Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional

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A Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional foi uma sociedade civil de direito privado fundada em 1831 no Brasil com o objetivo de fomentar a indústria brasileira.

Em sua fundação foi amparada pelo Ministério dos Negócios do Império, tinha como Protetor Perpétuo o Imperador, e seus primeiros estatutos declaravam que um de seus objetivos era "adquirir projetos, máquinas, modelos e inventos que pudessem contribuir para o aumento e a prosperidade da indústria nacional deste Império". Depois foi administrada pelo Ministério da Agricultura, Comércio e Obras, e a partir de 1860 passou a ser um órgão consultivo do Estado, concedendo prêmios para projetos inovadores na área das ciências agrícolas e naturais.

Em seus quadros havia políticos e cientistas que se dedicavam à pesquisa de soluções para os problemas econômicos do país. Para popularizar as novas técnicas agrícolas publicou uma revista, O Auxiliador da Indústria Nacional, entre 1833 e 1892, editada mensalmente. A Sociedade também ampliou suas atividades estabelecendo escolas técnicas que forneciam cursos de Geometria, Matemática, Física, Astronomia e Botânica. Foi uma das organizadoras de um dos maiores eventos do Segundo Reinado, a Primeira Exposição da Indústria Nacional, ocorrida em 1861.

A pesquisadora Patrícia Barreto diz que a Sociedade teve um papel fundamental na implantação de práticas e conhecimentos científicos durante boa parte do Império, como um campo de debate científico, social, político e econômico, e lamenta que ela esteja esquecida por boa parte dos historiadores nacionais, ignorando sua intensa atividade e sua participação na criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Fluminense de Agricultura. Pela sua íntima ligação com o Estado, segundo Maria Amélia Dantes, a Sociedade atraiu a participação de inúmeros notáveis da intelectualidade brasileira do século XIX, viabilizando um espaço onde a atividade científica passou a expressar uma realidade concreta ligada a agentes ativos de um tempo e de um espaço social.

Em 1930 a entidade dividiu-se em dois setores, criando-se a Confederação Industrial do Brasil e a Federação Industrial do Rio de Janeiro; a primeira dedicada aos interesses globais da economia e a segunda aos interesses regionais do Estado do Rio de Janeiro. Mais tarde, a Confederação Industrial do Brasil foi absorvida pela atual Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]