Ramo de Petrópolis

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Brasão da dinastia de Orleães-Bragança.

O Ramo Dinástico de Petrópolis é formado pelos descendentes de D. Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança. Originalmente, seriam os primeiros na linha sucessória ao trono imperial brasileiro, mas teriam perdido esse direito em função da renúncia de D. Pedro de Alcântara ao título de Príncipe Imperial do Brasil, mantendo-se apenas como príncipe de Orleans-Bragança, para que pudesse se casar com sua amada, a condessa Elisabeth de Dobrzenicz. O herdeiro presuntivo teria, então, passado a ser seu irmão D. Luís Maria Filipe, e consequentemente seus descendentes diretos, que compõem o chamado Ramo de Vassouras.

Posteriormente, o varão de D. Pedro de Alcântara, D. Pedro Gastão, procurou reaver a chefia da Casa Imperial Brasileira, mas seus esforços mostraram-se infrutíferos. Também, durante o período do plebiscito brasileiro de 1993, no qual um referendo popular buscava aferir qual forma e sistema de governo a população brasileira preferiria, alguns membros do Ramo de Petrópolis reacenderam o tema dinástico. Hoje, os dois ramos da Família Imperial convivem harmoniosamente e a questão sucessória não passa perto das pautas familiares.

A priori, os membros do Ramo de Petrópolis mantêm o controle administrativo da Companhia Imobiliária de Petrópolis, empresa familiar que administra diversos imóveis herdados, para além de outros. Também, até recentemente, os varões primogênitos desse Ramo detinham a pena dourada com a qual D. Isabel Leopoldina assinou a Lei Áurea, antes de ser vendida ao Museu Imperial de Petrópolis em 2006, por D. Pedro Carlos.

Entre os descendentes diretos de D. Pedro de Alcântara, vale ressaltar D. Maria Francisca de Orléans e Bragança, terceira gênita de D. Pedro de Alcântara, que é mãe do atual herdeiro presuntivo de jure ao trono real português, Duarte Pio de Bragança, pretendente ao título duque de Bragança.

Há que se ressaltar que muitos membros do Ramo de Petrópolis casaram-se com cônjuges considerados plebeus, infringindo assim as regras morganáticas que regem a Casa Imperial Brasileira. Assim, apesar de não terem formalizado, supõe-se que renunciaram a seus direitos dinásticos e de seus herdeiros. Muitos genealogistas apontam a falta dessa formalização o fato de que, em teoria, nenhum membro do Ramo de Petrópolis possui qualquer direito dinástico, haja vista que o patriarca do Ramo, D. Pedro de Alcântara, já o teria feito anteriormente.

No início de 2008, D. Pedro Carlos e D. Francisco, ambos filhos de D. Pedro Gastão, ter-se-iam declarado republicanos para um jornal espanhol.[1] O primeiro teria alegado que caso ocorresse um eventual plebiscito para definir a forma de governo do Brasil, iria defender a república e não a monarquia.[1] D. Francisco, por sua vez, afirmou que acreditava que a monarquia não daria certo no Brasil.[1] Segundo o mesmo jornal, os demais membros do Ramo de Petrópolis também seriam republicanos.[1] Caso seja verdadeiro, seria, para todos os efeitos, uma forma implícita de renunciar aos seus títulos como príncipes de Orleães e Bragança.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em comemoração aos 200 anos da vinda da Família Real de Portugal ao Brasil, dom João Henrique, mais conhecido como "dom Joãozinho", declarou-se republicano, não distinguindo a forma de governo, entre República e monarquia, mas equivalendo República à democracia:[2]

"Sou republicano como as monarquias européias, que defendem ideais como imprensa livre, parlamento e democracia."

O jornal Folha de S.Paulo chamou-o de "Príncipe Republicano".[2]

Lista de membros[editar | editar código-fonte]

Obs.: não constam as descendências dos príncipes que renunciaram a seus direitos dinásticos, à parte dos filhos de D. Pedro de Alcântara.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]