Rachel Sheherazade

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Rachel Sheherazade
Nome completo Rachel Sheherazade Barbosa
Nascimento 5 de setembro de 1973 (47 anos)
João Pessoa, Paraíba
Ocupação Jornalista
Apresentadora de televisão
Cônjuge(s) Rodrigo Porto (2005–2016)
Nacionalidade brasileira
Trabalhos notáveis

Rachel Sheherazade Barbosa (João Pessoa, 5 de setembro de 1973)[1] é uma jornalista brasileira. Entre 2011 e 2020 foi âncora do telejornal SBT Brasil.[2] Entre 2014 e 2015, foi âncora do tradicional Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan.[3][4] Foi a primeira mulher no Brasil a conceder opiniões na TV aberta. Se destacou ao ler um editorial na TV com críticas ao carnaval, em 2011, na TV Tambaú.[5]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Formação e atuação[editar | editar código-fonte]

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), foi servidora do Tribunal de Justiça da Paraíba como jornalista desde 1994 e posteriormente trabalhou como repórter correspondente da TV Justiça no estado.[6]

Começou na mídia trabalhando na TV Correio, afiliada paraibana da Rede Record. Alguns meses depois, foi convidada para a TV Cabo Branco, afiliada da Rede Globo no Estado. Já em 2003, tornou-se apresentadora do Tambaú Notícias, telejornal da TV Tambaú, afiliada do SBT.[7][8]

Rachel é conhecida por diversas críticas a vários temas, inclusive os vídeos dos seus comentários têm ganhado o mundo, sendo dublados e legendados em diversos idiomas.[9] Em fevereiro de 2011, quando ainda trabalhava na TV Tambaú, criticou duramente o Carnaval na Paraíba. O vídeo foi postado no YouTube, fazendo com que a apresentadora ganhasse projeção nacional. Com isso, a apresentadora foi convidada por Silvio Santos a ir para a matriz do SBT, em São Paulo.

SBT Brasil[editar | editar código-fonte]

Entre 30 de maio de 2011 e 24 de setembro de 2020, dividiu a bancada do SBT Brasil, principal telejornal da emissora, de segunda a sábado, com grandes nomes do jornalismo, como Joseval Peixoto, Carlos Nascimento e Marcelo Torres.[10]

Troféu Imprensa[editar | editar código-fonte]

Em 2017, repercutiu o discurso que Silvio Santos fez para Rachel Sheherazade e Danilo Gentilli no Troféu Imprensa. Silvio Santos diz: "Você começou a fazer comentários políticos no SBT e eu pedi para você não fazer mais, porque você foi contratada para ler notícias, não para dar sua opinião (…) Se você quiser fazer política, compra uma estação de televisão e faz por sua conta." Sorrindo, Rachel Sheherazade responde de forma constrangida: "Quando você me contratou, você me contratou para opinar." Silvio Santos responde: "Não (…) Eu contratei você para você continuar com sua beleza e com sua voz para ler as notícias do teleprompter (…) Na internet, você pode fazer o que quiser. Combinei com o Danilo (Gentili) que a partir de agora ele só vai elogiar os políticos"[11] Esse evento fez com que o Ministério Público entrasse com um ação coletiva contra o SBT, pedindo que a emissora indenizasse em 10 milhões de reais Rachel Sheherazade, Maisa Silva, e Milene Uehara, que segundo o Ministério Público, foram constrangidas em outras ocasiões. O SBT foi liberado de pagar a indenização em novembro de 2019, segundo a juíza do caso, não houve constrangimento.[12]

Censura[editar | editar código-fonte]

Em março de 2018, Jeff Benício, do portal Terra, chamou de censura quando o SBT tirou o espaço de opiniões da jornalista Rachel Sheherazade do jornal.[13] A primeira suspensão ocorreu em 2014,[14] no mesmo ano, a jornalista começou a receber ameaças de morte.[15] Jeff escreveu: "O próprio Silvio Santos, que financia o telejornalismo de seu canal por mera obrigação e prefere não desagradar governantes, determinou o fim das opiniões no ‘SBT Brasil’. O jornalismo da emissora, conhecido pelo estilo burocrático, perdeu muito com a censura imposta a Sheherazade. Era a única voz que repercutia.[13]", completou, se referindo ao incidente no Troféu Imprensa com Silvio Santos.

Comentários e posicionamentos breves

Após a suspensão do espaço de opiniões, o modo como Rachel Sheherazade vem apresentando determindas notícias, tem chamado a atenção do público e da imprensa. Em julho de 2019, a reação negativa da jornalista ao ouvir uma notícia enquanto apresentava o SBT Brasil, tornou-se um vídeo viral nas redes sociais.[16] No momento da reação, Carlos Nascimento falava do comentário controverso[17] de Jair Bolsonaro sobre morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).[16] Em janeiro de 2020, disse que seria censura a retirada do especial de Natal do Porta dos Fundos, da Netflix, que seria feita por ordem judicial.[18]

Em maio de 2020, questionou brevemente no jornal: "foi erro, ou foi crime?" Antes tinha sido exibida uma reportagem com especialistas apontando que o Caso João Pedro, jovem morto em operação policial, em São Gonçalo (RJ), teria tido "erros". Algumas semanas antes, Rachel Sheherazade aplaudiu o posicionamento da ministra Cármen Lúcia, após ter sido exibida uma reportagem com a magistrada pedindo "igualdade" entre homens e mulheres ao presidente da Supremo Tribunal Federal (STF}, Dias Toffoli.[19] Em 27 de maio de 2020, emitiu uma opinião após ser exibida a reportagem sobre o caso da Morte de George Floyd:

George Floyd foi morto em uma controversa operação policial nos Estados Unidos, gerando protestos contra o racismo.[20] Em 18 de agosto de 2020, comentou sobre o caso do ataque de extremistas direcionados a uma memina na frente de um hospital, onde fez um aborto: "Curioso é que não vi nenhum defensor da vida protestando na frente da delegacia, né?"[21] Em 8 de setembro, ao anunciar uma reportagem sobre a operação Furna da Onça, que apura prática de rachadinhas de Flávio Bolsonaro, Rachel Sheherazade interrompeu o texto e comentou: "Não, rachadinhas não. A palavra certa é peculato. Crime de peculato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro".[22]

Comentário sobre prisões[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2019, Rachel postou um vídeo na sua conta no YouTube intitulado "Monstros contra monstros", no qual ela comenta a respeito do presídio onde ocorreu o Massacre em Altamira em 2019, no Pará, criticando o ministro da Justiça Sérgio Moro e o presidente Jair Bolsonaro, os responsabilizando pela chacina que deixou 56 mortos, 16 por decapitação. Foi apontado pela imprensa que o trecho "monstros" causou desgosto nos agentes.[23]

O trecho do vídeo que baseia "monstros" é o seguinte:

Porém, ao longo dos anos reportagens da imprensa já mostravam os diversos problemas nas prisões do Brasil (ver: Sistema carcerário no Brasil). A Organização das Nações Unidas (ONU) disse em 2016 que os presos estavam mantidos de formas "cruéis, desumanas ou degradantes."[25]

Imediatamente houve reação de um sindicato que representa os funcionários do sistema prisional do Estado de São Paulo, que foram até o SBT demonstrar seu repúdio às declarações da jornalista, anunciando também que iriam tomar as medidas necessárias para mover um processo judicial contra Rachel.[23]

Por conta da controvérsia, a partir do dia 9 de agosto de 2019, Rachel Sheherazade passou a ser afastada todas as sextas-feiras do SBT Brasil,[26] a pedido de Silvio Santos.[23] Um dia antes, Rachel Sheherazade suspendeu a conta do Twitter alegando "motivo de força maior."[27] A jornalista publicou em uma rede social uma foto com o trecho da múscia "Cálice", de Chico Buarque lançada durante a Ditadura militar brasileira (1964-1985): "Afasta de mim esse: - Cale-se!"[28]

Repercussão

Em agosto de 2019, no Programa da Maisa, Rachel Sheherazade disse que "Eu sou apenas alguém querendo fazer jornalismo, num momento muito difícil para os jornalistas. A nossa profissão está sendo tão bombardeada, tão atacada injustamente. Então eu sou apenas uma resistente."[29] Gustavo Nogy, escrevendo para Gazeta do Povo questionou se o afastamento da jornalista do jornal não seria uma atitude do Governo Jair Bolsonaro.[30]

Comentários nas redes sociais, repostados nos jornais Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo,[31] questionavam Silvio Santos, possível censura e se o motivo do afastamento teria sido por decisão política.[26] O Estado de S. Paulo reportou a notícia do afastamento da jornalista junto do comentário de Silvio Santos de 2017, que disse em tom de brincadeira: "Você começou a fazer comentários políticos no SBT e eu pedi para você não fazer mais, porque você foi contratada para ler notícias, não para dar sua opinião. Eu contratei você para você continuar com sua beleza e com sua voz para ler as notícias do teleprompter.[31]" Também foi mencionado no artigo do Estado de S. Paulo o comentário de Silvio Santos a Danilo Gentili:

[31] Após o afastamento do jornal, Rachel Sheherazade recebeu muitos pedidos de entrevista, mas não aceitou por decisão de contrato.[31] Em um vídeo repostado pela revista Veja, Rachel Sheherazade diz que tem contrato com o SBT até 2020.[32] Comentando sobre o episódio, o jornalista e apresentador Dudu Camargo disse que a situação da jornalista "resvala em todo o jornalismo, em todos os companheiros dela (…) O pessoal chega para gente revoltado com a opinião da Raquel e acaba se tornando uma pessoa competente (…) Em uma outra época, o Silvio chegou e falou 'nossa a Raquel(Sic) acaba falando demais', não se mete Dudu em política."[33]

Em entrevista à coluna do Léo Dias, no Uol em janeiro de 2020, Rachel Sheherazade comentou novamente sobre as prisões: "Certa vez eu fiz uma crítica sobre aquele massacre no presídio no Pará, e aí chamei a responsabilidade do Ministério da Justiça, porque o Ministério da Justiça havia sido procurado por um grupo de mães e familiares de presidiários, do presídio de Altamira, onde foi denunciado, que poderia haver uma tragédia (...) porque os chefes das facçóes estavam juntos nos mesmos pavilhões. Às vezes, pessoas de facções rivais dividiam a mesma cela. Então, as mães de mulheres de presidiários estavam preocupadas e foram pedir providências (...) E o Ministério da Justiça em resposta (isso foi em maio, a rebelião foi em julho, se não me engano) (...) falou não, não vamos transferir os líderes das facções, não há necessidade (...) porque o Ministério da Justiça está acompanhando em tempo real o que acontece dentro do presídio de Altamira. Resultado: 60 mortos. (...) Eu lembrei que armas e drogas não entram por encanto dentro de presídios. É preciso haver conivência de agentes penitenciários, diretores de penitenciárias. (...) Drogas, armas, celulares não entram por acaso em presídios."[34]

Ainda na entrevista a Leo Dias, Rachel Sheherazade disse que mesmo não tendo nomeado ninguém, agentes penitenciários, em estratégia, iniciaram uma série de processos judiciais em todo o Brasil contra ela. Comentou também, que foi no Governo Dilma onde mais tentaram censura-la, porém os ataques vindo dos apoiadores do Governo Bolsonaro desde o período eleitoral "foi algo incomparável".[34]

Comentário de patrocinador do SBT[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2019, Luciano Hang sugeriu que Silvio Santos deveria demitir Rachel Sheherazade do SBT, ao acusar falsamente que ela teria "ideologia comunista".[35] Sheherazade reagiu, ao dizer que iria processar judicialmente o empresário. O fato teve repercussão na imprensa.[36][37][38] Após o evento, Danilo Gentili publicou a frase: " 'Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados'. Millôr Fernandes" Segundo o jornal O Dia é uma indireta ao caso.[39]

Segundo Tony Goes, da Folha de S.Paulo, Rachel Sheherazade "continua se alinhando com a direita [política], o capitalismo, o liberalismo. Só não perdeu a perspicácia e a honestidade intelectual. Isto fez com que muitos de seus seguidores a vissem como uma traidora. Como assim, Rachel Sheherazade não apoia automaticamente qualquer sandice proferida pelos olavistas? Então agora ela é comunista! Essa opinião desmiolada é compartilhada por um dos apoiadores mais folclóricos do novo governo."[40]

Segundo o colunista, Luciano Hang viu na demissão de jornalistas promovida pelo SBT uma espécie de caça às bruxas e "Rachel Sheherazade se tornou um farol de lucidez na barafunda que é o jornalismo do SBT. Silvio terá a sabedoria de mantê-la em seus quadros? Ou cederá à pressão dos alucinados que chamam de 'comunistas' a quem não pensa 100% como eles?"[40]

Silvio Santos colocou a participação de Rachel Sheherazade no "Jogo dos Pontinhos", do Programa Silvio Santos na frente de outros já gravados. Segundo Gabriel Perline, do Notícias da TV essa foi uma atitude de apoio a jornalista e uma indireta a Luciano Hang.[41] Ao comentar a saída de Rachel Sheherazade do SBT, Maurício Stycer comentou no UOL: "A ser verdade que a pressão de Hang contribuiu para a não renovação do seu contrato, Sheherazade sai do episódio como vítima de uma empresa cada vez mais vinculada ao governo Bolsonaro."[42]

Ameaças de morte[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2020, ao comentar no Twitter sobre os ataques que as jornalistas Vera Magalhães, Míriam Leitão, Eliane Cantanhêde e Patrícia Campos Mello vem sofrendo, Rachel Sheherazade revelou que se tornou alvo de ameaças de morte porquê "ousou" criticar Jair Bolsonaro. A jornalista descreveu os ataques recebidos por ela e pelas colegas como de natureza "vil, covarde, decrépita e misógina" e que:

partem do mesmo escritório virtual do crime, já denunciado na CPI das Fake News (...) A violência que minhas colegas sofrem eu sofri e tenho sofrido também. Campanhas difamatórias, ataques em massa, ameaças de morte, ameaças contra meus filhos têm sido uma rotina desde que ousei criticar o então candidato Jair Bolsonaro, ainda no episódio da greve dos caminhoneiros em 2018 (...) não há como negar que ele [Bolsonaro] tira proveito do ódio que semeia (...) [essa atitude põe em] cheque a própria liberdade de imprensa. (...) Na luta insana contra a democracia, o primeiro ataque é contra a verdade. A última vítima do autoritarismo é a liberdade.[43]

Ainda segundo Rachel Sheherazade, o Procurador-Geral da República, Augusto Aras e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro ignoraram as denúncias.[43] Sobre o fim do seu canal independente no YouTube sobre política, Rachel Sheherazade declarou que:

Minhas opiniões voltaram a incomodar os detentores do poder e passei a ser ameaçada de todas as formas. Recomeçaram as ameaças de morte contra mim e meus filhos. Já sacrifiquei muita coisa em nome da comunicação, da liberdade de expressão. Não vou dar minha vida pelo jornalismo.[5]

Outros projetos[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2020, estreiou no Facebook Watch o SBT Mulher, onde entrevistou a ministra Damares Alves.[44] Em 2020, foi convidada para a bancada do Roda Viva, na TV Cultura, que foi ao ar no dia 18 de maio, onde entrevistou Felipe Neto.[45] Em junho de 2020, o Uol divulga que Rachel Sheherazade estava em negociação com a Band e a CNN Brasil.[46] Em 28 de setembro de 2020, Rachel Sheherazade é "dispensada" por e-mail do SBT, antes do fim do contrato (que acabaria em 31 de outubro de 2020).[47] No dia seguinte, é contratada pelo portal Metrópoles.[48]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Programa Função Emissora
1993 Repórter TV Correio
1993 - 2003 Repórter TV Cabo Branco
2003 Repórter TV Justiça
2003-2011 Tambaú Notícias Apresentadora TV Tambaú
2011-2020 SBT Brasil Apresentadora SBT
2019 Bake Off SBT 3 Participante SBT
2020 SBT Mulher Apresentadora no SBT no Facebook Watch[34]
2020 Roda Viva Entrevistadora TV Cultura[45]

Assessoria de imprensa[editar | editar código-fonte]

Ano Função Local
1994-Licenciada Jornalista TJ-PB

Rádio[editar | editar código-fonte]

Ano Titulo Função Emissora
2014-2015 Jornal da Manhã[3][4] Apresentadora Rádio Jovem Pan

Internet[editar | editar código-fonte]

Ano Título Cargo Plataforma
2019-presente Rachel Sheherazade Apresentadora YouTube
2020-presente Entrevistadora Metrópoles.[48]

Entrevistas[editar | editar código-fonte]

Concedidas
Ano Veículo de comunicação Ref
2020 Uol [34]
2020 Portal F5 (Folha de S.Paulo) [5]
2020 IstoÉ [49]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Seu pai é um advogado e procurador que encontra-se aposentado, sua mãe é assistente social. Tem dois irmãos que trabalham na área jurídica. Rachel Sheherazade revelou gostar de escrever histórias infantis e uma das inspirações para seu sobrenome vem da história As Mil e uma Noites.[50] Foi casada por 11 anos com o corretor de imóveis Rodrigo Porto.[51] Possuem dois filhos, Clara e Gabriel.[52][53] Em março de 2019, com a negociação da entrada de Rachel Sheherazade na CNN Brasil, a IstoÉ calculou que a partir do salário de 100 mil reais, a jornalista teria que pagar uma multa de 2 milhões de reais, caso quebrasse o contrato com o SBT.[54] Em outubro de 2019, Rachel Sheherazade teve o carro e o celular roubado no show do Iron Maiden.[55] Em novembro de 2019, Rachel Sheherazade se afastou do SBT Brasil para realizar uma cirurgia[56] nos pés.[57] Rachel Sheherazade é evangélica.[58]

Críticas e controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 2014 a opinião da jornalista repercutiu negativamente, ao comentar sobre um linchamento de um jovem. No mesmo ano a jornalista errou ao se basear em uma notícia de um site humorístico para comentar sobre Jair Bolsonaro. Após repercussão dos comentários da jornalista, Silvio Santos tirou o espaço de opiniões do Jornal do SBT,[13] ao que Jeff Benício, escrevendo para o portal Terra, chamou de censura.[13] Em julho de 2019, Rachel Sheherazade publicou um vídeo em seu canal no YouTube explicando o porquê de ter mudado de opinião (quando comparada com a de anos atrás).[59]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • 2015: O Brasil Tem Cura, escrito por Rachel Sheherazade (livro sobre politica)[61]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. ClickPB - Força e delicadeza: os opostos se conjugam em Rachel Sheherazade
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  7. Portal dos Jornalistas. «Paraibana, foi convidada em 2011 para apresentar o SBT Brasil, o principal jornal da emissora, ao lado de Joseval Peixoto». Rachel Sheherazade. Consultado em 16 de Março de 2013. Arquivado do original em 28 de março de 2013 
  8. Netcina (23 de fevereiro de 2013). «'Entrevista a jornalista Rachel Sheherazade». Consultado em 15 de março de 2013 
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