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Partido Moderado (Brasil)

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 Nota: Para outros significados de Partido Moderado, veja Partido Moderado.
Padre Feijó, um dos expoentes dos Moderados.

O Partido Liberal Moderado ou Partido Moderado foi um partido político brasileiro criado em 1831, tendo sido uma das correntes nas quais se dividiam as forças políticas brasileiras durante o período regencial do Império do Brasil, em oposição aos Exaltados e, mais tarde, aos Restauradores.[1]

Assim como seus adversários, os moderados também tinham um apelido pejorativo, sendo então chamados de ximangos.[1]

Foi fundado por ex-membros do Partido Brasileiro que esperavam da Independência do Brasil o mínimo de alterações no processo político. Era apoiado pelo jornal A Aurora Fluminense.[carece de fontes?] . O partido foi organizado em 1826 e formado por políticos liberais provenientes, principalmente, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.[2]

Apoiavam o federalismo e o fim da vitaliciedade do Senado. Em 1834, com a morte de Dom Pedro I, em Portugal, o partido recebeu muito dos seguidores dos caramurus.[carece de fontes?]

Composição

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Dentre seus principais expoentes estavam o padre Feijó, que exerceu uma das regências Una, José da Costa Carvalho, João Bráulio Moniz, dentre outros. Como principal opositor, e líder dos Caramurus (como eram apelidados os Restauradores, que pregavam a volta de D. Pedro I ao Brasil) estava o chamado patriarca da independência, José Bonifácio de Andrada.[1] Era composto por produtores e comerciantes do interior mineiro, membros das camadas urbanas e do setor militar.[2]

Atuação política e ideológica

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O partido defendia os princípios clássicos do liberalismo, inspirados em Locke, Montesquieu e Guizot. Buscavam reformas político-institucionais para reduzir os poderes do imperador, fortalecer o legislativo, garantir direitos civis previstos na Constituição de 1824 e promoviam uma liberdade "moderada", sem ameaçar a ordem imperial.[2]

Dominou o governo regencial após a abdicação de D. Pedro I, excluindo assim os exaltados. Foi responsável por reformas importantes, como o Ato Adicional de 1834, que criou as Assembleias Legislativas Provinciais e ampliou a descentralização administrativa. ​Enfrentou divisões internas, especialmente sobre segurança pública e garantias dos cidadãos.

Declínio

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O desgaste político e as divisões internas levaram ao enfraquecimento do partido, terminado em 1840. Seus membros migraram para o Partido do Regresso e mais tarde na formação do Partido Conservador.[carece de fontes]

Bibliografia

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  • SILVA, Francisco de Assis e BASTOS, Pedro Ivo de Assis, História do Brasil, Editora Moderna, São Paulo, 1977.
  • KOSHIBA, Luiz e FRAYZE PEREIRA, Denise Manzi, História do Brasil no contexto da história ocidental, Atual Editora, São Paulo, 2003.
  • ARARIBÁ, Projeto, História: Ensino Fundamental 7, Editora Moderna, São Paulo, 2006.

Referências

  1. a b c Joaquim Silva; J. B. Damasco Penna (1967). História do Brasil. [S.l.]: Cia. Editora Nacional , São Paulo. pp. 234 e seg. 
  2. a b c BASILE, Marcello (2009). In: GRINBERG, Keila e SALLES, Ricardo (Org.). O Brasil Império, volume II: 1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. p. 60-61