Pedro de Alcântara Gastão de Orléans e Bragança

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Ambox important.svg
Foram assinalados vários aspectos a serem melhorados nesta página ou se(c)ção:
Pretendente
Dom Pedro Gastão
Dom Pedro Gastão.jpg
Reivindicação
Título Chefe da Casa Imperial do Brasil Príncipe do Grão-Pará
Príncipe de Orléans e Bragança Príncipe do Brasil
País  Brasil
Nome reivindicado Dom Pedro IV
Período 29 de janeiro de 1940 a 27 de dezembro de 2007
Predecessor Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança
Sucessor Pedro Carlos de Orléans e Bragança
Último monarca Dom Pedro II
Ligação com o último monarca Bisneto
Vida
Cônjuge Maria da Esperança de Bourbon
Descendência Pedro Carlos
Maria da Glória
Afonso
Manuel
Maria Cristina
Francisco de Orleans e Bragança
Casa Bragança
Pai Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança
Mãe Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz
Nascimento 19 de fevereiro de 1913
Eu,  França
Morte 27 de dezembro de 2007 (94 anos)
Villamanrique de la Condesa, Flag of Spain.svg Espanha

Pedro de Alcântara Gastão João Maria Filipe Lourenço Humberto Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz, mais conhecido como Dom Pedro Gastão (Eu, França, 19 de fevereiro de 1913Villamanrique de la Condesa, Espanha, 27 de dezembro de 2007), príncipe-titular de Orléans e Bragança, foi um nobre brasileiro e líder do chamado Ramo de Petrópolis, um desdobramento da família imperial brasileira. Pedro Gastão pretendia, juntamente a outros do ramo de Petrópolis, reaver seus direitos à sucessão dinástica do extinto trono do Brasil, renunciadas por seu pai.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Segundo filho do príncipe brasileiro Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança e de Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz, neto da última princesa imperial do Brasil, Isabel do Brasil, e do príncipe Gastão de Orléans, conde d'Eu, e bisneto do último imperador do Brasil Dom Pedro II. Sua mãe era uma aristocrata de origem boêmia, que contraiu bodas morganáticas com seu pai, que foi obrigado por sua mãe, a princesa Isabel, a abdicar de suas pretensões ao extinto trono brasileiro. Tal fato deu-se por Isabel considerar a nora de nobreza inferior.

Pedro Gastão com seu avô, o Conde d'Eu, durante a Primeira Guerra Mundial

Nascido durante a vigência do banimento da família imperial brasileira, na propriedade de seus avós paternos, o Castelo d'Eu, Pedro Gastão chegou ao Brasil aos nove anos de idade, no ano de 1922, quando a Lei do Banimento foi revogada pelo então presidente da república Epitácio Pessoa. Ao nascer, seu tio Luís Maria Filipe de Orléans e Bragança já detinha o título de Príncipe Imperial do Brasil e seu primo Pedro Henrique de Orléans e Bragança o de Príncipe do Grão-Pará.

Ao longo de sua adolescência, o príncipe viveu entre a França natal e o Brasil, aonde veio algumas vezes.

Pedro Gastão concluiu seus estudos na Europa e casou-se com a princesa espanhola Maria de la Esperanza de Bourbon (1914-2005), na Sicília, em 1944. Estabeleceu-se no Brasil a partir da Segunda Guerra Mundial e foi viver na cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Lá, se tornou uma das figuras mais populares da família imperial, principalmente após a morte de seu pai. Morando no Palácio do Grão-Pará, antigo alojamento dos semanários do Museu Imperial, ele passou a ser conhecido como o "Príncipe de Petrópolis".

Nessa época, Pedro Gastão passou a empenhar-se na anulação do documento em que seu pai abdicou da linha sucessória imperial. Graças a isso, a família imperial dividiu-se em dois ramos: o chamado "Ramo de Petrópolis" e o "Ramo de Vassouras", que abrigava os primos de Pedro Gastão e cujos direitos dinásticos são reconhecidos pela maioria dos monarquistas e pelas casas reais estrangeiras.

O príncipe dirigiu a Companhia Imobiliária de Petrópolis até o final do século XX. Ainda na cidade serrana de Petrópolis, na década de 1950, adquiriu o jornal Tribuna de Petrópolis, fundado em 1902, e atualmente administrado por seu filho Dom Francisco de Orleans e Bragança.[1][2]

Como morador de Petrópolis, Pedro Gastão tornou-se uma espécie de embaixador da causa monárquica e representante vivo do passado imperial do Brasil. Acumulou nos arquivos de sua residência milhares de documentos e obras de arte que até hoje ajudam a contar a história da dita "Cidade Imperial". Era Pedro Gastão também quem recebia os presidentes da república em vilegiatura na cidade. Ele orgulhava-se de haver conhecido todos os chefes de estado brasileiros, desde Epitácio Pessoa até Fernando Henrique Cardoso.

No início da década de 1990, durante o plebiscito em que o povo brasileiro deveria optar pela monarquia ou pela república, Pedro Gastão foi um dos mais empenhados na campanha pela monarquia. Mas com a derrota da causa, o príncipe afastou-se do país e desautorizou a iniciativa de alguns correligionários de fundar um partido monarquista no Brasil. Com o avanço da idade, Pedro Gastão retirou-se para a propriedade de sua esposa, em Villamanrique, próximo de Sevilha, na Espanha.

Os últimos anos de vida do casal foram passados na propriedade da princesa, onde ambos faleceram. Pedro Gastão morreu na madrugada do dia 27 de dezembro de 2007, aos 94 anos de idade, e foi sepultado no dia seguinte, na capela de Villamanrique de la Condesa.

Títulos e comendas[editar | editar código-fonte]

Pedro Gastão autointitulou-se grã-cruz das imperiais ordens de Pedro Primeiro e da Rosa, além de ter sido condecorado como cavaleiro da Ordem de São Januário, bailio grã-cruz de justiça da Ordem Constantina de São Jorge e bailio grã-cruz de honra e devoção da Ordem de Malta.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Pedro Gastão é pai dos seguintes príncipes:[3]

  • Pedro Carlos de Orléans e Bragança (1945), com descendência.
  • Maria da Glória de Orléans e Bragança (1946), duquesa de Segorbe e ex-princesa da Iugoslávia. Com descendência.
  • Afonso Duarte de Orléans e Bragança (Petrópolis, 25 de abril de 1948). Afonso dedica-se a atividade agropecuária no sul da Bahia e recentemente esteve à frente de restauração da antiga residência de sua bisavó, a princesa Isabel, em Petrópolis.[4] Afonso se casou em Sevilha, no dia 3 de janeiro de 1973, com Maria de Parejo y Gurruchaga (Sevilha, 13 de maio de 1954), filha de Isidro Parejo e Maria Vitória Gurruchaga. Eventualmente eles se divorciaram. O casal teve duas filhas:
    • Maria de Orléans e Bragança (Sevilha, 14 de janeiro de 1974).
    • Julia de Orléans e Bragança (Rio de Janeiro, 18 de setembro de 1977)
  • Manuel Álvaro de Orléans e Bragança (Petrópolis, 17 de junho de 1949). Manuel se casou em Málaga, no dia 12 de dezembro de 1977, com Margarita Haffner y Lancha (1949), filha de Oskar Haffner. O casal teve dois filhos:
    • Luíza Cristina de Orléans e Bragança (Sevilha, 25 de junho em 1978).
    • Manuel Afonso de Orléans e Bragança (Sevilha, 09 de março em 1981).
  • Cristina Maria de Orléans e Bragança (Petrópolis, 16 de outubro de 1950). Cristina Maria se casou em Petrópolis, no dia 26 de agosto de 1935, com Jan Pavel Sapieha-Rozanski, príncipe de Sapieha-Rozanski. Eventualmente eles se divorciaram. O casal teve duas filhas:
  • Francisco Humberto de Orléans e Bragança (Petrópolis, 9 de dezembro de 1956). Francisco se casou em Petrópolis, no dia 28 de janeiro de 1978, com Christina Schmidt Peçanha (Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 1953), filha de Gaubert Schmidt e Alice Peçanha. Eventualmente eles se divorciaram. O casal teve dois filhos:
    • Francisco Theodósio de Orléans e Bragança (Petrópolis, 25 de setembro de 1979).
    • Maria Isabel de Orléans e Bragança (1982).

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

  1. Oazinguito Ferreira (18 de maio de 2008). «Jornais do interior em Petrópolis». Petrópolis no Século XX. Consultado em 4 de janeiro de 2018 [ligação inativa]
  2. «Dom Francisco de Orleans e Bragança». Mapa de Cultura do Rio de Janeiro. Consultado em 4 de janeiro de 2018 
  3. «A Casa Imperial do Brasil». www.gabriel.soledade.nom.br. Consultado em 17 de novembro de 2017 
  4. Época (http://epoca.globo.com/especiais/500anos/esp990927.htm Arquivado em 23 de maio de 2009, no Wayback Machine.)