Ângela Diniz

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Ângela Diniz
Nascimento 10 de novembro de 1944
Belo Horizonte
Morte 30 de dezembro de 1976 (32 anos)
Armação dos Búzios
Cidadania Brasil
Ocupação socialite

Ângela Maria Fernandes Diniz (Belo Horizonte, 10 de novembro de 1944Armação dos Búzios, 30 de dezembro de 1976) foi uma socialite brasileira assassinada em uma casa na Praia dos Ossos, em Armação dos Búzios, no estado do Rio de Janeiro, pelo seu companheiro, Doca Street (Raul Fernando do Amaral Street). O crime foi amplamente divulgado em jornais e televisão[1].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ângela Diniz casou-se aos 17 anos com o engenheiro Milton Villas Boas, do qual se separou após 9 anos e três filhos. Em 1975, manteve um curto relacionamento com o colunista social Ibrahim Sued, de quem se separou para viver com Doca Street[2]. Ângela namorou Doca por quatro meses, mas a relação passou foi marcada por ciúmes e violência doméstica[3]. Doca assassinou a namorada com três tiros no rosto e um na nuca, na casa de veraneio na Praia dos Ossos, em Búzios, no dia 30 de dezembro] de 1976[4]. Doca Street foi julgado em 1980, tendo sido defendido pelo advogado Evandro Lins e Silva. A defesa foi baseada na tese de legítima defesa da honra, responsabilizando-se a vítima, Ângela Diniz, por ter provocado tal violência, em razão do próprio comportamento[5]. Inicialmente, a pena de Doca Street foi de dois anos, com direito à sursis. O caso teve grande repercussão e foi o estopim para organização de um movimento de mulheres contra a violência doméstica, com o slogan "Quem ama não mata"[6]. Após a mobilização social, houve um segundo julgamento, e a pena do assassino foi elevada para 15 anos de reclusão[7]. Além do envolvimento que culminou em sua morte, Ângela Diniz se viu envolta em três outros crimes. Em junho de 1973, assumiu a autoria da morte do caseiro José Avelino (vulgo Zé Pretinho), para tentar proteger o verdadeiro culpado, seu amante Tuca Mendes. Em 1975, foi acusada de consumir e guardar drogas e, logo depois, de sequestrar sua filha[2].

Na mídia[editar | editar código-fonte]

A vida de Ângela chegou a ser cogitada como tema de um filme, a ser dirigido por Roberto Farias, tendo Deborah Secco como protagonista.[8] Mas esse filme nunca foi realizado.

O livro Mea Culpa, editado em 2006, escrito pelo assassino confesso, trata com o caso com profundidade. "A Pantera de Minas", como era chamada a biografada nas colunas sociais da época, foi morta por disparos de uma pistola Beretta[9].

Parte de sua história foi escrita no livro de Adelaide Carraro: Mulher Livre.

Referências

  1. Jonas Furtado. «"Penso em Ângela todos os dias"». Isto É Gente, Editora Três. Consultado em 6 de dezembro de 2010 
  2. a b Última viagem de amor - Veja, 12 de janeiro de 1977, págs. 34 a 37.
  3. «Época - EDG ARTIGO IMPRIMIR - "Não matei por amor"». revistaepoca.globo.com. Consultado em 20 de março de 2018 
  4. «Caso Doca Street». Isto É Gente. Consultado em 3 de abril de 2016 
  5. «O Caso Doca Street». OAB SP 
  6. «Quem ama não mata, 40 anos depois». www.geledes.org.br. Consultado em 20 de março de 2018 
  7. «Os processos que fizeram história no Brasil». Consultor Jurídico 
  8. CineClick (21 de agosto de 2002). «Deborah Secco vive Ângela Diniz no cinema». Consultado em 7 de dezembro de 2010 
  9. Angélica Santa Cruz (1 de setembro de 2006). «Perdoe-me, Ângela, diz Doca Street». O Estado de S. Paulo. Consultado em 7 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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