Ir para o conteúdo

Universidade Federal Fluminense

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de UFF)
Universidade Federal Fluminense
SiglaUFF
LemaDiscere, docere, seminare
Aprender, ensinar, semear
Nomes anterioresUniversidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFERJ) (1960–1965)
Fundação18 de dezembro de 1960 (65 anos) (universidade)[1]
TipoPública federal
MantenedoraMinistério da Educação
Orçamento anualR$ 2,99 bilhões (dotação atualizada, 2025)[2]
Funcionários técnico-administrativos3 452 técnicos-administrativos (2025)[3]
Reitor(a)Antonio Claudio Lucas da Nóbrega[4]
Vice-reitor(a)Fábio Barboza Passos[4]
Docentes3 341 (2025)[3]
Graduação51 970 (2025)[5]
Pós-graduação8 109 (stricto sensu, 2025)[3]
LocalizaçãoNiterói, Rio de Janeiro, Brasil
CampiNiterói, Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes, Macaé, Nova Friburgo, Petrópolis, Rio das Ostras, Santo Antônio de Pádua e Volta Redonda[6]
Unidade avançada em Oriximiná, Pará[7]
CoresAzul e branco
Página oficialwww.uff.br
Mapa

A Universidade Federal Fluminense (UFF) é uma universidade pública federal brasileira, sediada em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, e vinculada ao Ministério da Educação. Criada em 18 de dezembro de 1960 como Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFERJ), resultou da reunião de instituições de ensino superior já existentes no antigo estado do Rio de Janeiro. A denominação atual foi estabelecida pela Lei nº 4.831, de 5 de novembro de 1965.[1][8] A sigla histórica UFERJ não deve ser confundida com UFRJ, instituição distinta, sucessora da antiga Universidade do Brasil e que adotou sua denominação atual também em 1965.[9]

A formação da universidade reuniu escolas e faculdades com trajetórias anteriores nas áreas de Direito, Medicina, Farmácia, Odontologia, Medicina Veterinária, Engenharia, Ciências Econômicas, Filosofia, Enfermagem e Serviço Social.[10] Entre suas instituições precursoras encontram-se a Faculdade de Farmácia e Odontologia do Estado do Rio de Janeiro e a Faculdade de Direito Teixeira de Freitas, ambas criadas em 1912.[11]

A UFF caracteriza-se por sua estrutura territorial descentralizada. Além de seus campi e unidades em Niterói, mantém unidades acadêmicas em oito municípios do interior fluminense e uma unidade avançada em Oriximiná, no oeste do Pará.[6][7] Sua presença no interior remonta à década de 1960 e foi ampliada sobretudo a partir dos anos 1990 e durante o Reuni.[10]

Em 2025, a instituição possuía 42 unidades de ensino, 3 341 docentes e 3 452 técnicos-administrativos.[3] A graduação reunia 51 970 estudantes, dos quais 41 019 em cursos presenciais e 10 951 em cursos semipresenciais ou a distância.[5] A pós-graduação stricto sensu contava com 8 109 estudantes distribuídos em 90 programas e 144 cursos.[3]

Além das atividades de ensino e pesquisa, fazem parte de sua estrutura o Hospital Universitário Antônio Pedro, bibliotecas, laboratórios, clínicas e hospitais-escola, a Eduff, o Centro de Artes UFF e a Orquestra Sinfônica Nacional.

História

[editar | editar código]

Antecedentes do ensino superior fluminense

[editar | editar código]

A formação da Universidade Federal Fluminense foi precedida por quase meio século de desenvolvimento de escolas superiores isoladas no antigo estado do Rio de Janeiro. Na primeira metade do século XX, Niterói, então capital estadual, concentrou instituições de formação profissional em áreas como saúde, direito, economia e engenharia. Algumas nasceram como estabelecimentos particulares ou estaduais e apenas posteriormente foram federalizadas; outras foram criadas já em estreita relação com o poder público fluminense. Esse conjunto heterogêneo de instituições, com patrimônios, corpos docentes e tradições próprias, formaria a base acadêmica da futura universidade.[10][11]

Em 24 de fevereiro de 1912 foi fundada em Niterói a Faculdade de Farmácia e Odontologia do Estado do Rio de Janeiro, por iniciativa de médicos, farmacêuticos e dentistas. A instituição é apontada pela memória universitária como uma das primeiras experiências duradouras de ensino superior no antigo estado e surgiu em um período de expansão da formação de profissionais de saúde no país.[11]

Registro da fundação da Faculdade de Direito Teixeira de Freitas, criada no Rio de Janeiro em 1912 e posteriormente transferida para Niterói.

No mesmo ano, em 3 de junho, foi fundada na cidade do Rio de Janeiro a Faculdade de Direito Teixeira de Freitas. Mudanças na regulamentação do ensino superior dificultaram sua permanência na então capital federal, e a faculdade foi transferida para Niterói, onde passou a desempenhar papel relevante na formação da elite jurídica e política fluminense. Em 1920 foi equiparada aos institutos federais e, posteriormente, passou a denominar-se Faculdade de Direito de Niterói. A instituição foi federalizada em 1956 e deu origem à atual Faculdade de Direito da UFF.[11]

A área médica começou a se estruturar com a Faculdade Fluminense de Medicina, fundada em 1925 e cuja aula inaugural ocorreu em 31 de maio de 1926. A faculdade utilizou, em seus primeiros anos, instalações hospitalares e materno-infantis de Niterói e ampliou progressivamente ambulatórios, laboratórios e serviços clínicos. A instituição foi federalizada em 1950, uma década antes da criação da universidade.[11]

Prédio histórico da Faculdade Fluminense de Medicina, fundada em 1925 e cuja aula inaugural ocorreu em 1926; a instituição deu origem à atual Faculdade de Medicina da UFF.

A Faculdade Fluminense de Medicina Veterinária surgiu em meados da década de 1930, com uma proposta associada à formação de profissionais para a produção agropecuária e o desenvolvimento rural. Em 1939 recebeu terreno desmembrado do Instituto Vital Brazil para sua sede e, em 1950, foi federalizada. A tradição de ensino prático da unidade contribuiria posteriormente para a criação de estruturas experimentais da UFF em Iguaba Grande e Cachoeiras de Macacu.[11]

Durante as décadas de 1940 e 1950, o ensino superior de Niterói tornou-se mais diversificado. Em 1942 foi fundada a Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Niterói; em 1944 foi inaugurada a Escola de Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro; e, em 1945, surgiu a Escola de Serviço Social de Niterói. Essas escolas acompanharam a expansão administrativa, urbana e sanitária do estado e formaram profissionais para áreas que ganhavam importância crescente no serviço público e na sociedade fluminense.[11]

Registro relacionado à criação da Escola Fluminense de Engenharia, fundada em 1952 e antecessora da atual Escola de Engenharia da UFF.

Em 1946 foi fundada a Faculdade Fluminense de Filosofia, concebida, entre outros objetivos, para ampliar a formação de professores no estado. Nas décadas seguintes, seus cursos de Ciências Sociais, Letras, Pedagogia, História, Geografia, Matemática e outras áreas foram reconhecidos progressivamente e constituíram a origem de vários institutos e faculdades criados após a reforma universitária da UFF.[11]

A Escola Fluminense de Engenharia foi criada em 1952, em um contexto de urbanização e industrialização do estado do Rio de Janeiro. Iniciou atividades com Engenharia Civil e posteriormente ampliou a formação para Engenharia Elétrica, Mecânica e áreas industriais. A aproximação com o polo siderúrgico de Volta Redonda daria origem, ainda no início da década de 1960, a uma das primeiras experiências de interiorização da futura universidade.[11]

Ao final da década de 1950, Niterói reunia, portanto, um conjunto expressivo de instituições de ensino superior, mas ainda sem uma estrutura universitária comum. A federalização de algumas escolas resolveu parte de seus problemas financeiros e administrativos, porém a fragmentação institucional permanecia e alimentava a campanha pela criação de uma universidade federal própria para o antigo estado do Rio de Janeiro.[10]

Niterói e o movimento pela criação de uma universidade federal

[editar | editar código]
Prédio histórico da Faculdade Fluminense de Filosofia, fundada em 1946 e posteriormente incorporada à universidade.

A campanha pela criação de uma universidade federal fluminense ganhou força durante os anos 1950. Niterói era então a capital do antigo estado do Rio de Janeiro e concentrava órgãos públicos, escolas superiores, equipamentos culturais e uma comunidade estudantil em expansão. Apesar da proximidade geográfica com a cidade do Rio de Janeiro, as duas cidades pertenciam a unidades políticas distintas, situação que se tornou ainda mais evidente com a transferência da capital federal para Brasília e a criação do Estado da Guanabara, em 1960.[10]

Professores, dirigentes das faculdades, estudantes, parlamentares e representantes da sociedade civil participaram da mobilização. A União Fluminense dos Estudantes (UFE) defendia a federalização das escolas isoladas e uma universidade sediada em Niterói; o jornal O Fluminense promoveu debates e mesas-redondas sobre propostas para a nova instituição. Em abril de 1960, a UFE realizou um comício em defesa de uma universidade federal para o estado do Rio de Janeiro.[11][10]

O movimento não se limitava à criação administrativa de uma nova universidade. Entre as demandas estavam a integração das diferentes faculdades, a ampliação do financiamento público, a construção de instalações próprias, a expansão da assistência estudantil e a criação de condições para pesquisa, pós-graduação e formação profissional em uma instituição capaz de atender tanto Niterói quanto outras regiões do estado.[10]

Criação e primeiros anos da UFERJ

[editar | editar código]
Durval de Almeida Batista Pereira, primeiro reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFERJ), atual UFF.

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFERJ) foi criada pela Lei nº 3.848, de 18 de dezembro de 1960. A legislação reuniu estabelecimentos federais e agregou escolas estaduais e particulares que atuavam principalmente em Niterói, abrangendo Direito, Medicina, Farmácia, Odontologia, Medicina Veterinária, Engenharia, Ciências Econômicas, Filosofia, Enfermagem e Serviço Social.[1][10]

A reunião dessas instituições não produziu imediatamente uma universidade administrativamente homogênea. A própria legislação diferenciava unidades incorporadas e agregadas, categorias que possuíam situações jurídicas distintas. Nos primeiros anos, representantes das escolas divergiram sobre temas como direito de voto no Conselho Universitário, composição dos órgãos colegiados, transferência patrimonial, enquadramento funcional e federalização definitiva das unidades estaduais e particulares.[10][11]

A instalação solene da UFERJ ocorreu em 11 de abril de 1961, no Teatro Municipal de Niterói, com a presença de autoridades federais e estaduais, docentes e estudantes. Dois dias depois foi realizada a primeira reunião ordinária do Conselho Universitário, que elaborou a lista tríplice para a Reitoria. Em 26 de abril, Durval de Almeida Batista Pereira foi nomeado o primeiro reitor da universidade.[11]

Os primeiros meses revelaram a fragilidade da nova estrutura. A Reitoria ainda não possuía sede definitiva e, inicialmente, chegou a funcionar em instalações utilizadas pelo próprio reitor. Durval Pereira buscou recursos federais, a conclusão da federalização das escolas agregadas, a construção de sedes acadêmicas e a definição de uma área para um futuro campus. Disputas sobre a legalidade da participação das unidades agregadas na escolha do reitor, entretanto, levaram à sua exoneração em julho de 1961; embora o ato tenha sido posteriormente revogado, ele não retornou ao cargo.[11][10]

A instabilidade administrativa prolongou-se pelos anos seguintes. Paulo Gomes da Silva assumiu temporariamente a Reitoria e acompanhou a regularização de serviços, a elaboração do estatuto e a incorporação patrimonial das faculdades. Em 1963 foi publicado o primeiro Estatuto da universidade. Entre 1961 e 1970, seis dirigentes diferentes exerceram a Reitoria, reflexo tanto das disputas internas de uma instituição em formação quanto das mudanças políticas nacionais da década de 1960.[11][10]

O movimento estudantil participou intensamente dessa fase. Estudantes já possuíam representação nos órgãos universitários e o estatuto do Diretório Central dos Estudantes foi aprovado em 1963. O DCE também esteve envolvido em campanhas pela ampliação da infraestrutura universitária, entre elas a incorporação do Hospital Antônio Pedro e a obtenção de áreas para instalações da universidade.[11]

A Faculdade de Direito, no Ingá. Sua instituição precursora foi criada em 1912 e transferida posteriormente para Niterói.

A relação entre a universidade e o Hospital Municipal Antônio Pedro tornou-se especialmente importante após o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em dezembro de 1961. Médicos, estudantes de Medicina, enfermeiras e assistentes sociais vinculados à UFERJ participaram do atendimento às vítimas. A tragédia reforçou a mobilização para que o hospital se tornasse campo permanente de ensino e assistência; em maio de 1964, o estabelecimento foi doado à universidade pela Prefeitura de Niterói, dando origem ao atual Hospital Universitário Antônio Pedro.[10][11]

Em 5 de novembro de 1965, a Lei nº 4.831 alterou a denominação da instituição para Universidade Federal Fluminense (UFF).[8] A antiga sigla UFERJ deve ser distinguida de UFRJ: a Universidade Federal do Rio de Janeiro é outra instituição, sucessora da antiga Universidade do Brasil, sediada na cidade do Rio de Janeiro.[9]

Reforma universitária e reorganização acadêmica

[editar | editar código]

A mudança de nome foi seguida por uma fase de forte reorganização. Em 1966 foi criada uma Comissão Central de Pesquisa, sinalizando o esforço para ampliar atividades científicas além do ensino profissional. A reorganização ganhou escala com a Reforma Universitária de 1968, que substituiu o regime de cátedras pelo sistema departamental e reestruturou faculdades e escolas em institutos e centros acadêmicos.[11][10]

A estrutura implantada passou a reunir unidades em quatro grandes centros: Centro de Estudos Gerais, Centro de Ciências Médicas, Centro Tecnológico e Centro de Estudos Sociais Aplicados. Em 1968 foram criados ou reorganizados, entre outros, a Faculdade de Educação, o Instituto Biomédico, o Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, o Instituto de Física, o Instituto de Geociências, o Instituto de Letras, o Instituto de Química, o Instituto de Matemática e o Instituto de Arte e Comunicação Social.[11]

Palacete do Segundo Barão de Duas Barras, sede administrativa do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF).

A reforma também favoreceu a criação de novas formações. O curso de Arquitetura e Urbanismo e o curso de Administração foram estabelecidos em 1970, enquanto outros cursos e habilitações se multiplicaram durante a década. A universidade passou, gradualmente, de uma federação de antigas escolas profissionais para uma instituição com áreas de conhecimento mais diversificadas e estruturas interdisciplinares.[11][10]

A política de pesquisa e pós-graduação adquiriu organização própria nesse período. Em 1970 foi criada a Comissão Executiva de Pesquisa e Pós-Graduação e, em 1975, a Coordenação Superior das Atividades de Pesquisa e Pós-Graduação. A expansão dos cursos stricto sensu, somada aos programas nacionais de qualificação docente, ampliou o número de professores com formação de mestrado e doutorado e fortaleceu laboratórios e grupos de pesquisa.[11][10]

A extensão e a produção cultural também foram institucionalizadas. O Cine Arte UFF foi criado em 1968; em 1975 foram organizadas a Coordenação de Extensão Universitária e estruturas de produção audiovisual. Essas iniciativas contribuíram para consolidar a presença da universidade para além das salas de aula e reforçaram sua atuação cultural em Niterói e em outras regiões.[11]

Formação dos campi do Gragoatá e da Praia Vermelha

[editar | editar código]
Vista aérea do Campus do Gragoatá, implantado na área do aterro da Praia Grande, junto à Baía de Guanabara.

Desde a criação da UFERJ, suas faculdades permaneceram espalhadas por diferentes prédios de Niterói. A integração física das unidades tornou-se uma preocupação recorrente da administração universitária. Em 1969, o Conselho Universitário analisou alternativas para um grande campus, entre elas áreas em Itaipu, Pendotiba e no aterro da Praia Grande. A opção pelo espaço próximo ao centro de Niterói preservava a ligação com as barcas e com os bairros onde a universidade já possuía instalações.[10]

A implantação foi lenta. Em 1974 foi organizado um escritório técnico para o planejamento do campus e, no ano seguinte, foram aprovadas diretrizes do Plano Geral da UFF. Terrenos no aterro da Praia Grande foram destinados à universidade durante a década de 1970, mas as obras de maior porte dos futuros campi do Gragoatá e da Praia Vermelha avançaram principalmente a partir de 1984.[11][10]

Vista aérea do Campus da Praia Vermelha, que concentra unidades das engenharias, arquitetura, computação, física e geociências.

Os dois campi foram inaugurados em 1990 e passaram a concentrar parte considerável das unidades antes dispersas pela cidade. O Gragoatá recebeu sobretudo áreas de ciências humanas, sociais, educação, letras e serviços de uso coletivo; a Praia Vermelha tornou-se o principal conjunto das engenharias, arquitetura, computação, física e geociências. Mesmo com essa concentração, a UFF manteve sua característica urbana e descentralizada, com unidades no Valonguinho, Ingá, Icaraí, Centro e outros bairros.[11][10]

A implantação dos campi coincidiu com uma mudança importante para Niterói: em 1975, a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro transferiu a capital estadual para a cidade do Rio de Janeiro. Nas décadas seguintes, a UFF ampliou seu peso relativo na economia, na cultura e na vida cotidiana de Niterói, especialmente nos bairros de São Domingos, Gragoatá e Boa Viagem.[10]

Redemocratização e reorganização administrativa

[editar | editar código]

A abertura política do final dos anos 1970 e a redemocratização do Brasil tiveram repercussões na vida universitária. A Associação dos Docentes da UFF foi criada em 1978 e, em 1983, surgiu a entidade representativa dos servidores técnico-administrativos que daria origem ao Sintuff. Estudantes, docentes e servidores passaram a participar de maneira mais intensa dos debates sobre gestão, carreira, financiamento e democracia interna.[11]

Em 1981 foram criadas as pró-reitorias, reorganizando a administração central por grandes áreas de atividade. Durante a gestão de José Raymundo Martins Romêo, iniciada em 1982, a universidade consolidou estruturas voltadas ao planejamento, aos assuntos acadêmicos, à pesquisa e pós-graduação e à extensão. A década também marcou a criação da Assessoria para Assuntos Internacionais e da Eduff.[11][10]

Em 1985, durante o jubileu de prata, a UFF promoveu conferências, exposições, atividades culturais e a Expo-UFF, realizada no Museu do Ingá. No mesmo ano ocorreu a primeira eleição direta para reitor na história da instituição, dentro do processo de ampliação da participação da comunidade universitária na escolha de seus dirigentes.[11][10]

Interiorização

[editar | editar código]

A presença da UFF fora de Niterói começou praticamente ao mesmo tempo que a própria universidade. Em 1961, a Escola de Engenharia implantou em Volta Redonda um curso de Metalurgia por meio de convênio com a Companhia Siderúrgica Nacional, respondendo à demanda por profissionais ligados ao setor siderúrgico. Em 1962, a Escola de Serviço Social implantou um setor regional em Campos dos Goytacazes. Essas experiências antecederam em várias décadas a política nacional de expansão das universidades federais.[11][10]

Trator utilizado na Fazenda Escola de Cachoeiras de Macacu, adquirida pela UFF em 1988 e destinada a atividades de ensino, pesquisa e extensão.

A interiorização seguiu caminhos distintos em cada região. Algumas unidades surgiram de cursos mantidos por convênios com prefeituras; outras desenvolveram-se a partir de atividades de extensão ou de escolas especializadas. Em 1985 foi criado um curso de Matemática em Santo Antônio de Pádua, experiência que posteriormente deu origem a uma estrutura acadêmica permanente. Em 1988, a UFF adquiriu terreno para a implantação de seu campus rural em Cachoeiras de Macacu.[11]

Durante a década de 1990, parcerias com administrações municipais ampliaram a oferta de cursos fora de Niterói. Em 1992 foram criadas iniciativas de formação em Angra dos Reis e aprovada a implantação de uma unidade em Macaé. A partir do final da década, vários desses núcleos foram reorganizados como polos e institutos, consolidando uma rede multicampi.[11][10]

Volta Redonda

[editar | editar código]
Instalações acadêmicas da UFF no Campus Aterrado, em Volta Redonda.

A presença em Volta Redonda tornou-se uma das experiências mais duradouras de interiorização da UFF. O curso iniciado em 1961 foi absorvido pela estrutura da Escola de Engenharia e a Escola de Engenharia Industrial e Metalúrgica foi oficializada em 1968. A proximidade com a Companhia Siderúrgica Nacional e com o parque industrial do Médio Paraíba favoreceu a especialização em metalurgia e engenharias industriais.[11]

Nas décadas seguintes, a presença acadêmica na cidade deixou de se restringir à engenharia. Foram implantadas unidades de ciências exatas, humanas e sociais, formando o atual conjunto composto pela Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica, pelo Instituto de Ciências Exatas e pelo Instituto de Ciências Humanas e Sociais.

Unidade Avançada José Veríssimo

[editar | editar código]

A interiorização também ultrapassou os limites do estado do Rio de Janeiro. Em 1972 foi criada a Unidade Avançada José Veríssimo, inicialmente instalada em Óbidos, no Pará. Em 1975, a unidade foi transferida para Oriximiná, onde se consolidou como base de atividades de ensino, pesquisa e extensão na Amazônia.[11][7]

Ao longo de sua trajetória, a unidade recebeu equipes multidisciplinares e projetos nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, cultura e desenvolvimento regional. Sua atuação envolve populações urbanas, rurais, ribeirinhas, indígenas e quilombolas e constitui uma das experiências mais antigas de extensão territorial mantidas continuamente pela universidade.[7]

Expansão a partir da década de 1990

[editar | editar código]

A inauguração dos campi do Gragoatá e da Praia Vermelha, em 1990, ocorreu ao mesmo tempo em que a UFF intensificava a interiorização. Na década de 1990 foram criadas ou reorganizadas estruturas em Campos dos Goytacazes, Angra dos Reis e Macaé; em 1998 foi formalizado o polo regional de Campos e criado o Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional. No mesmo período surgiram novas unidades e órgãos em Niterói, como o Instituto de Computação, e foi estruturada a Fundação Euclides da Cunha como fundação de apoio.[11]

Nos anos 2000, a expansão territorial ganhou nova escala. O Polo Universitário de Rio das Ostras começou a ser implantado em 2003; a política de interiorização foi reorganizada em meados da década; e, a partir de 2007, o Reuni permitiu aumentar vagas, contratar docentes e técnicos e construir novos prédios. Foram criadas ou consolidadas unidades em Angra dos Reis, Santo Antônio de Pádua, Volta Redonda, Rio das Ostras e Nova Friburgo, além de novos cursos em outros municípios.[11][12]

Blocos acadêmicos da UFF no Campus Aterrado, em Volta Redonda.

A expansão foi acompanhada por mudanças nas políticas de ingresso e permanência. A UFF passou a utilizar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio e substituiu seu vestibular pelo Sistema de Seleção Unificada; adotou políticas federais de reserva de vagas e ampliou programas de transporte, moradia e assistência estudantil. O BusUFF, serviço de transporte interno gratuito em Niterói, passou a operar no início da década de 2010.[11]

A década de 2010 também foi marcada pela consolidação de estruturas acadêmicas criadas na expansão anterior, pela criação da Escola de Engenharia de Petrópolis, por novos laboratórios e centros de pesquisa e pela modernização de prédios e sistemas administrativos. Ao chegar ao século XXI, a UFF havia se transformado de uma universidade formada principalmente por faculdades isoladas de Niterói em uma instituição multicampi, com presença em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro e uma unidade avançada na Amazônia.[11][3]

Organização e administração

[editar | editar código]

A Universidade Federal Fluminense é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação. Possui autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial nos termos da legislação brasileira e de seu Estatuto.[13]

Conselhos superiores

[editar | editar código]

Os principais órgãos colegiados da administração superior são:

  • Conselho Universitário (CUV), responsável por assuntos político-institucionais, administrativos e patrimoniais;
  • Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPEx), responsável pelas políticas acadêmicas;
  • Conselho de Curadores (CUR), responsável pelo acompanhamento e fiscalização econômico-financeira.[13]
Edifício da Reitoria da UFF, em Icaraí, Niterói.

A administração executiva central é exercida pela Reitoria. Sua estrutura inclui o Gabinete do Reitor, a Vice-Reitoria, pró-reitorias, superintendências e outros órgãos de administração e assessoramento.

Entre as pró-reitorias estão as de Administração, Assuntos Estudantis, Extensão, Gestão de Pessoas, Graduação, Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação e Planejamento.

O edifício da Reitoria, em Icaraí, foi originalmente construído para abrigar o antigo Hotel Balneário Casino Icarahy. O imóvel foi desapropriado para a universidade em 1967 e passou a concentrar a administração central e, posteriormente, parte importante da estrutura cultural da UFF.[11]

Desde 2018, o cargo de reitor é exercido por Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, tendo como vice-reitor Fábio Barboza Passos.[4]

Em 2026, a consulta à comunidade universitária para a gestão 2026–2030 foi vencida pela chapa formada por Roberto de Souza Salles e Luciana Maria Almeida de Freitas. A escolha formal de reitores de universidades federais segue os procedimentos previstos na legislação federal.[14]

Unidades acadêmicas

[editar | editar código]
Apresentação de robótica durante a 78.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na UFF em 2026.

Em 2025, a UFF possuía 42 unidades de ensino, constituídas por 25 institutos, dez faculdades, seis escolas e um colégio de aplicação.[3]

As unidades possuem direções e colegiados próprios. Os departamentos constituem unidades básicas de organização didático-científica, enquanto os cursos de graduação e programas de pós-graduação são administrados por coordenações e respectivos colegiados.[13]

A organização acadêmica abrange todas as grandes áreas do conhecimento. Nas ciências humanas e sociais encontram-se, entre outros, os institutos de História, Ciências Humanas e Filosofia e Letras, além das faculdades de Economia, Educação e Direito.

Nas ciências naturais e exatas, a universidade possui unidades como os institutos de Física, Química, Matemática e Estatística, Geociências e Biologia.

A área da saúde compreende a Faculdade de Medicina, Faculdade de Odontologia, Faculdade de Farmácia, Faculdade de Nutrição, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa, Instituto de Saúde Coletiva e Instituto Biomédico, além de estruturas assistenciais vinculadas ao ensino.

Edifício da Fundação Euclides da Cunha (FEC), fundação de apoio que iniciou suas atividades em 1999.

Nas áreas tecnológicas destacam-se a Escola de Engenharia, a Escola de Arquitetura e Urbanismo, o Instituto de Computação e, no interior, a Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda e a Escola de Engenharia de Petrópolis.

A expansão territorial levou ainda à criação de institutos multidisciplinares no interior do estado, com unidades próprias em Campos dos Goytacazes, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Santo Antônio de Pádua e Volta Redonda.

Fundação de apoio

[editar | editar código]

A Fundação Euclides da Cunha de Apoio à UFF (FEC) é a fundação de apoio cadastrada pela universidade para auxiliar a execução administrativa e financeira de projetos de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação.[15] A fundação foi criada em 1997 e iniciou suas atividades em 1999.[11]

Campi e presença territorial

[editar | editar código]

A maior concentração das instalações da universidade encontra-se em Niterói, mas a UFF mantém presença acadêmica em várias regiões do estado do Rio de Janeiro.[6]

Vista do Campus do Gragoatá, com a Biblioteca Central do Gragoatá em destaque.

Niterói concentra a Reitoria e a maior parte das unidades acadêmicas da UFF. A universidade não está organizada em uma única cidade universitária; suas instalações distribuem-se entre grandes campi e prédios isolados em diferentes bairros.

Os dois maiores conjuntos são os campi do Gragoatá e da Praia Vermelha, situados em áreas vizinhas na orla de São Domingos e Boa Viagem. Planejados a partir do final da década de 1960, tiveram suas obras intensificadas nos anos 1980 e foram inaugurados em 1990, concentrando parte das unidades que até então funcionavam em prédios dispersos pela cidade.[11]

O Gragoatá tornou-se o principal conjunto das áreas de ciências humanas e sociais, enquanto a Praia Vermelha passou a reunir parcela significativa das atividades de engenharia, arquitetura, computação e ciências exatas. A concentração, entretanto, nunca eliminou a estrutura urbana descentralizada da universidade.

Além desses conjuntos, a universidade mantém instalações no Valonguinho, Ingá, Centro, Icaraí e outros bairros de Niterói.

Prédio do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia (ICHF), criado em 1968, no Campus do Gragoatá.

Campus do Gragoatá

[editar | editar código]

O Campus do Gragoatá, situado no bairro de São Domingos, concentra principalmente unidades das áreas de ciências humanas, sociais aplicadas, educação e letras.

Entre elas estão o Instituto de História, o Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, o Instituto de Letras, a Faculdade de Educação, a Escola de Serviço Social, a Faculdade de Economia e a Faculdade de Turismo e Hotelaria.

O campus abriga também a Biblioteca Central do Gragoatá, o Restaurante Universitário, a Moradia Estudantil, áreas administrativas, auditórios e espaços de convivência.

A presença cotidiana de milhares de estudantes e trabalhadores contribuiu para modificar a dinâmica de São Domingos e bairros próximos, onde atividades comerciais, culturais e de serviços mantêm forte relação com a comunidade universitária.

Campus da Praia Vermelha

[editar | editar código]

O Campus da Praia Vermelha reúne principalmente unidades das engenharias, arquitetura, computação e ciências exatas e da Terra. Nele funcionam a Escola de Engenharia, a Escola de Arquitetura e Urbanismo, o Instituto de Computação, o Instituto de Física e o Instituto de Geociências.

A área ocupa parte dos terrenos urbanizados junto à Baía de Guanabara e constitui, juntamente com o Gragoatá, o maior conjunto contínuo de instalações universitárias da UFF em Niterói.

Valonguinho e unidades isoladas

[editar | editar código]

O conjunto do Valonguinho abriga unidades relacionadas principalmente às ciências biológicas, químicas, administrativas e da saúde.

Outras faculdades e institutos estão distribuídos por diferentes bairros da cidade. A Faculdade de Direito localiza-se no Ingá; a Reitoria e o Centro de Artes UFF ficam em Icaraí; a Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa ocupa prédio próprio; e a Faculdade de Medicina e o Instituto de Saúde Coletiva encontram-se nas proximidades do Hospital Universitário Antônio Pedro.

Relação com a paisagem de Niterói

[editar | editar código]
Orla da UFF junto à Baía de Guanabara, com a Ponte Rio–Niterói ao fundo.

A localização dos principais campi da UFF junto à orla central insere a universidade diretamente na paisagem da Baía de Guanabara. Gragoatá, São Domingos, Boa Viagem, Ingá e Icaraí formam uma sequência de bairros em que se concentram diversos equipamentos universitários.

A presença de estudantes e trabalhadores contribuiu para transformar sobretudo São Domingos e Gragoatá, onde restaurantes, moradias, serviços e atividades culturais passaram a manter estreita relação com a vida universitária.

No Ingá encontra-se a Faculdade de Direito, enquanto Icaraí abriga o edifício da Reitoria e o Centro de Artes UFF. A ocupação territorial da universidade, portanto, ultrapassa os limites dos campi e se distribui por parte significativa da área central e sul de Niterói.

Essa distribuição diferencia a instituição de universidades organizadas exclusivamente em grandes cidades universitárias isoladas. Em Niterói, parcela relevante dos edifícios acadêmicos está integrada diretamente ao tecido urbano.

A paisagem marítima constitui uma característica marcante dos campi centrais. Parte das instalações do Gragoatá e da Praia Vermelha está voltada diretamente para a Baía de Guanabara, de onde são visíveis a cidade do Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar e a Ponte Rio–Niterói.

Interior do estado do Rio de Janeiro

[editar | editar código]
Prédio do Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior (INFES), sede da UFF em Santo Antônio de Pádua, inaugurada em 2012. A presença da universidade no município começou em 1985 com o curso de Licenciatura em Matemática, que inicialmente funcionou em instalações cedidas.
Prédio da unidade da UFF em Macaé, cuja implantação foi aprovada em 1992; os primeiros cursos começaram a funcionar em 1993.

A universidade mantém unidades acadêmicas permanentes em oito municípios fluminenses além de Niterói:[6]

Município Unidade ou unidades
Angra dos Reis Instituto de Educação de Angra dos Reis
Campos dos Goytacazes Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional
Macaé Instituto de Ciências da Sociedade
Nova Friburgo Instituto de Saúde de Nova Friburgo
Petrópolis Escola de Engenharia de Petrópolis
Rio das Ostras Instituto de Ciência e Tecnologia; Instituto de Humanidades e Saúde
Santo Antônio de Pádua Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior
Volta Redonda Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica; Instituto de Ciências Exatas; Instituto de Ciências Humanas e Sociais

A rede territorial da UFF resulta de processos históricos diferentes. Algumas unidades derivam de experiências iniciadas ainda nas décadas de 1960 e 1980, como Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Santo Antônio de Pádua; outras foram consolidadas durante as políticas de interiorização das décadas de 1990 e 2000. Em consequência, os campi do interior variam em dimensão, áreas acadêmicas e forma de organização.[11]

A instituição mantém ainda estruturas acadêmicas e experimentais em outras localidades, incluindo uma fazenda-escola em Cachoeiras de Macacu e instalações em Iguaba Grande.[3]

Fazenda Escola de Cachoeiras de Macacu

[editar | editar código]
Área ajardinada da Fazenda Escola de Cachoeiras de Macacu, instalação da UFF voltada a atividades de ensino, pesquisa e extensão.

A Fazenda Escola de Cachoeiras de Macacu (FECM) foi adquirida pela UFF em 1988 e está localizada às margens da RJ-122, no município de Cachoeiras de Macacu. Vinculada à Faculdade de Veterinária, funciona como campo experimental para atividades de ensino, pesquisa e extensão.[16]

A fazenda reúne diferentes sistemas de produção animal e infraestrutura de apoio acadêmico, incluindo alojamentos para estudantes e professores, laboratórios, auditório, refeitório e centro cirúrgico experimental. Também recebe atividades de outras áreas da universidade relacionadas às geociências e às engenharias.[16]

Graduação

[editar | editar código]

A UFF oferece cursos de graduação em todas as grandes áreas do conhecimento, incluindo ciências da saúde, ciências biológicas, engenharias, ciências exatas e da Terra, ciências humanas, ciências sociais aplicadas, linguística, letras e artes.

Ao final de 2025, a Pró-Reitoria de Graduação registrava 51 970 estudantes, dos quais 41 019 estavam matriculados em cursos presenciais e 10 951 em cursos semipresenciais ou a distância.[5]

A principal forma de ingresso é o Sistema de Seleção Unificada (SiSU), com utilização das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Existem também processos de transferência, mudança de curso, reingresso, ingresso de portadores de diploma e outras modalidades.[17]

Nelson Pereira dos Santos, um dos principais responsáveis pela implantação do ensino de cinema na UFF.

Cinema e Audiovisual

[editar | editar código]

O curso de Cinema e Audiovisual ocupa posição particular na história acadêmica da instituição. Criado em 1968 no Instituto de Arte e Comunicação Social, teve entre seus principais articuladores o cineasta Nelson Pereira dos Santos, um dos nomes centrais do Cinema Novo.[11]

A formação de cinema da UFF tornou-se uma das mais antigas em funcionamento no país e formou cineastas, roteiristas, produtores e pesquisadores do audiovisual.

Em 2020, o curso foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial de Niterói.[18]

Educação a distância

[editar | editar código]

A UFF participa do Consórcio Cederj e da Universidade Aberta do Brasil, oferecendo cursos em modalidade semipresencial e a distância em polos distribuídos pelo estado do Rio de Janeiro.[19]

Pós-graduação

[editar | editar código]
Atividade de inovação e tecnologia realizada no Campus do Gragoatá.

Em 2025, a pós-graduação stricto sensu da UFF possuía 90 programas e 144 cursos.[3]

Modalidade Número de cursos
Mestrados acadêmicos 66
Mestrados profissionais 20
Doutorados acadêmicos 54
Doutorados profissionais 4
Total 144

No mesmo período, 8 109 estudantes encontravam-se matriculados na pós-graduação stricto sensu.[3]

A universidade mantém ainda cursos de especialização, MBAs, residências médicas, multiprofissionais e outras modalidades de pós-graduação.[20]

Prédio do Instituto de Computação da UFF, no Campus da Praia Vermelha. O Programa de Pós-Graduação em Computação recebeu nota 7, a máxima da Capes, na Avaliação Quadrienal 2025.[21]

Pesquisa e inovação

[editar | editar código]

A institucionalização da pesquisa científica na UFF ocorreu paralelamente ao desenvolvimento de sua pós-graduação entre as décadas de 1960 e 1970. A criação da Comissão Central de Pesquisa, em 1966, e de estruturas específicas de pesquisa e pós-graduação nos anos seguintes marcou a transição de uma universidade predominantemente voltada ao ensino profissional para uma instituição com produção científica organizada.[11] Atualmente, a política científica é coordenada pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação.

A instituição mantém grupos de pesquisa registrados no CNPq, programas de iniciação científica e tecnológica, núcleos especializados e centenas de laboratórios distribuídos por seus campi.

Parte da infraestrutura científica de maior porte é organizada pelo Programa de Gerenciamento de Laboratórios Multiusuários, que permite o compartilhamento de equipamentos entre pesquisadores e programas de pós-graduação.[22]

Pesquisadores da UFF realizam levantamento batimétrico, em 2022.

A universidade desenvolve pesquisas em áreas como física, química, ciência dos materiais, engenharias, computação, inteligência artificial, saúde, biomedicina, meio ambiente, geociências, economia, história, antropologia, comunicação, letras e artes.

Entre seus núcleos de pesquisa encontram-se o Laboratório de História Oral e Imagem (Labhoi), dedicado à pesquisa em história oral, memória e cultura visual, além de grupos especializados em estudos socioambientais, saúde coletiva e pesquisa clínica.

Em 2025, pesquisadores da UFF participaram da aprovação de quatro novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, nas áreas de saúde coletiva, física de altas energias, cinema e audiovisual e antropologia.[23]

Navio-Escola Ciências do Mar III, laboratório flutuante gerenciado pela UFF para atividades de ensino, pesquisa e extensão em ciências do mar.

Extensão universitária

[editar | editar código]

A extensão constitui, ao lado do ensino e da pesquisa, uma das funções acadêmicas centrais da universidade. Atividades extensionistas já eram realizadas por escolas precursoras e pelas primeiras unidades da UFERJ, especialmente nas áreas de saúde, serviço social, veterinária e formação de professores. A estrutura institucional foi ampliada com a criação da Coordenação de Extensão Universitária, em 1975, e posteriormente com a organização da Pró-Reitoria de Extensão.[11][10]

Os projetos abrangem áreas como educação, saúde, cultura, comunicação, direitos humanos, tecnologia, trabalho e meio ambiente. As ações são desenvolvidas nos municípios em que a universidade mantém unidades e também em outras regiões por meio de programas específicos.

A Unidade Avançada José Veríssimo é uma das experiências mais antigas de extensão territorial da instituição, permitindo a atuação de equipes multidisciplinares na Amazônia.[7]

Hospital Universitário Antônio Pedro

[editar | editar código]
Hospital Universitário Antônio Pedro, no Centro de Niterói.

O Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) é o principal hospital de ensino da universidade e integra a rede do Sistema Único de Saúde. Localizado no Centro de Niterói, desenvolve assistência de média e alta complexidade, ensino profissional e pesquisa clínica.[24]

O hospital teve origem como estabelecimento municipal. Após o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, ocorrido em Niterói em dezembro de 1961, desempenhou importante papel no atendimento às vítimas. Posteriormente foi incorporado à universidade e passou progressivamente a exercer a função de hospital universitário.[10]

Sua gestão é realizada em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Outras unidades assistenciais

[editar | editar código]

A universidade mantém ainda a Farmácia Universitária, a Policlínica Odontológica, o Hospital Veterinário Professor Firmino Mársico Filho e diferentes clínicas e serviços vinculados às unidades de saúde.

Essas estruturas combinam formação profissional, pesquisa, extensão e atendimento à população.

Bibliotecas, arquivos e acervos

[editar | editar código]

A organização sistêmica das bibliotecas e dos acervos documentais começou a ganhar forma com o Núcleo de Documentação, criado em 1969. Ao longo das décadas seguintes, a universidade integrou bibliotecas setoriais, arquivos e serviços de documentação em uma estrutura comum; o Arquivo da UFF passou a ser denominado Arquivo Central em 1994.[11] Atualmente, a Superintendência de Documentação coordena as bibliotecas e serviços documentais da universidade. Em 2025, a UFF contabilizava 26 bibliotecas.[3]

Entre as principais encontra-se a Biblioteca Central do Gragoatá, voltada especialmente às áreas de ciências humanas e sociais. As unidades oferecem acervos impressos, bases de dados, periódicos eletrônicos, acesso ao Portal de Periódicos CAPES e serviços de apoio à pesquisa.[25]

A Coordenação de Arquivos é responsável por documentos de valor administrativo e histórico. Parte desse patrimônio integra iniciativas de memória institucional que deram origem a estudos, exposições e à Linha do Tempo da UFF.

A instituição mantém ainda o Repositório Institucional da UFF, que reúne teses, dissertações e outras produções acadêmicas.

Sala de exibição do Cine Arte UFF, no Centro de Artes UFF, em Icaraí.

Centro de Artes UFF

[editar | editar código]

O Centro de Artes UFF, situado junto ao edifício da Reitoria, em Icaraí, reúne espaços dedicados ao cinema, teatro, música, fotografia e artes visuais.

O Cine Arte UFF foi criado em 1968 e consolidou-se como espaço de exibição cinematográfica, mostras e debates.[11] Na década de 1980, o então Departamento de Difusão Cultural passou a reunir parte importante da programação artística da universidade; em 1994, a estrutura passou a ser denominada Centro de Artes UFF. O complexo foi reformado e reinaugurado em 2014, reunindo cinema, teatro, galerias e espaços de música e fotografia.[11]

A Orquestra Sinfônica Nacional em 1962, nos primeiros anos de funcionamento da universidade.

A atuação musical possui raízes nos primeiros anos da instituição. A Orquestra Sinfônica Nacional, criada em 1961, foi posteriormente incorporada à estrutura cultural da UFF e tornou-se um de seus principais corpos artísticos.

A universidade mantém também o Quarteto de Cordas da UFF, o conjunto Música Antiga da UFF e o Coral da UFF.

A programação do Centro de Artes combina atividades da própria universidade com apresentações, mostras, festivais e exposições abertas ao público, fazendo da instituição um dos agentes permanentes da vida cultural de Niterói.

Editora e comunicação

[editar | editar código]

A Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff) foi criada em 1985, durante uma fase de reorganização administrativa e de expansão das políticas culturais da universidade, e publica livros acadêmicos, científicos, literários e culturais, incluindo obras dedicadas à história da própria instituição.[11][26]

A universidade mantém também meios de comunicação institucionais e produção audiovisual universitária por meio da Unitevê, que iniciou suas transmissões em 2000 e é voltada à divulgação de ensino, ciência, cultura e extensão.[11]

Assistência estudantil

[editar | editar código]
Equipamento científico do Laboratório de Microscopia Eletrônica de Alta Resolução (LaMAR), parte da infraestrutura de pesquisa da UFF.

As políticas de permanência são coordenadas principalmente pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis. Elas incluem alimentação, auxílios financeiros, moradia, transporte, saúde e ações de acessibilidade.[27]

Restaurantes universitários

[editar | editar código]

A instituição mantém restaurantes universitários destinados à oferta subsidiada de refeições à comunidade acadêmica. O principal restaurante está localizado no Campus do Gragoatá.

Moradia estudantil

[editar | editar código]

A UFF possui moradias estudantis destinadas principalmente a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica e provenientes de localidades distantes de suas unidades de ensino.[28]

Existem estruturas em Niterói, Rio das Ostras e Angra dos Reis. A moradia de Niterói encontra-se no Campus do Gragoatá.

Transporte

[editar | editar código]

O BusUFF realiza transporte gratuito entre diferentes campi e unidades de Niterói, facilitando o deslocamento da comunidade acadêmica entre áreas como Gragoatá, Praia Vermelha, Valonguinho e outras instalações.[27]

Acessibilidade

[editar | editar código]

A universidade mantém políticas de acessibilidade voltadas a estudantes com deficiência e outras necessidades específicas, incluindo apoio acadêmico, acessibilidade digital e serviços relacionados à Libras.[29]

Vida universitária

[editar | editar código]
A Orquestra Sinfônica Nacional em apresentação no Centro de Artes UFF.

A representação estudantil organiza-se por meio do Diretório Central dos Estudantes Fernando Santa Cruz, centros e diretórios acadêmicos. Também integram a vida universitária atléticas, empresas juniores, organizações profissionais, coletivos, grupos culturais, equipes de competição e projetos de extensão.

A universidade realiza eventos acadêmicos e culturais ao longo do ano, entre eles a Agenda Acadêmica, seminários de iniciação científica, encontros de extensão, festivais e atividades promovidas pelas diferentes unidades.

Pessoas notáveis

[editar | editar código]

Alunos e ex-alunos

[editar | editar código]

A UFF e as instituições que participaram de sua formação tiveram entre seus estudantes personalidades de destaque na política, literatura, ciência, esporte, jornalismo e cultura. No caso de pessoas formadas antes de 1960, o vínculo refere-se às faculdades posteriormente incorporadas à universidade.

Entre seus alunos e ex-alunos encontram-se:

Ciência, saúde e academia

[editar | editar código]

Economia, engenharia e negócios

[editar | editar código]

Literatura, cinema e artes

[editar | editar código]

Jornalismo e mídia

[editar | editar código]

Esporte e gestão esportiva

[editar | editar código]
  • João Havelange — formado em Direito pela Faculdade de Direito de Niterói, dirigente esportivo e presidente da FIFA entre 1974 e 1998;
  • Torben Grael — formado em Administração pela UFF e bicampeão olímpico na vela; conquistou cinco medalhas nos Jogos Olímpicos — dois ouros, uma prata e dois bronzes —, com os títulos em Atlanta 1996 e Atenas 2004.[41]
  • Martine Grael — estudou Engenharia Ambiental na UFF e é bicampeã olímpica da classe 49erFX, com medalhas de ouro nos Jogos Rio 2016 e Tóquio 2020.[42][41]

Política, diplomacia e serviço público

[editar | editar código]

Docentes e personalidades vinculadas

[editar | editar código]

Entre as personalidades ligadas ao corpo docente encontra-se o cineasta Nelson Pereira dos Santos, associado à implantação do curso de Cinema e do Instituto de Arte e Comunicação Social.

O filólogo e gramático Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras, foi professor titular da UFF durante cerca de duas décadas.

A universidade também possui tradição de docentes e pesquisadores nas áreas de história, antropologia, letras, ciências sociais, física, química, matemática, medicina e engenharias.

Doutores honoris causa

[editar | editar código]

A UFF concedeu títulos honoríficos a diferentes personalidades da cultura, educação e ciência. Entre elas estão o sociólogo Gilberto Freyre, o arquiteto Oscar Niemeyer, o educador Paulo Freire e o escritor português José Saramago.[11]

Internacionalização

[editar | editar código]
Atividade de microscopia no Instituto de Física da UFF.

A internacionalização passou a dispor de uma estrutura administrativa própria em 1985, com a criação da Assessoria para Assuntos Internacionais. Nas décadas seguintes, a área foi ampliada e reorganizada até a constituição da atual Superintendência de Relações Internacionais.[11] A universidade mantém acordos de cooperação, intercâmbio de estudantes e professores e projetos conjuntos de ensino e pesquisa com instituições estrangeiras.[43]

A internacionalização compreende ainda ações de acolhimento de estudantes estrangeiros, mobilidade acadêmica, formação linguística e participação em redes internacionais. Em 2018, a UFF inaugurou em Niterói um Instituto Confúcio em parceria com a Hebei Normal University, ampliando atividades de cooperação acadêmica e cultural com instituições chinesas.[11]

Sustentabilidade

[editar | editar código]

A universidade desenvolve políticas relacionadas à gestão de resíduos, eficiência energética, compras públicas, mobilidade, uso de recursos naturais e planejamento ambiental.[44]

As iniciativas institucionais relacionam-se, entre outros referenciais, aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à Agenda 2030 das Nações Unidas.

Dados institucionais

[editar | editar código]
Centro de Artes UFF, localizado junto ao edifício da Reitoria da UFF, em Icaraí, Niterói.

Segundo os dados institucionais mais recentes referentes a 2025:

Indicadores selecionados da Universidade Federal Fluminense
Indicador Valor
Unidades de ensino 42
Institutos 25
Faculdades 10
Escolas 6
Colégio de aplicação 1
Estudantes de graduação 51 970
Graduação presencial 41 019
Graduação semipresencial ou a distância 10 951
Estudantes de pós-graduação stricto sensu 8 109
Programas de pós-graduação stricto sensu 90
Cursos de pós-graduação stricto sensu 144
Docentes ativos 3 341
Técnicos-administrativos ativos 3 452
Bibliotecas 26
Laboratórios 771
Auditórios 61

Fontes: Relatório de Gestão Integrado da UFF de 2025 e Pró-Reitoria de Graduação.[3][5]

Rankings universitários

[editar | editar código]

A UFF aparece regularmente em classificações universitárias nacionais e internacionais. Os resultados variam conforme a metodologia de cada levantamento, que pode considerar indicadores de ensino, pesquisa, citações, reputação, internacionalização, empregabilidade, inovação ou sustentabilidade.[45]

No QS World University Rankings 2027, a UFF foi classificada na faixa 1201–1400 mundial.[46]

Na edição de 2026 do Center for World University Rankings, ficou na 1006.ª posição mundial e na 18.ª posição entre as universidades brasileiras.[47]

Ranking Edição Resultado
QS World University Rankings 2027 faixa 1201–1400 no mundo[46]
QS Latin America & The Caribbean 2026 14.ª no Brasil[45]
QS Sustainability 2026 6.ª entre as universidades federais brasileiras[45]
Times Higher Education World University Rankings 2026 16.ª no Brasil; 10.ª entre as universidades federais[45]
THE Impact Rankings 2025 1.ª no Brasil no ODS 16; 2.ª no ODS 14; 3.ª no ODS 17[45]
Ranking Universitário Folha 2025 15.ª no Brasil; 12.ª entre as universidades federais[45]
Center for World University Rankings 2026 1006.ª no mundo; 18.ª no Brasil[47]
Webometrics 2025 9.ª no Brasil; 14.ª na América Latina[45]
SCImago Institutions Rankings 2026 10.ª entre as universidades federais brasileiras[45]
UI GreenMetric 2025 1.ª no Brasil no indicador de transportes[45]

Símbolos e identidade visual

[editar | editar código]

O brasão histórico da Universidade Federal Fluminense foi desenvolvido pelo artista e professor Israel Pedrosa. Sua composição apresenta três tochas, o monograma da universidade e elementos heráldicos associados à instituição.[10]

O lema latino Discere, docere, seminare é tradicionalmente traduzido como “Aprender, ensinar, semear”.

Posteriormente, a universidade passou a utilizar também uma identidade visual baseada na sigla estilizada uff, predominantemente em azul, empregada em publicações, sistemas digitais, sinalização e comunicação institucional.

Ver também

[editar | editar código]

Referências

[editar | editar código]

Referências

  1. 1 2 3 «Lei nº 3.848, de 18 de dezembro de 1960». Presidência da República. Consultado em 30 de agosto de 2026
  2. «Relatório de Auditoria — Demonstrações Financeiras do 1º semestre de 2025» (PDF). Universidade Federal Fluminense. 2025. Consultado em 30 de agosto de 2026
  3. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 «Relatório de Gestão Integrado da Universidade Federal Fluminense — 2025» (PDF). Universidade Federal Fluminense. 2026. Consultado em 30 de agosto de 2026
  4. 1 2 3 «Dirigentes da UFF». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  5. 1 2 3 4 «Informativo Prograd — Retrospectiva de 2025» (PDF). Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal Fluminense. 2026. Consultado em 30 de agosto de 2026
  6. 1 2 3 4 «Unidades de ensino por localidade». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  7. 1 2 3 4 5 «Unidade Avançada José Veríssimo — Oriximiná, PA». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  8. 1 2 «Lei nº 4.831, de 5 de novembro de 1965». Presidência da República. Consultado em 30 de agosto de 2026
  9. 1 2 «História». Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consultado em 1 de setembro de 2026
  10. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Vale, Nayara Galeno do (2022). História da Universidade Federal Fluminense: 60 anos. Niterói: Eduff. ISBN 978-65-5831-145-4
  11. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 «Linha do Tempo da Universidade Federal Fluminense». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  12. «A implantação do Reuni na UFF: ampliação de direitos ou intensificação do trabalho docente?». Consultado em 30 de agosto de 2026
  13. 1 2 3 «Estatuto e Regimento Geral da Universidade Federal Fluminense» (PDF). Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  14. «Eleições Reitoria da UFF 2026». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  15. «Projetos via Fundação de Apoio». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 1 de setembro de 2026
  16. 1 2 «Fazenda Escola». Faculdade de Veterinária da Universidade Federal Fluminense. Consultado em 1 de setembro de 2026
  17. «Formas de ingresso». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  18. «Curso de cinema da UFF vira Patrimônio Cultural Imaterial de Niterói». O Globo. Consultado em 30 de agosto de 2026
  19. «Polos UFF na educação a distância». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  20. «Cursos de Pós-Graduação Stricto e Lato Sensu». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  21. «ICoNIoT celebra os bons resultados de universidades parceiras na Avaliação Quadrienal da CAPES 2025». INCT ICoNIoT — Universidade Estadual de Campinas. 5 de fevereiro de 2026. Consultado em 1 de setembro de 2026
  22. «Programa de Gerenciamento de Laboratórios Multiusuários». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  23. «UFF conquista aprovação de quatro novos INCTs». Universidade Federal Fluminense. 2 de julho de 2025. Consultado em 30 de agosto de 2026
  24. «Hospital Universitário Antônio Pedro». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  25. «Biblioteca Central do Gragoatá». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  26. «Editora da Universidade Federal Fluminense». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  27. 1 2 «Alimentação, transporte e moradia». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  28. «Moradia Estudantil». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  29. «Acessibilidade e inclusão». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  30. «MCTI empossa novo presidente do CNPq». Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Consultado em 1 de setembro de 2026
  31. «Nature's 10». Nature. 2019. Consultado em 1 de setembro de 2026
  32. «Roberto DaMatta». University of Illinois Urbana-Champaign. Consultado em 1 de setembro de 2026
  33. «Sidney Chalhoub». Universidade Estadual de Campinas. Consultado em 1 de setembro de 2026
  34. «Sidney Chalhoub». Harvard University. Consultado em 1 de setembro de 2026
  35. «Egressos da UFF assumem cargos de destaque no cenário nacional». Universidade Federal Fluminense. 5 de setembro de 2025. Consultado em 30 de agosto de 2026
  36. «Quem somos nós». Bradesco Relações com Investidores. Consultado em 30 de agosto de 2026
  37. «Bio». Heloisa Seixas. Consultado em 30 de agosto de 2026
  38. 1 2 «Curso de Cinema da UFF é patrimônio» (PDF). O Dia. 23 de setembro de 2020. Consultado em 30 de agosto de 2026
  39. «Eventos realizados: 2020–2016». Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  40. «Octavio Guedes». Memória Globo. Consultado em 30 de agosto de 2026
  41. 1 2 «Torben Grael: um campeão da vela focado na inclusão social». Universidade Federal Fluminense. 8 de agosto de 2016. Consultado em 1 de setembro de 2026
  42. «Martine Soffiatti Grael». Comitê Olímpico do Brasil. Consultado em 1 de setembro de 2026
  43. «Our International Office». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  44. «Políticas de sustentabilidade». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  45. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Rankings universitários — UFF». Universidade Federal Fluminense. Consultado em 30 de agosto de 2026
  46. 1 2 «Universidade Federal Fluminense». QS Top Universities. Consultado em 30 de agosto de 2026
  47. 1 2 «Fluminense Federal University Ranking 2026». Center for World University Rankings. Consultado em 30 de agosto de 2026

Bibliografia

[editar | editar código]
  • Vale, Nayara Galeno do (2022). História da Universidade Federal Fluminense: 60 anos. Niterói: Eduff. ISBN 978-65-5831-145-4 
  • Corte, Andréa Tello da; Martins, Ismênia de Lima (2010). 50 anos da Universidade Federal Fluminense: 1960–2010. Niterói: Eduff 
  • Paula, Maria de Fátima de (2008). A Universidade Federal Fluminense no cenário do estado do Rio de Janeiro. Florianópolis: Insular 
  • Nogueira, Denise Teixeira (2008). Universidade e Campus no Brasil: o caso da Universidade Federal Fluminense (Tese de Doutorado em Planejamento Urbano e Regional). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro 
  • Vieira, José Ribas (1985). A Universidade Federal Fluminense: de um projeto adiado à sua consolidação institucional; subsídios para uma interpretação. Niterói: STN/CEUFF 

Ligações externas

[editar | editar código]
O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Universidade Federal Fluminense