Classe alta

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade (desde junho de 2015).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
As famílias ricas modernas preferem residir em espaçosos e modernos edifícios nos chamados bairros nobres.
As famílias ricas tradicionais geralmente residem em antigas mansões, palacetes e solares, que muitas vezes contam a história da família.

Classe alta ou "classe A" é uma classe social presente no capitalismo moderno que se convencionou tratar como possuidora de um poder aquisitivo e de um padrão de vida e de consumo além do razoável, de forma a não apenas suprir suas necessidades de sobrevivência como também a permitir-se formas variadas de lazer e cultura, é comum chegar aos padrões de consumo eventualmente considerados exagerados; também sendo conhecida como classe dominante ou elite, não só pelo seu alto poder de compra e consumo, mas também pelo grande poder de influência e decisão política que possui.[1]

O conceito de classe alta pode ser associado na era pré-capitalista na forma de patrícios e nobreza, mas economica e historicamente o conceito que hoje se utiliza surgiu com os pensadores liberais clássicos após a revolucão industrial como Jean-Baptiste Say (1767–1832), Charles Comte (1782–1838) e Charles Dunoyer (1786–1862), e até hoje é a classe ligada a propriedade industrial que constitui o cerne desta classe.

No mundo pós moderno, dado o alto consumo e crescimento em escala mundial da indústria do entretenimento, pessoas sem estudos profundos também chegam a esta elite de alta renda por meio da fama, como é o caso de alguns atores, músicos, escritores, apresentadores, modelos e atletas. São, dentre outras, as chamadas socialites.

Considera-se no Brasil, como classe alta aquela família que tem uma renda mensal de no mínimo trinta salários mínimos, atualmente R$28.110. Estão nessa classe menos de 1% da populacão, porém representam 60% da classe política e legislativa do país,, 40% da classe judiciária, 25% dos professores universitários, 30% dos descendentes de famílias nobres tradicionais, 12% dos empresários, 10% dos militares e 5% dos profissionais autônomos.

Para fins estatísticos, a classe alta, ou A, é aquela que renda igual ou superior a R$ 13.000,00 mensais, o que representava cerca de 1% da populacão brasileira em pesquisas de 2013 (Folha de SP/IBGE). [2]

A classe alta norte-americana (Upper Class); são aqueles com enorme influência, riqueza e prestígio. Assim como no Brasil, os membros desse grupo têm uma tremenda influência sobre as principais instituições do país [1]. Essa classe compõe cerca de 1% da população total do país e retêm em torno de 30% de todas as riquezas. Têm renda igual ou superior a US$ 200.000 anuais (R$30.000 por mês).

  1. a b Marreiro, Flávia (5 de novembro de 2015). «Medeiros: "A desigualdade do Brasil é disfuncional para a democracia"». EL PAÍS 
  2. «Faixas Salariais x Classe Social - Qual a sua classe social?». Thiago Rodrigo. 17 de outubro de 2016