechar a subsidiária brasileira e todas as suas lojas num prazo máximo de dois anos. O motivo era que o Carrefour Brasil enfrentou vários problemas para crescer, enquanto que os concorrentes cresciam rapidamente. Com a compra da rede Atacadão, a ameaça de fechamento foi deixada de lado, já que com a compra da rede, o Carrefour Brasil passou novamente a ser "número um" em vendas no varejo de hipermercados no Brasil, passando a frente dos concorrentes.[5] Em 2008, manteve a liderança entre as redes de supermercados no Brasil, com faturamento de 22,47 bilhões de reais.[2][6]

Processos[editar | editar código-fonte]

A partir de 2007 a rede sofreu pelo menos quatro processos[7][8][9][10][11] contra violência, racismo e homofobia, além da execução de um homem, por humilhação pública contra empregados[12] e violência infantil.

Em um dos casos um homem negro dono de uma Eco-Sport foi confundido com um ladrão, levado por seguranças terceirizados para dentro da rede e torturado física e psiquicamente por mais de 15 minutos, além de ouvir ofensas referentes à sua cor negra. A rede afastou o segurança e descredenciou a empresa tercerizada de segurança[7][8][11][13], contra violência, racismo e homofobia além de uma execução contra um homem que furtava 4 peças de carne de galinha, por humilhação pública contra empregados.[14]

Outro caso de espancamento seguido de morte ocorreu na loja do Supermercado Dia e Noite, subsidiária do grupo Carrefour em São Carlos. O furto de dois pães de queijo, algumas coxinhas e creme para cabelo, cometido pelo pedreiro Ademir Peraro, à época com 43 anos, motivou o seu espancamento pelo supervisor da loja e um segurança. Após a seção de tortura a vítima foi trancada no banheiro até o fechamento da loja, quando foi jogado na rua.

Socorrido por familiares, foi levado ao hospital; antes de vir a óbito, o pedreiro conseguiu relatar a tortura a que foi submetido.[15]

O processo mais oneroso para o Carrefour até o momento foi na quantia de R$50 000[14], seguido por outro de R$44 640[8][9].

Slogans[editar | editar código-fonte]

  • 1995-2005: Sempre o menor preço.
  • 2005-2010: É lá que a gente vai encontrar.
  • 2010-2016: Faz a conta. Faz Carrefour.
  • 2016: "Faz na sua, faz Carrefour".

Aquisição[editar | editar código-fonte]

A Península, empresa de investimentos do empresário Abilio Diniz, anunciou na quinta-feira 18 de dezembro de 2014, a compra de 10% das operações da unidade brasileira do Carrefour por 525 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão).[16]

Negociações[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2015, Abílio revelou que estava em negociações para obter 5,07% de participação no Carrefour e tem o apoio dos acionistas para tomar um assento no conselho.[17]

Logotipo[editar | editar código-fonte]

Logotipo do Carrefour

Há uma grande especulação, no histórico popular, do real significado do logotipo da empresa. O logotipo apresenta, em negativo, uma letra "C", que é sobreposta por duas setas, uma vermelha, a menor e à esquerda, e outra azul, maior e à direita. O significado do logotipo remete à palavra que dá nome à empresa. A palavra "carrefour" significa cruzamento em francês, o que explica a existência das duas setas apontadas em sentidos opostos. As letras e as setas possuem as mesmas cores que a bandeira da França, o país de origem da marca.

Bandeiras do grupo Carrefour[editar | editar código-fonte]

  • Hipermercados: Carrefour, Carrefour Plataforma, Carrefour Planet.
  • Supermercados: Carrefour Bairro, Champion (Carrefour Market), Champion Mapinomovaoe, Globi, GB Supermercados, GS, Norte, Gima, Artima.
  • Supermercados de desconto: Dia %, Ed, Minipreço.
  • Lojas de conveniência: Carrefour Express, 5 horas, 8 a HuiT, Marche Plus, Proxi, Sherpa, Dìperdì, Smile Market, Ok!, Contact GB, GB Express, Shopi.
  • Atacado e Cash & Carry: Atacadão, Promocash, Docks Market, Gross IPer.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e «Annual Report 2015» (PDF). Grupo Carrefour. Consultado em 27 de abril de 2016 
  2. a b «Carrefour compra Atacadão e se transforma em líder do setor no Brasil». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. 23 de abril de 2007. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  3. «Economia: mercado, finanças, bolsa de valores e dinheiro». Terra.com. 15 de março de 2013. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  4. «Localizador de Lojas». www.carrefour.com.br. Carrefour. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  5. «A ameaça da guilhotina». Portal EXAME. 10 de fevereiro de 2009. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  6. «Carrefour, Pão de Açúcar, Wal-Mart e GBarbosa mantêm posição em 2008». Extra Online 
  7. a b «Discriminação: homem negro é espancado por segurança do Carrefour». VOOZ. 28 de julho de 2013. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  8. a b c «Carrefour é condenado a pagar R$14.880 a transexuais discriminadas - Especial em Política no A Capa». A Capa - site e revista gay 
  9. a b «Supermercado Carrefour é Condenado por Homofobia». Prefeitura de São Paulo. 15 de outubro de 2009. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  10. «Carrefour é condenado por falsa acusação de furto contra consumidora». www.mprs.mp.br. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  11. a b «"Atores acusam Carrefour e PM de racismo"». conteúdo digital em Cotidiano. Folha de S.Paulo. 3 de maio de 2004 
  12. «Observatório Social» 
  13. «Homem negro é confundido com bandido e espancado por segurança de supermercado na Grande SP - O Globo». 22 de agosto de 2009. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  14. a b Soraia (3 de julho de 2015). «Panorama Econômico do Setor de Papel e Celulose nos países do Cone Sul». Instituto Observatório Social. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  15. «Seguranças acusados de matar pedreiro». (Folha de S.Paulo +) Agora são paulo / UOL. 8 de agosto de 2009. Consultado em 10 de junho de 2016. Cópia arquivada em 14 de agosto de 2009 
  16. «Abilio Diniz Compra 10% do Carrefour no Brasil». Época Negócios. 18 de dezembro de 2014. Consultado em 11 de junho de 2016. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2015 
  17. Guillermo Parra-Bernal e Dominique Vidalon (9 de abril de 2015). «Brazil tycoon Diniz to raise Carrefour stake, eyes board seat: source» (em inglês). Reuters. Consultado em 11 de junho de 2016. Cópia arquivada em 1 de fevereiro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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