Caso Mônica Granuzzo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

A morte da jovem Mônica Granuzzo Lopes Pereira[1][2][3] [4][5] [6][7][8][9] foi um dos casos policiais notórios do século XX no Brasil. Ocorrido em 15 de junho de 1985, recebeu ampla cobertura da imprensa e causou comoção popular. Causou repercussões no comportamento social e até hoje é lembrada em reportagens e também retratada na canção "Mônica", da compositora Ângela Rô Rô.

Assassinato[editar | editar código-fonte]

Na década de 80, as boates na época chamadas discotecas ou danceterias eram antecedentes dos estabelecimentos onde ocorrem as atuais baladas. Uma das mais conhecidas, construída no terreno onde havia uma antiga casa em ruínas, era a Mamão com Açúcar, na Lagoa.

Em 1985, após sair com um rapaz que frequentava a boate, o modelo Ricardo Peixoto Sampaio, a jovem despencou do sétimo andar de um prédio na Rua Fonte da Saudade, no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro[2], o que levou à analogia com o Caso Aída Curi.[4]

"No dia 16 de junho, o corpo da vítima foi encontrado em um barranco e enrolado em um cobertor. A perícia indicou que Mônica morreu ao cair da varanda do apartamento de Ricardo, ao tentar fugir de uma tentativa de estupro. O modelo teria chamado Alfredo Patti do Amaral e Renato Orlando Costa, para desovar o cadáver"[5]. Seu corpo teria sido removido do playground do prédio e levado pelos três homens para a estrada Dona Castorina, no Horto.

Os suspeitos foram Alfredo Patti do Amaral e Renato Orlando Costa, que teriam ajudado na ocultação do cadáver, além do principal acusado, Ricardo Sampaio.[5]

Contexto[editar | editar código-fonte]

O fato ocorre no auge da chegada da revolução sexual no Brasil, que foi influenciada pelo caso.[2]

Julgamento[editar | editar código-fonte]

Segundo a versão de Sampaio, Mônica teria se jogado da janela após "confessar que era uma travesti".[6] Sobre o motivo do crime, até hoje, não se tem certeza, havendo fontes de que a vítima não teria consentido em relações sexuais com o réu.[9]

Em 20 de maio de 1990, os acusados foram a júri popular[1] Alfredo e Renato foram condenados a um ano e cinco meses de prisão por ocultação de cadáver, mas cumpriram a pena em liberdade por serem réus primários. Ricardo foi sentenciado a 20 anos de prisão pela morte de Mônica, conseguindo liberdade condicional após cumprir um terço."[5]

Prisão[editar | editar código-fonte]

o principal acusado cumpriu pena e retornou à sociedade, vivendo normalmente.[3] Atualmente, ele mora no Rio de Janeiro.[5]

Repercussão cultural[editar | editar código-fonte]

O crime é retratado na canção "Mônica", de Ângela Rô Rô.[8]

A morte da personagem "Nicole de Jorge Fernando", VJ da PopTv na novela Verão 90 da Globo foi inspirado no crime.

Referências

  1. a b «Ricardo vai a júri no caso Mônica Granuzzo». Jornal do Brasil. 10 de maio de 1990. Consultado em 13 de junho de 2013 
  2. a b c «"Linha Direta Justiça mostra famoso assassinato dos anos 80». GP1. 24 de setembro de 2007. Consultado em 13 de junho de 2013 
  3. a b Alecrim, MIchel; Aquino, Wilson; Jerônimo, Josie (26 de outubro de 2012). «Recomeçar depois da prisão». Jornal do Brasil. Consultado em 13 de junho de 2013 
  4. a b «Em 85, outra tragédia mobilizava opinião pública». O Estado de S. Paulo. 8 de abril de 2001. Consultado em 13 de junho de 2013 
  5. a b c d e Guedes, Leonardo (11 de julho de 2010). «Os crimes contra mulheres jovens que abalaram o país». SRZD. Consultado em 13 de junho de 2013 
  6. a b Feltrin, Ricardo, Godoy, Marcelo (26 de janeiro de 1997). «Júri engrossa lista de crimes famosos». Folha de S.Paulo. Consultado em 13 de junho de 2013 
  7. Tércio, Jason (2002). A Espada e a Balança. Crime e política no banco dos réus. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. p. 265. ISBN 8571106568. Consultado em 13 de junho de 2013 
  8. a b «Ângela Maria Diniz Gonsalves». Cantoras do Brasil. Consultado em 13 de junho de 2013 
  9. a b Barreiros, Edmundo; Só, Pedro (2005). 1985, o ano em que o Brasil recomeçou. Rio de Janeiro: Ediouro. p. 135 a 136. ISBN 850001847X  Parâmetro desconhecido |http://books.google.com.br/books?id= ignorado (ajuda);


Ícone de esboço Este artigo sobre um crime ou atividade criminosa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.