Parada cardiorrespiratória

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Paragem cardiorrespiratória
Uma pessoa realizando uma reanimação cardiorrespiratória em um boneco durante um exercício.
Classificação e recursos externos
CID-10 I46
CID-9 427.5
DiseasesDB 2095
MeSH D006323
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Paragem cardiorrespiratória (português europeu) ou parada cardiorrespiratória (português brasileiro) é a perda repentina de circulação sanguínea em resultado da incapacidade do coração em bombear sangue.[1] Os sintomas incluem perda de consciência e respiração ausente ou anormal.[2][3] Algumas pessoas podem sentir dor no peito, falta de ar ou náuseas antes da paragem cardíaca.[3] Quando não é tratada no prazo de minutos, geralmente leva à morte.[1]

A causa mais comum de paragem cardiorrespiratória é a doença arterial coronária.[4] Entre as causas menos comuns estão hemorragias abundantes, falta de oxigénio, níveis muito baixos de potássio, insuficiência cardíaca e exercício físico intenso.[4] Existem também uma série de distúrbios hereditários que podem aumentar o risco, entre os quais síndrome do QT longo.[4] O ritmo cardíaco inicial mais comum é fibrilhação ventricular[4] O diagnóstico é confirmado pela ausência de pulsação.[2] Embora uma paragem cardiorrespiratória possa ser causada por um enfarte do miocárdio ou insuficiência cardíaca, tratam-se de condições distintas.[1]

A prevenção passa por não fumar, praticar exercício físico e manter peso saudável.[5] O tratamento para a paragem cardiorrespiratória é a realização imediata de reanimação cardiorrespiratória e, se estiver presente ritmo chocável, desfibrilhação.[6] Entre os sibreviventes, a hipotermia terapêutica pode melhorar o prognóstico.[7] A colocação de um desfibrilhador automático implantável pode diminuir a possibilidade de morte por recorrência.[5]

Nos Estados Unidos, em cada ano cerca de 13 em cada 10 000 pessoas sofrem uma paragem cardiorrespiratória fora do hospital, o que corresponde a 326 000 casos.[8] Em ambiente hospitalar ocorrem ainda cerca de 209 000 casos por ano.[8] A paragem cardiorrespiratória torna-se mais comum à medida que a idade avança.[9] Afeta com maior frequência homens do que mulheres.[9] A percentagem de pessoas que sobrevive sem tratamento é de apenas 8%.[10] Muitos dos sobreviventes apresentam incapacidade significativa.[10] No entanto, muitas séries televisivas apresentam, de forma irrealista, elevadas taxas de sobrevivência.[10]

Referências

  1. a b c «What Is Sudden Cardiac Arrest?». NHLBI. 22 de junho de 2016. Consultado em 16 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 28 de julho de 2016 
  2. a b Field, John M. (2009). The Textbook of Emergency Cardiovascular Care and CPR (em inglês). [S.l.]: Lippincott Williams & Wilkins. p. 11. ISBN 9780781788991. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2017 
  3. a b «What Are the Signs and Symptoms of Sudden Cardiac Arrest?». NHLBI. 22 de junho de 2016. Consultado em 16 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 27 de agosto de 2016 
  4. a b c d «What Causes Sudden Cardiac Arrest?». NHLBI. 22 de junho de 2016. Consultado em 16 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 28 de julho de 2016 
  5. a b «How Can Death Due to Sudden Cardiac Arrest Be Prevented?». NHLBI. 22 de junho de 2016. Consultado em 16 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 27 de agosto de 2016 
  6. «How Is Sudden Cardiac Arrest Treated?». NHLBI. 22 de junho de 2016. Consultado em 16 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 27 de agosto de 2016 
  7. Schenone, AL; Cohen, A; Patarroyo, G; Harper, L; Wang, X; Shishehbor, MH; Menon, V; Duggal, A (10 de agosto de 2016). «Therapeutic hypothermia after cardiac arrest: a systematic review/meta-analysis exploring the impact of expanded criteria and targeted temperature.». Resuscitation. 108: 102–110. PMID 27521472. doi:10.1016/j.resuscitation.2016.07.238 
  8. a b Kronick, SL; Kurz, MC; Lin, S; Edelson, DP; Berg, RA; Billi, JE; Cabanas, JG; Cone, DC; Diercks, DB; Foster, JJ; Meeks, RA; Travers, AH; Welsford, M (3 de novembro de 2015). «Part 4: Systems of Care and Continuous Quality Improvement: 2015 American Heart Association Guidelines Update for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care.». Circulation. 132 (18 Suppl 2): S397-413. PMID 26472992. doi:10.1161/cir.0000000000000258 
  9. a b «Who Is at Risk for Sudden Cardiac Arrest?». NHLBI. 22 de junho de 2016. Consultado em 16 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2016 
  10. a b c Adams, James G. (2012). Emergency Medicine: Clinical Essentials (Expert Consult – Online) (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 1771. ISBN 1455733946. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2017