Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello

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O Cenpes (Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello) é a unidade da Petrobras responsável pelas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e da empresa. Atualmente é um dos maiores complexos de pesquisa aplicada à indústria de energia do mundo. Foi criado em 4 de dezembro de 1963, na Praia Vermelha e tem como missão prover e antecipar soluções tecnológicas com visão de inovação e sustentabilidade para a companhia.

Devido ao pioneirismo da Petrobras no campo de exploração de águas profundas, o CENPES teve vital importância na criação de tecnologia que não estava disponível para ser adquirida em nenhum lugar no mundo.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O CENPES teve a sua criação a sede ficava na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Nos anos 70 ocorreu a mudança para a atual sede na Cidade Universitária, no Campus da UFRJ na Ilha do Fundão. Em 1976 a Engenharia Básica veio a ser incorporada ao CENPES e, em 1983, a área de E&P.

Em 2010 foi inaugurada a ampliação que tornou o espaço disponível em 300 mil² com mais de 200 laboratórios de P&D.

O projeto da ampliação utilizado foi desenvolvido utilizando os conceitos de em ecoeficiência e sustentabilidade com captação de água das chuvas e aproveitamento da iluminação natural.

Leopoldo Américo Miguez de Mello

Leopoldo Américo Miguez de Mello (1913-1975) graduou-se em Química Industrial pela Escola Nacional de Química. Foi o fundador do IBP em 1957. De 1964 a 1967 foi diretor da Petrobras, onde tornou possível a criação do centro de pesquisa que leva o seu nome.

Atuação[editar | editar código-fonte]

O Cenpes tem por finalidade planejar, coordenar, executar, promover e acompanhar as atividades de P&D relacionadas com a indústria do petróleo e outras fontes de energia. Além dessas atividades, o Cenpes é responsável por:

Atualmente as atividades do CENPES estão além da sua localização principal, pois possui Núcleos experimentais em outras cidades como Fortaleza e Aracaju.

Atuam hoje no CENPES cerca de 3.600 pessoas entre próprios e terceirizados, pesquisadores, técnicos, pessoal administrativo, manutenção e pessoal de apoio.

Pesquisa e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O Cenpes realiza a pesquisa e desenvolvimento tecnológico em energia, atendendo as necessidades das áreas-fim da Petrobras: exploração, produção e refino de petróleo e gás natural, além de pesquisas sobre energias renováveis e desenvolvimento sustentável. Também são desenvolvidas soluções nas áreas de meio-ambiente e biotecnologia visando não somente explorar o petróleo, mas a sustentabilidade de todo esse processo com ênfase na manutenção e recuperação de áreas das atividades de exploração e produção.

O desafio tecnológico do Pré-sal não terminou com o início da operação dos campos, mas se prorroga no tempo com a necessidade de novas tecnologias e soluções que são enfrentadas todos os dias em busca da excelência.

O CENPES participa das Redes Temáticas, que envolvem parcerias tecnológicas entre a Petrobras e universidades e centros de P&D brasileiros.

Realizações mais conhecidas[editar | editar código-fonte]

Robô Híbrido Chico Mendes.

O Laboratório de Robótica Submarina do CENPES desenvolveu um robô ambiental híbrido, que pode andar na água, na terra ou no pântano, e que foi batizado de “Chico Mendes”. As funções podem ser para o monitoramento da água, coleta de amostras, fotografias e outras atividades que seriam praticamente impossíveis para um ser humano realizar, devido a variação da profundidade durante o deslocamento nas águas.

HBIO

O H-BIO é um processo desenvolvido no CENPES, constituído pela adição de 10 a 20% de óleo vegetal ou gordura animal ao óleo diesel antes de sua passagem pelas unidades de hidrotratamento nas refinarias, processo normalmente usado para reduzir o teor de enxofre do óleo diesel.

Visão Social[editar | editar código-fonte]

O CENPES durante sua história ofereceu oportunidades ao jovens a partir de parcerias como o Jovem Aprendiz e a disponibilização de vagas de estágio tanto de nível médio como de nível superior. Muitos estagiários retornaram anos depois pelo concurso público e hoje são funcionários.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]