Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional

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Emblema da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional
Emblema da instituição desenhado por Jean-Baptiste Debret.

A Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional foi uma sociedade civil de direito privado fundada em 1831 no Brasil com o objetivo de fomentar a indústria brasileira.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Em sua fundação foi amparada pelo Ministério dos Negócios do Império, tinha como Protetor Perpétuo o Imperador, e seus primeiros estatutos declaravam que um de seus objetivos era "adquirir projetos, máquinas, modelos e inventos que pudessem contribuir para o aumento e a prosperidade da indústria nacional deste Império". Depois foi administrada pelo Ministério da Agricultura, Comércio e Obras, e a partir de 1860 passou a ser um órgão consultivo do Estado, concedendo prêmios para projetos inovadores na área das ciências agrícolas e naturais.

Diploma da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional 1876.
Diploma de 28 de agosto de 1876, na gestão do Visconde do Rio Branco, como presidente da entidade.

Em seus quadros havia políticos e cientistas que se dedicavam à pesquisa de soluções para os problemas econômicos do país. Para popularizar as novas técnicas agrícolas publicou uma revista, O Auxiliador da Indústria Nacional, entre 1833 e 1892, editada mensalmente. A Sociedade também ampliou suas atividades estabelecendo escolas técnicas que forneciam cursos de Geometria, Matemática, Física, Astronomia e Botânica. Foi uma das organizadoras de um dos maiores eventos do Segundo Reinado, a Primeira Exposição da Indústria Nacional, ocorrida em 1861.

A pesquisadora Patrícia Barreto diz que a Sociedade teve um papel fundamental na implantação de práticas e conhecimentos científicos durante boa parte do Império, como um campo de debate científico, social, político e econômico, e lamenta que ela esteja esquecida por boa parte dos historiadores nacionais, ignorando sua intensa atividade e sua participação na criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Fluminense de Agricultura. Pela sua íntima ligação com o Estado, segundo Maria Amélia Dantes, a Sociedade atraiu a participação de inúmeros notáveis da intelectualidade brasileira do século XIX, viabilizando um espaço onde a atividade científica passou a expressar uma realidade concreta ligada a agentes ativos de um tempo e de um espaço social.

Conforme o historiador Eduardo Bueno na inauguração da entidade o sócio, Inácio Álvares Pinto de Almeida, assim de expressou na fala inaugural.


Derivações[editar | editar código-fonte]

Em 1930 a entidade dividiu-se em dois setores, criando-se a Confederação Industrial do Brasil e a Federação Industrial do Rio de Janeiro; a primeira dedicada aos interesses globais da economia e a segunda aos interesses regionais do Estado do Rio de Janeiro. Mais tarde, a Confederação Industrial do Brasil foi absorvida pela atual Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. BUENO, Eduardo. Produto nacional: uma história da indústria no Brasil / Eduardo Bueno. – Brasília: CNI, 2008. ISBN 978-85-88566-74-3