Ensino médio

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O ensino médio é um nível ou subsistema de ensino com características diferentes conforme o país. Em muitos países, corresponde à totalidade ou a parte do ensino secundário ministrado a adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos. Em outros países, contudo, pode corresponder a um nível de ensino pré-secundário ou pós-secundário.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Escola Estadual Alberto Giovannini, instituição pública de ensino médio em Coronel Fabriciano, Minas Gerais.

Até 1967, o ensino médio era dividido em três cursos e compreendia o curso científico, o curso normal e o curso clássico. Na sequência, resolveu-se mudar e chamar de curso "colegial", também dividido, sendo que os três primeiros anos eram iguais para todos e posteriormente quem quisesse fazer o antigo Normal e o Clássico, tinha de fazer mais um ano.

Desde 1996, no Brasil, corresponde ao ensino médio (antigamente chamado de segundo grau) a etapa do sistema de ensino equivalente à última fase da educação básica, cuja finalidade é o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, bem como a formação do cidadão para etapas posteriores da vida. [1]

A Lei n.º 9394, de 31 de dezembro de 1996, denominada Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), estabelece sua regulamentação específica e uma composição curricular mínima obrigatória.

O ensino médio dura três anos. O mínimo é de 2400 horas de aula ao longo de três anos. Os estudantes devem ter concluído o Ensino Fundamental antes de serem autorizados a inscrever-se no Ensino Médio. O ensino médio compreende a grade curricular em Português (incluindo o idioma Português e as literaturas portuguesa e brasileira), língua estrangeira (Inglês geralmente, também espanhol e francês hoje muito raramente), História, Geografia, Arte, Matemática, Física, Química, Educação física e Biologia. Recentemente Filosofia e Sociologia, que foram proibidos durante a ditadura militar (1964-1985), tornaram-se obrigatórios novamente.

Segundo o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)[2] de 2013, cujo resultado foi divulgado em setembro de 2014, o Ensino Médio no Brasil atingiu nota 3,7, abaixo da meta do Governo Brasileiro e da média dos países desenvolvidos (6,0). A taxa de reprovação e abandono beira os 30% no 1º ano e 1,7 milhão de jovens entre 15 a 17 anos – correspondente à faixa etária regular do Ensino Médio – estão fora da escola.[3][4][5]

É possível ter a formação técnica, através de cursos em diversas áreas. Esses cursos normalmente são iniciados durante o 2º e 3º anos do ensino médio, ou iniciados após o termino desses anos. Essas instituições têm geralmente uma maior quantidade de horas por semana. A instrução do curso técnico tem duração normalmente de um ano e meio a dois anos.[6]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, o ensino médio constituía o nível superior do ensino técnico-profissional, sendo um dos antecessores do atual ensino politécnico. A Lei de Bases do Sistema Educativo de 1973 (Reforma Veiga Simão) previa a extinção do ensino médio, transformando-o em ensino superior de curta duração.

Apesar da Reforma Veiga Simão não ter sido totalmente implementada em virtude da ocorrência da Revolução de 25 de abril de 1974, o ensino médio entrou em extinção em meados da década de 1970, quando da progressiva transformação dos seus estabelecimentos de ensino em escolas de ensino superior

Dividia-se em ensino médio industrial, em ensino médio comercial e em ensino médio agrícola. O primeiro era ministrado em institutos industriais e destinava-se a formar auxiliares de engenharia nas áreas de eletrotecnia e máquinas, construções civis e minas e química industrial. O ensino comercial destinava-se a formar auxiliares de administração e contabilistas, sendo ministrado em institutos comerciais. O terceiro destinava-se a preparar regentes agrícolas, sendo ministrado em escolas de regentes agrícolas. Existiram também institutos industriais e comerciais que ministravam tanto o ensino industrial como o comercial.

Este tipo de ensino entrou em extinção, a seguir ao 25 de abril de 1974, com a sucessiva transformação das suas escolas em estabelecimentos de ensino superior. As dificuldades surgidas com o desaparecimento do ensino médio levaram à criação do ensino politécnico onde acabaram por ser integradas as antigas escolas de ensino médio. O ensino médio foi definitivamente extinto em Portugal com a entrada em vigor da Lei de Bases do Sistema Educativo publicada em 1986.

Outros países[editar | editar código-fonte]

Na maioria dos países, onde o ensino médio existe com esta designação, o mesmo corresponde a um nível de ensino pré-secundário, aproximadamente correspondente aos 2º e 3º ciclos do ensino básico de Portugal ou aos cinco anos finais do ensino fundamental do Brasil. Normalmente, é ministrado a jovens com idades entre os 10 e os 16 anos. O ensino médio com estas caraterísticas existe em países como a Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, Itália, Lituânia, Países Baixos, Reino Unido e Turquia.

Em outros países contudo, o ensino médio corresponde a outros níveis de ensino. Em países como o Chile e a Hungria, o ensino médio corresponde aproximadamente ao ensino médio brasileiro ou ao ensino secundário português. Já na Islândia, o ensino médio tem caraterísticas semelhantes ao antigo ensino médio de Portugal, consistindo numa formação intermediária entre o ensino secundário e o ensino superior.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Como lidar com a etapa final da formação: http://educarparacrescer.abril.com.br/listas/ensino-medio-691727.shtml
  2. «Site Ofícial do Ideb (Inep/Mec)». 
  3. JÔNATAS DIAS LIMA (05/09/2014). «Ideb 2013: Ensino médio piora em 16 estados e fica abaixo da meta prevista pelo governo». Jornal Gazeta do Povo. Consultado em 24/09/2014. 
  4. MAURI KÖNIG E BRUNA KOMARCHESQUI (01/07/2014). «Educação: Exclusão na pré-escola afeta também o ensino médio». Jornal Gazeta do Povo. Consultado em 24/09/2014. 
  5. JACIR J. VENTURI (11/09/2014). «O ensino médio continua ruim, mas pode melhorar». Jornal Gazeta do Povo. Consultado em 24/09/2014. 
  6. «Cursos técnicos são o caminho mais rápido para o mercado de trabalho». Jornal Hoje. G1. 17 de maio de 2010. Consultado em 1 de junho de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]