Gabriel Pimenta

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Gabriel Pimenta
Nascimento 20 de novembro de 1954
Juiz de Fora, Brasil
Morte 18 de julho de 1982 (27 anos)
Marabá, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Alma mater UFJF
Ocupação advogado

Gabriel Sales Pimenta (Juiz de Fora, 20 de novembro de 1954Marabá, 18 de julho de 1982) foi um militante brasileiro que fez parte dos quadros do MDB.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Gabriel foi aluno da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Juiz de Fora e ator no Grupo Divulgação, tendo participado de cinco peças do grupo teatral entre 1973 e 1975, dentre elas um cancioneiro que contava a história do herói popular Lampião.

Depois de formado, Gabriel Pimenta transferiu-se para norte do país onde defendeu cerca de 160 famílias de trabalhadores rurais pela posse de terra na área da fazenda Mãe Maria, região do "Pau Seco", a aproximadamente 18 quilômetros da sede do município de Marabá, sul do Pará. Pimenta fora o primeiro advogado no conflitante sul do Pará a ganhar uma causa na justiça em favor dos sem-terra, o que contrariou interesses de latifundiários da região.[2]

Foi morto pelo latifundiário Nelito Cardoso. Julgado e sentenciado pelo crime, Nelito Cardoso, irmão do ex-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso, conseguiu ficar foragido da justiça brasileira durante 20 anos, passados estes, se entregou a polícia para imediatamente conseguir a prescrição do crime.[3]

Repercussão da morte[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2008, a Organização dos Estados Americanos (OEA), através da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, admitiu denúncia apresentada pelo Centro pela Justiça e Direito Internacional e Comissão Pastoral da Terra contra o Estado brasileiro, por violação a direitos humanos. De acordo com as referidas entidades, houve, por parte do Estado brasileiro, violação do direito à vida, à segurança, à liberdade sindical e à proteção judicial.[4]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Em 2005, o diretório acadêmico da Faculdade de Ciências Jurídicas de Juiz de Fora, recebeu o nome de Diretório Acadêmico Gabriel Pimenta; igualmente, o Centro Acadêmico de Direito Gabriel Pimenta (CAGP), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, em Marabá, também optou por homenagear o defensor popular.[5]

Graças às reivindicações de sindicalistas e da sociedade local, uma escola estadual em Morada Nova, município de Marabá, recebeu seu nome: Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Gabriel Sales Pimenta. O bairro que surgiu no entorno desta escola também leva o nome de "Bairro Gabriel Pimenta" (anteriormente invasão da Eletronorte).[6]

Referências

  1. «Medalha Chico Mendes de Resistência 2012». Grupo Tortura Nunca Mais - RJ 
  2. «OEA julgará Governo Brasileiro pela morte do advogado Gabriel Pimenta». A Nova Democracia 
  3. «Irmão de Newton Cardoso que assassinou militante foi visto em Ipatinga/MG». CMI Brasil 
  4. «Relatório Nº 73/08 - Petição 1236-06: Admissibilidade - Gabriel Sales Pimenta - Brasil». Comissão Interamericana de Direitos Humanos 
  5. Monteiro, Maurílio de Abreu. (19 de março de 2015). Resolução nº 014. Marabá: Conselho Universitário da UNIFESSPA 
  6. «Consultar escola». Portal Seduc 
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.