Governo Jair Bolsonaro

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Governo Jair Bolsonaro
 Brasil
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Tipo Governo federal
Legislatura 55ª Legislatura da Câmara dos Deputados

1 de janeiro de 2019 - 31 de janeiro de 2019

56ª Legislatura da Câmara dos Deputados 1 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2023

55ª Legislatura do Senado Federal 1 de janeiro de 2019 - 31 de janeiro de 2019

56ª Legislatura do Senado Federal 1 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2023

38.º Presidente da República Jair Bolsonaro
Vice-presidente Hamilton Mourão
Eleição 2018
Mandato
Início 1 de janeiro de 2019
Composição
Partido PSL
Coligação PRTB, DEM, MDB, PRB, PSC, PTB, PR, PATRI, PSD, NOVO, PODE[1][2][3][4]
Oposição PT, PCdoB, PSOL, PDT, PROS, REDE, PSB, PPS[5]
Sítio oficial
www.brasil.gov.br
Histórico
Fleche-defaut-gauche-gris-32.png Michel Temer Coat of arms of Brazil.svg

O governo Jair Bolsonaro teve início no dia 1.º de janeiro de 2019 e é previsto durar até 31 de dezembro de 2022, após as atividades de transição do governo de Michel Temer. O militar da reserva foi eleito o 38.º presidente do Brasil no dia 28 de outubro de 2018, com 55,13% dos votos válidos no segundo turno das eleições presidenciais, derrotando o candidato do PT, Fernando Haddad, que obteve 44,87% dos votos válidos.[6]

O governo tem 22 ministérios, sete a mais do que fora prometido. Destes, dezesseis ficam na Esplanada dos Ministérios e quatro ficam no Palácio do Planalto. A Advocacia-Geral da União e o Banco Central são pastas transitórias e devem perder o status de ministério nos próximos meses.[7] O governo conta com sete militares no primeiro escalão, sem levar em conta o vice-presidente Hamilton Mourão e o próprio presidente. Em número de militares no governo, o governo de Bolsonaro empata ou supera a quantidade dos governos da ditadura militar.[8]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Bolsonaro, à época de sua eleição, era membro do Congresso há 27 anos e sua vitória, segundo certas avaliações de especialistas, reflete a insatisfação generalizada do país contra a classe política, devido a anos de corrupção, aumento da violência urbana e crise econômica desde 2014.[9] De acordo com a socióloga Clara Araújo, "a insatisfação com a crise econômica, parece-me, foi canalizada junto com um discurso sobre a moral conservadora".[10] A economia do Brasil vem se recuperando de uma profunda crise, com uma taxa de desemprego de doze por cento no momento da eleição – o dobro da taxa verificada cinco anos antes. A crise foi causada, entre outros fatores, pelos baixos preços das commodities. Porém, choques externos ajudaram a revelar fraquezas subjacentes na economia, como má infraestrutura, burocracia excessiva, sistema de taxação ineficiente e corrupção.[11]

Governo Dilma Rousseff[editar | editar código-fonte]

A crise econômica foi acompanhada e intensificada por uma crise política. Na eleição presidencial de 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB), na eleição que ficou conhecida como a mais acirrada da história do país.[12] A campanha foi marcada por tumultos e controvérsias, principalmente devido à Operação Lava Jato, que trazia à tona um grande esquema de corrupção, o qual atingia profundamente a classe política e os partidos.[13] Em 12 de maio de 2016, o Senado Federal afastou Rousseff da presidência por 180 dias, devido a acusações de crimes de responsabilidade fiscal. Imediatamente, seu vice, Michel Temer, assumiu interinamente o cargo.[14] Em 31 de agosto, o Senado fez o julgamento final que removeu Dilma do cargo em caráter definitivo.[15]

Governo Michel Temer[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Governo Temer

No governo Temer, várias medidas, em sua maioria vistas como impopulares, foram implementadas ou propostas, tendo como objetivo a recuperação econômica.[16] As principais medidas adotadas foram: o Novo Regime Fiscal, emenda constitucional que estabelece um limite (teto) para o crescimento dos gastos do Governo Federal por 20 anos;[17] a Lei da Terceirização, lei que permite a terceirização do trabalho também para atividades-fim;[18] a reforma trabalhista, que foi uma significativa alteração na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT);[19] e a reforma da Previdência, que o governo não conseguiu levar adiante.[20] Em determinado momento de seu mandato, Temer foi apontado como o presidente mais impopular da história, com uma rejeição de 82%, segundo o Datafolha.[21]

Período de transição[editar | editar código-fonte]

Temer em seu primeiro encontro com Bolsonaro em 7 de novembro de 2018
Bolsonaro é diplomado presidente em 10 de dezembro de 2018. Ao lado está Rosa Weber, ministra do STF.

Logo após o TSE confirmar o resultado da eleição, na noite de 28 de outubro de 2018, Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo no Facebook e depois falou a imprensa na varanda de sua casa, na Barra da Tijuca, onde fez a leitura do discurso da vitória. Ele afirmou no discurso que assumiu o compromisso de fazer um "governo decente", formado por pessoas com o propósito de transformar o Brasil em uma "grande, próspera, livre e grande nação".[22] No discurso, Bolsonaro agradeceu às equipes da Santa Casa de Juiz de Fora e do Hospital Albert Einstein, locais pelos quais passou após o atentado no qual recebeu uma facada durante ato de campanha. Ele finalizou o discurso com uma oração conduzida pelo senador Magno Malta.[23]

Em 6 de novembro de 2018, Bolsonaro viajou para Brasília com a finalidade de participar de uma sessão solene do Congresso Nacional em homenagem aos 30 anos da Constituição de 1988. Esse foi o seu primeiro compromisso público na cidade e marcou sua volta à Câmara, casa onde cumpriu mandato de deputado federal por 27 anos. Ao chegar, ele se juntou aos chefes dos Três Poderes e seguiu para o Plenário. Em um breve discurso, pregou a união dos poderes e prometeu adotar a Constituição como "único norte" na condução do Executivo. Além de Bolsonaro, discursaram durante a comemoração: Michel Temer, Rodrigo Maia, Eunício Oliveira, Dias Toffoli e Raquel Dodge.[24]

No dia seguinte, o então presidente Michel Temer fez um pronunciamento no Palácio do Planalto ao lado de Bolsonaro, após eles terem se reunido, fazendo com que o encontro marcasse o início formal da transição de governo.[25] Temer levou seu sucessor para um "tour" pelo gabinete, pela sala reservada, salas de reunião e de cerimônia. Bolsonaro também foi apresentado à sala suprema, antigo Salão Oval, onde são realizadas as reuniões ministeriais. Temer entregou-lhe o livro de balanço do governo, o Plano Plurianual (PPA) para os próximos 12 meses e os arquivos com todos os dados de governo. "Conversamos sobre vários assuntos, entre eles a governabilidade e o final de seu governo", disse Bolsonaro após o encontro.[26]

Em 10 de dezembro, Bolsonaro foi diplomado presidente da República em uma cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No discurso, ele prometeu governar para todos, sem qualquer distinção ou discriminação e pediu a confiança daqueles que não votaram nele. "A partir de 1º de janeiro, serei o presidente dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião", afirmou o então presidente eleito. Ele também disse que o Brasil deu um exemplo de respeito à democracia nas eleições de outubro. "Em um momento de profundas incertezas, somos um exemplo que a transformação pelo voto popular é possível. Este processo é possível. O nosso compromisso com o voto popular é inquebrantável. Os desejos de mudanças foram expressos nas eleições." Bolsonaro afirmou também que as novas tecnologias demonstraram sua força nas urnas. "As eleições de outubro revelaram uma realidade distinta das práticas do passado. O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma eleição direta entre o eleitor e seus representantes. Esse novo ambiente, a crença na liberdade, é a melhor garantia dos ideais que balizam a nossa Constituição." Por fim, Bolsonaro agradeceu o apoio da família, citou a esposa Michelle Bolsonaro, que se tornaria a primeira-dama, os cinco filhos e a mãe Olinda, de 91 anos.[27]

Posse presidencial[editar | editar código-fonte]

Momento em que Jair Bolsonaro lê compromisso constitucional.
Momento em que Michel Temer recebe Jair Bolsonaro na rampa do Palácio do Planalto.
Ver artigo principal: Posse de Jair Bolsonaro

No dia 1.º de janeiro de 2019, Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão tomaram posse como presidente e vice-presidente da República, respectivamente, em cerimônia no Congresso Nacional. Após isso, Bolsonaro recebeu a faixa presidencial das mãos do ex-presidente Michel Temer e fez um discurso no parlatório do Palácio do Planalto. Antes dele, a primeira-dama Michele Bolsonaro discursou em LIBRAS, um gesto inédito tanto pelo uso exclusivo da língua de sinais como por ser um discurso de uma primeira-dama numa posse presidencial. Mais tarde houve um coquetel no Palácio do Itamaraty.[28][29]

Alguns jornalistas que cobriram a posse reclamaram de condições precárias a que foram submetidos pelo forte aparato de segurança, instalada para a proteção da vida do presidente, que sofreu um atentado durante a campanha, além de chefes de Estado e autoridades presentes.[30] Os discursos no congresso e no parlatório do Palácio do Planalto foram recebidos pela imprensa brasileira com criticas mistas.[31]

Repercussão internacional[editar | editar código-fonte]

A repercussão internacional da posse foi grande. A rede CNN destacou na sua página principal a posse de Bolsonaro, apelidando-o de "Trump dos Trópicos". Salientou também a tendência de aproximação entre os Estados Unidos e o Brasil.[32]

O jornal português Público, em editorial, comparou-o ao ditador português António Salazar.[33] A rede britânica BBC realçou a posse com a manchete "Jair Bolsonaro: Novo presidente da 'extrema-direita' clama por unidade" e suas promessas de campanha, como o combate à corrupção, direito à posse de arma e a reestruturação econômica, e a nova política externa se afastando de regimes totalitários e se aproximando de países como Estados Unidos e Israel.[34]

O periódico israelense The Jerusalem Post evidenciou a posse com a forte aproximação com Israel defendida por Bolsonaro, e a presença do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu. Destacou também a defesa do reconhecimento de Jerusalém como a capital do país e a consequente mudança da Embaixada Brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.[35]

Gabinete[editar | editar código-fonte]

Em 11 de outubro, dias antes de sua vitória nas urnas, Bolsonaro anunciou o congressista Onyx Lorenzoni (DEM) como o futuro chefe da Casa Civil em seu gabinete.[36] Em 31 de outubro, já na condição de presidente-eleito, ele anunciou o astronauta Marcos Pontes como o futuro Ministro de Ciência e Tecnologia. Além de Pontes, Bolsonaro já havia feito outras duas nomeações ministeriais: o economista Paulo Roberto Nunes Guedes como Ministro da Economia e Augusto Heleno Ribeiro Pereira, general da reserva, como Ministro da Defesa.[37] Este último, porém, foi posteriormente nomeado para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, no dia 7 de novembro.[38]

Bolsonaro dá posse à equipe ministerial no Palácio do Planalto.

No primeiro dia de novembro, Bolsonaro confirmou que o juiz Sérgio Moro havia aceitado seu convite para servir como Ministro da Justiça. A decisão gerou reação adversa da imprensa internacional porque Moro havia condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o principal adversário de Bolsonaro na eleição, por lavagem de dinheiro e corrupção.[39][40]

Em 11 de novembro de 2018, O Estado de S. Paulo divulgou uma reportagem afirmando que a equipe de Bolsonaro escolheu o diretor do Banco Mundial e ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para chefiar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Um relatório foi posteriormente publicado pela Folha de S. Paulo que Bolsonaro ainda não confirmou a nomeação de Levy para o cargo. Um comunicado de imprensa da equipe de Paulo Guedes, divulgado no dia seguinte, confirmou a nomeação de Levy. Na manhã de 13 de novembro, o general Fernando Azevedo e Silva foi confirmado como futuro ministro da defesa. O general atualmente faz parte da assessoria de José Antonio Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois dias depois, o economista Roberto Campos Neto foi nomeado como futuro governador do Banco Central.[41] Em 3 de dezembro, Onyx confirmou que o governo terá 22 ministérios.[42]

O governo de Jair Bolsonaro possui a maior quantidade de oficiais das Forças Armadas participando do primeiro escalão, superando os mandatos exercidos durante o período da ditadura militar. São 22 ministérios definidos, sendo sete militares confirmados na equipe de ministros - o tenente-coronel da Aeronáutica Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), os generais da reserva do Exército Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete da Segurança Institucional) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), o almirante Bento Costa de Albuquerque Junior (Minas e Energia), o capitão da reserva do Exército Wagner Rosário (Transparência e CGU) e o ex-capitão Tarcísio Gomes Freitas (Infraestrutura). Incluindo o vice-presidente, o general Hamilton Mourão, e o presidente, o governo tem nove militares na linha de frente.[43] Em número de militares no governo, as indicações de Bolsonaro empatam ou superam a quantidade dos governos da ditadura militar: Humberto Castelo Branco indicou cinco oficiais, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel convocaram sete, e João Figueiredo teve seis.[8][43]

Alguns cargos, segundo a Constituição Federal (Art. 52), como de Chefes de Missões Diplomáticas, Ministros do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Presidente do Banco Central do Brasil, entre outros, precisam de ser sabatinados e posteriormente aprovados pela Comissão correspondente e pelo plenário do Senado Federal.[44]

Dos novos ministros anunciados, cinco são ou foram alvo de investigação: Luiz Henrique Mandetta, Tereza Cristina, Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes e Marcos Pontes.[45] Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, é suspeito de ter recebido cem mil reais não declarados à Justiça Eleitoral nas eleições gerais de 2014. A Folha de São Paulo publicou uma matéria em que o nome do então deputado aparece em uma lista investigada pela Procuradoria Geral da República,[46] sendo beneficiário de cem mil reais, em 2012.[47] Tereza Cristina, futura ministra da Agricultura, é acusada pela Folha de São Paulo de ter beneficiado a JBS em um processo de arrendamento de terras enquanto era Secretária Estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção do Mato Grosso do Sul.[48]

Bolsonaro com a sua equipe ministerial em 1º de janeiro de 2019, dia de sua posse.

Atos de governo[editar | editar código-fonte]

No dia 4 de janeiro, foi anunciado o novo logotipo do governo, cuja frase de efeito é "Pátria amada Brasil", substituindo o "Ordem e progresso" do governo anterior. O logotipo exibe uma reprodução da bandeira nacional parcialmente sobreposta por uma faixa em verde, proporcionando a impressão de uma espécie de nascer do dia.[49][50]

Logo no primeiro dia de governo, Bolsonaro assinou seu primeiro decreto, que reajusta o salário mínimo de 954 para 998 reais. Porém, o aumento foi menor do que havia sido previsto pelo governo anterior, de 1,006 reais.[51][52] Também no primeiro dia, no Ministério dos Direitos Humanos, Damares Alves suspendeu um contrato de 44,9 milhões da Fundação Nacional do Índio (Funai). Além disso, a responsabilidade de realizar a reforma agrária e demarcar e regularizar terras indígenas e áreas remanescentes dos quilombos passou a ser do Ministério da Agricultura, que é controlado pela bancada ruralista. Desta forma, a Funai fica fragmentada e com menos poder. Esses atos geraram má repercussão na mídia internacional.[53][54]

Imigração[editar | editar código-fonte]

No dia 8 de janeiro, Bolsonaro confirmou que o Brasil sairia do Pacto Global pela Migração da ONU. Aloysio Nunes, ministro das relações exteriores do governo anterior, criticou o ministro de relações exteriores Ernesto Araújo dizendo que "há uma falácia repetida por correntes de extrema direita xenófobas de que o pacto se sobrepõe à soberania dos Estados" e lembrou que há mais brasileiros vivendo no exterior (3 milhões) do que extrangeiros vivendo no Brasil.[55]

Posse de armas de fogo[editar | editar código-fonte]

No dia 15 de janeiro de 2019, Bolsonaro assinou o Decreto Nº 9.685[56] que flexibiliza as regras para a posse de armas de fogo no país. O presidente destacou em discurso que a principal mudança seria estabelecer com clareza situações de “efetiva necessidade”, que anteriormente, em sua opinião, era algo muito subjetivo. Com o decreto, ainda permanece mantida a necessidade do atestado de capacidade técnica, de laudo psicológico, de ter idade mínima de 25 anos e de não ter antecedentes criminais, pois estas exigências estão previstas no Estatuto do Desarmamento, e portanto só poderiam ser alteradas através do Congresso. Em seu breve discurso, Bolsonaro fez referência ao referendo no Brasil em 2005, no qual a maioria dos brasileiros se manifestaram contra a proibição do comércio de armas e munições. Porém, uma pesquisa do Datafolha em dezembro mostrou que 61% dos brasileiros são contra a flexibilização da posse de armas.[57]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Bolsonaro com o Conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump, John R. Bolton, em 29 de novembro de 2018.
Os presidentes Mauricio Macri e Bolsonaro em janeiro de 2019.

Desde sua eleição, Jair Bolsonaro recebeu diplomatas em sua residência no Rio de Janeiro, no CCBB e na Granja do Torto, em Brasília, dentre os quais embaixadores, representante e enviados da Alemanha, Argentina, Chile, China, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, França, Japão, Itália, Israel, Líbano, Peru, Portugal, Reino Unido, Rússia entre outros.[58]

Bolsonaro reuniu-se, em novembro, com o Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, em sua residência no Rio de Janeiro, onde discutiram uma maior aproximação e uma cooperação militar entre os países de ambos, além da situação da Venezuela. Bolton convidou, a pedido do Presidente Donald Trump, Bolsonaro para uma visita de Estado à Washington.[59]

Em dezembro, Bolsonaro se encontrou com o Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Rio de Janeiro, a primeira visita de um premier israelense na história. Entre os assuntos tratados estão o reconhecimento de Jerusalém como capital daquele país e a transferência da Embaixada Brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, a melhoria das Relações entre Brasil e Israel, o investimento de tecnologia Israelense em diversos setores, como irrigação, tratamento de água salina e segurança; além de um convite para uma visita de Estado à Israel.[60]

Após a posse, o Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, reuniu-se com o Secretario de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, em sua primeira reunião bilateral. Foi tratado a reaproximação das relações entre Brasil e Estados Unidos e a situação da Venezuela. Pompeo declarou que "Brasil e Estados Unidos compartilham valores como democracia, e isso não acontece em muitos países".[61]

Em 4 de Janeiro de 2019, Araújo viajou a Lima, capital do Peru, para uma reunião do Grupo de Lima, o qual reúne 17 países que buscam uma solução pacífica para a Crise na Venezuela. Essa é a primeira viagem oficial do Chanceler representando o Governo Brasileiro.[62] O governo Bolsonaro declarou em 12 de janeiro de 2019 que reconhece Juan Guaidó, o presidente em exercício da Venezuela nomeado pela Assembléia Nacional, como o presidente legítimo da Venezuela em meio à crise presidencial venezuelana.[63]

O Presidente Jair Bolsonaro fará sua primeira viagem oficial para o Fórum Econômico Mundial em Davos na Suíça entre os dias 22 e 25 de janeiro. O tema deste ano do forum será "Globalização 4.0: Moldando uma arquitetura global na era da quarta revolução industrial" e contará com a presença de 250 autoridades do G20 e de outros países.[64]

Pesquisas[editar | editar código-fonte]

De acordo com uma pesquisa do Ibope, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria em 13 de dezembro de 2018, 75% dos brasileiros julgavam que Bolsonaro estava "no caminho certo", ao passo que 14% julgavam que ele estava "no caminho errado", os demais 11% não responderam.[65][66] Em 23 de dezembro de 2018, a Folha de S.Paulo divulgou uma pesquisa Datafolha: 65% dos entrevistados criam numa melhora na economia, enquanto que 6% acreditavam numa pior situação econômica. Este foi o índice de maior otimismo registrado desde 1997, um ano antes da reeleição de Fernando Henrique Cardoso.[67][68]

Na primeira pesquisa durante o governo de Bolsonaro, feita pela XP/Ipespe entre os dias 9 e 11 de janeiro, 40% avaliaram o governo bom ou ótimo, 29% consideraram a gestão "regular" e 20% acharam "ruim ou péssima". Os restantes não souberam responder.[69]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Bancada do Podemos vai apoiar Bolsonaro, anuncia Alvaro Dias». Catve.com. 31 de outubro de 2018 
  2. Portinari, Natália (16 de outubro de 2018). «Sem Alvaro Dias, bancada da Câmara do Podemos anuncia apoio a Bolsonaro». O Globo. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
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  4. «Álvaro Dias diz que seu partido, o Podemos, articula bloco de apoio a Bolsonaro no Senado». Revista Forum. 3 de dezembro de 2018. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Governo Michel Temer
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Presidência da República
Jair Bolsonaro

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