Abilio Diniz

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Abilio Diniz
Nome completo Abilio dos Santos Diniz
Nascimento 28 de dezembro de 1936 (80 anos)
São Paulo,  Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Fortuna R$ 12,39 bilhões (2016)[1]
Ocupação empresário
Chairman BRF

Abilio dos Santos Diniz (São Paulo, 28 de dezembro de 1936) é um Administrador e empresário brasileiro, atual presidente do Conselho de Administração da BRF e dono de 12% do Carrefour Brasil.[2]

Foi sócio da Companhia Brasileira de Distribuição, que inclui as bandeiras de Varejo Alimentar, Pão de Açúcar e Extra, de Atacarejo, Assaí e de Eletro, Ponto Frio (Globex). Também foi sócio majoritário das Casas Bahia, através da sua controlada Globex S/A.[3]

Abilio é casado e tem seis filhos. Quatro dos seus herdeiros são do primeiro casamento com Auriluce Falleiros: Ana Maria, João Paulo, Adriana e Pedro Paulo. Do segundo casamento com a economista Geyze Marchesi nasceram Rafaela e Miguel.[4]

Listado em 2016 entre os 70 maiores bilionários do Brasil pela revista Forbes.[5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Abilio é o primeiro dos seis filhos de Valentim Diniz, imigrante português que chegou ao Brasil em 1929 e, que em 1948, abriu uma doçaria chamada de Pão de Açúcar.[6] Durante a infância e a juventude, dividiu seu tempo entre os estudos e os esportes. Formou-se na Escola de Administração de Empresas de São Paulo, mantida pela Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Ingressou na empresa do pai aos 20 anos, como gerente de vendas e, com as técnicas aprendidas nos Estados Unidos, em 1959 fundou o primeiro supermercado do grupo. Tornou-se, em 1979, membro do Conselho Monetário Nacional, de onde sairia dez anos depois.

Sequestro por guerrilheiros chilenos[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 1989, Abilio foi sequestrado pelo Movimento de Izquierda Revolucionaria e passou seis dias em cativeiro em São Paulo, bem próximo às eleições presidenciais de 1989.[7] Esse episódio gerou uma grande polêmica pois um de seus seqüestradores foi preso com a camiseta do Lula (na época do sequestro terrorista era candidato contra Fernando Collor), abrindo margem para a possível ideia de golpe.

O episódio do sequestro terrorista foi narrado no livro Pão de Fel: das utopias revolucionárias ao sequestro de Abílio Diniz, de autoria de Raimundo Rosélio Costa Freire, editor Globo de Porto Alegre.

Crise nos negócios[editar | editar código-fonte]

No fim dos anos 80, Abilio dos Santos Diniz, juntamente com a recessão provocada pelos planos econômicos da época, como o Plano Collor, que o levaram reestruturar as atividades do grupo, incluindo o fechamento de um terço das lojas deficitárias e demissão de 22.700 funcionários, teve de enfrentar uma disputa em família para ficar com todas as ações do grupo, a qual logrou êxito em 1992. Três anos depois, Abilio Diniz decidiu abrir o capital da empresa.

Viveu novo revés em 1996, ao ser condenado a um ano e quatro meses de prisão por realizar uma operação de empréstimo considerada ilegal entre duas empresas do grupo. O empresário recorreu da decisão e foi absolvido pelo Tribunal Regional.

A associação com os franceses e a volta por cima[editar | editar código-fonte]

Em 1999, o grupo francês Casino assume 24% do capital votante do grupo.[8] Em 2000, o empresário iniciou um novo processo de reengenharia da Companhia Brasileira de Distribuição e assumiu a liderança no ranking das maiores redes de varejo do país.

O grupo encerrou o ano de 2000 com 416 lojas em onze estados brasileiros. Além dos supermercados Pão de Açúcar e Comprebem, fazem parte da rede o hipermercado Extra e as lojas de eletrodomésticos Extra-Eletro.

Em dezembro de 2003, participou de um dos maiores negócios do setor de varejo quando anunciou uma fusão com a Rede de Supermercados Sendas, a maior rede supermercadista em tamanho e faturamento no estado do Rio de Janeiro com 106 lojas e 16 mil funcionários, criando a Sendas Distribuidora. O nascimento da empresa foi oficializado em 6 de fevereiro de 2004, com a compra pelo Pão de Açúcar de 49,5% do capital da Sendas de Arthur Sendas, que manteve os outros 50,5%. Arthur Sendas foi mantido como presidente do Conselho de Administração, mas a gestão do negócio ficou a cargo do Grupo Pão de Açúcar. Seu faturamento no primeiro semestre alcançou R$ 1,6 bilhão. Apesar de ter mantido 50,5% em ações da empresa, Arthur Sendas se tornaria sócio minoritário da nova empresa pois pelo acordo, seus 50,5% em ações foram convertidos em ações da Companhia Brasileira de Distribuição.

Em 2009 o Grupo Pão de Açúcar fechou a compra da rede Ponto Frio e tornou-se líder no varejo brasileiro, com cerca de 26 bilhões de reais de faturamento. A participação dos controladores do Ponto Frio foi adquirida por R$ 824,5 milhões, equivalente a 70,24% do capital total, com parte do valor pago com ações do Grupo.

Desde 2012, o Grupo Casino assumiu o controle do Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, Abilio Diniz tem se afastado das atividades operacionais da empresa, mantendo-se como presidente do Conselho de Administração[9].

Em setembro de 2013, Abilio Diniz renunciou à presidência do Conselho de Administração da companhia depois de acordo com o Casino, grupo francês detentor do controle da maior rede varejista do País.[10] Jean Charles-Naouri, presidente-executivo e maior acionista do varejista Casino, foi escolhido como presidente do Conselho de Administração.[11] Desde a sua saída oficial do grupo, Abilio e seus familiares venderam as ações que possuíam no GPA.

Em 18 de Dezembro de 2014, Diniz anunciou a compra de 10% das operações da unidade brasileira do Carrefour por 525 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão). A operação marca a volta de Abilio Diniz ao varejo - e ele passará a concorrer diretamente com Jean-Charles Naouri, presidente do Casino e atual controlador do Grupo Pão de Açúcar (GPA).

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Suposto pagamento do GPA a Antonio Palocci[editar | editar código-fonte]

Documentos obtidos pela imprensa, em abril de 2015, indicavam que o ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci recebeu pagamentos de 30 empresas por serviços de consultoria em 2010, ano em que Palocci coordenava a campanha presidencial de Dilma Rousseff[12][13]. Dentre estas companhias estava o Grupo Pão de Açúcar.

Após a descoberta dos contratos, rascunhos, notas, e-mails e outros documentos internos pela revista Época, que tinham por objetivo justificar os pagamentos para Palocci, o GPA decidiu instaurar um time de auditoria para investigar o dinheiro dado a Palocci numa tentativa de fazer as coisas corretamente[14].

Dois meses depois, o comitê de auditoria não encontrou evidências que Palocci tenha ajudado o grupo de alguma forma, e o MPF arquivou o caso.[15].

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Diniz é esportista convicto: pratica corrida, natação, musculação e squash e, desde 1994, participa da Maratona de Nova York. É Torcedor do São Paulo FC
  • No ranking 2007 da revista Forbes, Diniz figura com uma fortuna de 1,9 bilhão de dólares, colocado como o 538º entre os homens mais ricos do mundo e o oitavo entre os brasileiros.
  • Há alguns anos entrou, junto com o filho João Paulo Diniz e seu primo Mauricio Arnaldo, no ramo de hotéis e restaurantes, ficando sócio do Grupo Fasano.
  • Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009[16].
  • No ranking 2013 da revista Forbes, Diniz figura com uma fortuna de 3,7 bilhões de dólares, colocado como o 363º entre os homens mais ricos do mundo.
  • No ranking 2014 da revista Forbes, Diniz figura com uma fortuna de 3,9 bilhões de dólares, colocado como o 402º entre os homens mais ricos do mundo.

Referências

  1. http://www.forbes.com.br/listas/2016/08/70-maiores-bilionarios-do-brasil-em-2016/#foto57
  2. Fabrício Bernardes (16 de Junho de 2015). «Abilio Diniz aumenta participação no Carrefour Brasil». Revista EXAME. Consultado em 12 de dezembro de 2016 
  3. «Pão de Açúcar e Casas Bahia criam gigante do varejo» 
  4. «Trajetória e Pensamento das Elites Empresariais de São Paulo: Abílio Diniz» 
  5. «70 maiores bilionários do Brasil em 2016». Consultado em 29 de agosto de 2016 
  6. «Corpo do fundador do Pão de Açúcar é enterrado em São Paulo" - Folha Online». 17 de março de 2008 
  7. «Seqüestradores de Diniz vivem 'clandestinos'" - Folha Online». 30 de outubro de 2005 
  8. «Grupo francês paga US$ 900 milhões para partilhar controle do Pão de Açúcar" - Folha Online». 4 de maio de 2005 
  9. [http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/08/23/casino-assume-oficialmente-o-controle-do-grupo-pao-de-acucar.jhtm Casino assume oficialmente o controle do Grupo Pão de Açúcar, "UOL Noticias Economia", 23 de agosto de 2012
  10. Marília Almeida e Bárbara Ladeia (6 de setembro de 2013). «Abilio Diniz deixa o Grupo Pão de Açúcar». iG Economia. Consultado em 24 de setembro de 2013 
  11. «Grupo Pão de Açúcar escolhe Jean-Charles Naouri para presidente do Conselho». UOL Economia]. 23 de setembro de 2013. Consultado em 24 de setembro de 2013 
  12. Palocci recebeu R$ 12 milhões quando coordenava a campanha de Dilma, diz revista, O Globo, 18/04/2015
  13. Documentos revelam que Palocci recebeu R$12 mi de empresas quando coordenava a campanha de Dilma em 2010, Epoca, 07/05/2015
  14. Auditoria do Pão de Açúcar diz que Palocci recebeu R$ 5,5 mi sem prestar serviço, Epoca, 19/06/2015
  15. Valor Econômico - Pão de Açúcar vai investigar contrato com Palocci, Valor Economico, 19/04/2015
  16. «Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2009». revistaepoca.globo.com. Consultado em 20 de Dezembro de 2009 

Notas e referências[editar | editar código-fonte]


Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]