Educação de adultos

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O acesso a bibliotecas é chave na educação para adultos.

A educação para adultos é o tipo de educação orientado para adultos que completaram ou abandonaram a educação formal. É uma prática em que adultos se envolvem em atividades sistemáticas e sustentadas de autoeducação a fim de obter novas formas de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores.[1]

Pode significar qualquer forma de aprendizagem de adultos que envolve, além da escolarização tradicional, a alfabetização básica para a realização pessoal.[2] Em particular, a educação de adultos reflete uma filosofia específica sobre aprendizagem e ensino com base no pressuposto de que os adultos podem e querem aprender, que são capazes e dispostos a assumir a responsabilidade por sua aprendizagem e que a própria aprendizagem deve responder às suas necessidades.[3]

Para mais, é importante a criação de ambientes que possibilite reflexões e o reconhecimento das inúmeras circunstâncias que atravessam estes sujeitos e suas subjetividades individual e social para propiciar a aprendizagem e legitimar seus processos criativos.[4]

A educação é um dos direitos assegurados pela Declaração Universal de Direitos Humanos (1948) no artigo XXVI: "Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais". Esse direito também está presente na Constituição da República Federativa do Brasil (1988), que assegura em seu Artigo 208, modificado pela Emenda Constitucional n° 59, de 2009 que é dever do Estado garantir "educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria".

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O pedagogo Paulo Freire[5] desenvolveu importantes estudos sobre a educação que culminaram numa modalidade de ensino específico para o público adulto no Brasil, conhecida como "Educação de Jovens e Adultos (EJA)". Essa política é construída com recursos financeiros próprios para a modalidade, além das especificidades das relações de ensino-aprendizagem, criação de material didático e formação específica e continuada de professores. Contudo, essa política, assim como outras, é marcada por avanços e retrocessos, passando na atualidade por uma desvalorização. [6]

A EJA é caracterizada por atender pessoas jovens, adultas e idosas que não acessaram ou finalizaram a escolarização da Educação Básica, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é o documento-base para a estruturação curricular, para evitar o risco de deixar os estudantes da EJA sem possibilidades de se profissionalizar ou cursar o Ensino Superior.[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Merriam, Sharan, B. & Brockett, Ralph, G.. The Profession and Practice of Adult Education: An Introduction. Jossey-Bass, 2007, p. 7.
  2. «What is adult education» 
  3. «Adult Education». The Canadian Encyclopedia 
  4. Azambuja, Isabella Kessler de; Rozek, Marlene (5 de outubro de 2020). «Educação de jovens e adultos, aprendizagem e criatividade: um estudo de caso». Universidade de Brasília. Revista Linhas Críticas. 26: e29207. Consultado em 22 de março de 2022 
  5. FREIRE, Paulo (2011). Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra 
  6. Ceratti, Márcia (2007). «POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS» (PDF). Gestão Escolar. Consultado em 2 de maio de 2018 
  7. Araújo, Gilvan Charles Cerqueira de; Silva, Leda Regina Bitencourt da; Sena, Lilian Cristina da Ponte e Sousa (14 de agosto de 2020). «A Educação de Jovens e Adultos e a BNCC do Ensino fundamental». Linhas Críticas.: e30582–e30582. ISSN 1981-0431. doi:10.26512/lc.v26.2020.30582. Consultado em 24 de março de 2022