Palácio Guanabara

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Palácio Guanabara
Paço Isabel
Estilo dominante Neoclássico
Restauro 2013
Proprietário inicial Princesa Isabel e Conde d'Eu
Função inicial residência particular
Proprietário atual Governo do Estado do Rio de Janeiro
Função atual Sede do governo do Estado do Rio de Janeiro
Geografia
País  Brasil
Cidade Rio de Janeiro

O Palácio Guanabara (anteriormente conhecido como Paço Isabel) localiza-se na Rua Pinheiro Machado (antiga Rua Guanabara), no bairro de Laranjeiras, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, capital do estado homônimo. É a sede oficial do governo do Rio de Janeiro. O Palácio Guanabara não deve ser confundido com o Palácio Laranjeiras, situado no mesmo bairro (na Rua Paulo Cesar Andrade, 407), que é a residência oficial do governador do Rio de Janeiro.[1]

Originalmente de características neoclássicas, sua construção iniciada pelo português José Machado Coelho em 1853, tendo sido utilizado como residência particular até a década de 1860. Comprado pela família imperial brasileira e então reformado pelo arquiteto José Maria Jacinto Rebelo, em 1865 tornou-se a residência da Princesa Isabel e de seu esposo, o Conde d'Eu, [2] sendo então conhecido como Paço Isabel. Na época, o acesso ao Palácio era feito pela Rua Paissandu, que, por essa razão, foi ornada com uma centena de palmeiras imperiais (Roystonea oleracea). O imóvel pertenceu aos príncipes até à proclamação da República, em 1889, quando foi confiscado pelo governo militar e transferido ao patrimônio da União, mediante decreto de 1891. A família imperial, que nunca recebeu indenização pela desapropriação, ainda tenta retomar a posse da edificação, num dos processos judiciais mais antigos do país. [3]

Em 1908, uma nova reforma, conduzida por Francisco Marcelino de Souza Aguiar, deu à fachada do palácio características ecléticas.[2] O prédio anexo, com seis pavimentos, onde funcionam o gabinete do vice-governador, as subsecretarias da Casa Civil e de Governo, só seria inaugurado em 1968.

Interior do Palácio Guanabara

O palácio foi utilizado pelo presidente Getúlio Vargas como residência oficial durante o Estado Novo (1937-1945). Foi atacado durante o putsch da Ação Integralista Brasileira em 1938, repelido pela Polícia Especial (da Polícia Civil do Rio de Janeiro), reação reforçada, posteriormente, pelo Exército.

Em 1946, o Palácio Guanabara passa a sediar a Prefeitura do Distrito Federal, deixando de ser a residência oficial da presidência, que retorna ao Palácio do Catete e, mais tarde, no governo Kubitschek, é transferida para o Palácio Laranjeiras, a dois quarteirões de distância. Em 1960, quando o município do Rio de Janeiro deixa de ser a capital federal e se transforma em uma cidade-estado - o Estado da Guanabara - o Palácio passa a ser a sede da administração do novo Estado [2] – função que manteria após a fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro, em 1975, durante o governo do presidente Ernesto Geisel.[4] Na mesma época, o Palácio Guanabara é doado pela União ao Estado do Rio de Janeiro, [5] e o Palácio do Ingá, em Niterói, deixa de sediar o governo fluminense.

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. História do Palácio Guanabara, por Felipe Lucena. Diário do Rio, 4 de outubro de 2015.
  2. a b c Palácio Guanabara- Um dos principais palcos da história do Brasil é restaurado e volta ter as características da época da construção. Por Juliana Araújo e Hugo Denizart. O Prelo, ano IX, nº 29, março de 2012.
  3. Cinco curiosidades históricas do Palácio Guanabara. O Globo.
  4. Do estado da Guanabara ao estado do Rio de Janeiro: a fusão. MultiRio. Empresa Municipal de Multimeios Ltda. Secretaria Municipal de Educação. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
  5. a b Palácio Guanabara de Portas Abertas. Visite! Por Sandra Machado. MultiRio, 14 Setembro 2015.
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