Drauzio Varella

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Drauzio Varella
Nascimento 3 de maio de 1943 (75 anos)
São Paulo, SP
 Brasil
Ocupação Médico e escritor
Instituições Hospital do Servidor Público de São Paulo
Especialidade Oncologia
Imunologia
Pesquisa Estudos sobre câncer e AIDS
Conhecido por Divulgação científica
Anos em atividade 1970 - presente
Educação Faculdade de Medicina da USP
Prêmios relevantes Prêmio Jabuti, 2000
Religião Ateu[1][2]

Antônio Drauzio Varella (São Paulo, 3 de maio de 1943), é um médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo (USP), na qual foi aprovado em 2° lugar, é conhecido por popularizar a informação médica no Brasil, através de aparições em programas de rádio, TV e pela Internet, com um site e canal no Youtube.[3] Foi também um dos fundadores da Universidade Paulista e da Rede Objetivo, onde lecionou física e química durante muitos anos.[4] Varella também é um crítico da medicina alternativa.[5]

Carreira médica[editar | editar código-fonte]

Drauzio estudou medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. No início dos anos 70, já como médico, ele começou a trabalhar com o professor Vicente Amato Neto na área de moléstias infecciosas do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Durante 20 anos, dirigiu também o serviço de imunologia do Hospital do Câncer (São Paulo) e, de 1990 a 1992, o serviço de câncer do Hospital do Ipiranga. Foi professor em várias faculdades do Brasil e em instituições em outros países, como o Memorial Hospital de Nova Iorque, a Cleveland Clinic (também nos Estados Unidos), o Instituto Karolinska de Estocolmo, a Universidade de Hiroshima e o National Cancer Institute, em Tóquio.[4]

Além do câncer, Drauzio Varella também estuda a AIDS e já estudou o sarcoma de Kaposi. Em 1989, iniciou um trabalho no presídio do Carandiru investigando a prevalência do vírus HIV nos detentos. Até 2002, ano em que o presídio foi desativado, trabalhou como médico voluntário no local. Varella chegou a idealizar uma revista em quadrinhos, O Vira-Lata, como parte do plano de prevenção da AIDS na cadeia.[6]


Atualmente, apoiado pela Universidade Paulista e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), dirige no Rio Negro um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras, buscando obter extratos para testar experimentalmente no combate ao câncer e a bactérias resistentes a antibióticos.[7][8][9]

Carreira como comunicador[editar | editar código-fonte]

Em 1986, sob orientação do radialista Fernando Vieira de Mello, iniciou campanhas nas rádios com o intuito de esclarecer a população sobre a AIDS e métodos de prevenção. Com esse projeto, Varella trabalhou na Jovem Pan 2 FM e depois na 89 FM de São Paulo. Também apresentou por alguns anos, diariamente na Rádio Bandeirantes de São Paulo o "Espaço Saúde", em que descreve doenças, seus sintomas e, principalmente, formas de prevenção.[carece de fontes?]

Na televisão, seu trabalho mais conhecido é o na Rede Globo, onde apresenta diversos quadros na área de saúde no programa Fantástico, falando sobre o corpo humano, o tabagismo, primeiros socorros, gravidez, obesidade e transplante de órgãos. Além da Rede Globo, ele trabalha ainda em outras emissoras, como o Canal Universitário e a TV Senado, nos quais entrevista especialistas e discute assuntos de saúde em diversas áreas. Na internet, Drauzio faz grande sucesso com seu canal no YouTube, abordando temas atuais tanto na área da saúde como no aspecto social.[3]

Carreira como escritor[editar | editar código-fonte]

Além das campanhas de prevenção, Drauzio Varella também é um escritor de ficção e não ficção. Lançado em 1999, o livro Estação Carandiru, que conta sobre seu trabalho com os presidiários do Carandiru, virou best-seller e recebeu o Prêmio Jabuti na categoria "não-ficção" na edição do ano 2000.[10] Em 2003, a obra ganhou as telas do cinema num filme do diretor Hector Babenco, com Rodrigo Santoro como protagonista. Seu outro livro, Nas ruas do Brás, foi premiado na Feira Internacional do Livro de Bolonha, na Itália e também na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2001, na categoria "revelação de autor de literatura infantil". Já Florestas do Rio Negro foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2002.[carece de fontes?]

Em 2012 lançou o livro Carcereiros, que conta seus relatos trabalhando como médico voluntário no Carandiru.[carece de fontes?]

Em 2015 lançou Correr - o exercício, a cidade e o desafio da maratona, também pela Companhia das Letras, traz informações médicas e sua experiência em maratonas, tendo decidido começar a treinar para a Maratona de Nova York. Drauzio pratica a modalidade há mais de 20 anos, e mesmo que não considere um prazer, afirma que é a atividade é uma necessidade para manter a saúde.[11]

Em 2017 lançou o livro Prisioneiras, publicado pela Companhia das Letras, que conta seus relatos e conclusões trabalhando como médico voluntário na Penitenciária Feminina da Capital, em São Paulo.[12][13]

Publicações selecionadas[editar | editar código-fonte]

  • A AIDS hoje, em três volumes, com colaboração de Antonio Fernando Varella e Narciso Estareira
  • Estação Carandiru, Companhia das Letras
  • Macacos, Publifolha (coleção "Folha Explica")
  • Nas ruas do Brás, Companhia das Letras (literatura infantil)
  • De braços para o alto, Companhia das Letras (literatura infantil)
  • Florestas do Rio Negro, sob a editoria científica de Alexandre Adalardo de Oliveira e Douglas C. Daly
  • Maré - vida na favela, Casa das Palavras (coautoria de Paola Berenstein e Ivaldo Bertazzo)
  • Por um fio, Companhia das Letras
  • Borboletas da Alma - Escritos sobre ciência e saúde, Companhia das Letras
  • O Médico Doente, Companhia das Letras
  • Carcereiros, Companhia das Letras
  • Correr, Companhia das Letras
  • Prisioneiras, Companhia das Letras

Referências

  1. «"Sou ateu", afirma o médico Drauzio Varella para revista». Terra. 3 de novembro de 2011. Consultado em 10 de dezembro de 2013. 
  2. Segatto, Cristiane (9 de agosto de 2004). «Entrevista com Drauzio Varella». Globo.com. Época. Consultado em 29 de Junho de 2017. 
  3. a b «Drauzio Varella - Vídeos». Youtube. Consultado em 29 de Junho de 2017. 
  4. a b «Institucional - OBJETIVO». Consultado em 29 de Junho de 2017. 
  5. Varella, Drauzio (18 de março de 2018). «Imposição pelas mãos». Folha de S.Paulo. Consultado em 18 de março de 2018.. Cópia arquivada em 18 de março de 2018 
  6. Herói de gibi incentiva preso a usar camisinha
  7. Coutinho, Danieleh (17 de Julho de 2017). «Dr. Drauzio Varella fala para capixabas sobre qualidade de vida». Espírito Santo Hoje. Consultado em 6 de Setembro de 2017. 
  8. «Drauzio Varella fala sobre qualidade de vida em evento no Levitas». FAPESP. 12 de Agosto de 2011. Consultado em 6 de Setembro de 2017. 
  9. «Folha Online - Brasil - Médico e escritor, Varella ganhou notoriedade em campanhas de prevenção à Aids - 22/03/2005». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 19 de março de 2018.. Cópia arquivada em 4 de março de 2016 
  10. «59º Prêmio Jabuti». Prêmio Jabuti. Consultado em 6 de Março de 2018. 
  11. Luara Calvi Anic (22 de Junho de 2015). «Drauzio Varella:"A corrida é um antidepressivo poderoso"». Cláudia. Consultado em 29 de Junho de 2017. 
  12. Giannini, Alessandro (14 de Maio de 2017). «Drauzio Varella lança 'Prisioneiras', o último livro de uma trilogia». O Globo. Consultado em 6 de Março de 2018. 
  13. Mena, Fernanda (13 de Maio de 2017). «Drauzio Varella fecha trilogia com retratos de mulheres presas». Folha de São Paulo. Consultado em 6 de Março de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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