Liquigás

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Liquigás
Razão social Liquigás Distribuidora S/A
Subsidiária
Atividade Distribuição de Gás GLP
Gênero Energia
Fundação 1953
Sede São Paulo, SP,  Brasil
Presidente Ricardo Mendes de Paula
Empregados 3.250
Produtos GLP Envasado, GLP Granel, Purogás
Empresa-mãe Itaúsa; Grupo Edson Queiroz; Copagaz
Faturamento Aumento R$ 3,3 bilhões (2015)[1]
Website oficial www.liquigas.com.br

Liquigás Distribuidora S/A é uma empresa brasileira de distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP). Além do gás para uso doméstico, a Liquigás fornece produtos e serviços para diversos setores da indústria, comércio e agricultura, pecuária, aviários, condomínios, hotéis, entre outros (GLP granel).

História da Liquigás[editar | editar código-fonte]

Centro Operacional da Liquigás

Desde sua fundação, em 1953, a Liquigás pertencia ao grupo Agip do Brasil S.A. Em agosto de 2004 a empresa passou a integrar o sistema Petrobras, no setor de engarrafamento e distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP), tendo sido privatizada em novembro de 2019.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Nestes anos, a Liquigás não parou de crescer e construiu uma das maiores redes de comercialização e distribuição de GLP no país, estando presente em 23 estados. A Companhia conta com aproximadamente:

  • 3.250 funcionários
  • 26 Unidades Industriais de Engarrafamento, sendo 21 próprias e 5 de terceiros
  • 19 Depósitos de Armazenamento
  • 5 escritórios comerciais além da Sede
  • mais de 21 milhões de botijões de 13 kg (P13) com as marcas da Liquigás

Privatização[editar | editar código-fonte]

Em 18 de novembro de 2020, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra da Liquigás pelo consórcio formado pela cearense Nacional Gás e as companhias Itaúsa e Copagaz. O negócio foi realizado em novembro de 2019 e movimentou R$ 3,7 bilhões.[2]

Dessa forma, o Grupo Edson Queiroz, detentor da Nacional Gás, amplia de maneira significativa o mercado de GLP no País. Além da marca Nacional Gás, o Grupo detém a Brasil Gás e a Paragás. Abastece aproximadamente 8 milhões de lares e mais de 20 mil empresas por mês.[3]

Há anos entre os quatro maiores distribuidores de gás liquefeito (GLP) no Brasil, a cearense Nacional Gás Butano, que detém cerca de 20% do mercado, consolida sua posição ao participar do consórcio que comprou a Liquigás. Em um mercado praticamente controlado por cinco empresas, a Copagaz, que detém menos de 10% de market share, será a controladora da companhia formada pelo consórcio que adquiriu a empresa. O Itaúsa, do grupo Itaú, terá uma participação minoritária relevante, seguida pela Nacional Gás.[4]

Mercado[editar | editar código-fonte]

Segundo a ANP, em 2010 a Liquigás teve participação de 22,3% no mercado de GLP;[5] a empresa é líder de venda de botijões de 13 kg, P-13.[6]

No ano de 2015 a empresa era a segunda maior do ramo de distribuição de GLP no Brasil e comercializou 1,65 milhão de toneladas de GLP; tinha 23 centros operativos, 19 depósitos de armazenamento e cerca de 4.800 revendedores autorizados.[1]

A Liquigás está entre as três maiores no mercado brasileiro de GLP. Sua saída do mercado atende a uma política de enxugamento promovida pela Petrobras. A líder do setor de GLP no Brasil é a empresa Ultragaz, do Grupo Ultra (postos Ipiranga), com cerca de 23,5% de participação no mercado e que, em 2016, tentou comprar a Liquigás. A tentativa foi barrada pelo Cade para evitar concentração ainda maior.

A empresa cearense Nacional Gás possui hoje 19,41% do mercado de distribuição de GLP no país. Já a Copagaz tem perto da metade disso (8,39% do mercado nacional). Portanto, a menor participação da Nacional Gás no consórcio ocorre para que permaneça abaixo dos 30% da fatia nacional.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Reuters e Estadão Conteúdo (17 de Novembro de 2016). «Conselho da Petrobras aprova venda da Liquigás para Ultragaz por R$2,8 bi». ÉPOCA Negócios. Consultado em 20 de Novembro de 2016 
  2. «Cade aprova compra da Liquigás por consórcio da cearense Nacional Gás». Focus.jor | O que importa primeiro. 18 de novembro de 2020. Consultado em 20 de novembro de 2020 
  3. «Cearense Nacional Gás compõe consórcio que comprou a estatal Liquigás por R$ 3,7 bilhões». Focus.jor | O que importa primeiro. 7 de novembro de 2019. Consultado em 20 de novembro de 2020 
  4. «Com 19,41% do mercado, Nacional Gás Butano fica com menor cota da Liquigás para não atingir limite de 30%». Focus.jor | O que importa primeiro. 26 de agosto de 2019. Consultado em 20 de novembro de 2020 
  5. http://www.anp.gov.br/
  6. http://www.liquigas.com.br/wps/portal/!ut/p/c1/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3hvPwMjIw93IwMDFzcjA6OgoADLQA8XQ2dTM6B8JE55fy9TPLq93czx6vZ2MyVgt59Hfm6qfkFuaES5o6IiANainPM!/dl2/d1/L2dJQSEvUUt3QS9ZQnB3LzZfS04wMjJIRzIwMERGMjAyUlJQOVFIRDFPSjc!/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]