Marco Antonio Villa

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Marco Antonio Villa
Nome completo Marco Antonio Villa
Data de nascimento 25 de maio de 1955
Local de nascimento São José do Rio Preto, Brasil
Nacionalidade  brasileira
Ocupação Historiador
Prémios Prémio Literário José Celestino Bourroul

Marco Antonio Villa (São José do Rio Preto, 25 de maio de 1955)[1] é um historiador brasileiro, mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1989) e doutor em História Social pela mesma (1993). Professor aposentado da Universidade Federal de São Carlos, atualmente publica comentários e análises em seu blog, chamado "Blog do Villa". Faz parte da bancada do Jornal da Manhã, na Rádio Jovem Pan, ao lado de Joseval Peixoto.[2] Participa semanalmente da segunda edição do Jornal da Cultura, apresentado por Willian Corrêa, integrando a bancada como comentarista, ao lado do ex-deputado e ex-petista Airton Soares, com quem frequentemente protagoniza discussões políticas acaloradas.[3]

Villa nasceu em São José do Rio Preto no interior de São Paulo, passou a adolescência no ABC e aos 17 anos mudou-se para a capital paulista. Inicialmente estudou Economia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) quando prestou vestibular para História na USP.[4] É separado e pai de dois filhos.

Opiniões e críticas[editar | editar código-fonte]

Sem orientação ideológica autodeclarada, sendo frequentemente apontado como de direita pelos seus críticos de esquerda, bem como de esquerda por críticos da direita, Marco Antonio Villa tem se notabilizado pelos seus posicionamentos contundentes, em especial contra os governos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em 2011, ao ver que o site do Superior Tribunal de Justiça denominava os valores recebidos pelos ministros como “remuneração paradigma”, Villa ficou indignado. “Gosto da expressão paradigma, que para um simples mortal seria chamado antigamente de salário”, reclamou. “O valor é baixo, R$ 25 mil. Todo aposentado ganha isso no Brasil e a gente sabe”, completou o historiador."[5]

Criticou ainda o assistencialismo[6] e mais recentemente o Movimento Passe Livre, que considera vândalo, ultra-esquerdista e sem qualquer relação com as manifestações ocorridas nos anos 60, 70, as Diretas Já ou as favoráveis ao impeachment de Fernando Collor.[7] Apesar disso, desde 2015 tem apresentado posicionamentos políticos liberais, dizendo para a revista Veja que "quem diz que o PT é comunista na verdade é tão fascista quanto o próprio PT" e afirmou que na verdade o PT é caudilhista.[8]

Em meados de 2015, protagonizou uma discussão, através de vídeos na internet, com o filósofo Olavo de Carvalho, a quem, sem chamar pelo nome, apontou como líder de uma "direita extremista" que, por frequentemente associar o PT ao comunismo e ao Foro de São Paulo, seria por isso "saudosista" da Guerra Fria e do macarthismo[9]. Olavo classificou os comentários de Villa como "infamantes" e retrucou chamando-o de "charlatão", "sem-vergonha" e "acobertador do Foro de São Paulo"[10], alegando que este desconhecia a história do movimento comunista internacional e, por não ter lido nenhuma das obras sobre o assunto, não teria condições de discuti-lo.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tribunal de Justiça de São Paulo. (12/12/2012). "Editais e Leilões". Diário de Justiça do Estado de São Paulo. São Paulo: Imprensa Oficial. Visitado em 16/03/2015.
  2. Marco Antonio Villa assume cargo na Jovem Pan
  3. «Participação do Historiador no Jornal da Cultura». 
  4. [Antunes Viviani, Ana Elisa] (13/02/2008). "" (pdf). Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo - Memórias (depoimento do historiador, professor e pesquisador, Marco Antonio Villa para o Projeto Memória Oral da instituição Biblioteca Mário de Andrade).
  5. Anderson Nogueira Scardoelli (27/11/2011). «“Aqui não é debate eleitoral”, diz apresentadora do ‘Jornal da Cultura’ para acabar com discussão de comentaristas». Portal Comunique-se. Consultado em 29/08/2014. 
  6. Instituto Millenium (31/08/2012). «O historiador Marco A. Villa critica o assistencialismo eleitoreiro: “Sob o controle dos vereadores o centro social transforma-se numa espécie de escritório eleitoral”». Instituto Millenium. Consultado em 06/08/2013. 
  7. Marco Antonio Villa (13/06/2013). «Passe livre, fascismo e oportunismo político». Veja.com. Consultado em 06/08/2013. 
  8. Toma vergonha, Lula. Fala, PT! Revista Veja, Joice Hasselman
  9.  
  10. «Mídia Sem Máscara - Diário Filosófico de Olavo: sobre o desinformante Marco Antonio Villa e Odilo Scherer». www.midiasemmascara.org. Consultado em 2016-07-22. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]