CNN Brasil

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CNN Brasil
Novus Mídia S.A.[1]
Tipo Canal de televisão por assinatura
País Brasil
Fundação 15 de março de 2020 (4 meses)
por Rubens Menin e Douglas Tavolaro
Pertence a Novus Mídia
Proprietário Rubens Menin
Douglas Tavolaro
Presidente Douglas Tavolaro
Cidade de origem São Paulo, SP
Sede São Paulo, SP
Slogan Inconfundível.
Formato de vídeo 1080i (HDTV)
Afiliações
Página oficial cnnbrasil.com.br
Disponibilidade por satélite
Claro TV
Canal 77
Canal 577 (HD)
SKY
Canal 177
Canal 577 (HD)
Oi TV
Canal 185 (HD)
Canal 577 (HD)
Vivo TV
Canal 404
Canal 860 (HD)
Canal 139 (HD) (Intelsat 34)
Disponibilidade por cabo
Claro NET TV
Canal 77
Canal 577 (HD)
Oi TV
Canal 185 (HD)
Canal 577 (HD)
Vivo TV
Canal 577 (HD)
Disponibilidade digital
Website oficial
Simulcast[nota 1]
Guigo TV
Simulcast[nota 2]

A CNN Brasil é um canal de televisão por assinatura brasileiro que exibe programação jornalística durante todo o dia. Pertence à Novus Mídia,[2] empresa fundada pelo co-fundador da MRV Engenharia, Rubens Menin e pelo ex-diretor de jornalismo da RecordTV, Douglas Tavolaro.[3] Sua sede fica na Avenida Paulista, em São Paulo[4], com filiais no Rio de Janeiro e em Brasília, além de filiais internacionais. O canal conta com uma equipe com cerca de 400 jornalistas.[5] Já em junho de 2020, ocupava a vice-liderança na audiência entre canais jornalísticos (atrás da ainda invicta GloboNews, à frente de outros como o BandNews TV e Record News) e o Top 20 no PNT (Painel Nacional de Televisão)[6] ocupando essa posição até julho. [7]

História[editar | editar código-fonte]

Pré-estréia[editar | editar código-fonte]

A CNN buscava ingressar no mercado de língua portuguesa, um dos únicos ainda não cobertos pelas diversas afiliadas da marca ao redor do mundo. Em 14 de janeiro de 2019, foi anunciado que a emissora passaria a atuar no Brasil, com parceiros estratégicos locais. A montagem do negócio no Brasil ficou a cargo do empresário Rubens Menin, com vasta e conhecida atuação nos mercados financeiro e de construção civil, e do jornalista Douglas Tavolaro, cofundador e CEO do novo canal.[8][9][10][11] Em maio, a emissora começou a operar em uma sede provisória localizada na Alameda Santos, nos Jardins em São Paulo.[4][12] Em 2 de junho, foram colocadas no ar as contas oficiais da emissora no Facebook, Twitter, Instagram e LinkedIn.[13] A promessa é de que a CNN Brasil também terá forte atuação digital, cobrindo todas as redes sociais e inovando na distribuição de conteúdo jornalístico por meio dessas plataformas.[14] Em 13 de novembro, o jornalista Evaristo Costa confirmou que as estreias do canal e das plataformas digitais no Brasil serão em março de 2020.[15][16] Em 2 de março, a CNN revela sua data de estreia, marcada no dia 15 de março de 2020.[17]

Contratações[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, os primeiros nomes anunciados para atuar na CNN Brasil vieram de empresas como Globo, Record, BBC, Bandeirantes, etc. No dia 4 de junho, foram oficializados o contrato de dois ex-grandes nomes da Rede Globo, Evaristo Costa, que apresenta um programa aos domingos, com três documentários exclusivos com produções nacionais e estrangeiras, o CNN Séries Originais, a partir da sede da emissora em Londres,[18] e William Waack, que apresenta um telejornal no horário nobre diariamente, com coberturas políticas, econômicas e internacionais, o Jornal da CNN, a partir da sede da emissora no Brasil.[19] Em 22 de março de 2019, Rachel Sheherazade foi procurada pela CNN Brasil para negociação, a jornalista pagaria uma multa de 2 milhões de reais, caso quebrasse o contrato com o SBT.[20] No dia 22 de julho, a emissora anunciou a contratação do casal Mari Palma e Phelipe Siani, eles apresentam um programa matinal, de segunda à sexta-feira, com coberturas do universo digital, tendências, comportamento, tecnologia e cultura pop, além de conteúdo distribuído em todas as plataformas digitais e redes sociais, o Live CNN.[21]

Em 25 de julho, foi anunciada a contratação de Luciana Barreto, ex-TV Brasil, ela juntamente com Cassius Zeilmann vão apresentar um programa nos começos de tarde, com cobertura dos principais fatos de Brasília e para a cobertura internacional, trazendo análise e buscará antecipar as tendências para a sequência do dia, o Visão CNN.[22] Em 3 de setembro, Monalisa Perrone rescindiu com a Globo e acertou com a CNN, ela juntamente com Caroline Nogueira apresentam um programa onde trará atualização e análise aprofundada dos principais fatos do dia, além de coberturas ao vivo e jornalismo político em horário nobre, antecedendo o Jornal da CNN, o Expresso CNN.[23][24] Em 20 de setembro, abriu vagas de estágio para estudantes de jornalismo.[25] Além de Monalisa contratou a jornalista Marcela Rahal. Em 16 de setembro, Reinaldo Gottino rescinde com a RecordTV e tempo depois é anunciado pela CNN, ele está em dose dupla na grade da emissora, apresentando o CNN Novo Dia no período da manhã, com os comentaristas Caio Coppolla e Gabriela Prioli, e na parte da tarde juntamente com Daniela Lima apresentam um telejornal vespertino, com cobertura ao vivo dos principais fatos políticos, econômicos e internacionais, o CNN 360º.[26] Em 4 de novembro a emissora anunciou a contratação de Tais Lopes onde apresenta o primeiro telejornal matinal da programação, o Agora CNN.[27] Em 5 de novembro, foram anunciadas as contratações dos comentaristas Caio Coppolla e da professora Gabriela Prioli para o quadro do CNN Novo Dia, O Grande Debate, trazendo visões distintas sobre o mesmo assunto político.[28]

Em 19 de novembro, são anunciadas as contratações dos ex-nomes do SBT, Daniel Adjuto e Cassius Zeilmann; este último, com Luciana Barreto, apresenta o Visão CNN. Além deles contratou o jornalista Kenzô Machida, ex-Globo Brasília.[29][30] Em 3 de dezembro, é anunciada a contratação da jornalista Daniela Lima, que apresentava o Roda Viva, da TV Cultura, e coordenava uma coluna sobre política no jornal Folha de S.Paulo. Daniela, junto a Reinaldo Gottino, apresentam um telejornal vespertino, com cobertura ao vivo dos principais fatos políticos, econômicos e internacionais, o CNN 360º.[31][24] Em 22 de dezembro, foi anunciada a contratação de Rachel Amorim, que era noticiarista da Super Rádio Tupi.[32] Em 13 de janeiro, a CNN anuncia a contratação de Diego Sarza ex-GloboNews.[33] Em 24 de janeiro, é anunciada a contratação de Luciene Kaxinawá ex-Rede Amazônica Porto Velho.[34] Em 28 de janeiro, a CNN anuncia a contratação de Caroline Nogueira ex-Band News, ela juntamente a Monalisa Perrone apresentam um programa onde trará atualização e análise aprofundada dos principais fatos do dia, além de coberturas ao vivo e jornalismo político em horário nobre, antecedendo o Jornal da CNN, o Expresso CNN.[35]

Inauguração[editar | editar código-fonte]

A emissora foi inaugurada às 20h do dia 15 de março de 2020, com um especial preparado por Monalisa Perrone e Evaristo Costa, que havia começado com um especial revisando os quase 40 anos do canal matriz e a expectativa dos apresentadores, seguida de uma saudação do apresentador da CNN em Washington Wolf Blitzer. Ao finalizar sua saudação com palavras em português, um microfone do canal brasileiro foi enviado em uma caixa dos EUA para a sede em São Paulo.

A principio exibiria entrevistas com os presidentes dos poderes executivo, legislativo e judiciário, mas a entrevista com o chefe do poder executivo, Jair Bolsonaro, foi cancelada a seu pedido dias antes, as demais foram mantidas. A emissora entrou no ar com o programa especial de estreia CNN No Ar, que reuniu todos os principais âncoras da emissora e focou na cobertura da Pandemia de COVID-19 e na crise política entre os três poderes da república. Logo após o canal transmitiu o debate do Partido Democrata entre Joe Biden e Bernie Sanders direto de Washington, D.C., nos Estados Unidos.[36][37]

Primeiros meses[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros meses, a emissora teve vários momentos de briga pela audiência com a GloboNews, mas no geral, a emissora fechou atrás da concorrente[38], apesar de alguns momentos na liderança[39]. Devido a pandemia de COVID-19, a emissora chegou a adiar a estréia de programas como o CNN Séries Originais com Evaristo Costa, que estreou apenas em junho de 2020[40]. Um programa de análise sobre o futuro da sociedade após o fim da crise do COVID-19 "O Mundo Pós-Pandemia" foi lançado apresentado por Daniela Lima e Mari Palma, Gabriela Prioli e Thaís Heredia[41] trazendo entrevistados como o historiador Leandro Karnal e o biólogo Atila Iamarino. Ainda devido a pandemia, o jornalista William Waack deixou de apresentar o Jornal da CNN no estúdio e passou a comentar as notícias de casa, com Daniel Adjuto apresentando o telejornal de forma presencial até voltar para Brasília por motivos pessoais e ser substituído por Carol Nogueira, que deixou o Expresso CNN sendo substituída por Caio Junqueira[42].

No dia 21 de maio de 2020, Rafael Colombo, até então âncora do Band Notícias na Band e outros jornais na Rádio Bandeirantes, foi anunciado como novo âncora da CNN.[43]

Em 29 de maio, Reinaldo Gottino sai da CNN Brasil, deixando de apresentar o CNN Novo Dia, ficando Elisa Veeck, como âncora e também deixando o CNN 360°[44]. Com a saída de Reinaldo Gottino e a entrada de Rafael Colombo, a CNN Brasil alterou os apresentadores e o horário de toda a sua programação: A partir de 8 de junho de 2020, a programação ao vivo começa mais cedo, às 4h. Taís Lopes, que abria a programação com o Agora CNN passou para o Jornal da CNN no horário nobre, dividindo a apresentação com William Waack que segue apresentando o telejornal de sua casa. No lugar de Taís Lopes, a repórter Muriel Porfiro assumiu o Agora CNN. Carol Nogueira, que até então estava no Jornal da CNN foi para a faixa matinal no Novo Dia, que Gottino apresentava com Elisa Veeck. O jornal também passou de 3 para 5 horas de duração. O Live CNN perdeu uma hora de duração, sendo exibido das 11h às 13h e o Visão CNN perdeu 30 minutos, das 13h às 15h30. Evandro Cini foi efetivado como âncora junto de Luciana Barreto. Cassius Zeilmann que era titular, deixou de ser apresentador e passou a ser repórter especial em Brasília. Rafael Colombo entra para o CNN 360° junto de Daniela Lima, que ganhou mais 30 minutos de duração, entrando às 15h30 e encerrando às 18h30 para o Expresso CNN.[45][46][47]

Em 6 de junho de 2020, a CNN estreou o programa de entrevistas "O Ponto", apresentado por Renata Agostini e Caio Junqueira, um programa essencialmente de debates, trazendo dois entrevistados ouvidos separadamente com diferentes pontos de vista. No programa de estréia, os entrevistados são ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.[48][49]

Em 2 de julho de 2020, a emissora comemora 100 dias no ar e estreia um novo slogan: Inconfundível[50].

Em 31 de julho de 2020, a coluna de Ricardo Feltrin no UOL noticiou que a CNN está em negociações para lançar sua própria rede de rádio de notícias FM, sendo assim, uma nova concorrente para as atuais BandNews FM e CBN e o primeiro projeto da marca em língua portuguesa.[51]

Em 4 de agosto de 2020, foi divulgado que a CNN perdeu 18 posições no ranking do Ibope e foi o 45º canal mais visto em todo país. Em comparação com a sua estréia, a CNN Brasil perdeu 63% da audiência, ficando para trás das concorrentes GloboNews e Record News, esta que tem uma vantagem por ter sinal na TV aberta.[7]

Instalações[editar | editar código-fonte]

Sedes e estúdios[editar | editar código-fonte]

João Doria nos estúdios da CNN Brasil em São Paulo.

Em 18 de junho, foram divulgadas, no perfil oficial da emissora, as imagens do prédio-sede da CNN Brasil. A localização será na Avenida Paulista no bairro paulistano da Bela Vista, em frente a Estação Trianon-Masp do metrô.[52] O prédio possui mais de 4 mil metros quadrados e já abrigou o centro de operações do Banco Real. Segundo o sócio-fundador e presidente da CNN Brasil, Douglas Tavolaro, a decisão de estabelecer o futuro canal de notícias naquele endereço foi "estratégica", visando uma maior aproximação do público.

"Queremos fazer parte do dia a dia dos brasileiros e estar integrados com público, por isso, optamos por estar no centro pulsante e cartão postal da maior cidade do país, próximos das pessoas".[53]

Em 7 de novembro, é anunciada a sede da CNN no Rio de Janeiro, que ficará no último andar do moderno edifício Ventura Corporate Towers na Avenida República do Chile no Centro. As instalações operacionais e administrativas do canal ficarão no Centro da capital fluminense. A área de mais de 400m² contará com um estúdio de vidro com vista para dois dos principais cartões-postais do país: o Pão de Açúcar e os Arcos da Lapa.[54] Em 18 de novembro, é anunciada a sede da CNN em Brasília, que ficará no alto do Palácio da Agricultura, a 2 km da Praça dos Três Poderes.[55] Em 18 de dezembro, a CNN revelou o visual de cenários dos estúdios em São Paulo e em Brasília.[56]

Em 21 de janeiro, a CNN revelou o visual de cenário dos estúdios no Rio de Janeiro, além de revelar mais um visual de cenário dos estúdios em São Paulo.[57] Em 3 de fevereiro a CNN divulgou como será sua Newsroom que ficará conectada com o maior estúdio da sua sede em São Paulo.[58] Em 16 de fevereiro a CNN lança sua fachada em sua sede na Avenida Paulista em São Paulo, com telão de led que irá permitir aos pedestres acompanharem a programação da emissora de notícias, no mesmo estilo que acontece na Times Square, em Nova Iorque, além de outros pontos de grandes aglomerações dos Estados Unidos.[59]

Equipe[editar | editar código-fonte]

A equipe é formada por vários profissionais do jornalismo e também de outras áreas como economia e direito. Alguns já fizeram parte de outros canais de televisão. [60]

Âncoras
Apresentadores
Analistas
  • Basilia Rodrigues (Política)
  • Fernando Molica (Política)
  • Fernando Nakagawa (Economia)
  • Igor Gadelha (Política)
  • Iuri Pitta (Política)
  • Lourival Sant'Anna (Internacional)
  • Raquel Landim (Economia)
  • Renata Agostini (Política)
  • Ricardo Caldas (Política)
  • Thais Arbex (Política)
  • Thais Herédia (Economia)
Comentaristas
  • Alexandre Garcia (Assuntos Gerais)
  • André Jankavski (Economia)
  • Bruno Salles (Direito)
  • Caio Coppolla (Política)
  • Derla Cardoso (Internacional)
  • Fernando Gomes (Saúde)
  • Gisele Soares (Direito)
  • Leandro Resende (Assuntos Gerais)
  • Lia Bock (Comportamento)
  • Marcelo Favalli (Internacional)
  • Pablo Relly (Internacional)
  • Renan de Souza (Internacional)
  • Rita Wu (Assuntos Gerais)
  • Sidney Rezende (Assuntos Gerais)
  • Thiago Anastácio (Direito)
Correspondentes
Repórteres
  • Adriana de Luca (São Paulo)
  • Alana Araújo (Fortaleza)
  • Amábyle Sandri (Rio de Janeiro)
  • Ananda Vasconcellos (São Paulo)
  • Anne Barbosa (São Paulo)
  • Anthony Wells (São Paulo)
  • Bárbara Baião (Brasília)
  • Bruna Macedo (São Paulo)
  • Bruna Ostermann (Porto Alegre)
  • Carla Bridi (Brasília)
  • Carolina Abelin (São Paulo)
  • Caroline Louise (Belo Horizonte)
  • Caroline Rosito (Brasília)
  • Cassius Zeilmann (Brasília)[62]
  • Chico Prado (Brasília)
  • Débora Freitas (São Paulo)
  • Diego Barros (Recife)
  • Felipe Boldrini (São Paulo)
  • Galton Sé (Brasília)
  • Gustavo Lago (Rio de Janeiro)
  • Iara Maggioni (Curitiba)
  • Iara Oliveira (São Paulo)
  • Isabella Faria (São Paulo)
  • Isabelle Saleme (Rio de Janeiro)
  • Jairo Nascimento (Rio de Janeiro)
  • Jaqueline Frizon (Rio de Janeiro)
  • Jhonatã Gabriel (Salvador)
  • Julliana Lopes (Brasília)
  • Karla Chaves (São Paulo)
  • Leandro Magalhães (Brasília)
  • Luiza Muttoni (Rio de Janeiro)
  • Luiza Tenan (Rio de Janeiro)
  • Marcela Monteiro (Rio de Janeiro)
  • Mathias Brotero (Brasília)
  • Natália André (Brasília)
  • Paula Brazão (São Paulo)
  • Paula Martini (Rio de Janeiro)
  • Pedro Duran (São Paulo)
  • Pedro Teixeira (Goiânia)
  • Rachel Vargas (Brasília)
  • Renan Fiuza (São Paulo)
  • Ricardo Pereira (Rio de Janeiro)
  • Roberta Russo (São Paulo)
  • Rudá Moreira (Brasília)
  • Sandro Zeppi (São Paulo)
  • Tainá Falcão (São Paulo)
  • Tainá Farfan (Brasília)
  • Talis Mauricio (São Paulo)
  • Teo Cury (Brasília)
Repórteres Freelancers
Membros antigos

Programas[editar | editar código-fonte]

Programa Apresentador(es)
Agora CNN[63]
Muriel Porfiro[7][63]
Amanpour[63]
Christiane Amanpour[63]
Carteira Inteligente[63]
Fernando Nakagawa[63]
CNN Domingo
rodízio de apresentadores
CNN 360°[63]
Daniela Lima e Carol Nogueira[63]
CNN Líderes[63]
Raquel Landim[63]
CNN Mundo[63]
Lourival Sant'anna[63]
CNN Sábado
rodízio de apresentadores
CNN Séries Originais[63]
Evaristo Costa[63]
CNN Tonight[64]
Gabriela Prioli, Mari Palma e Leandro Karnal[65]
Expresso CNN[63]
Monalisa Perrone e Caio Junqueira[63]
Fórum CNN[63]
William Waack[63]
Jornal da CNN[63]
William Waack e Taís Lopes[nota 3][7][63]
Live CNN[63]
Phelipe Siani e Marcela Rahal[66]
Novo Dia[63]
Rafael Colombo e Elisa Veeck[63][7]
O Ponto
Caio Junqueira e Renata Agostini
Realidade CNN[63]
Sem apresentador fixo[63]
Visão CNN[63]
Luciana Barreto e Evandro Cini[63][7]
O Mundo Pós Pandemia[63]
Daniela Lima[63][7]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Gabriela Prioli[editar | editar código-fonte]

Em 29 de março de 2020, após cerca de 15 dias como comentarista no quadro "O Grande Debate", a advogada Gabriela Prioli anunciou que passaria a compartilhar suas análises apenas em suas redes sociais, indicando sua saída da emissora. Na declaração, Prioli argumentou sobre se sentir constrangida em determinadas situações[67]:

Não consigo atingir o meu objetivo se for constrangida e não posso seguir participando do debate sem que a convicção sobre a gravidade do constrangimento não seja só minha, mas de todos os envolvidos, na frente e atrás das câmeras"
— Gabriela Prioli

Em 27 de março, Prioli foi interrompida por Reinaldo Gottino, responsável por mediar o debate durante sua réplica oral. O tema em questão era sobre autorização concedida pela Justiça de prisão domiciliar ao ex-deputado Eduardo Cunha.[68]

No domingo, 29, a CNN Brasil afirmou por meio de nota que Gottino "excedeu a postura de mediador" e que decidiria o futuro de Prioli na emissora nos dias seguintes.[69] No primeiro dia sem Prioli, a CNN Brasil registrou o seu recorde negativo no Ibope.[70] Após o anúncio da saída do programa, Prioli teria recebido sondagens de emissoras como GloboNews, Band e Jovem Pan. [71] Em uma demonstração de solidariedade, mais de 300 advogadas e advogados assinaram um manifesto em apoio a Prioli.[72] Atualmente, Gabriela faz parte do elenco do programa O Mundo Pós-Pandemia, juntamente de Mari Palma, Thais Heredia e Daniela Lima.[73] A CNN trabalha em um novo programa com Gabriela Prioli, Mari Palma e Leandro Karnal, intitulado CNN Tonight, para a faixa das 22h[74][75].

Leandro Narloch[editar | editar código-fonte]

Durante o Live CNN Brasil de 8 de julho de 2020, Leandro Narloch, convidado a falar sobre a liberação do STF para que homens homossexuais pudessem doar sangue. Suas falas acabaram sendo consideradas homofóbicas e antiquadas pelas redes sociais [76]. Narloch afirmou que "a mudança na verdade é pequena" e que:

"Ela vai restringir mais a conduta, e não o tipo de pessoa, a opção sexual (sic) do indivíduo [...] Toda essa polêmica começou porque não há dúvida disso, os homens gays, eles têm uma chance muito maior de ter AIDS, né? Em 2019, uma pesquisa mostrou que 25% dos gays de São Paulo eram portadores de HIV. [...] Mesmo que esse número seja exagerado, e de fato ele parece mesmo exagerado, o fato é que dezenas de vezes maior, maior a chance do que na população geral. A questão é que outros critérios para exclusão já restringem os gays que têm um comportamento promíscuo, né? A regra como estava agora, ela estava muito injusta com os gays, por exemplo, que se cuidavam [...] Se você simplesmente fizer uma regra, como já existem em vários hemocentros, que exclui as pessoas que têm muitos parceiros sexuais, ou sexo sem camisinha, você já retira todo o problema. Então aí é uma pequena mudança e, sim, muito boa."
— Leandro Narloch

As estatísticas que foram mencionadas por Narloch foram divulgadas pelo Ministério da Saúde em 2018, num artigo publicado pela revista científica internacional Medicine, após uma pesquisa realizada em 12 cidades brasileira. No entanto, essa pesquisa não teve uma interpretação dos dados, nem uma análise de que é a falta de prevenção o que possibilita uma infecção pelo HIV e não as relações sexuais entre duas pessoas do mesmo sexo. O comentário de Narloch causou reclamações nas redes sociais com vários perfis reclamando dos erros do comentarista como os dados sobre HIV e o uso do termo "opção sexual".

Em 10 de julho de 2020, a CNN demitiu Leandro Narloch pelos comentários preconceituosos.[77] Na semana seguinte, Narloch falou em entrevista ao Jovem Pan Morning Show que foi vítima da "cultura do cancelamento", de "intolerância" e linchamento virtual". Narloch admitiu que gostaria de ter se expressado melhor em sua fala sobre relacionar homossexuais com promiscuidade e HIV, embora defenda que ela não estivesse errada.[78][79]

Ainda sobre os dados mencionados pelo comentarista, o colunista Fefito do UOL publicou em sua matéria da demissão de Narloch que: "de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, entre 2007 e 2019, 248.520 pessoas (homens e mulheres) se infectaram no país pelo vírus HIV a partir de relações sexuais. Destas, 105.014 eram LGBT+. Isso representa 42% do total. Ou seja: 58% dos infectados, a maioria, era heterossexual."[80]

Notas

  1. Sinal disponível entre 6h e 23h.
  2. Sinal disponível apenas para assinantes.
  3. Em função de pertencer ao grupo de risco da COVID-19, William Waack foi afastado da bancada, ancorando o telejornal de sua casa. Taís Lopes apresenta o telejornal a partir dos estúdios da CNN.

Referências

  1. «CNN Brasil já tem endereço e CNPJ ativo». Tutube - Diversão & Informação. 5 de junho de 2019 
  2. «CNN to launch in Brazil» (em inglês). Iberian Lawyer. 17 de janeiro de 2019. Consultado em 10 de junho de 2020 
  3. Locatelli, Piero; Fishman, Andrew (20 de janeiro de 2019). «A roupa suja da CNN Brasil: escravidão, grampos e Edir Macedo». The Intercept. Cópia arquivada em 7 de junho de 2019 
  4. a b «CNN Brasil abre sede provisória em São Paulo» 
  5. «CNN terá canal no Brasil e prevê contratação de 400 jornalistas». EXAME. 14 de janeiro de 2019. Consultado em 15 de janeiro de 2019 
  6. «GloboNews encerra junho como vice-líder geral na TV paga; CNN fica no Top 20 - Televisão». NaTelinha. Consultado em 6 de julho de 2020 
  7. a b c d e f g «CNN Brasil despenca em julho e perde 18 posições no ranking do Ibope - Televisão». NaTelinha. Consultado em 6 de agosto de 2020  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome ":1" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  8. «CNN: Rubens Menin e a construção de uma nova rede de TV». ISTOÉ DINHEIRO. 22 de fevereiro de 2019. Consultado em 5 de junho de 2019 
  9. «CNN terá canal no Brasil e prevê contratação de 400 jornalistas». EXAME. Consultado em 5 de junho de 2019 
  10. «Douglas Tavolaro deixa a Record para comandar canal CNN no Brasil». VEJA.com. Consultado em 5 de junho de 2019 
  11. «Ex-chefão do jornalismo da Record, Douglas Tavolaro comandará CNN no Brasil». tvefamosos.uol.com.br. Consultado em 5 de junho de 2019 
  12. CNN Brasil: Confira a chegada em terras brasileiras do maior canal de notícias do mundo
  13. «Com estreia no segundo semestre, CNN Brasil lança perfis em redes sociais». Folha de S.Paulo. 3 de junho de 2019. Consultado em 5 de junho de 2019 
  14. «Com estreia no segundo semestre, CNN Brasil lança perfis em redes sociais». Folha de S.Paulo. 3 de junho de 2019. Consultado em 5 de junho de 2019 
  15. «Evaristo Costa revela oficialmente mês de estreia da CNN Brasil». Metrópoles. 13 de novembro de 2019. Consultado em 13 de novembro de 2019 
  16. TEMPO, O. (13 de novembro de 2019). «CNN Brasil estreia em março de 2020, diz Evaristo Costa em vídeo». Diversao (em inglês). Consultado em 13 de novembro de 2019 
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