Anésia Cauaçu
| Anésia Cauaçu | |
|---|---|
| Nascimento | |
| Morte | 1937 (43 anos) possivelmente Jequié, Bahia |
| Nacionalidade | brasileira |
| Ocupação | cangaceira |
Anésia Adelaide Cauaçu (Jequié, 1894 – possivelmente Jequié, 1937) foi uma cangaceira brasileira. Foi pioneira ao formar seu bando de cangaceiros em 1910, antes de Lampião.[1]
Origem do nome
[editar | editar código]O termo Cauaçu vem do tupi antigo ka'uguasu, que significa grande bebedeira. O nome sugere, portanto, que os cauaçus eram dados à bebedeira.[2][falta página] Pode vir também do nome de uma planta.[3]
Biografia
[editar | editar código]Origem
[editar | editar código]Anésia nasceu e viveu na região de Jequié, interior da Bahia, no início do século XX.[4]
Ingresso no cangaço
[editar | editar código]Era uma dona de casa dedicada ao marido e à filha, mas abandonou essa vida para abraçar o cangaço, unindo-se a seus tios e irmãos, que formavam o Bando dos Cauaçus.
Carismática e bonita, Anésia era o membro mais célebre do bando pois, além de ter conhecimentos de táticas de guerrilha e uma mira infalível, também jogava capoeira. Um de seus grandes feitos foi de arrancar, com um tiro certeiro, a uma distância considerável, o dedo a um delegado que apontava aos policiais onde deveriam se posicionar, durante um tiroteio no centro de Jequié.
Vida após o cangaço
[editar | editar código]Em 1916 Anésia abandonou o cangaço e foi viver com a sua família sob a proteção de um fazendeiro que devia favores aos Cauaçus mas, traída pelo mesmo, foi entregue à polícia, e não houve mais notícias dela.
O escritor Ivan Estevam Ferreira, na obra "A Pedra do Curral Novo", sugere que Anésia pode ter falecido em Jequié, e identifica-a com uma anciã que faleceu em 1987, aos 93 anos, que vivia sob os cuidados de pessoas caridosas.
Referências
- ↑ «Opinião - Patrícia Valim : Ressaltar diversidade das mulheres na nossa história é lutar contra violência». Folha de S.Paulo. 8 de março de 2023. Consultado em 14 de março de 2023
- ↑ Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. ISBN 978-85-260-1933-1 Informe a(s) página(s) que sustenta(m) a informação (ajuda)
- ↑ Dicionário Michaelis
- ↑ Domingos Ailton (22 de outubro de 2016). «100 anos da entrevista da cangaceira Anésia Cauaçu ao Jornal A TARDE». Junior Mascote. Consultado em 1 de maio de 2018
Ligações externas
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