Curso superior de tecnologia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a incoerências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde fevereiro de 2018). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a coerência e o rigor deste artigo.

Curso superior de tecnologia (CST), ou graduação tecnológica, constitui um tipo de curso da educação superior do sistema de educação profissional brasileiro.[1][2] Trata-se de cursos de graduação que conferem o grau de tecnólogo ao seu concluinte.[1]

Sendo parte da educação profissional, são cursos cuja vocação é atender a demandas específicas do mercado de trabalho. Os primeiros cursos de tecnologia datam da década de 1970 e hoje são ministrados em todo o Brasil, tanto em instituições públicas como em instituições privadas.

Os cursos superiores de tecnologia são abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente,[1][2] abrangendo os diversos setores da economia. Os graduados nestes cursos denominam-se tecnólogos e são profissionais de nível superior, especializados em segmentos de uma ou mais áreas profissionais com predominância de uma delas.

Este tipo de curso é autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) e, assim como os bacharelados e licenciaturas, confere diplomas de graduação, possibilitando a continuidade dos estudos em especialização (lato sensu) e pós-graduação (stricto sensu).

Nem todo concurso público de nível superior aceita inscritos com nível tecnológico, apesar de ser legalmente reconhecido como tal, justamente pela duração menor que a de cursos "tradicionais". A pessoa interessada em prestar concurso deve consultar o edital para ter a informação específica.[3]

As Faculdades Tecnológicas são aquelas que formam tecnólogos.

Em muitos países, os tecnólogos tecnologistas são cientistas ou engenheiros que se especializam em determinada tecnologia. Em outros, porém, existe distinção estabelecida através de leis entre os que tenham sido graduadas e os que tenham trabalhado neste campo para receber este título.

No Brasil, o tecnólogo é o profissional de nível superior formado em um curso superior de tecnologia.[4][5]

Essa modalidade de graduação visa formar especialistas para atender campos específicos do mercado de trabalho.[4][6]

O curso superior de tecnologia é de foco acadêmico específico. Por essa razão, o campo de atuação do tecnólogo limita-se a especificidade de sua formação. Dentro de sua especialidade, porém, o tecnólogo é pleno. O curso superior de tecnologia possibilita aos egressos dar continuidade em seus estudos cursando a pós-graduação[7] lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado).[8]

Além disso, os tecnólogos podem se candidatar a cargos públicos[9] e privados em que a exigência seja ter o nível superior completo.[10][11]

Requisitos acadêmicos[editar | editar código-fonte]

A graduação tecnológica situa-se no contexto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, que propôs a Reforma da Educação Profissional e, dessa forma, passou a organizá-la como modalidade capaz de perpassar os níveis básico e superior da Educação. Portanto, é oficializada pelo Ministério da Educação (MEC) e possui Diretrizes Curriculares Nacionais aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação.

Habilidades[editar | editar código-fonte]

A Graduação do tipo tecnológica habilita o seu titular a ser um tecnólogo, i.e., mão-de-obra especializada em diversas áreas do conhecimento, voltado a diversos segmentos de negócio - comércio, indústria e serviços. É oferecida igualmente por universidades ou faculdades e sua duração varia entre 1600 a 2400 horas, de acordo com a área.

Classificação e registro profissional[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os Conselhos Regionais de Administração (CRA), conforme as normas do Conselho Federal de Administração (CFA),[12][13] e os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (CREA), conforme as normas do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA),[14] fazem o registro profissional dos tecnólogos especializados nas respectivas áreas profissionais. Ambos fazem o registro legal da profissão e emitem a carteira profissional para todos aqueles que tenham concluído o curso superior de tecnólogo, conforme a área de atuação profissional.

Atualmente, o tecnólogo possui 100 títulos profissionais catalogados na Classificação Brasileira de Ocupações. A Classificação Brasileira de Ocupações - CBO, instituída por portaria ministerial nº. 397, de 9 de outubro de 2002, tem por finalidade a identificação das ocupações no mercado de trabalho, para fins classificatórios junto aos registros administrativos e domiciliares.[15] Os efeitos de uniformização pretendida pela Classificação Brasileira de Ocupações são de ordem administrativa e não se estendem as relações de trabalho. Já a regulamentação da profissão, diferentemente da CBO é realizada por meio de lei, cuja apreciação é feita pelo Congresso Nacional, por meio de seus Deputados e Senadores , e levada à sanção do Presidente da República.[16]

Legislação[editar | editar código-fonte]

Embora já um decreto-lei de 1946 tenha regulamentado a profissão de técnico de grau superior (Decreto-Lei 8.620, de 10 de janeiro de 1946),[17] as primeiras experiências práticas de cursos superiores de tecnologia surgiram, no âmbito do Sistema Federal de Ensino e do setor privado e público, em São Paulo, no final dos anos 60 e início dos 70. O primeiro curso superior de tecnologia a funcionar no Brasil, em 1969, foi o de Construção Civil, nas modalidades: Edifícios, Obras Hidráulicas e Pavimentação da Fatec, em São Paulo, reconhecido pelo MEC em 1973.[18]

A Lei 9 394, de 20 de dezembro de 1996,[19] que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, classifica a graduação tecnológica como parte da educação profissional.

O Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, assevera que os cursos de nível superior tecnológico conduzem à diplomação após sua conclusão e deverão ser estruturados para atender a diferentes setores da economia, abrangendo áreas especializadas, e conferirão diploma de Tecnólogo.[20]

Atualmente no sistema CONFEA/CREA as atribuições dos Tecnólogos são regulamentadas pela Resolução n. 313/86 do CONFEA (http://normativos.confea.org.br/ementas/visualiza.asp?idEmenta=361&idTiposEmentas=5&Numero=313&AnoIni=1986&AnoFim=1986&PalavraChave=&buscarem=conteudo&vigente=)

Histórico[editar | editar código-fonte]

As primeiras experiências de cursos superiores de tecnologia (engenharias de operação e cursos de formação de tecnólogos, ambos com três anos de duração) surgiram, no âmbito do sistema federal de ensino e do setor privado e público, em São Paulo, no final dos anos 60 e início dos anos 70.[6] O primeiro curso superior de tecnologia a funcionar no Brasil, em 1969, foi o de Construção Civil, nas modalidades: Edifícios, Obras Hidráulicas e Pavimentação da Fatec em São Paulo, reconhecido pelo MEC em 1973. Os cursos de formação de tecnólogos passaram por uma fase de crescimento durante os anos 70. Os cursos de engenharia de operação foram extintos em 1977.[5] Em 1979, o MEC mudou sua política de estímulo à criação de cursos de formação de tecnólogos nas instituições públicas federais e a partir dos anos 80 muitos desses cursos foram extintos no setor público e o crescimento de sua oferta passou a ser feito através de instituições privadas. Em 1988, 53 instituições de ensino ofertavam cursos superiores de tecnologia (nova denominação a partir de 1980) sendo aproximadamente 60% pertencentes ao setor privado. Dos 108 cursos ofertados então, 65% eram no setor secundário, 24%, no setor primário e os 11% restantes, no setor terciário. Em 1995, o país contava com 250 cursos superiores de tecnologia, na sua maioria ofertados pelo setor privado – mais da metade na,área da computação.[5]

A partir de 1998 os cursos superiores de tecnologia ressurgiram, com nova legislação, como uma das principais respostas do setor educacional às necessidades e demandas da sociedade brasileira. Em 1998 eles representavam 5% do total de matriculas da graduação, o que é pouco se comparado com os EUA (quase 50%, em 2000). Neste ano(2000), o Brasil dispunha de 554 cursos superiores de tecnologia, com 104 mil alunos (70% até 24 anos, 24% de 25 a 34 anos, 6% com 35 anos ou mais). Destes, 32% eram de Processamento de Dados; 14%, de Turismo; 11%, de Secretariado Executivo; 7%, de Análise de Sistemas; 5%, de Zootecnia e 31%, de outras modalidades. Existiam 70 modalidades diferentes sendo ofertadas em todas as áreas profissionais.[6]

Desde 1998, os cursos superiores de tecnologia tem sido os que mais crescem no número de matriculas no Brasil. O número de cursos tecnológicos passou de 258 em 1998 para 4.355 em 2008, aumento de mais de 1.200% em uma década, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas - INEP. No mesmo período, a totalidade dos cursos de graduação teve um crescimento (bacharelado e licenciatura) bem inferior, em torno de 250%. O número de matriculados nos cursos tecnológicos também cresceu no mesmo período, de 63.046 para 287.727, ou seja, 426%. (MEC/INEP, 2009).[21]

Projeto de lei (PL 2.245/2007)[editar | editar código-fonte]

Em 2007, o deputado federal Reginaldo Lopes propôs o Projeto de Lei nº 2.245, com o objetivo de regulamentar a profissão de Tecnólogo, nas modalidades relacionadas no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia do Ministério da Educação (MEC). Em síntese, a proposição determina as atribuições dos Tecnólogos (art. 2º); a possibilidade de o profissional responsabilizar-se, tecnicamente, por pessoa jurídica (art. 3º); a reserva da denominação de Tecnólogo aos profissionais legalmente habilitados na forma da legislação vigente (art. 4º); a atribuição dos Conselhos Federais e Regionais de fiscalização do exercício profissional da respectiva área e a atribuição do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para efetivar o registro profissional dos Tecnólogos (arts. 5º e 6º, respectivamente).[22]

Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia[editar | editar código-fonte]

O Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia[23][24] do Ministério da Educação disciplina a oferta desses cursos. A terceira edição do Catálogo, de 2016, traz 134 denominações de Cursos Superiores de Tecnologia em treze eixos tecnológicos: Ambiente e Saúde; Controle e Processos Industriais; Desenvolvimento Educacional e Social; Gestão e Negócios; Informação e Comunicação; Infraestrutura; Militar; Produção Alimentícia; Produção Cultural e Design; Produção Industrial; Recursos Naturais; Segurança; Turismo, Hospitalidade e Lazer.

Com o propósito de aprimorar e fortalecer os cursos superiores de tecnologia e em cumprimento ao Decreto n° 5.773/06, o Ministério da Educação do governo brasileiro elaborou o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia como um guia para referenciar estudantes, educadores, instituições ofertantes, sistemas e redes de ensino, entidades representativas de classes, empregadores e o público em geral.[carece de fontes?]

Com o propósito de aprimorar e fortalecer os Cursos Superiores de Tecnologia (CST), o Ministério da Educação encarrega–se, periodicamente, da atualização do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST). Essa atualização, prevista no art. 5º, § 3º, inciso VI do Decreto nº 5.773/2006,[25] e na Portaria nº 1.024/2006,[26] é imprescindível para assegurar que a oferta desses cursos e a formação dos tecnólogos acompanhem a dinâmica do setor produtivo e as demandas da sociedade.[27]

É importante destacar que o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, na medida em que relaciona os cursos superiores de tecnologia, trazendo informações essenciais sobre o perfil profissional do tecnólogo e sobre a organização da oferta do curso, visa, por um lado, subsidiar os procedimentos de regulatórios referentes aos CST e, por outro, orientar estudantes, educadores, sistemas e redes de ensino, instituições ofertantes, entidades representativas de classe, empregadores e o público em geral acerca desses cursos.[23]

Lista[editar | editar código-fonte]

Dentro do catálogo os cursos estão divididos nas seguintes áreas:[carece de fontes?]

  • Agropecuária - Recursos Pesqueiros
  • Artes - Comunicação - Design
  • Comércio - Gestão
  • Construção Civil - Geomática - Transportes
  • Indústria - Química - Mineração
  • Informática - Telecomunicações e Sistemas da Informação
  • Meio Ambiente - Tecnologia da Saúde
  • Turismo e Hospitalidade - Lazer e Desenvolvimento Social

Ambiente e Saúde

Controle e Processos Industriais

Desenvolvimento Educacional e Social

  • Curso Superior de Tecnologia em Processos Escolares

Gestão e Negócios

Informação e Comunicação

Infraestrutura

  • Curso Superior de Tecnologia em Agrimensura
  • Curso Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios
  • Curso Superior de Tecnologia em Controle de Obras
  • Curso Superior de Tecnologia em Estradas
  • Curso Superior de Tecnologia em Geoprocessamento
  • Curso Superior de Tecnologia em Gestão Portuária
  • Curso Superior de Tecnologia em Material de Construção
  • Curso Superior de Tecnologia em Obras Hidráulicas
  • Curso Superior de Tecnologia em Pilotagem Profissional de Aeronaves
  • Curso Superior de Tecnologia em Sistemas de Navegação Fluvial
  • Curso Superior de Tecnologia em Transporte Aéreo
  • Curso Superior de Tecnologia em Transporte Terrestre

Militar

  • Curso Superior de Tecnologia em Artilharia
  • Curso Superior de Tecnologia em Cavalaria
  • Curso Superior de Tecnologia em Comunicações Aeronáuticas
  • Curso Superior de Tecnologia em Construções Militares
  • Curso Superior de Tecnologia em Fotointeligência
  • Curso Superior de Tecnologia em Gerenciamento de Tráfego Aéreo
  • Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Comunicações Militares
  • Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Manutenção Aeronáutica
  • Curso Superior de Tecnologia em Infantaria
  • Curso Superior de Tecnologia em Meteorologia Aeronáutica
  • Curso Superior de Tecnologia em Sistemas de Armas

Produção Alimentícia

  • Curso Superior de Tecnologia em Agroindústria
  • Curso Superior de Tecnologia em Alimentos
  • Curso Superior de Tecnologia em Laticínios
  • Curso Superior de Tecnologia em Processamentos de Carnes
  • Curso Superior de Tecnologia em Produção de Cacau e Chocolate
  • Curso Superior de Tecnologia em Produção de Cachaça
  • Curso Superior de Tecnologia em Viticultura e Enologia

Produção Cultural e Design

Produção Industrial

Recursos Naturais

  • Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia
  • Curso Superior de Tecnologia em Apicultura e Meliponicultura
  • Curso Superior de Tecnologia em Aquicultura
  • Curso Superior de Tecnologia em Beneficiamento de Minérios
  • Curso Superior de Tecnologia em Cafeicultura
  • Curso Superior de Tecnologia em Explotação Recursos Minerais
  • Curso Superior de Tecnologia em Fruticultura
  • Curso Superior de Tecnologia em Gestão do Agronegócio
  • Curso Superior de Tecnologia em Horticultura
  • Curso Superior de Tecnologia em Irrigação e Drenagem
  • Curso Superior de Tecnologia em Mineração
  • Curso Superior de Tecnologia em Produção de Grãos
  • Curso Superior de Tecnologia em Produção Pesqueira 
  • Curso Superior de Tecnologia em Rochas Ornamentais
  • Curso Superior de Tecnologia em Silvicultura

Segurança

  • Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Segurança Privada
  • Curso Superior de Tecnologia em Investigação e Perícia Judicial
  • Curso Superior de Tecnologia em Segurança no Trabalho
  • Curso Superior de Tecnologia em Segurança no Trânsito
  • Curso Superior de Tecnologia em Segurança Pública
  • Curso Superior de Tecnologia em Serviços Penais

Turismo, Hospitalidade e Lazer

Ambiente e Saúde[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de AMBIENTE E SAÚDE compreende tecnologias associadas à melhoria da qualidade de vida, à preservação e utilização da natureza, desenvolvimento e inovação do aparato tecnológico de suporte e atenção à saúde. Abrange ações de proteção e preservação dos seres vivos e dos recursos ambientais, da segurança de pessoas e comunidades, do controle e avaliação de risco e programas de educação ambiental. Tais ações vinculam–se ao suporte de sistemas, processos e métodos utilizados na análise, diagnóstico e gestão, provendo apoio aos profissionais da saúde nas intervenções e no processo saúde—doença de indivíduos, bem como propondo e gerenciando soluções tecnológicas mitigadoras e de avaliação e controle da segurança e dos recursos naturais. Pesquisa e inovação tecnológica, constante atualização e capacitação, fundamentadas nas ciências da vida, nas tecnologias físicas e nos processos gerenciais, são características comuns deste eixo.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: biossegurança, leitura e produção de textos técnicos; raciocínio lógico; ciência, tecnologia e inovação; investigação tecnológica; empreendedorismo; prospecção mercadológica e marketing; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação e políticas públicas; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; gestão da qualidade; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional.[23]

Controle e Processos Industriais[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de CONTROLE E PROCESSOS INDUSTRIAIS compreende tecnologias associadas à infraestrutura e processos mecânicos, elétricos e eletroeletrônicos, em atividades produtivas. Abrange proposição, instalação, operação, controle, intervenção, manutenção, avaliação e otimização de múltiplas variáveis em processos, contínuos ou discretos.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; estatística e raciocínio lógico; ciência, tecnologia e inovação; investigação tecnológica; empreendedorismo; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; gestão da qualidade e produtividade; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional. Os principais cursos são:[23]

  • Automação Industrial
  • Eletrônica Industrial
  • Eletrotécnica Industrial
  • Energias Renováveis
  • Gestão da Produção Industrial
  • Manutenção de Aeronaves
  • Manutenção Industrial
  • Mecânica de Precisão
  • Mecatrônica Industrial
  • Processos Metalúrgicos
  • Refrigeração e Climatização
  • Sistemas Automotivos
  • Sistemas Elétricos
  • Soldagem

Desenvolvimento Educacional e Social[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL E SOCIAL compreende tecnologias relacionadas a atividades sociais e educativas. Abrange planejamento, execução, controle e avaliação de ações sociais e educativas; construção de hábitos saudáveis de preservação e manutenção de ambientes e patrimônios, de respeito às diferenças interculturais e de promoção de inclusão social; integração de indivíduos na sociedade; e a melhoria de qualidade de vida.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; estatística e raciocínio lógico; ciência e tecnologia; tecnologias sociais, empreendedorismo, cooperativismo e associativismo; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação e políticas públicas; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional[23]

  • Processos Escolares

Gestão e Negócios[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de GESTÃO E NEGÓCIOS compreende tecnologias associadas a instrumentos, técnicas, estratégias e mecanismos de gestão. Abrange planejamento, avaliação e gestão de pessoas e de processos referentes a negócios e serviços presentes em organizações e instituições públicas ou privadas, de todos os portes e ramos de atuação; busca da qualidade, produtividade e competitividade; utilização de tecnologias organizacionais; comercialização de produtos; e estratégias de marketing, logística e finanças.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; estatística e raciocínio lógico; línguas estrangeiras; ciência e tecnologia; tecnologias sociais e empreendedorismo; prospecção mercadológica e marketing; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissionais.[23]

Informação e Comunicação[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO compreende tecnologias relacionadas à infraestrutura e aos processos de comunicação e processamento de dados e informações. Abrange concepção, desenvolvimento, implantação, operação, avaliação e manutenção de sistemas e tecnologias relacionadas à informática e às telecomunicações; especificação de componentes ou equipamentos; suporte técnico; procedimentos de instalação e configuração; realização de testes e medições; utilização de protocolos e arquitetura de redes; identificação de meios físicos e padrões de comunicação; desenvolvimento de sistemas informatizados; e tecnologias de comutação, transmissão e recepção de dados.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; estatística e raciocínio lógico; ciência, tecnologia e inovação; investigação tecnológica; empreendedorismo; desenvolvimento interpessoal; legislação; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; gestão da qualidade; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional.[23]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de INFRAESTRUTURA compreende tecnologias relacionadas à construção civil e ao transporte. Abrange planejamento, operação, manutenção, proposição e gerenciamento de soluções tecnológicas para obras civis, topografia, geotécnica, hidráulica, recursos hídricos, saneamento, transporte de pessoas e bens e controle de trânsito e tráfego. A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; estatística e raciocínio lógico; desenho técnico; ciência, tecnologia e inovação; investigação tecnológica; empreendedorismo; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; gestão da qualidade e produtividade; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional.[23]

  • Agrimensura
  • Construção de Edifícios
  • Controle de Obras[28]
  • Estradas
  • Geoprocessamento
  • Gestão Portuária
  • Material de Construção
  • Obras Hidráulicas
  • Pilotagem Profissional de Aeronaves
  • Sistemas de Navegação Fluvial
  • Transporte Aéreo
  • Transporte Terrestre

Militar[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico MILITAR compreende tecnologias relacionados à infraestrutura e processos de formação do militar, como elemento integrante das organizações militares que contribuem para o cumprimento da missão constitucional das Forças Armadas - Marinha do Brasil, Aeronáutica e Exército - de defesa da Pátria e a garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem. Abrange apoio e preparo de pessoal, operações, logística, manutenção, suprimento, armazenamento, informações, controle do espaço aéreo e controle aéreo de operações navais e terrestres, necessários à condução das atividades militares. A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; estatística e raciocínio lógico; ciência e tecnologia; segurança e defesa, civismo; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional. O acesso aos cursos requer o ingresso na carreira militar mediante concurso público.[23]

  • Artilharia
  • Cavalaria
  • Comunicações Aeronáuticas
  • Construções Militares
  • Fotointeligência
  • Gerenciamento de Tráfego Aéreo
  • Gestão de Comunicações Militares
  • Gestão e Manutenção Aeronáutica
  • Infantaria
  • Meteorologia Aeronáutica
  • Sistemas de Armas

Produção Alimentícia[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de PRODUÇÃO ALIMENTÍCIA compreende tecnologias relacionadas ao beneficiamento e à industrialização de alimentos e de bebidas. Abrange planejamento, operação, implantação e gerenciamento de processos físicos, químicos e biológicos de elaboração ou industrialização de produtos de origem vegetal e animal; aquisição e otimização de máquinas e implementos; análise sensorial; controle de insumos e produtos; controle fitossanitário; distribuição e comercialização.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; raciocínio lógico; ciência, tecnologia e inovação; investigação tecnológica; tecnologias sociais, empreendedorismo, cooperativismo e associativismo; prospecção mercadológica e marketing; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; gestão da qualidade e produtividade; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional.[23]

  • Agroindústria
  • Alimentos
  • Laticínios
  • Processamento de Carnes
  • Produção de Cacau e Chocolate
  • Produção de Cachaça
  • Viticultura e Enologia

Produção Cultural e Design[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de PRODUÇÃO CULTURAL E DESIGN compreende tecnologias relacionadas com representações, linguagens, códigos e projetos de produtos, mobilizadas de forma articulada às diferentes propostas comunicativas aplicadas. Abrange criação, desenvolvimento, produção, edição, difusão, conservação e gerenciamento de bens culturais e materiais, ideias e entretenimento aplicadas em multimeios, objetos artísticos, rádio, televisão, cinema, teatro, ateliês, editoras, vídeo, fotografia, publicidade e projetos de produtos industriais.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; raciocínio lógico e estético; ciência e tecnologia; tecnologias sociais, empreendedorismo, cooperativismo e associativismo; prospecção mercadológica e marketing; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação e políticas públicas; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; gestão da qualidade; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional.[23]

Produção Industrial[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de PRODUÇÃO INDUSTRIAL compreende tecnologias relacionadas a sistemas de produção, técnicas e tecnologias de processos físico-químicos e relacionados à transformação de matéria-prima e substâncias, integrantes de linhas de produção. Abrange planejamento, instalação, operação, controle e gerenciamento de tecnologias industriais; programação e controle da produção; operação do processo; gestão da qualidade; controle de insumos; e aplicação de métodos e rotinas.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; raciocínio lógico; ciência, tecnologia e inovação; investigação tecnológica; empreendedorismo, cooperativismo e associativismo; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; gestão da qualidade e produtividade; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional.[23]

  • Biocombustíveis
  • Cerâmica
  • Construção Naval
  • Fabricação Mecânica
  • Papel e Celulose
  • Petróleo e Gás
  • Polímeros
  • Processos Químicos
  • Produção de Vestuário
  • Produção Gráfica
  • Produção Joalheira
  • Produção Moveleira
  • Produção Sucroalcooleira
  • Produção Têxtil

Recursos Naturais[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de RECURSOS NATURAIS compreende tecnologias relacionadas à extração e produção animal, vegetal, mineral, aquícola e pesqueira. Abrange prospecção, avaliação técnica e econômica, planejamento, extração, cultivo e produção de recursos naturais e utilização de tecnologias de máquinas e implementos.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; raciocínio lógico; ciência, tecnologia e inovação; investigação tecnológica; tecnologias sociais, empreendedorismo, cooperativismo e associativismo; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação e políticas públicas; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; gestão da qualidade; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional.[23]

Segurança[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de SEGURANÇA compreende tecnologias relacionadas à infraestrutura e aos processos de prevenção e proteção de indivíduos e patrimônio. Abrange segurança pública, segurança privada, defesa social e civil e segurança do trabalho.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; raciocínio lógico; ciência e tecnologia e inovação; empreendedorismo; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; cidadania e direitos humanos; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; e ética profissional.[23]

Turismo, Hospitalidade e Lazer[editar | editar código-fonte]

O eixo tecnológico de TURISMO, HOSPITALIDADE E LAZER compreende tecnologias relacionadas aos processos de recepção, viagens, eventos, gastronomia, serviços de alimentação e bebidas, entretenimento e interação. Abrange planejamento, organização, operação e avaliação de produtos e serviços inerentes ao turismo, hospitalidade e lazer, integradas ao contexto das relações humanas em diferentes espaços geográficos e dimensões socioculturais, econômicas e ambientais.[23]

A organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: leitura e produção de textos técnicos; raciocínio lógico; historicidade e cultura; línguas estrangeiras; ciência, tecnologia e inovação; tecnologias sociais, empreendedorismo, cooperativismo e associativismo; prospecção mercadológica e marketing; tecnologias de comunicação e informação; desenvolvimento interpessoal; legislação; normas técnicas; saúde e segurança no trabalho; gestão da qualidade; responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental; qualidade de vida; ética profissional.[23]

Referências

  1. a b c Cristina Guimarães Gomes e Elzira Lúcia de Oliveira (2006). «Curso superior de tecnologia como instrumento de inserção no mercado de trabalho regional : O caso do Norte Fluminense» (PDF). Universidade Estadual de Campinas + Associação Brasileira de Estudos Populacionais. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 9 de março de 2017 
  2. a b Marisa Brandão (Outubro de 2006). «Cursos superiores de tecnologia : democratização no acesso ao ensino superior ?» (PDF). 29ª Reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 9 de março de 2017 
  3. Lia Salgado (27 de outubro de 2010). «Tecnólogo pode disputar concurso para nível superior? Tire dúvidas». G1 Concursos e Emprego. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada em 7 de agosto de 2016 
  4. a b Lucília Regina de Souza Machado (2008). «O Profissional Tecnólogo e sua Formação» (PDF). Revista da RET - Rede de Estudos do Trabalho (v. Ano II, p. 20). Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 9 de março de 2017 
  5. a b c «PARECER CNE/CES Nº 436/2001 - Trata de Cursos Superiores de Tecnologia – Formação de Tecnólogos» (PDF). Conselho Nacional de Educação do Brasil. 2001. Consultado em 28 de junho de 2015 
  6. a b c MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (5 de abril de 2001). «PARECER CNE/CES 436/2001 - HOMOLOGADO» (PDF). Consultado em 28 de junho de 2015 
  7. «Diploma dos tecnólogos vale para concurso e pós-graduação» 
  8. Ministério da Educação. «CNE 436» (PDF). 9 
  9. «Posso concorrer a uma vaga em concursos públicos com diploma de tecnólogo?» 
  10. Lia Salgado (27 de outubro de 2010). «Tecnólogo pode disputar concurso para nível superior? Tire dúvidas». G1 Concursos e Emprego. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada em 7 de agosto de 2016 
  11. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. «Posso concorrer a uma vaga em concursos públicos com diploma de tecnólogo?». Consultado em 28 de junho de 2015 
  12. Guia de Orientação profissional do TECNÓLOGO em determinada área da Administração
  13. Registro profissional de Tecnólogo no Conselho Regional de Administração (CRA)
  14. Tabela de Títulos Profissionais do CREA/CONFEA Resolução 473/02 de 11/12/2009
  15. Ministério do Trabalho e Emprego (9 de outubro de 2002). «Portaria nº 397, de 09 de outubro de 2002». Consultado em 28 de maio de 2015 
  16. Ministério do Trabalho e Emprego. «CBO - Classificação Brasileira de Ocupações». Consultado em 28 de junho de 2015 
  17. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos (10 de janeiro de 1946). «DECRETO-LEI No 8.620, DE 10 DE JANEIRO DE 1946». Consultado em 28 de junho de 2015 
  18. «Seminário destaca formação do tecnólogo aliada ao mercado» 
  19. Presidência da República (20 de dezembro de 1996). «LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996» 
  20. «D5154». www.planalto.gov.br. Consultado em 19 de maio de 2017 
  21. MARIO CESAR JUCÁ; PAULO JORGE DE OLIVEIRA; ROMILDO JOSÉ DE SOUZA. «Cursos Superiores Tecnológicos: um avanço na educação superior no Brasil.» (PDF). UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Consultado em 28 de junho de 2015 
  22. Câmara dos Deputados, Palácio do Congresso Nacional - Praça dos Três Poderes - Brasília - DF (26 de maio de 2015). «Projetos de Leis e Outras Proposições - PL 2245/2007». Consultado em 28 de junho de 2015 
  23. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (2016). Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. Brasília: Ministério da Educação. 194 páginas. Consultado em 25 de maio de 2017.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  24. «Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia» 
  25. «DECRETO Nº 5.773, DE 9 DE MAIO DE 2006 - Dados da Norma - Portal Câmara dos Deputados». www2.camara.leg.br. Consultado em 25 de maio de 2017 
  26. ABMES. «Portaria MEC nº 1.024 | ABMES». ABMES - Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior. Consultado em 25 de maio de 2017 
  27. «Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia» 
  28. «Tecnólogo em controle de obras é reconhecido pelo Confea» 
  29. «Quatro novos cursos são reconhecidos pelo MEC» 
  30. «Curso de tecnólogo em mineração é incluído no Catálogo Nacional» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]