Engenharia de energia

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O engenheiro de energia lida principalmente com as energias renováveis.

A Engenharia de Energia é o ramo da engenharia que visa otimizar o aproveitamento das formas primárias de energia. O engenheiro de energia planeja, analisa, desenvolve e otimiza sistemas de geração, transporte, transmissão, distribuição e utilização da energia.[1] O engenheiro de energia lida com todas as formas de energia que compõem a matriz energética, seja ela renovável ou não. [2]


Visão geral[editar | editar código-fonte]

Com duração média de cinco anos, o tronco básico do curso e estruturado com as disciplinas de matemática, física, informática e química. Na parte específica, o curso aborda as áreas como engenharia térmica [3] (termodinâmica, transferência de calor, trabalho mecânico), combustão e combustíveis, eletricidade (conversão e distribuição), conversão energética da biomassa em combustíveis/produtos sólidos (ex: carvão vegetal, peletes e briquetes), líquidos (ex: etanol e biodiesel) e gasosos (ex: biogás e gás de síntese), potenciais hidráulicos, energia eólica e solar (térmica e fotovoltaica), nuclear e novas tecnologias (células de combustível, geotérmica, oceânica, etc.). Esses temas estão concentrados em matérias que definem como conversão/geração, distribuição, monitoramento e uso final da energia levando em conta aspectos ambientais, sociais e econômicos. Sendo também estudadas as legislações e as normas que regulam o setor, bem como da engenharia no sistema CREA/CONFEA.

A Energia foi, é e sempre será um assunto chave para a humanidade. O desenvolvimento de um país está diretamente ligado à disponibilidade de energia abundante e barata, em suas diversas formas. Este curso tem por objetivo apresentar aos estudantes os princípios para que eles possam compreender a questão energética e sua interligação com o setor econômico, permitindo-lhes avaliar e participar do desenvolvimento das diversas alternativas, em termos de produção e distribuição. O que faz com que a área envolva conhecimentos de engenharia, de planejamento e de economia.

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Hidroelétrica de Itaipú .
Usina Nuclear.
Placa fotovoltaica.
Termoelétricas.

1999 - É fundado na UNIFEI o mestrado em Engenharia de Energia.

Petróleo e Gás.

2003 - O primeiro curso de graduação em Engenharia de Energia do Brasil a ser criado no Brasil foi o da UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) em março de 2003, localizada em Novo Hamburgo, sendo a primeira turma formada em março/2008, com o título de Engenharia de Energias e Desenvolvimento Sustentável.

2006 - É fundada a Unipampa (Universidade Federal do Pampa), onde oferecido o curso de Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente (Em 2016 passou a ser Engenharia de Energia), também no mesmo ano é fundada a UFABC (Universidade Federal do ABC), e entre os cursos oferecidos está a graduação em Engenharia de Energia, além do mestrado e doutorado em Energia, cujo curso de graduação segue os moldes tradicionais dos demais cursos de Engenharia.

2007 - Iniciaram-se os cursos na Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), na PUC-MG (PUC de Minas Gerais) e na Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido).

2008 - Foi a vez do curso de Engenharia de Energia ser criado na UnB (Universidade de Brasília), iniciado em 02/2008, e da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), sendo que a primeira turma iniciou-se em 01/2009 e com Mestrado e Doutorado previstos para iniciar em 2013 e 2016, respectivamente. O programa de Pós-Graduação em Engenharia da Energia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) em Associação Ampla com o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) foi aprovado pelo Conselho Técnico Cientifico da CAPES em 14/07/2007, no nível de mestrado. O curso iniciou em 3 março de 2008. O corpo docente do programa é constituído de professores doutores do Departamento de Ciências Térmicas e dos Fluidos da UFSJ, com dedicação exclusiva.

2009 - a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), criou o curso de Graduação em Engenharia de Energia, onde o curso já dispunha de um programa de pós-graduação, Mestrado e Doutorado em Energia.

2010 - foi a vez da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) fundarem seus cursos, com previsão de Mestrado e Doutorado. E no segundo semestre, a UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) fundou o curso de Engenharia de Energias Renováveis e de Energia do Brasil está também alocado na Universidade Federal de Itajubá.

2011 - foi a vez da UNILAB (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) criar o curso de Engenharia de Energias, sendo o curso abrangente de toda matriz energética brasileira. No mesmo ano a UNIFEI (Universidade Federal de Itajubá) recebe a primeira turma de graduação em Engenharia de Energia.

2014 - A UNESP (Universidade Estadual Paulista) recebeu a primeira turma no curso de Engenharia de Energia, no Campus de Rosana.

2015 - a Universidade Positivo e a Universidade Federal do Paraná - Setor Palotina também passam a ofertar o Curso de Engenharia de Energias, sendo as primeiras Universidades a ofertarem um curso desta modalidade no Estado do Paraná.

2016 - O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte inicia a oferta de vagas para o curso de Engenharia de Energia.

2018 - A UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia inicia oferta de vagas para o curso de Engenharia de Energias no seu campus em Feira de Santana/BA, denominado CETENS, com foco no estudo de Tecnologias, Energias e Sustentabilidade.

O profissional[editar | editar código-fonte]

O engenheiro de energia recém-formado pode seguir para a pós-graduação e ter uma carreira acadêmica. Na carreira acadêmica ele pode trabalhar em Universidades (ensino e pesquisa) ou institutos de pesquisa. Ele também pode optar por trabalhar em empresas de geração, transmissão e distribuição de energia, bem como indústrias em geral (como refinarias, de alimentos, siderúrgica, de produção de equipamentos eletro-mecânicos, etc.). Há, por outro lado, profissionais que se dirigem ao empreendedorismo, abrindo sua própria empresa, em especial na área de energia. Mesmo assim, se o profissional não se enquadra nos segmentos profissionais supracitados ele pode prestar consultoria energética a quaisquer empresas (públicas ou privadas) ou instituições em geral. Deve ser também lembrado que, indústrias de transformação também podem contratar engenheiros de energia. Estes trabalharam em suas plantas para garantir o melhor desempenho energético da instalação.

O empenho do governo federal em acelerar o crescimento econômico do país traz embutida a promessa de muito trabalho para o profissional de engenharia de energia, principalmente para quem trabalha com petróleo, biomassa (etanol e outros biocombustíveis)[4] . Os maiores empregadores são a Petrobras, Eletrobrás, usinas de etanol e biodiesel, bem como companhias de transporte e distribuição de gás natural. As melhores oportunidades estão nos estados de forte perfil industrial e petrolífero, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espirito Santo, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas, Sergipe e agora mais recentemente, com sua expressiva industrialização, Pernambuco. Os investimentos em usinas de etanol e biodiesel também criam boas chances de trabalho no interior de São Paulo e nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, locais onde há grande produção de cana-de-açúcar.

Universidades[editar | editar código-fonte]

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)[editar | editar código-fonte]

O curso de Engenharia de Energia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas foi criado em 2007 com a intenção de se promover uma “revolução” no ensino da engenharia, que tem mostrado sinais de obsolescência acentuada. O curso foi submetido a duas avaliações no MEC realizadas através de visitas in loco. Na primeira, o curso lograra nota 4 (em uma escala de 1 a 5 sem frações). Naquele relatório, incluíram:

“[...] O curso apresenta uma estrutura curricular inovadora, baseada em atividades integradoras [...] É uma iniciativa audaciosa, pioneira no ensino de Engenharia no Brasil e pode fornecer informações importantes para a construção de projetos pedagógicos mais modernos [...]”.

Na outra avaliação, em cujo relatório a palavra excelente aparece dezesseis vezes, o curso foi avaliado com a nota 5.

A matriz curricular contempla, em cada período, um conjunto coerente de disciplinas - “anel” tratando dos conteúdos específicos, que dão suporte aos projetos desenvolvidos na transdisciplina concomitante, denominada genericamente “Trabalho Acadêmico Integrador – TAI”.

O conjunto sequencial de tais componentes passa a constituir, então, o cerne do processo pedagógico do Curso, ao redor do qual “gravitam” as demais disciplinas. Sendo assim, os Trabalhos Acadêmicos Integradores acabam representando, também, o espaço acadêmico onde as articulações entre prática/teoria, ensino/pesquisa/extensão e respectivas reflexões alcancem sua plenitude.

O grande diferencial do curso é, portanto, a possibilidade dos alunos, desde o primeiro período, terem a oportunidade de desenvolver projetos de Engenharia.

O Curso aborda de forma integrada e contextualizada aspectos fundamentais da energia que se encontram fragmentados em outras engenharias, como por exemplo, a geração, distribuição e transmissão da energia elétrica objeto de estudo da engenharia elétrica, combustíveis e combustão que são estudados na engenharia química, máquinas térmicas e hidráulicas da engenharia mecânica, entre outros.

O engenheiro de energia formado na PUC Minas é, portanto, um “clínico geral” dos sistemas energéticos, se preparando para atuar com uma visão sistêmica e holística da energia, capaz de identificar problemas e, propor soluções, abordando um amplo espectro de conhecimentos técnico-científicos das engenharias, além dos respectivos aspectos sociais, políticos e ambientais.

Universidade Federal de Santa Catarina[editar | editar código-fonte]

O curso de Graduação em Engenharia de Energia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)[5] teve inicio no ano de 2010. Localizado na cidade de Araranguá - SC, extremo sul catarinense, o curso é visto como estratégico para o crescimento da região, uma vez que o profissional ali formado recebe um ensino considerado inovador, ao incluir Ciências Térmicas, Engenharia Elétrica, Engenharia Química e Engenharia Ambiental.

O curso foi reconhecido através da Portaria nº 122, de 22 de abril de 2016, recebeu conceito 5 (máximo) no ENADE, e conceito 4 (numa escala de 1 a 5) pelo MEC. As atividades de ensino acontecem em período Vespertino e Noturno com duração de 5 anos totalizando 4320 horas-aula.

Em 2015, iniciou em Araranguá o Programa de Pós-graduação em Energia e Sustentabilidade, que contém Mestrado em Sistemas de Energia e Mestrado em Planejamento e Sustentabilidade do Sistema Energético. Ainda não conta com Doutorado, mas este deve iniciar nos próximos anos.

Universidade Federal de Itajubá[editar | editar código-fonte]

Com enorme tradição na área de energia, a centenária UNIFEI abre o mestrado em Engenharia de Energia em 1999, com 3 linhas principais de pesquisa (energia, sociedade e meio ambiente, exploração do uso racional de recursos naturais e energia, planejamento e gestão de sistemas energéticos)

A primeira turma de graduação tem seu início em 2011. O foco da graduação na UNIFEI tende para áreas comuns à Engenharia Mecânica, diferindo-se de alguns outros cursos do Brasil. Além do ciclo básico das engenharias, a Engenharia de Energia da UNIFEI fundamenta-se principalmente nos princípios de Termodinâmica, Mecânica dos Fluidos e Transferência de Calor.

Abrigado no Instituto de Engenharia Mecânica (IEM), o curso em sua fase profissionalizante tende para termodinâmica aplicada, onde são aplicados conceitos de geração termelétrica, turbinas a gás e a vapor, geradores de vapor, cogeração e termoeconomia. No entanto, não deixa de lado as formas renováveis de energia, como eólica, solar (térmica e fotovoltaica) e biocombustíveis.

Seguindo o objetivo de tratar a energia desde sua forma primária até o uso final da energia elétrica pelo consumidor, o engenheiro de energia formado pela UNIFEI obtém noções de extração, otimização de aproveitamento, conversão e transmissão de energia. Para tanto, o curso combina a interface mecânica dos acionadores primários de geradores de energia elétrica (turbinas hidráulicas, térmicas e éolicas) e o tratamento da energia elétrica após sua conversão (transmissão, eletrônica de potência e eficiência).

Um diferencial do curso da UNIFEI é seu enfoque nos fenômenos de transporte, que dá a oportunidade aos profissionais formados nessa instituição a trabalharem não só com a geração de energia, mas na otimização do seu consumo final (instalações de bombeamento, motores elétricos, e sistemas de refrigeração e ar condicionado).

A abertura do doutorado em Engenharia de Energia da UNIFEI está atualmente sob análise no Ministério da Educação e Cultura.

Universidade Federal do ABC (UFABC)[editar | editar código-fonte]

Engenharia de energia na UFABC é um curso de graduação e teve sua primeira turma em 2006, sendo então uma das mais antigas na área, o que torna o curso um dos melhores dentro da universidade, com uma ótima infra-estrutura e grande base prática.

O engenheiro de Energia formado pela UFABC se habilita a discutir e propor soluções aos desafios contemporâneos na área de conversão, transporte e uso final das mais diversas formas de manifestação de energia. Ele poderá aplicar os conhecimentos científicos e tecnológicos no desenvolvimento desse setor, considerando os fenômenos e a realidade sociocultural e econômica sob a perspectiva da sustentabilidade.

Esse profissional também estará apto a conceber, projetar e analisar sistemas energéticos e planejamentos estratégicos, identificar técnicas e tecnologias de otimização de consumo de energia em processos industriais, avaliar criticamente a operação e manutenção de sistemas energéticos (redes de distribuição e transporte), avaliar o impacto socioeconômico e político ambiental das ações privadas ou públicas, avaliar a viabilidade econômica, social e política de projetos, desenvolver, implementar e gerenciar políticas, programas e projetos nas áreas de energia e desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas para solução de problemas energéticos regionais ou globais.

O Engenheiro de Energia é um profissional com formação multidisciplinar que atua no planejamento, análise e desenvolvimento de sistemas de geração, transporte, transmissão, distribuição e utilização de energia. É o profissional que lida com todas as formas de energia que compõem a matriz energética brasileira – seja ela renovável, como hídrica, solar, eólica ou de biomassa, seja não renovável, obtida de petróleo, carvão, gás natural ou material radioativo, como o urânio (usado em usinas nucleares).

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)[editar | editar código-fonte]

Engenharia de Energias na UFRB é um curso de graduação autorizado através da Portaria n° 226, de 29 de Março de 2018 publicada no Diário Oficial da União em 02/04/2018.

O Engenheiro de Energias da UFRB https://ufrb.edu.br/cetens/cursos-de-graduacao/16-interna/353-bacharelado-em-engenharia-de-energias tem como campo de pesquisa e atuação o maior centro de geração de energia eólica do país é o complexo eólico Alto Sertão I, situado na Bahia, com capacidade de gerar até 300MW; além de hidrelétricas como o Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, a Usina Hidrelétrica de Sobradinho, centrais termelétricas; energia solar fotovoltáica; energia de biomassa e de marés.

O objeto de estudo do curso de graduação em Engenharia de Energias da UFRB cobre não apenas o conhecimento da tecnologia e gestão da energia, garantindo a segurança energética, mas também sensibilidade econômica e social, que passa a exigir do profissional um conhecimento de finanças e gestão, buscando assegurar a capacidade de pagamento da sociedade e a minimização do impacto ambiental, por meio da análise integrada dos recursos, compreensão das cadeias de produção e dos impactos locais, regionais e globais.

Referências

  1. Guia do Estudante
  2. Universitário Noticias
  3. Engenharia de Energia UNILAB
  4. Engenharia de Energia Unipampa
  5. Engenharia de Energia UFSC


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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