Cid Moreira

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Cid Moreira
Nascimento 29 de setembro de 1927 (88 anos)
Taubaté, SP
Ocupação Jornalista e apresentador
Nacionalidade Brasileiro

Cid Moreira (Taubaté, 29 de setembro de 1927) é um jornalista, locutor e apresentador brasileiro em atividade desde 1947. Cid é famoso mundialmente por sua voz grave e singular, a qual impõe a sensação de um eco aos espectadores.

Carreira[editar | editar código-fonte]

natural de Angical do Piauí,

Cid começou na rádio Difusora de Taubaté, como contador. Como sua voz era muito bonita e grave, foi convidado para ser locutor. Narrou documentários para cinema, meio no qual também apresentou o noticiário semanal Canal 100 produzido por Carlos Niemeyer. Em 1955, atuou como ator no filme Angu de caroço, voltando ao cargo de narrador em 1958 no filme Traficantes do crime.

Na época áurea do cinema, foi narrador dos jornais de cinema da maior parte dos estados brasileiros. Documentários produzidos por Jean Manzon, I. Rosemberg, Pantha Filmes (Belo Horizonte), Iglu Filmes (Bahia), Porto Alegre, Pará, Espírito Santo, Petrópolis, entre outros. Alguns documentários emoldurados por sua voz, como Brasil, bom de bola; Futebol total; João e sinuca brasileira, receberam grandes elogios. E, recentemente, sua imagem voltou a reaparecer nos telões, quase como uma homenagem, em Dois filhos de Francisco, desta vez para relembrar os bons momentos no JN. Naquela época, quando não estava nos palcos das rádios ou na apresentação de cantores ou humoristas, Cid peregrinava pelas agências de publicidade e estúdios gravando spots ou jingles comerciais. Valia tudo, desde anúncios da pasta de dentes Kolinos até os postos de ga- solina Esso e Texaco, dos refrigerantes Pepsi e Coca-Cola, ou dos supermercados Casas da Banha até os remédios e produtos de higiene pessoal, como as Pílulas Dr. Ross, Alka Seltzer, sabonetes Lifebuoy, Eucalol e Gessy Lever, passando pela loja de roupas masculinas Ducal até lançamentos imobiliários, entre centenas de outros produtos que passaram pela voz de Cid nas décadas de 1950 a 1980.

Apresentou entre 1969 e 1996 o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, sendo um recordista como um âncora que mais tempo esteve à frente de um mesmo telejornal. A estreia do Jornal Nacional em 1° de setembro de 1969 foi coapresentada com Hilton Gomes. Hoje, Cid narra matérias para o programa da Rede Globo Fantástico.

Cid é célebre também pela gravação, feita em 2001, em áudio da Bíblia cristã na íntegra e em linguagem atual. Os CDs com sua locução alçaram um enorme sucesso de vendas, chegando hoje a 30 milhões de cópias.

Aos 87 anos e 70 de carreira, Cid publicou o livro Boa Noite. O nome de sua biografia deve-se à sua frase "Boa Noite!", uma frase de suas mais famosas a qual sempre diz ao encerrar uma matéria.

Em 24 de abril de 2015 apresentou um bloco do Jornal Nacional junto com Sérgio Chapelin como uma forma de homenagem da Globo aos dois jornalistas, que por muitos anos apresentaram o Jornal Nacional, na semana de aniversário de 50 anos da Rede Globo. E chamaram a última da reportagem da série "50 Anos de Jornalismo da Globo" apresentado de 20 à 24 de abril dentro do JN. No dia 24, com reportagens e fatos marcantes com mais destaque entre 2005 e 2014.

Jabulani[editar | editar código-fonte]

Durante a Copa do Mundo de 2010, Cid gravou uma vinheta a ser exibida durante as reportagens do Fantástico e de programas esportivos da Rede Globo. A vinheta "Jabulaaani!", nome da bola Adidas Jabulani, é até hoje um sucesso em sites de vídeos.

Narrações[editar | editar código-fonte]

  • 1970 - Brasil, bom de bola;
  • 1973 - Fantástico;
  • 1974 - Futebol total;
  • 1982 - João e sinuca brasileira;
  • 2004 - Fantástico 30 anos - grandes reportagens;
  • 2005 - 2 Filhos de Francisco - narração da vida dos cantores Zezé Di Camargo & Luciano;
  • 2010 - Lançou Cds gravados com a Bíblia[1] na íntegra. Trabalho que levou seis anos para realizar.Trilha de cinema, diálogos dos personagens, sons de animais e da natureza fazem parte desse belíssimo trabalho. O principal objetivo da gravação desse áudio-livro foi permitir acesso aos cegos e analfabetos aos textos bíblicos. Uma boa parte desse trabalho foi distribuida aos institutos de cegos pelo país.
  • 2010 - Copa do Mundo de 2010 - narração dos bordões "Jabulaaani!" (em referência aos efeitos da bola, que provocava erros grosseiros dos jogadores) e "Ah, não! Mick Jagger!" (em referência ao azar que o rockeiro trazia a seleções para que torcia na copa) no meio das partidas transmitidas para o Brasil.
  • 2013 - Anchorman 2: The Legend Continues

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Cid já apresentou o Jornal Nacional usando uma bermuda[2] . O episódio veio a tornar-se uma febre na internet, e é extensamente comentado até hoje;
  • Cid foi o jornalista que leu o célebre direito de resposta concedido pela justiça ao então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola no Jornal Nacional do dia 15 de março de 1994. O vídeo pode ser assistido no YouTube;
  • Cid brincou com o fato de estar fora do ar, mesmo tendo contrato longo com a Rede Globo. Em entrevista ao Diário de S. Paulo, disse: "Estou no spa da Globo!";
  • Cid já gravou muitos audiolivros para a Casa Publicadora Brasileira, a editora oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, denominação religiosa na qual possui desde longa data vários amigos[3] .
  • 2015 - Atualmente Cid estuda os poemas dos grandes escritores brasileiros e pretende lançar no próximo ano uma seleção desses poemas: "para aprender a gostar de poemas".

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de Cid Moreira

Referências

  1. [S.l.: s.n.]  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (Ajuda); Falta o |titulo= (Ajuda)
  2. Globo Video Chat – Arquivo – Cid Moreira
  3. «Vídeo: Cid Moreira testemunha sua fé em evento da Igreja Adventista». Verdade Gospel. 
Wikiquote
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Precedido por
'
Apresentação do Jornal Nacional
19691996
Sucedido por
William Bonner