Vibra Energia

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Vibra Energia
Logotipo da empresa
Razão social Vibra Energia S.A.
Nome(s) anterior(es) Petrobras Distribuidora/BR Distribuidora (1971-2021)
Empresa de capital aberto
Slogan Se tem energia, vibra.
Cotação B3VBBR3
Atividade Combustíveis
Fundação 12 de novembro de 1971 (51 anos)
Fundador(es) Petrobras
Sede Rua Correia Vasques, 250 - Cidade Nova - Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Área(s) servida(s) Todo o território nacional
Presidente Wilson Ferreira Júnior
Produtos
Marcas
  • BR Mania
  • Lubrax
  • BR Aviation
Serviços
Subsidiárias Targus Energia
Receita Aumento R$ 135,7 bilhões (2018)
Lucro Aumento R$ 3,2 bilhão (2018)[1]
LAJIR Aumento R$ 3,07 bilhões (2017)
Website oficial www.vibraenergia.com.br

A Vibra Energia (anteriormente BR Distribuidora) é uma sociedade anônima de capital aberto sediada na cidade do Rio de Janeiro. Fundada no dia 12 de novembro de 1971 foi subsidiária da Petrobras até julho de 2019[2]. Atua no segmento de distribuição e comercialização de combustíveis derivados de petróleo, biocombustíveis, além de lubrificantes, emulsões asfálticas e produtos químicos.

Segundo a Exame, em 2017 era a segunda maior empresa brasileira em faturamento.[3] Presente nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal com mais de 8 000 postos de serviços licenciado a bandeira Petrobrás, atualmente a Vibra Energia é a maior empresa do setor de distribuição de combustíveis no Brasil, tendo como suas principais concorrentes a Ipiranga e a Raízen (joint venture formada entre a Shell e a Cosan).[4][5]

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 70, mais precisamente em 12 de novembro de 1971, em pleno milagre econômico brasileiro no Governo Médici, com o PIB do país crescendo a taxas superiores a 10% ao ano, o consumo interno de derivados de petróleo estava impulsionado. Nesse contexto, e dentro de um cenário de transformações na PETROBRAS (Petróleo Brasileiro S.A.), foi criada a Petrobras Distribuidora S.A., ou, simplesmente BR. Nesta ocasião, recebeu os 840 postos de combustíveis já existentes no Brasil com a bandeira Petrobras e 21% do mercado de distribuição.

Em 1973, a BR lança a linha de lubrificantes automotivos Lubrax, presente no mercado até os tempos atuais.[6]

Em 1974, a BR assume o posto de maior distribuidora de derivados do petróleo do país, atuando em um mercado estritamente competitivo, chegando ao ano de 2015 com 34,9% de market share.[7]

Em 1992, a BR cria, junto com o Governo do Estado de Pernambuco, por meio de sua subsidiária Gaspetro, a Copergás, passando esta a herdar a rede de gasodutos herdados da Petrobras. Nesta operação, a BR tem 24,5% da empresa, junto com o governo de Pernambuco (51%) e com a multinacional Mitsui Gás e Energia (24,5%). Em 2017, o Governo de Pernambuco anuncia que tem interesse na venda da sua participação na Copergás.[8]

Em 1993, numa manobra para integrar os sistemas, a Petrobras passa a utilizar o logo da BR, sendo este usado pelo Sistema Petrobras até os dias atuais.[6]

Já em 1994, inaugura a "BR Mania", loja de conveniência integrada nos postos da BR. A BR Mania foi a primeira do setor no Brasil, existente até os dias atuais. Nas lojas, destacam-se os produtos de marca própria no chamado food service (cerca de 150 itens), que contemplam uma linha completa, envolvendo burguer, sanduíches naturais, salgados, doces, massas, pizzas e pratos gourmet, inclusive a tradicional feijoada. Além disso, as lojas BR Mania contam com os serviços diferenciados BR Mania Café e BR Mania Padaria, que ofertam produtos especialmente desenvolvidos para a BR Mania.[9]

Posto BR na rodovia AL-487 em Traipu, Alagoas.

Em 2000, anuncia o fechamento do seu capital. Á época, o diretor da Área Financeira da Petrobras, Ronnie Vaz Moreira, disse que a medida tem o objetivo de adequar o perfil da Petrobras ao das suas concorrentes no mercado internacional e também baratear custos, acabando com a obrigatoriedade de a BR apresentar trimestralmente seus números ao mercado.[10]

Em 2004, anuncia a compra da Agip do Brasil, que opera com a marca Liquigás, por US$ 450 milhões. A compra resultou na criação de uma subsidiária da BR Distribuidora, a Liquigás Distribuidora.[11].

No ano de 2007, foi parte de um consórcio formado pelo Grupo Ultra, Petrobras e Braskem, adquiriu os ativos do Grupo Ipiranga, do Rio Grande do Sul. Na oportunidade, assumiu os postos da Ipiranga nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além da IASA (Ipiranga Asfaltos, posteriormente transformada em Stratura Asfaltos). Já os postos das regiões Sul e Sudeste ficaram nas mãos do Grupo Ultra, que, á época, não tinha participação no mercado de refino de combustíveis. Os ativos petroquímicos ficaram com a Braskem. A Petrobras desembolsou US$ 1,3 bilhão, a Braskem US$ 1,1 bilhão, enquanto o Grupo Ultra se comprometeu a trocar as ações dos minoritários da Ipiranga.[12]

Em dezembro de 2017, reabre seu capital na B3, sendo listada no Novo Mercado, mais alto nível de governança corporativa. Á época, a Petrobras arrecadou R$ 5 bilhões, como parte de uma reestruturação corporativa tendo em vista a redução do endividamento da Petrobras, o maior de uma petroleira no mundo.[13]

Em 2018, anuncia a venda da Liquigás para a Ultragaz, do Grupo Ultra. Porém, em fevereiro, o CADE decidiu vetar a compra da empresa pelo Grupo Ultra.[14] Na ocasião, a Petrobras recebeu R$ 286,2 milhões de multa rescisória pelo barramento da operação pelo CADE do Grupo Ultra.[15] Foi-se falado em abrir o capital da empresa na B3 ou até mesmo a venda da Liquigás para uma outra concorrente, porém até o momento não há uma decisão sobre a empresa.[carece de fontes?]

Privatização[editar | editar código-fonte]

Até 2017 a Petrobras detinha 100% das ações da BR Distribuidora, quando então vendeu 28,75% das ações por R$ 5 bilhões.

Em julho de 2019, ao reduzir sua participação na empresa de 71,25% para para 41,25%, arrecadando R$ 8,56 bilhões com a operação, a Petrobras vendeu o controle acionário da BR Distribuidora na bolsa de valores, tornando a companhia uma empresa privada. Pouco depois, a Petrobras colocou um lote adicional de papéis à venda, reduzindo para 37,5% das ações da BR, não descartando, porém, a venda desse restante. Segundo o Presidente da Petrobras na época, Roberto Castello Branco, a empresa iria focar na produção e exploração de óleo e gás, abrindo mão de qualquer operação distinta.[16]

A Petrobras vendeu a parte restante de suas ações na BR em julho de 2021. Foram vendidas 436 milhões de ações, movimentando um total de R$ 11,3 bilhões, com fundos de investimentos adquirindo 57,6% dessas ações. O Samambaia Master Fundo de Investimento em Ações, gerido pelo ex-banqueiro Ronaldo Cezar Coelho, se tornou o maior acionista da BR Distribuidora, com o equivalente a 7,95% do capital social da companhia.[17][18][19]

Nova identidade visual[editar | editar código-fonte]

No dia 19 de agosto de 2021, a BR Distribuidora mudou sua identidade visual, que era utilizada há mais de 40 anos, passando a se chamar Vibra Energia. Segundo o presidente da empresa Wilson Ferreira Junior, apesar da mudança do nome a empresa continuará utilizando a sigla BR na rede de 8,3 mil postos de combustíveis em todo o país.[20]

Após a mudança da denominação social, em 22 de outubro de 2021 as ações da empresa passaram a ser negociadas na B3 sob novo código de negociação (ticker) “VBBR3”, em substituição ao ticker antigo “BRDT3”, e o nome de pregão passou a ser “VIBRA” em substituição a “PETROBRAS BR”. Segundo o Aviso aos Acionistas publicado em 14 de outubro: "O novo posicionamento da marca institucional, nova assinatura corporativa e agora a alteração do ticker para VBBR3, têm como direcionadores de sua nova marca: orientação ao cliente; confiança que conecta; parcerias genuínas; e evolução constante."[21][22][23][24]

Eletroposto[editar | editar código-fonte]

Em 10 de junho de 2009, é inaugurado o 1º posto do Brasil voltado para o abastecimento de veículos elétricos, no Rio de Janeiro[25]. Denominada Eletroposto, a unidade é composta por dois pontos de recarga para motos e carros com saídas de 110 ou 220 volts. O projeto, que utiliza energia solar, foi concebido com tecnologia exclusivamente nacional.[26][27]

No mundo, existem alguns padrões sendo desenvolvidos para as Estações de Recarga de veículos elétricos.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 2014, o Conselho de Administração da BR Distribuidora exonerou Nestor Cuñat Cerveró do cargo de diretor financeiro da empresa. Cerveró era o diretor da área internacional da Petrobras em 2006, quando a estatal comprou 50% da Refinaria de Pasadena (EUA). A transação se tornou objeto de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU), da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) devido a suspeitas de superfaturamento.[28] O ex-diretor seria mais tarde condenado à seis anos de prisão por corrupção passiva no âmbito da Operação Lava Jato.[29]

A empresa esteve ainda envolvida em diversas denuncias de corrupção. Em 2017, o Senador Fernando Collor (PTB/AL) se tornou réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de acusado de receber mais de R$ 30 milhões em negócios da BR Distribuidora.[30] Segundo o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria concedido ascendência ao Senador Collor sobre a BR Distribuidora em troca de apoio político à base governista no Congresso Nacional.[31][32]

Em 2018, executivos da BR, Shell e Ipiranga foram presos em operação da PF sob suspeita de integrar uma quadrilha que controlava de forma indevida o preço final do litro do combustível na cidade de Curitiba.[33] No mesmo dia, outra operação da PF prendeu mais três gerentes da BR, também acusados de formação de cartel, no Distrito Federal.[34] O que levaria a Justiça do DF a decretar bloqueio de R$ 263 milhões de contas da companhia como medida preventiva para eventual ressarcimento de prejuízos.[35]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «PETROBRAS DISTRIBUIDORA TEVE LUCRO LÍQUIDO DE R$ 3,2 BI EM 2018». Site Petrobras Distribuidora. 26 de fevereiro de 2019. Consultado em 12 de março de 2019 
  2. The Cap. «O que faz BR Distribuidora (BRDT3) e os Diferenciais da Empresa». Consultado em 22 de agosto de 2021 
  3. «Melhores e Maiores – As 500 maiores empresas do Brasil (2017)». https://exame.abril.com.br/. 11 de agosto de 2017. Consultado em 12 de março de 2019 
  4. [1]
  5. Ipiranga e Raízen disputam segundo lugar.[ligação inativa]
  6. a b «Nossa História». Petrobras Distribuidora. Consultado em 3 de agosto de 2018 
  7. «Fatia de mercado da BR cai 1,9 ponto percentual em 2015». Valor Econômico 
  8. «Com lucro de R$ 70 milhões, Copergás pode ser vendida pelo governo de Pernambuco». Rede Brasil Atual 
  9. «BR Mania: Petrobras Distribuidora conquista Selo de Excelência em Franchising 2015». Petrobras 
  10. «Folha de S.Paulo - Petróleo: Petrobras fecha capital da BR Distribuidora - 21/10/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018 
  11. «Folha Online - Dinheiro - Petrobras anuncia compra da Agip do Brasil por US$ 450 milhões - 25/06/2004». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018 
  12. «Folha Online - Dinheiro - Petrobras, Ultra e Braskem compram Ipiranga por US$ 4 bilhões - 19/03/2007». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018 
  13. Rizério, Lara. «BR Distribuidora estreia na bolsa com alta de quase 7% depois do maior IPO desde 2013». www.infomoney.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018 
  14. http://www.dothnews.com.br. «Sob pressão, Cade decide venda da Liquigás» 
  15. «Petrobras recebe pagamento de multa contratual por reprovação de venda da LIquigás | Agência Petrobras». www.agenciapetrobras.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018 
  16. Silveira, Daniel (2 de agosto de 2019). «Após vender o controle da BR Distribuidora, Petrobras avalia reduzir a zero sua participação na empresa». G1. Consultado em 6 de julho de 2021 
  17. Ramalho, André (2 de julho de 2021). «Saída da Petrobras deve impulsionar valorização das ações da BR Distribuidora». Valor Investe. Consultado em 6 de julho de 2021 
  18. «Fundo Samambaia, de Ronaldo Cezar Coelho, se torna maior acionista da BR Distribuidora». Seu Dinheiro. 6 de julho de 2021. Consultado em 6 de julho de 2021 
  19. «Petrobrás embolsa R$ 11,4 bilhões e sai de vez do capital da BR Distribuidora». economia.estadao.com.br. Consultado em 30 de junho de 2021 
  20. Poder 360. «BR Distribuidora anuncia novo nome e passa a se chamar Vibra». Consultado em 22 de agosto de 2021 
  21. Moutinho, Laura (14 de outubro de 2021). «Vibra (BRDT3), ex-BR Distribuidora, mudará de ticker». Suno Notícias. Consultado em 22 de outubro de 2021 
  22. «Vibra Energia aprova nova denominação social com mudança a partir do dia 22 de outubro». ADVFN News. Consultado em 22 de outubro de 2021 
  23. «Vibra Energia, ex-BR Distribuidora começa a operar sobre o Ticker VBBR3». Guia do Investidor. 22 de outubro de 2021. Consultado em 22 de outubro de 2021 
  24. Vibra Energia S.A (22 de outubro de 2021). «Aviso aos Acionistas - Alteração do Nome, Nome de Pregão e Código de Negociação.». CVM - Fatos Relevantes. Consultado em 22 de outubro de 2021 
  25. «Cópia arquivada». Consultado em 29 de novembro de 2013. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2013 
  26. Petrobras Distribuidora inaugura primeiro eletroposto do país Press Release da BR Distribuidora
  27. «Brasil ganha 1º posto para abastecer veículos elétricos Portal G1». Consultado em 17 de junho de 2009. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2013 
  28. «BR Distribuidora destitui diretor que atuou na compra de refinaria nos EUA». G1. Brasília. 21 de março de 2014. Consultado em 6 de julho de 2021 
  29. «TRF4 confirma condenações de Cerveró, Bumlai, Vaccari e mais três». Revista VEJA. 30 de maio de 2018. Consultado em 6 de julho de 2021 
  30. «STF torna Collor réu na Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa». G1. 22 de agosto de 2017. Consultado em 6 de julho de 2021 
  31. «Lula deu "ascendência" a Collor na BR Distribuidora, diz Janot». Época. 13 de janeiro de 2016. Consultado em 6 de julho de 2021 
  32. «Lula repartiu BR Distribuidora entre Collor e PT, afirma Janot». Revista VEJA. 13 de janeiro de 2016. Consultado em 6 de julho de 2021 
  33. «Operação prende oito executivos da BR, Ipiranga e Shell | Paraná». Revista VEJA. 31 de julho de 2018. Consultado em 6 de julho de 2021 
  34. «Dubai: 28 denunciados por cartel em combustível no DF viram réus». Metrópoles. 31 de julho de 2018. Consultado em 6 de julho de 2021 
  35. «Justiça do DF bloqueia R$ 263 mi da BR Distribuidora em caso que investiga cartel». Folha de S.Paulo. 1 de agosto de 2018. Consultado em 6 de julho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]