Rubens Ewald Filho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Rubens Ewald Filho (Santos, 7 de março de 1945) é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos). É o principal crítico de cinema no Brasil, conhecido principalmente por ser comentarista da premiação do Oscar. Foi crítico de cinema do portal R7[1] e trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles RedeTV!, Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Manchete, TV Cultura, revista Veja , Jovem Pan, e Folha de S.Paulo, além de HBO, Multishow, Telecine e TNT, onde está com o programa TNT+Filme e onde comenta as entregas do Oscar. Na HBO acumulou as funções de produtor, apresentador e diretor de programação. Também é o crítico de cinema da Rádio Bandeirantes e comentou os filmes exibidos no Cine Clube, da Rede Bandeirantes. O crítico também aparece em inserções na programação da rádio A Tarde FM de Salvador/BA. Atualmente exerce o cargo de Secretário da Cultura de Paulínia-SP.[2]

Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Como colunista e crítico de cinema, Rubens passou por inúmeras redações de revistas e jornais do Brasil. Foi o primeiro a escrever regularmente sobre filmes na TV (no Jornal da Tarde). Publicou uma série de guias de filmes em vídeo e, em agosto de 2000, publicou o primeiro guia de DVD no Brasil [3]. Rubens já assistiu a mais de 35.300 filmes entre longas e curta-metragens,[4] e é sempre requisitado para falar dos indicados na época de premiações. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Atualmente trabalha também no teatro. No Oscar, comenta desde 1985. Antes, reportagens de telejornais acompanhavam a cerimônia em seu apartamento, onde ele recebia amigos e fazia bolões.

Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Estes caderno Rubens possuí até hoje, e é uma forma de contabilizar e documentar todos os filmes que já assistiu. Além dos caderninhos, quando criança Rubens fazia um livreto só com filmes do Oscar, outro só com diretores. Como em um romance em que as premissas da trama são lançadas no primeiro capítulo para serem retomadas ao longo da história, décadas depois Rubens lançou um dos mais importantes livros de consulta sobre cinema no Brasil, o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977. Duas revistas foram fundamentais em sua formação: a “Filmelândia”, adaptação da americana “Screen Stories”, que trazia roteiros de filmes adaptados como uma pequena novela; e a “Cinelândia”, versão brasileira de “Modern Screen”. Ambas eram editadas no Brasil pela Globo, e os editores locais recheavam esta última com informações sobre a vida dos diretores e incluíam filmes de outros países, como França e Argentina. Rubens começou sua carreira de jornalista escrevendo para o jornal A Tribuna de Santos. Cursou a graduação em jornalismo ao mesmo tempo em que fazia faculdade de direito pela manhã e história e geografia à tarde. No final dos anos 1960 chegou a São Paulo para trabalhar no Jornal da Tarde. Era copidesque no caderno de Variedades, mas também produzia reportagens e críticas. Foi contemporâneo do crítico e diretor Rubem Biáfora – um de seus grandes inspiradores. Nessa época, começou a conhecer as pessoas que orbitavam a produção de cinema e teatro no Brasil. Uma dessas pessoas foi o diretor Walter Hugo Khoury, que o levou para a frente da tela. [5].

Já experimentou o cinema em diversas ocasiões. Ainda na faculdade, em Santos, dirigiu um curta-metragem (que ele diz não se lembra o nome e não tem notícia de onde foi parar) e tentou realizar um longa (diz ele que o produtor fugiu com o dinheiro e nunca mais apareceu). Além disso foi várias vezes convidado a atuar como ator em filmes: o polêmico filme com participação da Xuxa ''Amor Estranho Amor'' (1982), Independência ou Morte (1972), As Gatinhas (1970) e Herança (1970). Em 1975, na comédia pornochanchada ''A Casa das Tentações'', apareceu como ator e ainda foi assistente de direção de Rubem Biafora. Já em ''A Árvore dos Sexos'', dirigido por Sílvio de Abreu em 1977, escreveu o roteiro ao lado de Mauricio Rittner e Carlos Alberto Sofredini [3].

Costuma assistir dois filmes simultaneamente, geralmente um filme considerado ruim e outro bom. Fala francês, italiano, inglês. Tem um estilo muito próprio de comentar filmes. Ele é direto, fala de forma coloquial, quase como se estivesse conversando com a pessoa. Isso se nota em seus textos, mas também em inúmeros programas de TV que participa. Tornou-se popular na Rede Globo de Televisão apresentando Oscar (sempre em estúdio) a partir do início dos anos 1980, mas começou na TV Cultura. Posteriormente apresentou o Oscar no SBT, na qual foi a melhor fase de sua apresentação do Oscar ao vivo na TV aberta, que era exibido na integra. Nas transmissões do Oscar, contabiliza mais de 33 edições do prêmio pela TV brasileira [3]. Rubens já foi casado, mas sua esposa faleceu por erro médico [5].

Roteirista e autor[editar | editar código-fonte]

Ator[editar | editar código-fonte]

Diretor teatral[editar | editar código-fonte]

Livro[editar | editar código-fonte]

Apresentador[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Blogs». R7. Consultado em 12 de junho de 2010 
  2. Rubens Ewald Filho é o novo secretário de Cultura de Paulínia (SP)
  3. a b c «Biografia - Rubens Ewald Filho». E-pipoca. Consultado em 1 de novembro de 2017 
  4. "Crítico de cinema Rubens Ewald Filho comemora 30 mil filmes assistidos" - Folha Online (02/09/2009)- http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u618182.shtml
  5. a b Jareta, Gabriel (24 de fevereiro de 2016). «O crítico - Risca Faca». Risca Faca. Consultado em 1 de novembro de 2017 
  6. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]