Tamponamento cardíaco

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Tamponamento cardíaco, também conhecido como tamponamento pericárdico, é uma emergência médica na qual há acúmulo de líquido no pericárdio (o saco no qual o coração está envolvido). O sangue aumenta significativamente a pressão no coração, impedindo os ventrículos do coração de se encherem adequadamente. Isto resulta num bombeamento ineficiente do sangue, choque e frequentemente morte.

Fisiopatologia[editar | editar código-fonte]

O tamponamento cardíaco ocorre quando o músculo do coração (miocárdio) sofre uma pequena ruptura em toda sua espessura, mas sem que a membrana que o envolve (pericárdio) seja rompida, ou quando seu rompimento é bloqueado por coágulos que se formam por hematoma mediastinal ou pelo próprio parênquima pulmonar. Esta situação promove o acúmulo de sangue no espaço virtual compreendido entre o pericárdio e o miocárdio, fato que exerce efeito compressivo sobre as câmaras do coração, fazendo com que este seja impedido de relaxar satisfatoriamente durante a sua fase de relaxamento (diástole). Assim, o coração não se enche de sangue suficientemente para manter o débito cardíaco e a pressão arterial, que por esta razão, caem.

Bastam apenas pequenos acúmulos de líquido, da ordem de 100 a 150 ml, para que as manifestações clínicas do tamponamento apareçam.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

As manifestações clínicas incluem veias do pescoço distendidas, cianose em graus variados e hipotensão ou choque. A tríade de Beck - veias distendidas do pescoço, bulhas abafadas e hipotensão - está presente em apenas 30 a 40% dos casos. Outras alterações no exame físico que podem ser encontradas incluem congestão pulmonar e pulso paradoxal.

Na suspeita clínica de tamponamento cardíaco, a identificação de derrame pericárdico pode ser feita através de ecocardiograma transtorácico ou por meio do mesmo aparelho de ultra-som usado para exame do abdome em vítimas de trauma (Focused Assessment Sonography for Trauma - FAST). Este último método, em mãos experientes, pode apresentar acurácia de 90% para a presença de líquido no pericárdico.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A intervenção, em caráter provisório, inclui a pericardiocentese subxifoidiana (punção de Marfan) com agulha de ponta romba (Jelco 14). A remoção de quantidades em torno de 15 a 20 ml já é o suficiente para uma melhora hemodinâmica e para produzir alívio dos sintomas. Em hospitais onde não é possível a realização do FAST, a pericardiocentese também acaba se transformando em um método diagnóstico. Logo após a estabilização clínica ser obtida, o tratamento definitivo inclui toracotomia em centro cirúrgico para reparo imediato da lesão cardíaca.