Pasadena Refinery System Inc

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Refinaria de Pasadena (Pasadena Refining System Inc. - PRSI) é uma refinaria localizada na cidade de Pasadena, no estado estadunidense do Texas, que pertence à Petrobras, com capacidade instalada para 106 000 barris/dia. A refinaria de Pasadena foi objeto de investigação na CPMI da Petrobras de 2014.[1] [2]

Aquisição pela Astra Oil[editar | editar código-fonte]

Em 2005, a Astra Oil comprou a refinaria por US$ 42 milhões e investiu nela outros US$ 84 milhões, o que dá US$ 126 milhões, na cotação do dólar a época.[3]

Aquisição pela Petrobras[editar | editar código-fonte]

A compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, saiu mais caro do que se sabia para a Petrobras. O valor total pago pela estatal brasileira para Astra é de US$ 1,3 bilhão. O pagamento, feito em fevereiro de 2007, é confirmado por um memorando que a Astra Oil, a então sócia da Petrobras na refinaria, mandou para a Receita Federal dos Estados Unidos. O documento foi revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" em 31 de março de 2014.[3]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Lava Jato

A compra de refinaria é investigada pela força tarefa do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato.[4]

De acordo com o lobista, condenado pela justiça na Lava Jato, Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) recebeu US$ 1,5 milhão de dólares de propina pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O negócio rendeu um prejuízo de US$ 790 milhões aos cofres da estatal.[5]

Prejuízo com a compra de Pasadena[editar | editar código-fonte]

Em 17 de dezembro de 2014, uma auditoria apresentada pela Controladoria Geral da União (CGU) constatou que a Petrobras teve um prejuízo de US$ 659,4 milhões (R$ 1,8 bilhão) na compra da refinaria de Pasadena, no Texas. A CGU considerou que a estatal brasileira pagou um montante muito superior ao valor real. O órgão apontou 22 responsáveis pelo negócio, entre eles, José Sérgio Gabrielli e os ex-diretores Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada, mas isentou a presidente Dilma Rousseff, que presidiu o conselho de administração da Petrobras, e Graça Foster, de qualquer responsabilidade.[6]

Polêmicas cláusulas contratuais[editar | editar código-fonte]

Cláusula Put Option[editar | editar código-fonte]

A cláusula determinava que em caso de desacordo entre os sócios, a outra parte seria obrigada a adquirir o restante das ações.[7]

Cláusula Marlim[editar | editar código-fonte]

A "cláusula Marlim", que gerou um pagamento de U$ 85,14 milhões à Astra, estava entre as condições que tinham como objetivo favorecer a empresa belga e protegê-la de riscos associados à operação.[8] A cláusula ainda assegurava à Astra Oil, que era sócia da Petrobras no negócio, uma rentabilidade mínima de 6,9% ao ano.[9]

Posicionamento da Petrobras[editar | editar código-fonte]

Segundo Maria das Graças Foster, a Petrobras irá manter a refinaria de Pasadena apesar dos prejuízos ocasionados e espera, com o tempo, revertê-los. Além disso, a Petrobras não tem disposição em fazer novos investimentos na refinaria de Pasadena ou vendê-la.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Vandson Lima (6 de agosto de 2014). «Zelada reafirma em CPI que não teve influência em compra de Pasadena». Valor Econômico. Consultado em 12 de março de 2016. 
  2. Ultimo Segundo. «Cerveró reafirma em acareação que Pasadena foi bom negócio para Petrobras». iG. Consultado em 12 de março de 2016. 
  3. a b «Preço pago pela compra de refinaria de Pasadena passa de US$ 1,3 bilhão». G1 economia. 21 de março de 2014. Consultado em 21 de outubro de 2015. 
  4. «PF vê ligação entre Operação Lava Jato e compra de Pasadena». R7. 23 de maio de 2015. Consultado em 21 de outubro de 2015. 
  5. «Delator diz que Delcídio recebeu propina por refinaria de Pasadena». G1 Paraná. 16 de outubro de 2015. Consultado em 21 de outubro de 2015. 
  6. «CGU revela prejuízo de US$ 659,4 milhões na compra de Pasadena». O Globo. 17 de dezembro de 2014. Consultado em 21 de outubro de 2015. 
  7. «TCU julga nesta quarta compra de refinaria pela Petrobras nos EUA». G1 Política. 23 de julho de 2014. Consultado em 21 de outubro de 2015. 
  8. «Documentos revelam pagamento extra da Petrobras para sócia em Pasadena». Estadão. 31 de março de 2014. Consultado em 21 de outubro de 2015. 
  9. «Foster: cláusulas omitidas em Pasadena eram importantes». Terra. 27 de maio de 2014. Consultado em 21 de outubro de 2015. 
  10. Chico de Gois (30 de abril de 2014). «Apesar de continuar a avaliar Pasadena como mau negócio, Graça descarta venda de refinaria». O Globo. Consultado em 15 de maio de 2014. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]