Barra da Tijuca

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o bairro da Barra da Tijuca. Para a região que compreende a área da XXIV Região Administrativa, veja Barra da Tijuca (região administrativa).
Barra da Tijuca
—  Bairro do Brasil  —
Barra da Tijuca vista da Pedra da Gávea.
Barra da Tijuca vista da Pedra da Gávea.
Barra da Tijuca.svg
Criado em 23 de julho de 1981
Área
 - Total 4 815,06 ha (em 2003)[1]
População
 - Total 135 924 (em 2 010)
 - IDH 0,959[2](em 2000)
Domicílios 65 369 (em 2010)
Limites Joá, São Conrado, Itanhangá,
Jacarepaguá, Curicica, Camorim e
Recreio dos Bandeirantes[3]
Subprefeitura Barra e Jacarepaguá [4]
Fonte: Não disponível

Barra da Tijuca é um bairro nobre na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro, no Brasil. O bairro faz parte da Região Administrativa da Barra da Tijuca. Tem, como bairros vizinhos, Itanhangá, Camorim, São Conrado, Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes, Curicica e Joá; seus habitantes fazem parte da classe média alta carioca.[5] Assim como Jacarepaguá, é um dos bairros que mais cresceram no Rio de Janeiro na virada do século XX para o século XXI; passou de 24 126 habitantes em 1980 para 135 924 habitantes em 2010. Atualmente, é considerado um centro financeiro, gastronômico, hoteleiro e de entretenimento da capital estadual. Tem sido alvo da migração de outros bairros da cidade. Estima-se que a população da Barra irá dobrar até 2030.[6]

A Barra foi a casa da maior parte dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 e dos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016.[7] A escolha da Barra para tal função se deveu por ela ser a parte mais moderna do Rio de Janeiro e ter espaço suficiente para abrigar os jogos. Tal fato tem levado a um rápido crescimento em obras de infraestrutura para modernizar a região e também à ligação com o metrô para o resto da cidade do Rio de Janeiro.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Barra" é um termo que define depósitos de aluvião formados na desembocadura de rios e canais. No caso da Barra da Tijuca, o depósito é formado pelo encontro das águas do conjunto de lagoas da região (entre as quais, a Lagoa da Tijuca) com o Oceano Atlântico, através do Canal da Joatinga. "Tijuca" é um termo de origem tupi antiga que significa "água podre", "charco", "pântano", através da junção dos termos ty ("água") e îuka ("podre").[8]

História[editar | editar código-fonte]

Barra da Tijuca na década de 1950.
Barra da Tijuca com a Pedra da Gávea ao fundo.

A região da Barra era originalmente um complexo de dunas, assentada sobre uma ilha barreira, com vegetação rasteira típica de restinga. A área, cheia de alagadiços e imprópria para o plantio, permaneceu desocupada até meados do século XX, sendo frequentada apenas por pescadores. No ano de 1667, a região foi doada a religiosos beneditinos. Em 1900, as terras da Baixada de Jacarepaguá foram vendidas para a Empresa Saneadora Territorial e Agrícola S.A. (ESTA), ainda hoje grande proprietária de terras na área. A concentração de grandes extensões de terras em mãos de poucos foi uma das causas do crescimento tardio, além da dificuldade de acesso à região, por estar separada do restante do município por grandes cadeias montanhosas componentes do Parque Nacional da Tijuca, com picos que variam de 800 a 1 200 metros de altitude.[carece de fontes?]

A ocupação efetiva da região deu-se inicialmente pelas suas extremidades, nos atuais sub-bairros Barrinha e Jardim Oceânico, que possuem as mesmas regras urbanísticas e limites de construção, diferenciados de todo o restante da região. Para atender aos novos loteamentos do Jardim Oceânico, foi construída, pela iniciativa privada, a Ponte Nova sobre a lagoa da Tijuca. O grande marco do início do desenvolvimento da Barra, no entanto, se deu na administração do governador do estado da Guanabara Negrão de Lima, que encomendou, ao urbanista Lúcio Costa, um projeto urbanístico para a região. O Plano Piloto da Barra da Tijuca de 1969, similar ao Plano Piloto de Brasília, de inspiração no urbanismo racionalista, com grandes avenidas e grandes espaços abertos, marcou definitivamente o início do estilo de vida peculiar da Barra.[carece de fontes?]

Na década de 1970, foi construída a Autoestrada Lagoa-Barra (incluindo o Túnel Acústico), que possibilitou o maior desenvolvimento do bairro, diminuindo o tempo de transporte para a zona sul da cidade do Rio. Por essa mesma época, consolidaram-se grandes condomínios fechados, inspirados num então novo modelo de vida, com destaque para o Nova Ipanema e o Novo Leblon.[carece de fontes?]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Condomínios localizados na região.

A Barra da Tijuca é um bairro extenso e de composição demográfica variada. Há residências de classes média, média alta e alta, esta última muitas vezes habitando condomínios de elevadíssimo padrão. O bairro tem um alto índice de desenvolvimento humano (acima de 0,9).[9] A Barra da Tijuca começa na ponte sobre o Canal da Joatinga e termina nas avenidas Salvador Allende e Alfredo Baltazar da Silveira, onde começa o bairro do Recreio dos Bandeirantes. A Barra foi um dos poucos bairros da cidade a nascerem planejados, embora muito do projeto original de Lúcio Costa já tenha sido abandonado. Por isso, é possível se observar, no bairro, ruas largas ao estilo de Brasília, cidade também planejada por Lúcio Costa.[10]

A Barra da Tijuca abriga a maior concentração de shoppings e supermercados da cidade. Os seus condomínios, em geral, possuem contato com a natureza, tendo parques, pequenos lagos etc. Os condomínios da Barra são, muitas vezes, classificados como sustentáveis, por realizarem um rigoroso processo de reciclagem e preservação da água e incentivarem e realizarem eventos de preservação ambiental. Por outro lado, a falta de saneamento ambiental é considerada o principal obstáculo ao desenvolvimento sustentável no bairro, resultando em poluição hídrica do Complexo Lagunar da Baixada de Jacarepaguá e em conflitos socioambientais. [11] Os montanhosos relevos da floresta da Tijuca e da serra da Pedra Branca cercam o bairro junto ao mar. O bairro possui extenso litoral, sendo que praticamente metade é área de reserva ambiental, a Reserva Ambiental da Barra (conhecida também apenas como "Reserva").

A Avenida das Américas é a principal via do bairro, cruzando-o no sentido leste-oeste. Outra via importante é a Avenida Ayrton Senna, que começa na praia da Barra da Tijuca e faz a ligação do bairro com Jacarepaguá através da ponte sobre a lagoa do Camorim, além de ser a ligação com a Linha Amarela. Seguindo a extensão da praia, encontra-se a Avenida Lúcio Costa, antiga Avenida Sernambetiba, que se prolonga até o final da Praia do Recreio.[carece de fontes?]

XXXI Olimpíadas[editar | editar código-fonte]

A Barra da Tijuca foi alvo da intensificação de investimentos pelo governo devido a ter sido sede da maioria das competições dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016.[12][13] Devido a ser a parte mais moderna da cidade do Rio de Janeiro, a Barra abriga espaço suficiente para permitir a implantação das estruturas dos jogos olímpicos de 2016.[carece de fontes?]

A implantação do veículo leve sobre pneus; a interligação com outros bairros a partir da linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro; a duplicação da capacidade do elevado do Joá; a interligação com aeroportos e a construção de mergulhões têm sido algumas das medidas tomadas para otimizar a região. [14] [15] Espera-se que, nos próximos anos, exista uma intensificação ainda maior das obras de modernização da região, o que permitirá receber os jogos olímpicos com maior sustentabilidade e em padrões internacionais.[carece de fontes?]

Economia[editar | editar código-fonte]

Casa Shopping, com a Lagoa da Tijuca em segundo plano.
New York City Center

Aproximadamente 87% dos habitantes da Barra são de classe média alta. O bairro da Barra é um dos únicos bairros da cidade que possuem condomínios autônomos, ou seja, condomínios independentes com mini-shoppings, escolas, igrejas, quadras polidesportivas e bibliotecas e nos maiores, restaurantes. A Barra da Tijuca tem a maior concentração de shoppings centers e supermercados do Rio de Janeiro. A área de prédios mais luxuosa da Barra é o Jardim Oceânico, caracterizado por seus prédios baixos; a uma distância máxima de dois quilômetros da Praia do Pepê; onde um apartamento custa em média 3 000 000 de reais, e coberturas 4 500 000 reais, aproximadamente.[carece de fontes?]

A Barra também é caracterizada pelo seu alto índice de desenvolvimento humano, ao abrigar a maior parte da classe alta do Rio de Janeiro. O bairro ainda pode ser caracterizado por amplos espaços verdes, jardins, diversos condomínios de alto luxo de casas e edifícios e grandes shoppings. É a sede de grandes empresas de informática, comunicação e agências de publicidade, além de inúmeras multinacionais que, cada vez mais, estão implantando suas sedes na região, como a Shell Brasil, Esso Brasil, Vale, Vivo, Michelin, Nokia, TIM, Unimed entre outras.[carece de fontes?]

Os principais centros comerciais são o Américas Corporate, o Alfa Business, o Advanced Office,bo Barra Business Center, o Barra Prime Office, o Barra Space Center, o Bandeirantes Office, o Barra Tower Offices, o Barra Trade, o Blue Center, o Brookfield Place, o Corporate Executive Offices, o Dimension Office & Park, o Via Comfort Working e o Le Monde Londres Financial Center. Além dos centros comercias dentro do BarraShopping, Città América e Downtown. Na educação esse poderio econômico se reflete na Barra como um bairro universitário, devido aos diversos campus instalados no bairro em menos de duas décadas, são eles da UNIGRANRIO, UNESA, UVA, IBMR, IBMEC, FGS e PUC Rio.[carece de fontes?]

Na Barra, está localizado o shopping de mais alto nível social do Rio de Janeiro, o Village Mall, na Avenida das Américas, um dos quatro da cidade pertencentes ao grupo Multiplan; assim como o Barrashopping, o maior do estado.[carece de fontes?]

Jardim Oceânico, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Lagoa do Bosque da Barra

Nos esportes o destaque da região vai para o Complexo Esportivo Cidade dos Esportes, que contava tradicionalmente com o Autódromo Internacional Nelson Piquet, o Parque Aquático Maria Lenk, a Arena Multiuso e o Velódromo da Barra (tanto o Parque Aquático, tanto o Velódromo foram arrendados pelo Comitê Olímpico Brasileiro). Até o início da década de 1990, as competições de Fórmula 1 eram realizadas no autódromo, quando foram, então, transferidas para São Paulo. Hoje, o autódromo abriga outras competições automobilísticas, e teve suas dimensões reduzidas à época da construção da Cidade dos Esportes. É na Barra da Tijuca que estão localizadas as sedes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).[carece de fontes?]

As praias são usadas para a prática de ciclismo em suas ciclovias, surfe e inúmeros esportes aquáticos, havendo sempre competições em suas águas. A Barra conta também com uma pista de patinação no gelo, chamada de Barra On Ice, localizada no Hipermercado Extra.[carece de fontes?]

Em cada ano no mês de maio, acontece a Meia Maratona da Barra da Tijuca, pelas principais avenidas da Barra e do Recreio. Desde 2007, é realizada, no mês de julho, a "Track & Field Run Series", com um percurso de 10 quilômetros, no entorno do Barra Shopping. Desde 2010, quando surgiu, o Tour do Rio tem seu ponto de largada na Praça do Ó, no Jardim Oceânico. O Tour do Rio é um dos maiores eventos ciclísticos da América do Sul.[carece de fontes?]

Sub-bairros[editar | editar código-fonte]

Limites[editar | editar código-fonte]

Ilha da Gigoia

O bairro da Barra da Tijuca faz limites com os seguintes bairros:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Barra da Tijuca

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]