Carrefour

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o hipermercado. Se procura pela cidade do Haiti, veja Carrefour (Haiti).
Carrefour S.A.
Empresa de capital aberto
Slogan
  • Les prix bas, la confiance en plusPreços baixos, confiança maior — (França)
  • Todos merecem o melhor. (Brasil)
Cotação Euronext Paris: CA
B3: CRFB3
Atividade Varejista
Gênero Hipermercado
Fundação 2 de agosto de 1959 (61 anos)
Fundador(es) Marcel Fournier
Denis Defforey
Jacques Defforey
Sede França Boulogne-Billancourt, França
Área(s) servida(s) Mundo
Proprietário(s) Groupe Carrefour
Presidente Georges Plassat
Pessoas-chave Georges Plassat (Presidente)
Empregados 381 227 (2015)[1]
Produtos Alimentos
Eletrodomésticos
Eletroportáteis e etc.
Marcas Carrefour Discount
Viver
Sabor & Qualidade
Produtos Carrefour
Ativos Aumento 31,927 bilhões (2019)
Receita Aumento 78,9 bilhões (2019)
Lucro Aumento 2,080 bilhões € (2019)
LAJIR Aumento 3 485 bilhões € (2019)
Faturamento Aumento 80,735 bilhões € (2019)
Renda líquida Aumento 50,0 bilhões € (2019)
Significado da sigla Cruzamento
Website oficial www.carrefour.com

Carrefour é uma rede internacional de hipermercados fundada na França em 1960. Em 2004, o grupo detinha dez mil unidades em trinta países e empregava quatrocentos mil funcionários. O volume de negócios em 2002 foi de 86 bilhões/mil milhões , distribuído do seguinte modo: 51% na França, 34% no resto da Europa, 8% na América Latina e 7% na Ásia.

França[editar | editar código-fonte]

Carrefour ao redor do mundo (desde 2013)
Supermercado Champion na França.
  • 218 na França.

Na França, a rede Carrefour é numerosa. Integram-na: Champion, Ed (Dia % e Minipreço), Supermarchés GB, Shopi, 8 à Huit e aínda as lojas Proxi.

Há também sites de comércio virtual na internet, sob o nome de Ooshop e Carrefour Online.

O Carrefour comprou em 1999 a Promodès, e investiu ainda nos hipermercados Continente.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Loja na Lourinhã

Em Portugal, o grupo contava com 12 lojas e mais 9 postos de combustível adjacentes nas cidades de Aveiro, Braga, Coimbra, Loures, Montijo, Oeiras, Portimão, Paços de Ferreira, Telheiras, Vila Nova de Gaia, Torres Novas e Viseu.

Todas as lojas fecharam em 2008.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Grupo Carrefour Brasil

No Brasil, o Carrefour é a segunda maior empresa varejista do país, segundo ranking do Ibevar em 2012.

Hipermercados[editar | editar código-fonte]

Filial em Brasília, DF

O Brasil foi o destino escolhido para a primeira loja Carrefour do continente americano. Com o lançamento de novas lojas e aquisição de redes regionais como Planaltão, Roncetti, Mineirão, Rainha, Dallas, Big, Eldorado, Continente e Atacadão.[2] A rede expandiu-se tornando o Carrefour uma das maiores empresas varejistas do país. A disputa pela liderança no setor varejista é acirrada, todavia, quando da aquisição da rede Atacadão, chegou-se a anunciar a tomada da liderança por parte do grupo Carrefour. Seus maiores concorrentes são o GPA, o Walmart e a Cencosud que entrou na briga com a aquisição das redes GBarbosa, Mercantil Rodrigues, Perini, Bretas e Prezunic.

Supermercados[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a Rede Champion virou Carrefour Bairro. São lojas reduzidas dos hipermercados Carrefour. A bandeira Carrefour Bairro está presente somente no país.

Em 7 de setembro de 2016, a rede Champion volta ao varejo com as unidades Carrefour sendo Champion novamente e com nova identidade visual.

Comércio eletrônico[editar | editar código-fonte]

A empresa interrompeu suas operações de vendas pelo comércio eletrônico no dia 7 de dezembro de 2012, com a justificativa de reestruturação do grupo no Brasil. No dia 26 de julho de 2016 (após 4 anos inativo), a empresa retorna com a venda comércio eletrônico, com início para apenas a região sudeste do Brasil.[3]

Atualmente a empresa vende produtos não alimentares, como eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e outros itens duráveis através de seu site oficial com entrega para todo o Brasil.

Rede no Brasil[editar | editar código-fonte]

Filial em Natal, RN.
Filial em Santo André, SP.
Filial em Santos, SP.
Antiga filial em Niterói, RJ.
Filial em Belford Roxo, RJ.

Com a bandeira principal, Carrefour, a rede possui aproximadamente 160 lojas em 14 estados brasileiros: Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Ameaça de fechamento do Carrefour Brasil[editar | editar código-fonte]

Por volta de abril de 2007, o presidente mundial do Carrefour - José Luis Duran - ameaçou fechar a subsidiária brasileira e todas as suas lojas num prazo máximo de dois anos. O motivo era que o Carrefour Brasil enfrentou vários problemas para crescer, enquanto que os concorrentes cresciam rapidamente. Com a compra da rede Atacadão, a ameaça de fechamento foi deixada de lado, já que com a compra da rede, o Carrefour Brasil passou novamente a ser "número um" em vendas no varejo de hipermercados no Brasil, passando a frente dos concorrentes.[4] Em 2008, manteve a liderança entre as redes de supermercados no Brasil, com faturamento de 22,47 bilhões de reais.[2][5]

Violência e preconceito[editar | editar código-fonte]

A partir de 2007 a rede sofreu pelo menos quatro processos[6][7][8][9][10] contra violência, racismo e homofobia, além da execução de um homem, por humilhação pública contra empregados[11] e violência infantil.

Em um dos casos um homem negro dono de uma EcoSport foi confundido com um ladrão, levado por seguranças terceirizados para dentro da rede e torturado física e psiquicamente por mais de 15 minutos, além de ouvir ofensas referentes à sua cor negra. A rede afastou o segurança e descredenciou a empresa terceirizada de segurança[6][7][10][12]

Outro caso de espancamento seguido de morte ocorreu na loja do Supermercado Dia e Noite, subsidiária do grupo Carrefour em São Carlos. O furto de dois pães de queijo, algumas coxinhas e creme para cabelo, cometido pelo pedreiro Ademir Peraro, à época com 43 anos, motivou o seu espancamento pelo supervisor da loja e um segurança. Após a seção de tortura a vítima foi trancada no banheiro até o fechamento da loja, quando foi jogado na rua. Socorrido por familiares, foi levado ao hospital; antes de vir a óbito, o pedreiro conseguiu relatar a tortura a que foi submetido.[13]

O processo mais oneroso para o Carrefour até o momento foi na quantia de R$50 000[14], seguido por outro de R$44 640[7][8].Em dezembro de 2018, a filial em Osasco virou notícia após um cão vira-latas morrer assassinado por um dos seguranças do estabelecimento. O homem recebera ordens superiores para retirar o animal da loja, e para isso teria oferecido mortadela envenenada, além de espancá-lo com uma barra de alumínio, resultando na morte do cachorro.[15] Diante da repercussão a níveis nacional e internacional, o Carrefour emitiu comunicado oficial sobre o ocorrido em suas redes.[16] Após a abertura de inquérito pela Polícia Civil de São Paulo, o funcionário responsável pelo assassinato foi declarado réu e respondeu em liberdade por crime de abuso e maus-tratos a animais.[17] A filial foi multada em R$ 1 milhão pelo ocorrido.[18]

Dia 19 de novembro de 2020, um dia antes do Dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de quarenta anos, foi assassinado pelos seguranças Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, policial militar de folga, numa loja de Porto Alegre. Após uma suposta discussão com uma funcionária, os dois seguranças conduziram Freitas até o estacionamento da unidade, o espancaram e o asfixiaram até a morte, mesmo que Freitas tivesse avisado que lhe faltava ar. Ambos foram presos preventivamente acusados por homicídio qualificado.[19][20][21]

Slogans[editar | editar código-fonte]

  • 1995-1998; 2001-2004: Sempre o menor preço.
  • 1998-2001: Tudo bem!
  • 2004-2010: É lá que a gente vai encontrar.
  • 2010-2012: Bons momentos, começam aqui.
  • 2012-2016: Faz a conta. Faz Carrefour.
  • 2016-2019: Faz na sua, faz Carrefour.
  • 2019-atual: Todos merecem o melhor.

Aquisição[editar | editar código-fonte]

A Península, empresa de investimentos do empresário Abilio Diniz, anunciou na quinta-feira 18 de dezembro de 2014, a compra de 10% das operações da unidade brasileira do Carrefour por 525 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão).[22]

Negociações[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2015, Abílio revelou que estava em negociações para obter 5,07% de participação no Carrefour e tem o apoio dos acionistas para tomar um assento no conselho.[23]

Logotipo e significado[editar | editar código-fonte]

Logotipo do Carrefour

Há uma grande especulação, no histórico popular, do real significado do logótipo da empresa. O logótipo apresenta, em negativo, uma letra "C", que é sobreposta por duas setas, uma vermelha, a menor e à esquerda, e outra azul, maior e à direita. O significado do logótipo remete à palavra que dá nome à empresa: "carrefour", que significa cruzamento em francês, o que explica a existência das duas setas apontadas em sentidos opostos. As letras e as setas possuem as mesmas cores que a bandeira da França, o país de origem da marca. Quando ao significado do nome cruzamento, em francês, refere-se a inauguração da primeira loja do grupo, na cidade de Annecy, justamente no cruzamento de duas avenidas[24].

Bandeiras do grupo Carrefour[editar | editar código-fonte]

  • Hipermercados: Carrefour, Carrefour Plataforma, Carrefour Planet.
  • Supermercados: Carrefour Bairro, Champion (Carrefour Market), Champion Mapinomovaoe, Globi, GB Supermercados, GS, Norte, Gima, Artima.
  • Supermercados de desconto: Ed, Minipreço.
  • Lojas de conveniência: Carrefour Express, 5 horas, 8 a HuiT, Marche Plus, Proxi, Sherpa, Dìperdì, Smile Market, Ok!, Contact GB, GB Express, Shopi.
  • Atacado e Cash & Carry: Atacadão, Promocash, Docks Market, Gross IPer.
  • Drogaria Carrefour

Referências

  1. «Annual Report 2015» (PDF). Grupo Carrefour. Consultado em 27 de abril de 2016 
  2. a b «Carrefour compra Atacadão e se transforma em líder do setor no Brasil». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. 23 de abril de 2007. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  3. «Economia: mercado, finanças, bolsa de valores e dinheiro». Terra.com. 15 de março de 2013. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  4. «A ameaça da guilhotina». Portal EXAME. 10 de fevereiro de 2009. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  5. «Carrefour, Pão de Açúcar, Wal-Mart e GBarbosa mantêm posição em 2008». Extra Online 
  6. a b «Discriminação: homem negro é espancado por segurança do Carrefour». VOOZ. 28 de julho de 2013. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  7. a b c «Carrefour é condenado a pagar R$14.880 a transexuais discriminadas - Especial em Política no A Capa». A Capa - site e revista gay 
  8. a b «Supermercado Carrefour é Condenado por Homofobia». Prefeitura de São Paulo. 15 de outubro de 2009. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  9. «Carrefour é condenado por falsa acusação de furto contra consumidora». www.mprs.mp.br. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  10. a b «"Atores acusam Carrefour e PM de racismo"». conteúdo digital em Cotidiano. Folha de S.Paulo. 3 de maio de 2004 
  11. «Observatório Social» 
  12. «Homem negro é confundido com bandido e espancado por segurança de supermercado na Grande SP - O Globo». 22 de agosto de 2009. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  13. «Seguranças acusados de matar pedreiro». (Folha de S.Paulo +) Agora são paulo / UOL. 8 de agosto de 2009. Consultado em 10 de junho de 2016. Cópia arquivada em 14 de agosto de 2009 
  14. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome :4
  15. «Imagens flagraram o momento em que segurança do Carrefour agride cachorro». iG. 5 de dezembro de 2018. Consultado em 16 de fevereiro de 2019 
  16. «Caso Carrefour: Luisa Mell divulga imagens de câmeras de segurança após morte de cachorro». BOL Notícias. 4 de dezembro de 2018. Consultado em 16 de fevereiro de 2019 
  17. Kleber Tomaz (18 de dezembro de 2018). «Polícia de SP conclui inquérito e culpa segurança do Carrefour por agressão e morte de cachorro». G1. Consultado em 16 de fevereiro de 2019 
  18. «Hipermercado recebe multa de R$ 1 milhão por morte de cadela». SBT–Primeiro Impacto. 18 de março de 2019. Consultado em 19 de março de 2019 
  19. «Homem negro é espancado até a morte em supermercado do grupo Carrefour em Porto Alegre». G1. Consultado em 20 de novembro de 2020 
  20. «Homem negro morre após ser espancado em supermercado de Porto Alegre». noticias.uol.com.br. Consultado em 21 de novembro de 2020 
  21. «Seguranças que espancaram João Alberto têm prisão decretada». Terra. Consultado em 21 de novembro de 2020 
  22. «Abilio Diniz Compra 10% do Carrefour no Brasil». Época Negócios. 18 de dezembro de 2014. Consultado em 11 de junho de 2016. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2015 
  23. Guillermo Parra-Bernal e Dominique Vidalon (9 de abril de 2015). «Brazil tycoon Diniz to raise Carrefour stake, eyes board seat: source» (em inglês). Reuters. Consultado em 11 de junho de 2016. Cópia arquivada em 1 de fevereiro de 2016 
  24. Veja a origem dos nomes de empresas - Carrefour Portal BOL de Notícias (acesso em junho/2017)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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