João Maria de Orléans e Bragança

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João Maria
Príncipe de Orléans e Bragança
D. João, Nanette de Castro e o casal Jorge Guinle, 1945.
Cônjuge Fátima Scherifa Chirine (que havia sido, durante o casamento anterior, princesa de Alexandria) tendo sido sua consorte de 1949 a 1971)
Teresa da Silva Leite (que foi sua consorte de 1990 a 2005)
Descendência Príncipe D. João Henrique de Orléans e Bragança
Casa Orléans e Bragança
Nome completo
João Maria Felipe Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz
Nascimento 15 de outubro de 1916
  Boulogne-Billancourt, França
Morte 27 de junho de 2005 (88 anos)
  Rio de Janeiro, Brasil
Pai Príncipe D. Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, príncipe do Grão-Pará
Mãe Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz

João Maria Felipe Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz (Boulogne-Billancourt, Altos do Sena, 15 de outubro de 1916Rio de Janeiro, 27 de junho de 2005), príncipe de Orléans e Bragança, foi um militar, piloto de aviões e executivo franco-brasileiro, tendo, no final de sua vida, produzido aguardentes em Paraty.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na vigência do banimento da família imperial brasileira, cresceu na propriedade de seus avós, o castelo d'Eu, na comuna de Eu, região da Alta-Normandia, França. João Maria conheceu o Brasil em 1925 e a partir de 1935 estabeleceu-se em definitivo neste país. Residindo com os pais, Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, príncipe do Grão-Pará e príncipe de Orléans e Bragança, e Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz, em Petrópolis, onde concluiu seus estudos.

Pretendia ingressar na marinha de guerra do Brasil, mas foi reprovado nos testes de admissão sem razão alguma, no entanto, conseguiu ingressar na aviação naval, graças ao auxílio do almirante Castro e Silva. Formou-se segundo-tenente e passou a trabalhar no correio aéreo nacional. Pertenceu, bem como seu pai, à Ação Integralista Brasileira - AIB, organização fundada e liderada por Plínio Salgado, escritor e jornalista de São Paulo. Foi ferido sem gravidade durante o levante de 11 de maio, no qual liberais, integralistas e militares descontentes invadiram o Palácio da Guanabara (ironicamente a ex-residência oficial da avó de D. João Maria, D. Isabel de Bragança, última princesa imperial do Brasil de facto) para depor Getúlio Vargas.

Bon vivant e galanteador, fez parte do "Clube dos Cafajestes", um grupo formado por jovens cariocas da classe alta e boêmios, que circulavam nas altas rodas do Rio de Janeiro. Entre os membros do grupo, Carlos Niemeyer, Sérgio Porto, Paulo Soledade, Carlos Peixoto, Raimundo Magalhães, Ermelino Matarazzo, Vadinho Dolabella, Waldemar Bombonatti, Paulo Andrade Lima, Ibrahim Sued, Ernesto Garcêz Filho, Oldair Fróes da Cruz, Mário Saladini, Jorginho Guinle, Léo Peteca, Darci Fróes da Cruz, Mariozinho de Oliveira, Cássio França, Bubi Alves, Fernando Aguinaga, Francisco Matarazzo Pignatari, Celmar Padilha, Francisco Albano Guize, Carlos Roberto de Aguiar Moreira e Heleno de Freitas, entre outros.

Fez curso de aperfeiçoamento militar nos Estados Unidos e durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) patrulhou as costas brasileiras. Chegaria à patente de tenente-coronel da Força Aérea Brasileira. Tornou-se, mais tarde, piloto comercial junto à hoje extinta Panair do Brasil, estabelecendo rotas comerciais no exterior. Tendo sido vice-presidente da companhia.

Em uma viagem ao Cairo, Egito, conheceu Fátima Scherifa Chirine, já divorciada de Hassan Omar Toussoun, príncipe de Alexandria, cujo título ela não conservou após o desquite. João Maria e Fátima se casaram em Sintra, Portugal, aos 29 de abril de 1949. Posteriormente, estabeleceu-se na cidade de Paraty, tornando-se produtor de aguardentes.

Lançou um livro de memórias em parceria com o escritor J. A. Gueiros, intitulado História de um príncipe. Na obra, editada pela Distribuidora Record de Serviços de Imprensa S.A. (Editora Record), sob o ISBN 85-01-04817-8, em 1997, o autor, entre outros assuntos, argumenta no capítulo "Uma Questão Antiga", subcapítulos "O Equívoco" (páginas 125 e 126) e "O Manifesto" (página 127), a favor da nulidade do instrumento de renúncia de seu pai à chefia da Casa Imperial do Brasil.

João Maria faleceu aos 89 anos, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi cremado e as cinzas espalhadas pelas praias da cidade de Paraty.

Casamentos e filho[editar | editar código-fonte]

Casou-se em Sintra, aos 29 de abril de 1949, com Fátima Scherifa Chirine, (Cairo, 19 de abril de 1923 – Rio de Janeiro, 14 de março de 1990) filha de Ismail Chirine Bey e Aicha Mussallam. Chirine já era divorciada de Hassan Omar Toussoun, príncipe de Alexandria, cujo título não conservou após o desquite. D. João Maria e Fátima Chirine divorciaram-se em 1971.

Do primeiro casamento, teve:

D. João Maria casou-se novamente com Teresa da Silva Leite (Ubá, 11 de janeiro de 1926), o Casamento civil foi em Petrópolis, aos 29 de abril de 1990, e, 16 dias depois, no Rio de Janeiro, houve o Casamento religioso. Esta união não rendeu filhos.


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