HBO Brasil

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HBO Brasil
Home Box Office
HBO logo.svg
Tipo Rede de televisão por assinatura
País  Brasil
Fundação 1 de julho de 1994 (23 anos)
Pertence a HBO Latin America Group
(subsidiária da Home Box Office, Inc.)
Sede Flag of Coral Gables, Florida.png Coral Gables[1]
Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo[2]
Slogan O Poder de uma História HBO.
Formato de vídeo 480i (SDTV)
1080i (HDTV)
Canais irmãos Cinemax (1997–2010)
Max (2010–presente)[3][4]
Página oficial br.hbomax.tv/hbo
Disponibilidade por satélite
Sky
Canal 120
Canal 520 (HD)
Claro TV
Canal 171
Canal 671 (HD)
Oi TV
Canal 50 (HD) (satélite SES-6)
Canal 50
Canal 550 (HD)
Vivo TV
Canal 121 (HD) (satélite Intelsat 34)
Canal 661
Canal 880 (HD)
Algar TV
Canal 620
Canal 927 (HD)
Disponibilidade por cabo
NET
Canal 171 [nota 1] [5]
Canal 671 (HD) [nota 2] [6]
Vivo TV
Canal 665 (HD)
TV Alphaville
Canal 171 (HD)
TVN
Canal 200
Cabo Telecom
Canal 312

A HBO Brasil é a versão brasileira do canal de televisão por assinatura norte-americano HBO, especializado na transmissão de filmes, séries e outros conteúdos especiais desde 1994.[7] Assim como seu predecessor, nos Estados Unidos, a HBO Brasil possui caráter premium[8] e investe em produções próprias.[9] Além disso, é o carro-chefe do HBO Max, pacote de canais oferecido por sua programadora, a HBO Latin America Group, juntamente com o canal irmão Max.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros indícios de uma expansão da HBO para a América Latina apareceram em 1989, com o lançamento do Selecciones, um sinal alternativo de áudio em espanhol disponível durante parte da programação da HBO nos Estados Unidos.[10] Até o final de 1991, a HBO já estava com um canal em operação na América Latina,[10] mas não em português. As operações iniciais do grupo na região aconteceram através da parceria da Time Warner com a venezuelana Omnivisión Latinoamérica Entertainment (OLE), que formou a HBO Olé Partners naquele ano.[11][12][13] Hoje, conhecida como HBO Latin America Group, ainda mantém a operação dos canais HBO e de uma série de outros licenciados de terceiros.[14] Posteriormente, a Sony Pictures também entrou na empreitada, garantindo ao canal a exclusividade nos lançamentos da Columbia e Tristar.[8][15]

Logo depois que a iniciativa latino-americana havia sido lançada, a HBO Olé estava em busca de um parceiro para sua chegada ao Brasil. Da mesma forma, os dois grandes grupos brasileiros que estavam investindo em televisão por assinatura, as Organizações Globo (Globosat e NET) e o Grupo Abril (TVA), também procuravam parcerias com grandes estúdios para a programação de seus canais de filmes. A HBO foi considerada pela Globo, mas o negócio não foi levado adiante porque a parceria garantiria, à época, apenas a Warner Bros.[16] A escolha definitiva foi o Grupo Abril, que estava no início das operações da operadora TVA, para entrar como sócio minoritário.[17] A HBO Brasil acabou entrando no ar no dia 1 de julho de 1994,[18] programada pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho.[19] Neste ano a HBO também instalou-se como programadora de outros canais em território brasileiro. Sua primeira investida foi a inclusão de um canal no pacote básico, o Sony Entertainment Television. Posteriormente, com a passagem dos anos, mais canais e parcerias foram feitas pela HBO Olé Partners nesse sentido.[8] Na TVA, a HBO Brasil entrou no lugar do canal de filmes Showtime (não relacionado ao canal homônimo norte-americano).[20] A Abril, no entanto, garantiu também que seu sinal fosse distribuído em exclusividade pela TVA.[21][22] Na mesma época, seu principal concorrente, o Telecine, da Globosat, também se consolidava no país com a parceria dos estúdios Walt Disney Pictures, 20th Century Fox, Paramount, MGM e Universal.[23]

Continuando sua trajetória de pioneirismos tecnológicos, a HBO Brasil, ainda em dezembro do seu primeiro ano (1994), realizou transmissões experimentais em 3D, distribuindo óculos anaglíficos para os seus assinantes e oferecendo pares adicionais a um real cada.[24] A programação em três dimensões ficou reservada a programetes entre os filmes.[25] O canal foi também o primeiro a adotar o multiplexing no Brasil, oferecendo a HBO2, com a programação do canal original seis horas atrasada em março de 1995.[8] Até a metade de 1996, a HBO Brasil contava com 686 486 assinantes,[19] número que aumentou com a chegada daquele que seria um dos seus principais parceiros: a DirecTV,[26] que, no final de 1999, entrou num contrato de exclusividade de US$ 250 milhões com a HBO no satélite, válido por 5 anos.[27] Em 1997, através de participação societária,[28] mais um estúdio entrou no canal: a Walt Disney Pictures e seus coligados.[18] No mesmo ano, o Cinemax, que já existia na América Latina desde fevereiro de 1994,[15] é lançado no país, totalizando, à época, uma oferta de 3 canais premium.[8] Em julho de 2000, veio uma grande mudança no comando da HBO Brasil: o Grupo Abril começou a desvincular-se do papel de programador de canais, ficando apenas com a MTV Brasil e vendendo seus 25% da sociedade de volta à HBO, por cerca de US$ 43 milhões.[29] Em outubro, agora comandado diretamente do exterior, mais um reforço: o Cinemax Prime estreou para complementar o pacote da HBO,[30] desta vez antes que o restante da América Latina (que tinha a HBO Plus).[31] Além dos novos canais, a saída da Abril fez com que a programação fosse dirigida à sede do HBO Latin America Group, em Coral Gables, na Flórida,[1] restando apenas um escritório comercial e de marketing em São Paulo.[27]

O pacote do qual a HBO Brasil fazia parte finalmente consolidou-se em 18 de dezembro de 2003, quando ficaram disponíveis no Brasil a HBO Plus e a HBO Family, inicialmente apenas através da DirecTV. Com isso, somavam-se cinco canais na sua grade: HBO, HBO Family, HBO Plus, Cinemax e Cinemax Prime, cada um acompanhado de sua versão com diferença de horário (a HBO2 era um desses), fechando a conta em dez canais.[32] Em 16 de março de 2005, a HBO Brasil, junto do pacote HBO Max, finalmente chegou às demais operadoras de cabo, com a inclusão dos seus canais na NET, a maior operadora do país na TV por assinatura.[33] No satélite, a Sky Brasil, que foi adquirida pela DirecTV, acabou ganhando os canais com a fusão das duas operadoras, em 2006.[34] Assim, seus dois contratos de exclusividade estavam rompidos e a HBO Brasil estava livre para negociação com outras operadoras. Porém, tanto na NET quanto na Sky, sua disponibilidade estava condicionada à assinatura obrigatória dos canais Telecine, e a situação permaneceu assim até dezembro de 2009.[35] Sua versão simulcast em HD estreou no Brasil em 1 de outubro de 2008 pela TVA.[36] Março de 2010 também foi a saída da Sony Pictures da sociedade com a HBO Latin America Group,[37] acompanhada pela Disney.[38] Com isso, o grupo fica apenas com a Time Warner e a OLE.

Agosto de 2011 veio com uma perda para a HBO, que deixou de contar o Walt Disney Studios no Brasil. As demais operações na América Latina permanecem com a parceria. A transição ocorrerá por mais dois anos, enquanto conteúdos da Disney permanecerão com a HBO, mas a janela premium de estreias passa a ser da Rede Telecine, que em outubro de 2011 já começou a exibir os filmes da nova parceria.[39] O anúncio veio em meio a polêmicas: o Telecine alegou possuir cerca de 70% das estreias (contando a Disney), o que foi rebatido pela HBO, que diz ter mais de 50% das grandes bilheterias na sua programação. A principal questão foi, no entanto, que a HBO disse ter rompido o acordo com a Disney espontaneamente, para "abrir espaço às novas produções brasileiras",[40] contradizendo também o depoimento de Fernando Barbosa, vice-presidente da Disney para a América Latina, que disse ter sido uma questão financeira, pelo fato de o Telecine possuir mais audiência e pagar mais por assinante.[38] Para completar, Alberto Pecegueiro, diretor-geral da Globosat, declarou que mantém boas relações com todos programadores, exceto a HBO, que considera "bandidos". O canal não quis responder.[41]

HBO GO[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2013 chegara a notícia para todos os brasileiros que a HBO lançaria uma plataforma de filmes e séries em agosto desse mesmo ano. O assinante já podia assistir na televisão, a partir de então poderia ver na internet somente para assinantes da rede, inicialmente só foi disponível para assinantes da SKY Brasil. No de 2014, assinantes da Claro TV que possuíssem em seu pacote os canais HBO MAX passariam a ter acesso ao HBO GO.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Nas praças onde já foi adotado o line-up "Juntinho"
  2. Nas praças onde já foi adotado o line-up "Juntinho"

Referências

  1. a b «Media: HBO Latin America Group» (em inglês). Bloomberg Business Week. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  2. Anuário de Mídia do Grupo Meio & Mensagem
  3. «Alta Definição». Clube de Criação de São Paulo. 17 de maio de 2010. Consultado em 26 de agosto de 2012 
  4. «HBO Latin America muda Cinemax para MAX HD». Brasil Econômico. 14 de maio de 2010. Consultado em 26 de agosto de 2012 
  5. Grade de canais "Juntinho"
  6. Grade de canais "Juntinho"
  7. Gois, Ancelmo (4 de maio de 1994). «TVA e Warner Bros juntas» (Flash). São Paulo: Abril. Veja (1338). 37 páginas. ISSN 0100-7122. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  8. a b c d e Araújo, Mauricio (31 de janeiro de 2011). «O Nascimento da HBO Brasil - Parte 01». TV Magazine. Consultado em 24 de fevereiro de 2012 
  9. Furquim, Fernanda (19 de setembro de 2010). «HBO Brasil Estreia Nova Temporada de Capadocia». Veja. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  10. a b Sinclair 1999, pp. 106
  11. Carter, Bill (1 de fevereiro de 1993). «U.S. Cable Unspools Its Wires Across the Globe» (em inglês). The New York Times. Consultado em 24 de fevereiro de 2012 
  12. Abbas 2005, pp. 442
  13. Stilson, Janet (21 de janeiro de 1991). «HBO OLE To Launch In Latin America» (em inglês). Multichannel News. Consultado em 24 de fevereiro de 2012 
  14. «Site da HBO Latin America Partners». Consultado em 25 de fevereiro de 2011 
  15. a b Coe, Steve (31 de janeiro de 1994). «Sony teams with HBO Ole; several new services to be launched» (em inglês). Broadcasting & Cable. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  16. Possebon 2009, pp. 64–65
  17. Ramos 2000, pp. 166
  18. a b «Canal E! festeja um ano no Brasil». O Estado de S. Paulo. 3 de junho de 2001. Consultado em 24 de fevereiro de 2012 
  19. a b Guerini, Elaine (9 de junho de 1996). «Canais de filmes brigam pelo 1º lugar». Conteúdo original pago. Folha de S. Paulo. p. 6. Consultado em 12 de agosto de 2012. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2013 
  20. Araújo, Mauricio (16 de dezembro de 2010). «Junho de 1991: O Nascimento da TVA». TV Magazine. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  21. «Operadoras processam a Globosat». O Estado de S. Paulo. 10 de outubro de 2001. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  22. «Cade quebra exclusividade dos canais esportivos Globosat». Meio & Mensagem Online. 31 de maio de 2006. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  23. Araújo, Mauricio (21 de dezembro de 2010). «Globosat é lançada com 4 canais exclusivos». TV Magazine. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  24. HBO (9 de novembro de 1994). «Dezembro em 3D, só na HBO» (Flash). São Paulo: Abril. Veja (1365). 117 páginas. ISSN 0100-7122. Consultado em 2 de agosto de 2012 
  25. «Nova opção» (Flash). São Paulo: Abril. Veja (1369). 167 páginas. 7 de dezembro de 1994. ISSN 0100-7122. Consultado em 2 de agosto de 2012 
  26. Araújo, Mauricio (29 de agosto de 2011). «1996: DIRECTV inicia as suas transmissões no Brasil». TV Magazine. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  27. a b Possebon 2009, pp. 171–172
  28. «Notas». Conteúdo pago. Folha de S. Paulo. 17 de janeiro de 1997. Consultado em 13 de agosto de 2012 
  29. Possebon 2009, pp. 168
  30. «Cinemax Prime, o novo canal da HBO». O Estado de S. Paulo. 1 de outubro de 2000. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  31. Araújo, Mauricio (15 de fevereiro de 2011). «O Nascimento da HBO Brasil - Parte 03». TV Magazine. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  32. «DirecTV passa a oferecer todos os canais HBO». O Estado de S. Paulo. 18 de dezembro de 2003. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  33. «A nova Net vem com novíssimo preço». O Estado de S. Paulo. 14 de março de 2005. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  34. Oliveira, Darcio; Pincigher, Eduardo (20 de outubro de 2004). «Murdoch invade sua TV». ISTOÉ Dinheiro. Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  35. Jimenez, Keila (3 de julho de 2009). «Abertura de mercado». O Estado de S. Paulo (via Observatório da Imprensa). Consultado em 25 de fevereiro de 2012 
  36. «HBO HD chega hoje ao Brasil para assinantes TVA». TVA. 1 de outubro de 2008. Consultado em 25 de fevereiro de 2012. Cópia arquivada em 2 de outubro de 2008 
  37. Neto, Ruy Barata (15 de abril de 2010). «Acordos com operadoras abre novo mercado para HBO». Brasil Econômico. Consultado em 6 de julho de 2012 
  38. a b Castro, Daniel (10 de agosto de 2011). «Disney deixa HBO e muda filmes para os canais Telecine em outubro». R7. Consultado em 6 de julho de 2012. Cópia arquivada em 31 de janeiro de 2013 
  39. Barbosa, Ana Carolina (9 de agosto de 2011). «Telecine fecha acordo de licenciamento de conteúdos com a Disney». TELA VIVA News. Consultado em 6 de julho de 2012 
  40. Jimenez, Keila (12 de agosto de 2011). «HBO volta a declarar guerra aos canais Telecine». Folha de S. Paulo. Consultado em 6 de julho de 2012 
  41. Jimenez, Keila (19 de outubro de 2011). «Aos 20, Globosat luta para se manter na crista da onda». Folha de S. Paulo. BOL. Consultado em 6 de julho de 2012