Clericalismo

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Clericalismo é o poder do clero na vida social, política e econômica.[1]

O clericalismo é a conduta política que o clero de uma determinada religião manifesta para favorecer seus interesses institucionais e materiais com o objetivo de incrementar seu poder.

Geralmente está acompanhado de uma atitude de hostilidade e negação do estado laico o qual é visto como promotor da perda de prestígio e poder do clero e dos valores tradicionais defendidos pela religião.

Na época da Idade Média, o clero tinha privilégio e prestígio na sociedade feudal, porque diziam-se fazer ligação entre Deus e os seres humanos.[1] O clero era, na Idade Média, todo o extracto social associado ao culto religioso, nomeadamente o cristão.[1]

O clericalismo moderno renasceu na Itália, quando o Papa Pio IX (1846-1878) promulgou o Syllabus (1864), considerando-se um prisioneiro do recém-nascido Estado italiano. Condenou todos os aspectos do Liberalismo e do Modernismo, dando vida aos movimentos do catolicismo intransigente que se recusaram a reconhecer o novo Reino da Itália.

Com a Encíclica Rerum Novarum ("Sobre as Coisas Novas"), o Papa Leão XIII (1891) mostrou seu repúdio ao Capitalismo e ao Socialismo, seu pouco entusiasmo pela Democracia e afirmou que as classes e desigualdades sociais constituem traços inalteráveis da condição humana, assim como os direitos de propriedade, inspirando o surgimento de correntes e partidos políticos como a Democracia Cristã e as chamadas Uniões Católicas, ao lado de outros movimentos reacionários, como o a Ação Católica na França.

  1. a b c Guimarães, Jabesmar Aguiar. «A liderança da igreja e o clericalismo». www.obreiros.com. Obreiros. Consultado em 30 de janeiro de 2018.