Cidade das Artes

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Cidade das Artes
A Cidade das Artes em julho de 2010.
Localização Rio de Janeiro,  Brasil
Tipo Casa de eventos
Inaugurada 3 de janeiro de 2013
Proprietário Prefeitura do Rio de Janeiro
(Orquestra Sinfônica Brasileira)
Antigos nomes Cidade da Música (2003-2013)
Capacidade de pessoas 1 800
Website Página oficial

A Cidade das Artes, antiga Cidade da Música, é um complexo cultural localizado na cidade do Rio de Janeiro. Seria inaugurada no dia 26 de dezembro de 2008, mas a inauguração foi adiada[1] [2] . sendo aberta em 3 de janeiro de 2013, com o nome de Cidade das Artes. Um projeto monumental do arquiteto francês Christian de Portzamparc, constitui um digno representante da arquitetura pós-moderna, uma reação contra o "racionalismo" excessivo da arquitetura moderna, voltando a introduzir motivos ornamentais e decorativos no projeto de edificações. Christian de Portzamparc é um arquiteto e urbanista nascido em 1944 em Casablanca, que estudou na École Nationale des Beaux Arts de Paris e se notabilizou pelos projetos arrojados e toque artístico.

História[editar | editar código-fonte]

Após investimentos de R$ 518 milhões e muita polêmica, a inauguração da obra foi realizada pelo Prefeito do Município do Rio de Janeiro César Maia.[3] O investimento bancado pela Prefeitura do Rio custou quatro vezes mais do que outro grande projeto cultural de Maia: a Cidade do Samba, inaugurada em 2006 com custo de R$ 102 milhões, em valores da época.[2] Segundo a secretaria municipal das Culturas, o complexo cultural deve consumir só para manutenção – que inclui custos de água e luz, por exemplo – R$ 7 milhões por ano.[4]

Nova sede da Orquestra Sinfônica Brasileira e o principal centro de espetáculos musicais do estado do Rio de Janeiro, a Cidade da Música abriga a segunda maior sala de concertos de orquestra sinfônica e ópera da América Latina após o Teatro Colón de Buenos Aires, com até 1.800 lugares. O conjunto possui aproximadamente 95 mil metros quadrados e conta, além das salas de concerto e música de câmara, 13 salas de ensaio e salas de aula. Do terraço, tem-se uma visão panorâmica da região, que abrange a praia da Barra e a Baixada de Jacarepaguá. O local conta com um acesso subterrâneo para pedestres que faz a ligação com o Terminal Alvorada.[1]

Cidade das Artes com as obras paralisadas pelo novo prefeito do Rio, para realização de auditoria nas contas do projeto.

Localizada no Trevo das Palmeiras, Barra da Tijuca Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, o projeto, de autoria do arquiteto francês Christian de Portzamparc e bancado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, foi apresentado em outubro de 2002, prevendo gastos de R$ 80 milhões e inauguração no fim de 2004.[5] Contudo, tanto o orçamento quanto os prazos de conclusão sofreram grandes aumentos.

A previsão da Prefeitura do Rio de Janeiro era de inaugurar a obra em agosto de 2008 mas ocorreram atrasos na obra e sua inauguração foi remarcada para meados de dezembro. No entanto, mais uma vez, foi adiada, a pedido do Corpo de Bombeiros da cidade. A justificativa era que a obra não estava concluída.[4]

Inicialmente, a Cidade da Música seria batizada com o nome do jornalista e empresário Roberto Marinho, das Organizações Globo, falecido semanas antes do início das obras. O decreto (n° 23243) que deu nome à Cidade da Música foi expedido pelo prefeito Cesar Maia em 7 de agosto de 2003, um dia após a morte de Marinho.[6] Mas a pedido da família de Marinho, que não queria ver o nome do empresário ligado à obra,[7] o mesmo prefeito assinou novo decreto renomeando o complexo de, simplesmente, Cidade da Música.[8] . após quatro anos de polêmicas, foi finalmente inaugurado em janeiro de 2013 [9] .

Críticas[editar | editar código-fonte]

A construção da Cidade da Música foi severamente criticada pela população do Rio de Janeiro. A obra foi considerada excessivamente cara, além de haver grandes suspeitas de superfaturamento.

A obra também era considerada não-prioritária na época de sua construção, visto que a cidade do Rio de Janeiro possuía diversos problemas graves que poderiam ser amenizados com o enorme volume de dinheiro aplicado na obra.

Outro problema é a localização da obra: grande parte da população considera que o local escolhido deveria abrigar futuramente uma grande estação de metrô ligada ao Terminal de Ônibus Alvorada, que fica ao lado. [10]

A obra demorou muito a ser concluída, e foram gastos mais de R$ 500 milhões.[11]

Por outro lado, é considerada por muitos uma obra importante para a Cidade que conta atualmente com apenas um teatro com capacidade de receber uma orquestra sinfônica ou ópera enquanto São Paulo possui sete teatros com essa possibilidade.[12]

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

  • Área do terreno: aproximadamente 95 mil m²
  • Área construída: 87.403 m²
  • Grande Sala de concertos com 1.800 lugares (adaptável para ópera, neste caso para 1.300 lugares)
  • Sala secundária com 800 lugares
  • Sala de música de câmara com 500 lugares
  • 13 salas de ensaio
  • 13 salas de aula
  • 3 salas de cinema
  • 3 lojas
  • mídiateca
  • restaurante
  • cafeteria
  • foyer musical
  • 738 vagas de estacionamento

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]