Cidade das Artes

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Cidade das Artes
Localização Rio de Janeiro, Brasil
Tipo Casa de eventos
Inaugurada 3 de janeiro de 2013
Proprietário Prefeitura do Rio de Janeiro
(Orquestra Sinfônica Brasileira)
Antigos nomes Cidade da Música (2003-2013)
Capacidade de pessoas 1 800
Website Página oficial

Cidade das Artes é um complexo cultural localizado na cidade do Rio de Janeiro. Um projeto monumental do arquiteto francês Christian de Portzamparc, constitui um digno representante da arquitetura pós-moderna, uma reação contra o "racionalismo" excessivo da arquitetura moderna, voltando a introduzir motivos ornamentais e decorativos no projeto de edificações. Portzamparc é um arquiteto e urbanista nascido em 1944 em Casablanca, que estudou na École Nationale des Beaux Arts de Paris e se notabilizou pelos projetos arrojados e toque artístico.

História[editar | editar código-fonte]

Após investimentos de R$ 518 milhões e muita polêmica, a inauguração da obra, inicialmente batizada como Cidade da Música, foi realizada pelo prefeito do Município do Rio de Janeiro César Maia.[1] O investimento bancado pela Prefeitura do Rio custou quatro vezes mais do que outro grande projeto cultural de Maia: a Cidade do Samba, inaugurada em 2006 com custo de R$ 102 milhões, em valores da época.[2] Segundo a secretaria municipal das Culturas, o complexo cultural deve consumir só para manutenção – que inclui custos de água e luz, por exemplo – R$ 7 milhões por ano.[3]

Nova sede da Orquestra Sinfônica Brasileira e o principal centro de espetáculos musicais do estado do Rio de Janeiro, a Cidade da Música abriga a segunda maior sala de concertos de orquestra sinfônica e ópera da América Latina após o Teatro Colón de Buenos Aires, com até 1.222 lugares. O conjunto possui aproximadamente 95 mil metros quadrados e conta, além das salas de concerto e música de câmara, 13 salas de ensaio e salas de aula. Do terraço, tem-se uma visão panorâmica da região, que abrange a praia da Barra e a Baixada de Jacarepaguá. O local conta com um acesso subterrâneo para pedestres que faz a ligação com o Terminal Alvorada.[4]

Localizada no Trevo das Palmeiras, Barra da Tijuca Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, o projeto, de autoria do arquiteto francês Christian de Portzamparc e bancado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, foi apresentado em outubro de 2002, prevendo gastos de R$ 80 milhões e inauguração no fim de 2004.[5] Contudo, tanto o orçamento quanto os prazos de conclusão sofreram grandes aumentos.

A previsão da Prefeitura do Rio de Janeiro era de inaugurar a obra em agosto de 2008 mas ocorreram atrasos na obra e sua inauguração foi remarcada para meados de dezembro. No entanto, mais uma vez, foi adiada, a pedido do Corpo de Bombeiros da cidade. A justificativa era que a obra não estava concluída.[3]

Inicialmente, a Cidade da Música seria batizada com o nome do jornalista e empresário Roberto Marinho, das Organizações Globo, falecido semanas antes do início das obras. O decreto (n° 23243) que deu nome à Cidade da Música foi expedido pelo prefeito Cesar Maia em 7 de agosto de 2003, um dia após a morte de Marinho.[6] Mas a pedido da família de Marinho, que não queria ver o nome do empresário ligado à obra,[7] o mesmo prefeito assinou novo decreto renomeando o complexo de, simplesmente, Cidade da Música.[8] . Após quatro anos de polêmicas, foi finalmente inaugurado em janeiro de 2013 [9] .

Críticas[editar | editar código-fonte]

Seria inaugurada no dia 26 de dezembro de 2008, mas a inauguração foi adiada[4] [2] . sendo aberta em 3 de janeiro de 2013, com o nome de Cidade das Artes.

Um problema é a localização da obra: grande parte da população considera que o local escolhido deveria abrigar futuramente uma grande estação de metrô ligada ao Terminal de Ônibus Alvorada, que fica ao lado. [10]

A obra demorou muito a ser concluída, e foram gastos mais de R$ 500 milhões.[11]

Por outro lado, é considerada por muitos uma obra importante para a Cidade que conta atualmente com apenas um teatro com capacidade de receber uma orquestra sinfônica ou ópera enquanto São Paulo possui sete teatros com essa possibilidade.[12]

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

  • Área do terreno: aproximadamente 95 mil m²
  • Área construída: 87.403 m²
  • Grande Sala com 1.222 lugares [13]
  • Sala de música de câmara com 439 lugares [13]
  • 13 salas de ensaio
  • 13 salas de aula
  • 3 salas de cinema
  • 3 lojas
  • mídiateca
  • restaurante
  • cafeteria
  • foyer musical
  • 738 vagas de estacionamento

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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