William Waack

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William Waack
Nascimento 30 de agosto de 1952 (65 anos)[1][2]
São Paulo,  São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade de São Paulo e Universidade de Mainz
Ocupação jornalista, professor universitário, sociólogo, cientista político e escritor
Prêmios Prêmio Esso

William José Waack (São Paulo, 30 de agosto de 1952) é um jornalista, professor e ex-handebolista brasileiro.

Waack é formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP) em ciência política, sociologia e comunicação na Universidade de Mainz em 1974[3], na Alemanha. Fez mestrado em Relações Internacionais.[4] Também foi atleta membro da Seleção Brasileira de Handebol Masculino[5]

William possui quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo: pela cobertura da Guerra do Golfo (1991) e ao revelar informações sobre a Intentona Comunista de 1935.[6]

Biografia

William trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil,[7] Jornal da Tarde [8] O Estado de S. Paulo,[9] na revista Veja e na TV Cultura. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Atuou como secretário de redação, editor-chefe e repórter, função em que ficou durante mais tempo.

Nos anos 70 o jornalista escrevia para o Jornal do Brasil,[7] na década seguinte passou a ser secretário de redação do Jornal da Tarde e em 1988 assumiu o Jornal da Cultura. Após isto, por 10 anos, William foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Chegou a cobrir alguns dos principais acontecimentos internacionais das últimas décadas, como a Guerra Fria, a Revolução no Irã, a derrubada do Muro de Berlim, a desintegração da União Soviética e o ocaso do socialismo na Europa. Sempre como enviado especial, William participou da cobertura de oito conflitos e guerras: seis no Oriente Médio e dois nos Bálcãs.[10] Enquanto trabalhava para O Estado de S. Paulo, foi sequestrado com seu companheiro Hélio Campos Melo pela guarda republicana de Saddam Hussein na Guerra do Golfo.[11]

Desde 1996, William trabalha para a Globo e voltou ao Brasil em 2000. Mais recentemente, tem trabalhado cobrindo crises em países sul-americanos como a Colômbia e a Argentina, e várias séries especiais de reportagens para o Jornal Nacional sobre assuntos como privatizações, pirataria e corrupção policial em São Paulo. Foi enviado aos Estados Unidos para cobrir a eleição que reelegeu Bush filho. Apresentou o Globo News Painel de Nova York. E enquanto cobria a pré-reeleição de George W. Bush, lecionou na Universidade de Nova Iorque.[12]

William apresenta o Jornal da Globo sozinho, já que Christiane Pelajo deixou o telejornal para um novo projeto jornalístico.[13] Comanda também o programa semanal de debates políticos e econômicos Painel, na Globonews.[14]

Em 2006, William passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.[15]

Desde 2009, é professor da Fundação Armando Alvares Penteado. No projeto “Caminhos de Abraão“ da mesma faculdade, Waack levou os alunos para uma excursão denominada “Caminhos de Abraão”.[16]

Em novembro de 2012, a Rede Record foi condenada pela Justiça a pagar R$50 mil a William por danos morais, por sugerir que ele fosse espião dos Estados Unidos em matéria do portal R7 baseada em telegramas diplomáticos dos Estados Unidos vazados pelo WikiLeaks, onde William é citado em conversas profissionais com diplomatas americanos.[17][18]

Dentre os livros mais famosos de William está Camaradas, que conta a história da Intentona Comunista no Brasil, a partir de documentos da URSS.[19] Escreveu em 1985 o polêmico As Duas Faces da Glória, onde analisa a Força Expedicionária Brasileira (FEB) vista por alguns de seus aliados e inimigos.

Controvérsia

Em 9 de novembro de 2017, foi vazado um vídeo captado durante a cobertura das Eleições nos Estados Unidos em 2016. No vídeo, alguém na rua dispara uma buzina e Waack, contrariado, faz um comentário racista ao colega Paulo Sotero: "é coisa de preto". Waack afirmou não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pediu sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados com a situação. A Rede Globo o afastou de suas funções de apresentador do Jornal da Globo.[20][21][22][23]

Poucos colegas jornalistas se posicionaram em defesa de Waack. Uma delas foi a jornalista Rachel Sheherazade, que escreveu que o apresentador foi "alvo dos fundamentalistas da moral seletiva" e que teria caído na "na armadilha pérfida dos coleguinhas invejosos, esquerdistas acéfalos e medíocres de todas as nuances".[24] Outro foi o apresentador Augusto Nunes que afirmou que o amigo William Waack teria virado alvo de "seitas especialmente repulsivas e extremistas" por um "punhado de frases sem importância". O também jornalista e amigo Reinaldo Azevedo procurou minimizar o comentário, que seria para ele uma "piada infeliz": "se disse ser aquilo 'coisa de preto', ia no gracejo um dado referencial: um 'outsider', de direita, com rompantes de extrema-direita, acabara de vencer a eleição no confronto com a candidata de Barack Obama".[25]

Livros

Referências

  1. William Waack Biografia publicado por "Pure People"
  2. William Waack publicado pelo "Portal dos Jornalistas' em novembro de 2016
  3. Ex-alunos Formados da Graduação Ex-alunos Formados da Graduação publicado pela "Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo"
  4. «William Waack - Grupo Companhia das Letras». www.companhiadasletras.com.br 
  5. «Terceiro Tempo - William Waack». Uol. Consultado em 4 de maio de 2016 
  6. «William Waack e a Intentona Comunista Portuguesa». recantodasletras. Consultado em 9 de Novembro de 2017 
  7. a b «Mortos e Desaparecidos Políticos». www.desaparecidospoliticos.org.br 
  8. «:: Memória Roda Viva - www.rodaviva.fapesp.br ::». www.rodaviva.fapesp.br 
  9. http://grabois.org.br/portal/cdm/revista.int.php?id_sessao=50&id_publicacao=130&id_indice=585
  10. «Segurança Internacional: Perspectivas Brasileiras - William Waack». www.segurancainternacional.com.br 
  11. «WILLIAM WAACK - TRAJETÓRIA». memoriaglobo.globo.com 
  12. «WILLIAM WAACK». Jornalistas.jor.br. 15 de agosto de 2016. Consultado em 3 de dezembro de 2016 
  13. «Christiane Pelajo não apresenta mais o 'Jornal da Globo'» 
  14. «GLOBONEWS PAINEL». GloboSatPlay. Globo.com. Consultado em 3 de dezembro de 2016 
  15. «Viva Produtora – Representação Artística – Eventos Corporativos – Eventos Sociais » William Waack». vivaprodutora.com.br. Consultado em 16 de outubro de 2015 
  16. «Faculdade de Economia FAAP - Missões Estudantis - Caminho de Abraão». www.faap.br 
  17. «Record é condenada a pagar R$ 50 mil a William Waack por associá-lo à espionagem» 
  18. «Record indenizará Waack por dizer que ele é espião» 
  19. «CAMARADAS - - Grupo Companhia das Letras». www.companhiadasletras.com.br 
  20. «"Coisa de preto", diz William Waack em vídeo vazado». BuzzFeed 
  21. «William Waack é afastado do Jornal da Globo». G1 
  22. Tory. «Após comentário racista, Globo afasta William Waack». CartaCapital 
  23. Edição de Notícias 2 (8 de novembro de 2017), Histórico: Abertura e comunicado do Jornal da Globo sobre jornalista William Waack, suspenso, consultado em 9 de novembro de 2017 
  24. Gente, iG (10 de novembro de 2017). «Rachel Sheherazade parte em defesa de William Waack após racismo - Fofocas dos Famosos - iG». Gente 
  25. Pernambuco, Diario de (10 de novembro de 2017). «Rachel Sheherazade, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes defendem William Waack». Diario de Pernambuco 

Ligações externas