Marco Antonio Villa

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Marco Antonio Villa
Villa em 2012
Nome completo Marco Antonio Villa
Nascimento 25 de maio de 1955 (64 anos)
São José do Rio Preto, Brasil
Residência São Paulo, Brasil
Nacionalidade brasileira
Ocupação historiador
Prémios Prémio Literário José Celestino Bourroul
Página oficial
http://www.blogdovilla.com.br

Marco Antonio Villa (São José do Rio Preto, 25 de maio de 1955)[1] é um historiador brasileiro,[2] mestre em sociologia e doutor em história social pela Universidade de São Paulo.

Villa é um professor aposentado da Universidade Federal de São Carlos. Ele publica comentários e análises em seu blog, chamado "Blog do Villa". Fez parte da bancada do Jornal da Manhã, na Rádio Jovem Pan. Participou durante oito anos do Jornal da Cultura. Foi articulista de O Globo, O Estado de São Paulo e Folha de S.Paulo. Atualmente escreve para a Isto É, Estado de Minas e Correio Braziliense. Faz parte da bancada da Rádio Bandeirantes e tem um canal no Youtube. Além de ser autor de mais de trinta livros.

Biografia e carreira[editar | editar código-fonte]

Infância, juventude e formação[editar | editar código-fonte]

Filho de Giovanni Villa e Birma Asêncio, irmão do repórter fotográfico Beltran Asêncio, Villa nasceu em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.[3] Passou a adolescência no ABC Paulista, de onde eram naturais ambos os seus pais. Em 1972, aos dezessete anos, mudou-se para a cidade de São Paulo.

Inicialmente estudou Economia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) quando prestou vestibular para História na USP.[4] É divorciado e pai de dois filhos.

Perfil e posicionamentos[editar | editar código-fonte]

Sem orientação ideológica autodeclarada, declarando-se como "radical republicano"[5], mas sendo frequentemente apontado como de direita, Marco Antonio Villa tem se notabilizado pelos seus posicionamentos contundentes, em especial contra os governos do Partido dos Trabalhadores (PT)[6][7][8], que ele culpa pela atual crise econômica e pelo fraco crescimento econômico do país[9].

Em 2011, ao ver que o site do Superior Tribunal de Justiça denominava os valores recebidos pelos ministros como “remuneração paradigma”, Villa ficou indignado. “Gosto da expressão paradigma, que para um simples mortal seria chamado antigamente de salário”, reclamou. “O valor é baixo, R$ 25 mil. Todo aposentado ganha isso no Brasil e a gente sabe”, ironizou o historiador."[10]

Criticou ainda o assistencialismo[11] e mais recentemente o Movimento Passe Livre, que considera vândalo, ultra-esquerdista e sem qualquer relação com as manifestações ocorridas nos anos 60, 70, as Diretas Já ou as favoráveis ao impeachment de Fernando Collor.[12] Apesar disso, desde 2015 tem apresentado posicionamentos políticos liberais, dizendo para a revista Veja que "quem diz que o PT é comunista na verdade é tão fascista quanto o próprio PT" e afirmou que na verdade o PT é caudilhista.[13]

Em 2016, Villa se viu numa disputa judicial contra o então Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. O MP de São Paulo ingressou uma ação civil contra Haddad por conta de um trote aplicado em Villa, quando Haddad fez uso da agenda oficial da Prefeitura de São Paulo.[14] Na ocasião, Haddad acabou absolvido da denúncia por improbidade.[15] Em maio de 2019, Marco Antonio Villa foi afastado por trinta dias da rádio Jovem Pan. Em uma entrevista ele disse que isso "claramente tem um lado político."[16] Na segunda quinzena de junho, foi confirmada a sua demissão da emissora. Desde então, Villa vem se dedicando ao seu canal no YouTube, além de ainda fazer parte da bancada de comentaristas do Jornal da Cultura e escrever artigos para os jornais O Estado de Minas, Correio Braziliense e a revista Isto É[17].

Em 6 de julho de 2019, ele foi anunciado como novo colunista da Rádio Bandeirantes.[18] No dia 15 de julho de 2019 fez sua estréia no programa “Jornal Primeira Hora” da Rádio Bandeirantes. [19] Por falta de tempo, em novembro de 2019 Marco Antonio Villa deixou a Rádio Bandeirantes.[20]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Villa, Marco Antonio (2012). Mensalão – O Julgamento do Maior Caso de Corrupção da História Política Brasileira 1ª. ed. [S.l.]: Leya Brasil. ISBN 978-85-8044642-5 
  • Villa, Marco Antonio (2009). Breve história do Estado de São Paulo. [S.l.]: Imprensa Oficial. ISBN 978-85-7060-698-3 
  • Villa, Marco Antonio (1996). A queda do Império. Os últimos momentos da monarquia no Brasil. São Paulo: Ática .
  • Villa, Marco Antonio (1997). O nascimento da República no Brasil. Os primeiros anos do novo regime. São Paulo: Ática .
  • Bombinho, Manuel Pedro das Dores; Villa, Marco Antonio (2002). Canudos, história em versos. [S.l.]: Imprensa Oficial SP. ISBN 978-85-87328-68-7 
  • Villa, Marco Antonio; Fausto, Boris (2008). 1932: imagens de uma revolução. [S.l.]: Imprensa Oficial 
  • Villa, Marco Antonio (1998). Calasans, um Depoimento para a História. Salvador, Bahia: Universidade do Estado da Bahia .
  • Villa, Marco Antonio (2003). Jango: um perfil (1945-1964). [S.l.]: Globo. ISBN 978-85-250-3742-8 
  • de Angelo, Vitor Amorim; Villa, Marco Antonio (2009). O Partido dos Trabalhadores e a política brasileira (1980-2006): uma história revisitada. [S.l.]: EdUfScar. ISBN 978-85-7600-152-2 
  • Villa, Marco Antonio. A História das Constituições Brasileiras. [S.l.]: Leya. ISBN 978-85-8044541-1 
  • Villa, Marco Antonio (1995). Canudos, o povo da terra. São Paulo. [S.l.]: Ática .
  • Villa, Marco Antonio (2000). Vida e morte no sertão. História das secas no Nordeste nos séculos XIX e XX. São Paulo: Ática .
  • Villa, Marco Antonio (2013). Década perdida. Dez anos de PT no governo. Rio de Janeiro: Record .
  • Villa, Marco Antonio (2014). Ditadura à brasileira (1964-1985). A democracia golpeada à direita e à esquerda. São Paulo: LeYa .
  • Villa, Marco Antonio (2014). Jango, um perfil. São Paulo: Globo Livros .
  • Villa, Marco Antonio (2014). Um país partido. 2014: a eleição mais suja da história. São Paulo: LeYa .
  • Villa, Marco Antonio (2016). Collor presidente. Trinta meses de turbulências, reformas, intrigas e corrupção. São Paulo: Record .
  • Villa, Marco Antonio (2017). Quando eu vim-me embora. História da migração nordestina para São Paulo. São Paulo: LeYa .
  • Villa, Marco Antonio (2018). A história em discursos. 50 discursos que mudaram o Brasil e o mundo. São Paulo: Planeta .

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Declaração sobre Juca Kfoury[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2017 Villa acusou o jornalista Juca Kfoury de ter furado a greve dos jornalistas de 1979. Em resposta, Kfoury escreveu em seu blog que não só participou da greve como era membro do comando da mesma. Posteriormente interpelou Villa pessoalmente. Este admitiu o erro em particular e que o mesmo "não tinha importância".[21][22]

Afastamento da rádio Jovem Pan[editar | editar código-fonte]

Na vésperas da manifestação pró-governo Bolsonaro, que ocorreu em maio, Marco Antonio Villa disse no Jornal da Manhã que "atos neonazistas [aconteceriam] no dia 26". Mais tarde, a direção da Jovem Pan afastou o jornalista por trinta dias e informou falsamente que ele estava de "férias". Passado o tempo de afastamento, Marco Antonio Villa declarou:

"Eu decidi que não queria mais voltar para a Pan. Não tinha mais nem condições de voltar a trabalhar lá. Senti que não havia mais clima depois de me darem uma quase punição"
(…)
"Fiquei entristecido com a minha saída, gostava muito de trabalhar lá, mas infelizmente acabou dessa forma, que não era a melhor forma que eu queria que terminasse essa relação. Eu fiz de tudo para ter uma saída elegante, não queria sair batendo a porta."

[23]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tribunal de Justiça de São Paulo (12 de dezembro de 2012). «Editais e Leilões». São Paulo: Imprensa Oficial. Diário de Justiça do Estado de São Paulo. Consultado em 16 de março de 2015 
  2. Bauer e Nicolazzi, 2016
  3. «Talão do registro de nascimento». Ofício de registro civil do 1º. subdistrito. 28 de maio de 2018. Consultado em 24 de julho de 2018 
  4. Viviani, Ana Elisa Antunes (13 de fevereiro de 2008). depoimento do historiador, professor e pesquisador, Marco Antonio Villa para o Projeto Memória Oral da instituição Biblioteca Mário de Andrade. «Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo – Memórias» 
  5. PERGUNTE AO VILLA #4 - 25/03/19, consultado em 13 de agosto de 2019 
  6. «'O Haddad é medíocre', diz Marco Antonio Villa». Jovem Pan Online. 25 de outubro de 2018 
  7. «Marco Antonio Villa: Ganhei mais uma vez do Lula». Jovem Pan Online. 24 de outubro de 2018 
  8. «Marco Antonio Villa: O PT não combina com o Estado Democrático de Direito – Jovem Pan Online». Jovem Pan Online. 15 de outubro de 2018 
  9. «Antonio Villa speaking on National Television» 
  10. Anderson Nogueira Scardoelli (27 de novembro de 2011). «"Aqui não é debate eleitoral", diz apresentadora do 'Jornal da Cultura' para acabar com discussão de comentaristas». Portal Comunique-se. Consultado em 29 de agosto de 2014 [ligação inativa]
  11. Instituto Millenium (31 de agosto de 2012). «O historiador Marco A. Villa critica o assistencialismo eleitoreiro: "Sob o controle dos vereadores o centro social transforma-se numa espécie de escritório eleitoral"». Instituto Millenium. Consultado em 6 de agosto de 2013. Arquivado do original em 17 de março de 2013 
  12. Marco Antonio Villa (13 de junho de 2013). «Passe livre, fascismo e oportunismo político». Veja.com. Consultado em 6 de agosto de 2013 
  13. Toma vergonha, Lula. Fala, PT! Revista Veja, Joice Hasselman
  14. «MP entra com ação de improbidade contra Haddad por trote em agenda». G1. Globo 
  15. «Justiça Absolve Haddad por trote em agenda da Prefeitura de SP». G1 
  16. Redação (29 de maio de 2019). «Marco Antonio Villa fala de afastamento de rádio: 'Querem calar minha voz'». Correio. Rede Bahia. Consultado em 1 de junho de 2019 
  17. «"Busquei fazer o inverso, decidi ser elegante", diz Marco Antonio Villa». VEJA SÃO PAULO. Consultado em 29 de junho de 2019 
  18. «Marco Antonio Villa é contratado pela rádio Bandeirantes: "É um desafio"». tvefamosos.uol.com.br. Consultado em 8 de julho de 2019 
  19. «Chegada de Marco Antonio Villa à Band causa onda de fúria na web». VEJA SÃO PAULO. Consultado em 17 de julho de 2019 
  20. Flávio Ricco (1 de novembro de 2019). «Professor Marco Antonio Villa deixa a rádio Bandeirantes». TV E Famosos. Consultado em 1 de novembro de 2019 
  21. Juca Kfoury (25 de julho de 2017). «Um vilão professor de Histeria». Blog do Juca-UOL. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  22. Lúcio de Castro (27 de julho de 2017). «O professor de histeria e a História». SportLight. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  23. «Após suspensão, Marco Antonio Villa deixa Jovem Pan: "Não havia mais clima"». Tv e Famosos. 24 de junho de 2019. Consultado em 17 de outubro de 2019. Cópia arquivada em 17 de outubro de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]