Engenharia de produção

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Engenharia de produção é uma área derivada da Engenharia mecânica que se ocupa da linha de produção. Linha de produção se entende por uma forma de produção em série, onde vários operários, com ajuda de máquinas ou não, especializados em diversas funções específicas e repetitivas, trabalhando em sequencia, para a produção de um produto [1]. Portanto a Engenharia de Produção se dedica à concepção, melhoria e implementação de sistemas que envolvem pessoas, materiais, informações, equipamentos, energia e maiores conhecimentos e habilidades dentro de uma linha de produção. [2]. No Brasil a profissão ganhou mais abrangência e o profissional acaba atuando em áreas como Recursos Humanos e Financeira[3], embora seja mais preparado para projetos de linha de produção e logística devido à ampla formação em ciências exatas. [4]

História[editar | editar código-fonte]

Antiga linha de produção da Ford

Durante o século XVIII a "revolução industrial" mudava a forma de organizar a produção. As inovações de então não estavam restritas à técnica e à tecnologia, mas também à organização do trabalho. A relação do homem com o trabalho transformava-se, ao fim do processo dessa primeira industrialização chegava o fim do capitalismo mercantilista, cuja produção era organizada em ofícios. Com o paulatino progresso do setor industrial à época, surgia a necessidade latente de organizar e administrar complexos sistemas de produção. Latência essa que se agravou com a Segunda Revolução Industrial e seus avanços tecnológicos. A tarefa de analisar o trabalho para racionalizá-lo, contudo, seria feito apenas no início do século XX. O berço da disciplina foi a indústria metal-mecânica. Em sua origem, tomou forma com o nome de engenharia industrial e foi preconizada por F.W. Taylor, Frank e Lillian Gilbreth, Henry Gantt, Walter A. Shewhart, Henry Fayol, dentre outros. Para mais tarde, com o advento da produção em massa, difundida por Henry Ford, e posteriormente a produção enxuta, concebida por Taichii Ohno dentro da Toyota, para que a Engenharia Industrial ganhasse grande destaque mundial.


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No Brasil, desenvolveu-se com o nome de engenharia de produção, a partir de 1950. Outros fatores como o recente desenvolvimento japonês e a adoção da temática da qualidade e produtividade como pontos centrais nas empresas e organizações privadas, públicas, industriais, serviços e de governos, consolidaram essa difusão.

Como nasceu dentro da engenharia mecânica, a engenharia de produção se dedicou inicialmente às dimensões físicas dos sistemas produtivos. Na década de setenta, notou-se mesmo no Brasil, que os conceitos e métodos próprios da engenharia de produção ganharam notável desenvolvimento e tornaram-se independentes de qualquer área tecnológica sendo aplicada a todas as áreas clássicas das engenharias. A engenharia de produção é uma habilitação específica aplicável a qualquer uma das seis grandes áreas da engenharia. Assim, existem cursos de engenharia de produção (envolvendo todas as seis grandes áreas), engenharia de produção civil, engenharia de produção mecânica (algumas vezes chamada de engenharia de manufatura), engenharia de produção elétrica, engenharia de produção metalúrgica, engenharia de produção de minas, engenharia de produção química, etc.

O curso de engenharia de produção da Universidade Federal do Rio de Janeiro ao lado do curso similar da Escola Politécnica da USP, é pioneiro no país, tendo servido para o efetivo desenvolvimento da engenharia de produção no pais, além de ter sido, e de ser, modelo para a implantação de diversos cursos congêneres em outras universidades. Na UFRJ, o curso de engenharia de produção foi aprovado por seu Conselho Universitário em 22 de abril de 1971 como curso de engenharia de produção. Teve sua primeira turma iniciando o ciclo profissional no primeiro semestre de 1971. Quando esta turma estava por finalizar seu curso, no segundo semestre de 1973, foi aprovado pelo Conselho Federal de Educação do MEC (em 25 de janeiro de 1974) o currículo mínimo de engenharia de produção. Sendo esta última denominação a que tomava mais peso em todo o pais houve por bem a Escola de Engenharia propor alteração do nome para curso de engenharia de produção o que foi aprovado pelo Conselho Universitário em 2 de maio de 1974. Em 9 de maio de 1975 o curso obteve o reconhecimento final junto ao CFE/MEC tendo este reconhecimento sido publicado no Decreto no 75 854 de 11 de junho de 1975.

Mercado de trabalho[editar | editar código-fonte]

Oportunidades de trabalho estão disponíveis em organizações de manufatura dos setores público e privado envolvidas na implementação, desenvolvimento e gerenciamento de novos processos de produção, sistemas de informação e controle, e inspeção, montagem e manuseio controlados por computador. [5]

Organizações empregadoras[editar | editar código-fonte]

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  • As indústrias de uma maneira geral, como a de construção, automóveis, alimentos, agroindústria, eletrodomésticos, equipamentos, etc.;
  • Empresas de serviço de uma maneira geral, como a de transporte aéreo, Internet, consultorias, etc.;
  • Empresas públicas como os Correios, a Petrobras, ANEEL, ANP, BNDES, etc.;
  • Grandes empresas privadas de petróleo, fertilizantes, concessionárias de telefonia, bancos, seguradoras, fundos de pensão, bancos de investimento, etc.
  • Empresas dos diversos setores da logística.

Perfil profissional[editar | editar código-fonte]

Os aspectos relacionados à gestão dos sistemas produtivos vieram a ser a base tecnológica própria da engenharia de produção. Com as recentes mudanças estruturais e organizacionais desses sistemas de produção e a evolução dos cursos de engenharia de produção, os profissionais egressos desta modalidade têm se mostrado também, hábeis empreendedores e capazes de atuar nas mais diversas organizações da sociedade.

O perfil do engenheiro de produção pressupõe espírito crítico, criatividade e consciência em relação à sua atuação técnica, política, econômica e social. Pois bem, ele vem se mostrando um profissional versátil, considerando a interdependência entre os vários segmentos empresariais, levando em consideração o desenvolvimento de novas máquinas, novos processos de produção e sua manutenção, agindo no sentido de planejar, orientar, supervisionar, inspecionar e controlar a produção de bens e serviços, elaborar, executar e acompanhar projetos buscando a otimização dos sistemas produtivos. Outro aspecto observado neste profissional é a capacidade de adaptação rápida em diferentes funções, praticadas em ambientes altamente competitivos. [6]

Competências científicas[editar | editar código-fonte]

Eugênio Pacelli Lazzarotti Diniz Costa, doutor em engenharia de produção
  • Sólida formação em ciências básicas como matemática e computação;
  • Capacidade de pensamento sistêmicos e criativo para solução de problemas;
  • Capacidade de análise do trabalho (ergonomia) e dos processos organizacionais;
  • Capacidade de trabalho em equipes multidisciplinares;
  • Capacidade prática de abordagem experimental;
  • Capacidade de analisar e otimizar processos;


Áreas de atuação[editar | editar código-fonte]

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Em 1972 foram criados os cursos de doutorado na EPUSP e na COPPE/UFRJ, o que ajudou a dinamizar a área e os pontos de atuação do engenheiro de produção. Com maiores especializações, as atividades de atuação estão sendo relacionadas ao desenvolvimento de projetos, à aplicação de métodos gerenciais, ao uso de métodos para melhoria da eficiência das empresas e à utilização de sistemas de controle dos processos das empresas.

Assim, de uma forma geral, tudo o que se refere ao planejamento, programação e controle de compras, produção e distribuição de produtos constitui atividade da engenharia de produção.

Áreas de atuação destacadas[editar | editar código-fonte]

  • Área de pesquisa operacional do processo produtivo e logísticos (simulação, otimização e programação);
  • Área de gestão agro-industrial, gestão da manutenção, gestão de tecnologia da informação, automação industrial, etc.;
  • Área de planejamento, abrangendo os setores estratégico, produtivo, financeiro, etc.;
  • Área de operações, envolvendo a distribuição dos produtos, controle dos suprimentos, etc.;
  • Área de logística, incluindo o uso e desenvolvimento de sistemas de roteamento, gestão e controle de frotas, etc.;

Problemas tratados[editar | editar código-fonte]

  • Melhoria e garantia de processos produtivos: desenvolvimento e implantação de sistemas produtivos e logísticos.
  • Produtividade focada em estratégias de manufatura: atua na organização e planejamento do fluxo de produção, redução de estoques, diminuição do tempo de atravessamento, otimização e racionalização de processos, entre outras atividades.
  • Implementação de processos produtivos para implementação ou melhoria de produtos.
  • Estudos de tempos e métodos do trabalho visando o aumento da produtividade em vista à melhoria da qualidade da operação manual
  • Simulação de processos produtivos e logísticos visando a análise em projeto organizacional

Exemplos de atuação[editar | editar código-fonte]

Na área de engenharia organizacional[editar | editar código-fonte]

  • Desenhando, implementando e melhorando sistemas produtivos e logísticos.
  • Modelagem e simulação de problemas organizacionais
  • Elaboração planos para identificar e resolver problemas de alocação de recursos;
  • Modelagem e simulação de processos

Na área de planejamento produtivo e logístico[editar | editar código-fonte]

  • Realiza estudos sobre a localização geográfica da empresa e planejando o arranjo físico de suas instalações;
  • Desenvolve estudos de viabilidade técnico-econômica para aplicação de capital no processo industrial;
  • Otimização de problemas complexos com uso de modelos matemáticos e heurísticos.
  • Desenvolvimento e implementação de máquinas, ferramentas e produtos e no desenvolvimento de políticas e procedimentos;
  • Determina e otimiza operações de materiais e equipamentos.

Como gestor do sistema produtivo[editar | editar código-fonte]

  • Desenvolve projetos e faz o planejamento para controlar a produtividade ou eficiência operacional de uma empresa
  • Desenvolve métodos de otimização do trabalho;
  • Propõe procedimentos e métodos de programação e controle de produção;
  • Desenvolve modelos de simulação para problemas complexos.

Principais disciplinas estudadas[editar | editar código-fonte]

O curso é estruturado por dois conjuntos de disciplinas destinadas ao desenvolvimento das competências:

  • Ciclo Básico: Cálculo, programação computacional, estatística, elétrica, mecânica, física, química, controle estatístico da qualidade;
  • Ciclo Profissional: Simulação computacional, engenharia econômica, meta-heurística, engenharia de métodos, planejamento e controle da produção, logística, ergonomia, otimização em pesquisa operacional, automação industrial, instrumentação e controle, etc.

Diferenças entre engenharia de produção e administração[editar | editar código-fonte]

  • engenharia de produção é um curso direcionado a projetos: assim como as demais engenharias, a engenharia de produção se destina a realização de projetos. Ou seja, assim como o engenheiro civil projeta construções, o engenheiro mecânico projeta peças mecânicas, o engenheiro eletricista projeta instalações elétricas, etc.; o engenheiro de produção projeta a organização como um todo envolvendo materiais, equipamentos, processos, pessoas e outros aspectos. Como exemplo pode-se citar os projetos para implantação de sistemas produtivos ou logísticos.
  • engenharia de produção é um curso mais técnico: a engenharia de produção é um curso mais técnico, e está mais relacionada com o uso de tecnologia. Como exemplo, o uso de sistemas de apoio a decisão, técnicas de redes neurais, CAD (Desenho Auxiliado por Computador), lógica fuzzy, meta-heurísticas, sistemas de simulação, etc.; ou seja: técnicas matemáticas, estatísticas e computacionais em geral.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]