Partido Português
Partido Português | |
|---|---|
| Fundação | 6 de junho de 1822 |
| Dissolução | 16 de julho de 1831 |
| Antecessor | Nenhum |
| Sucessor | Partido Restaurador
Monarquismo, Conservadorismo, Centralismo, Clericalismo, Recolonização |
| País | |
O Partido Português foi um agrupamento político brasileiro criado em 1822, ligado à figura do Imperador D. Pedro I e defensor dos interesses da alta burocracia do Estado e dos comerciantes portugueses ligados ao antigo comércio colonial.
Contexto
[editar | editar código]Durante a regência de Dom Pedro I (1821–1822), aconteceu um processo conhecido como "politização das ruas": o centro do Rio de Janeiro, agora lar de cafés e outros espaços de socialização, tornou-se um local de discussão, onde pessoas (intelectuais, trabalhadores, etc.) encontravam-se para debater sobre vários assuntos políticos, entre eles o futuro do Brasil. Com isso surgiram três vertentes de pensamento: o Partido Brasileiro e o Partido Português, ambos representando os interesses da alta burguesia, e um terceiro grupo formado pela pequena burguesia, profissionais liberais e por operários urbanos do Rio de Janeiro[1] e de outras capitais provinciais, o Partido Liberal-Radical.[2]
Os membros do Partido Português, durante a Regência de D. Pedro, eram favoráveis à recolonização do Brasil, já que, no geral, beneficiavam-se com a condição de colônia do país. Depois da independência, durante a Assembleia Constituinte de 1823, passaram a defender um governo centralizado e forte (principalmente no Senado), capaz de derrotar as tendências separatistas que se verificavam no Império. Suas lideranças mais notórias foram Henrique José da Silva, Chalaça e João António Garcia de Abranches.
Vale ressaltar que, apesar de ser chamado de "Partido" e estar incluso na categoria "Partidos políticos do Brasil", o Partido Português não era efetivamente um partido político formalmente constituído no sentido moderno do termo, mas sim uma corrente de opinião.
Seu sucessor ideológico foi o Partido Restaurador, conhecido depreciativamente como "os caramurus".
Referências
- ↑ Laura Candian Fraccaro (2018). História do Brasil Imperial (PDF). [S.l.]: Editora e Distribuidora Educacional S.A.
- ↑ Fabiano Dauwe (2011). «"Os Progressos do Governo Pessoal": A discussão sobre a responsabilidade do Poder Moderador no pensamento liberal reformista no Brasil Império (década de 1860)». Anais do XXVI simpósio nacional da ANPUH - Associação Nacional de História (PDF) 1 ed. São Paulo: ANPUH-SP. ISBN 978-85-98711-08-9