Innova

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Innova
Razão social Videolar-Innova S.A.
Indústria Petroquímica
Fundação 1988
Fundador(es) Lírio Albino Parisotto
Sede Manaus, Amazonas,  Brasil
Proprietário(s) Lírio Albino Parisotto
Presidente Lírio Albino Parisotto
Produtos Poliestireno, Etilbenzeno [1], monômero de Estireno[2], Poliestireno cristal e de alto impacto [3], Poliestireno expansível [4], Polipropileno Biorientado, chapas de poliestireno [5], tampas plásticas para bebidas carbonatadas e não-carbonatadas [6].
Website oficial Site oficial

Innova é uma empresa brasileira com sede em Manaus que atua na indústria petroquímica, especialmente na produção de poliestireno para os mais diversos fins.

História[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1988 pelo empresário Lírio Parisotto na cidade de Caxias do Sul com o nome de Videolar[7], a empresa iniciou suas atividades produzindo mídias de armazenamento removível por meio magnético, como fitas de vídeo, K7 e disquetes (mais tarde, modificou sua produção para mídias ópticas, como CDs, DVDs e Blu-ray), além de gravação, tradução e legendagem de fitas VHS[8].

A Videolar implantou no Brasil o conceito da fita de videocassete fabricada sob medida, que consiste no uso do produto magnético (o comprimento da fita, em si) na quantidade suficiente para gravar o filme, no tempo de reprodução do conteúdo.[9]

Até então, o processo era realizado no país através de empresas distintas: de um lado, os fabricantes de fitas virgens em durações pré-determinadas, como as T-60, T-90, T-120 (notações referentes aos minutos graváveis), de outro, os laboratórios de duplicação que compravam essas fitas, recebiam as matrizes dos filmes e as duplicavam nelas. Ao lançar a fabricação sob medida (como, por exemplo, uma fita de T-100 para filme de 100 minutos), o processo implantado pela Videolar unificou as atividades, eliminando sobras e consequentes perdas, com economia de escala[10].

Em 1990, a Videolar levou o laboratório de duplicação de Caxias do Sul para São Paulo, onde já desenvolvia atividades de tradução, legendagem e confecção das matrizes dos filmes. Implantou também uma unidade industrial em Manaus para fabricar e gravar as fitas sob medida. No ano seguinte, a companhia passou a operar toda a logística de distribuição física das fitas da CIC Vídeo, unificação no Brasil dos estúdios cinematográficos norte-americanos Paramount e Universal[11].

A partir daí, a Videolar expandiu atuação no segmento das mídias gravadas e também virgens[12]. Atendeu também a indústria fonográfica, fabricando e gravando CDs (compact discs) [13].

No escritório comercial, administrativo e financeiro da companhia, com 25.000 m2 de área construída, em Alphaville, Barueri (SP) a Videolar disponibilizou espaços físicos para sediar os escritórios das distribuidoras do mercado de vídeo[14]. Tornou-se a única empresa no mundo a atender integralmente as seis majors, como são denominados os estúdios produtores de filmes cinematográficos sediados em Hollywood (Los Angeles, EUA), bem como as empresas independentes nacionais[15].

Em 2002, a Videolar inaugurou a primeira petroquímica da região Norte para produzir a resina plástica poliestireno (inicialmente com capacidade de 120.000 toneladas/ano)[16]. O poliestireno era usado como matéria-prima na fabricação dos estojos de compact discs (CDs) e videocassetes produzidos pela própria companhia, além de atender à demanda de diversos segmentos instalados no Polo Industrial de Manaus, dos eletroeletrônicos e eletrodomésticos (gabinetes em geral, como os de aparelhos de ar condicionado, refrigeradores e TVs), materiais de escritório e escolar, além da indústria de embalagens alimentícias[17].

Em 2004, a Videolar inaugurou um centro de distribuição no Polo Industrial de Manaus, dimensionado para acomodar milhões de produtos acabados[18].

No ano seguinte, a Videolar comprou os ativos da empresa Somlivre.com e lançou o portal de comércio eletrônico Videolar.com[19].

Já em 2011, inaugurou nova fábrica no Polo Industrial de Manaus para produzir tampas plásticas por termoformagem, destinadas a fabricantes de água mineral e refrigerantes[20].

Em 2012, a companhia iniciou numa fábrica de 65.000 m2, em Manaus, para a fabricação dos filmes plásticos de polipropileno biorientado (BOPP), chapas de polipropileno (PP) e chapas de poliestireno (PS)[21] para atender às indústrias de embalagens. Também em 2012, Parisotto comprou a Microservice e fundiu as duas linhas de produção, criando a "AMZ Mídia Industrial S.A.", a maior empresa de mídias ópticas gravadas do Brasil[22].

Ao longo dos anos, a Videolar foi incorporando novas linhas de produtos e sua principal planta industrial foi transferida para a cidade de Manaus.

Em outubro de 2014, a empresa assumiu o controle da petroquímica Innova S.A., localizada em Triunfo, no Rio Grande do Sul, e desta maneira sua denominação passou para Videolar-Innova, líder brasileira do setor de poliestireno, detentora de cerca de 70% do mercado[23].

No ano de 2016, a AMZ Mídia Industrial S.A. deixou de ser uma subsidiária e foi incorporada pela Videolar-Innova.[24]

Em abril de 2017, a Videolar-Innova S/A deu início ao projeto de duplicação da fábrica de monômero de estireno na petroquímica de Triunfo (RS), com investimento anunciado de R$ 500 milhões para chegar a uma capacidade de 420 mil toneladas/ano a partir de abril de 2019. O contrato de fornecimento de matérias-primas firmado com a petroquímica Braskem[25] assegurou o fornecimento das substâncias benzeno e eteno, componentes do etilbenzeno que, por sua vez, dá origem ao monômero de estireno fabricado pela Videolar-Innova S/A[26].

O monômero de estireno é matéria-prima de base para itens como asfalto, pneus, tintas, borrachas e resinas. Está presente em aplicações como tratores, botões de camisa, tecidos, tanques de postos de gasolina, piscinas, assentos de ônibus. É também insumo essencial das resinas fabricadas pela Videolar-Innova[27]: os poliestirenos de uso geral (GPPS) e alto impacto (HIPS) e o poliestireno expansível (EPS) Newcell, cuja fabricação foi iniciada em 2014[28].

Em paralelo à decisão de duplicar sua fábrica de monômero de estireno, a companhia passou a adotar exclusivamente a marca Innova[29], dela eliminando o nome Videolar, marca associada ao mercado do entretenimento, predecessora da atual atividade petroquímica e de transformação de plásticos. A companhia manteve Videolar-Innova S/A para a razão social[30].

Referências

  1. «Comissão Estadual do Benzeno Visita Videolar-Innova». SindPolo. 1 de novembro de 2016. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  2. Arlete Lorini (4 de novembro de 2015). «Na Petroquímica Innova não há saudade da Petrobras». Revista Exame. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  3. Nivaldo Souza (1 de outubro de 2014). «Cade aprova venda de petroquímica para a Videolar». Revista Exame. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  4. «Videolar-Innova». Governo do Estado do Rio Grande do Sul. 22 de junho de 2016. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  5. «Videolar conclui a compra da Innova Petroquímica». Embalagem Marca. 7 de novembro de 2014. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  6. «Aposta da Videolar Innova chega a R$ 2,5 bilhões no Estado». ZH Notícias. 21 de junho de 2016. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  7. «Videolar completa 20 anos». Propmark. 14 de maio de 2008. Consultado em 12 de dezembro de 2016 
  8. Renato Cruz (12 de maio de 2008). «A reinvenção da Videolar». Jornal O Estado de S. Paulo. Consultado em 12 de dezembro de 2016 
  9. Marcela Ayres (26 de outubro de 2012). «10 empresários que ganharam milhões de reais, saindo do zero». Revista Exame. Consultado em 31 de janeiro de 2017 
  10. Vidigal, Marina (2009). Para Ser Grande. [S.l.]: Editora Original 
  11. Vidigal, Marina (2009). Para Ser Grande. [S.l.]: Editora Original 
  12. André Vieira (9 de janeiro de 2012). «Videolar e a Microservice se unem». Época Negócios. Consultado em 03 de fevereiro de 2017  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  13. Jr., Irineu; Vicente, Eduardo (2010). Na Trilha do Disco. Rio de Janeiro: E-papers. p. 138-139. ISBN 978-85-7650-264-7 
  14. «Implantação do software Apollus na Videolar-Innova». Apollus EHS Solutions. 28 de abril de 2016. Consultado em 03 de fevereiro de 2017  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  15. Vidigal, Marina (2009). Para Ser Grande. [S.l.]: Editora Original 
  16. «Suframa realiza estudo para setor petroquímico na região». Suframa Hoje. Consultado em 13 de fevereiro de 2017 
  17. Vidigal, Marina (2009). Para Ser Grande. [S.l.]: Editora Original 
  18. Arthur Virgílio (7 de dezembro de 2004). «Requerimento de voto de aplauso à Videolar da Amazônia» (PDF). Senado Federal. Consultado em 15 de fevereiro de 2017 
  19. «Videolar cai na rede». Isto É Dinheiro. 12 de outubro de 2005. Consultado em 17 de fevereiro de 2017 
  20. «Videolar passa a fabricar tampas para garrafas». EmbalagemMarca. 11 de julho de 2011. Consultado em 09 de março de 2017  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  21. «Metamorfose ambulante». Plásticos em Revista. 1 de outubro de 2015. Consultado em 14 de março de 2017 
  22. «Videolar e a Microservice se unem». Revista Época/Negócios. Consultado em 12 de dezembro de 2016 
  23. Nivaldo Souza (1 de outubro de 2014). «Cade aprova venda de petroquímica para a Videolar». Revista Exame. Consultado em 12 de dezembro de 2016 
  24. «Diário Oficial do Estado do Amazonas». JusBrasil. 11 de março de 2016. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  25. Stella Fontes (17 de abril de 2017). «Videolar-Innova aprova expansão de R$ 500 milhões». Valor Econômico. Consultado em 25 de abril de 2017 
  26. Licio Melo (20 de abril de 2017). «Videolar-Innova fará aporte de R$ 500 milhões». BVMI. Consultado em 27 de abril de 2017 
  27. Arlete Lorini (4 de novembro de 2015). «Na Petroquímica Innova não há saudade da Petrobras». Revista Exame. Consultado em 27 de abril de 2017 
  28. Graziella Valenti (23 de junho de 2016). «Lirio Parisotto joga as suas fichas na Videolar-Innova». Valor Econômico. Consultado em 27 de abril de 2017 
  29. «Fábrica da Innova terá R$ 500 milhões para ampliação». Jornal do Comércio. 19 de abril de 2017. Consultado em 25 de abril de 2017 
  30. «Estireno: Videolar-Innova quer dobrar capacidade em dois anos». Plásticos em Revista. 25 de abril de 2017. Consultado em 27 de abril de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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