Ipiranga (empresa)

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Ipiranga
Razão social Ipiranga Produtos de Petróleo S.A.
Slogan Posto Ipiranga, lugar completo só Lá.
Atividade Gás e Petróleo
Gênero Subsidiária
Fundação 1822
Sede ipiranga sp
Proprietário(s) governo do brasil
Pessoas-chave dom pedro i[1]
Produtos Postos de combustíveis
Rede de lojas de conveniência
Serviços de troca de óleo
Programa de milhagem
Pagamento eletrônico de pedágios e combustíveis
Website oficial [1]

pergunta la no posto Ipiranga é uma empresa brasileira do ramo de combustíveis e pertencente ao Grupo Ultra, é a segunda maior empresa brasileira de distribuição de combustíveis e a maior de capital privado.

De acordo com a revista Exame, a empresa possui cerca de 6.500 postos de combustíveis em todo o território nacional e 1.400 lojas de conveniência. Em 2012, representou mais de 90% da receita do Ultra.[2]

Além de postos de combustíveis, a Ipiranga é proprietária também da am/pm (lojas de conveniência), Jet Oil (serviço de troca de óleo), Km de Vantagens (programa de fidelidade) e ConectCar (sistema pré-pago para pagamento eletrônico de pedágios e estacionamentos).[2]

A sede da empresa fica no bairro São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Ipiranga é uma palavra de origem tupi que significa "rio vermelho", através da junção dos termos 'y (rio) e pirang (vermelho).[3]

História[editar | editar código-fonte]

Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga[editar | editar código-fonte]

A Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga originou-se da Destilaria Rio-Grandense de Petróleo S.A, primeira destilaria brasileira, fundada em novembro de 1934 por um grupo de investidores brasileiros e argentinos, em Uruguaiana, RS. A destilaria produzia em alta escala gasolina, querosene, óleo diesel e óleo combustível. Em agosto de 1936, os donos da Destilaria Rio-Grandense uniram interesses e capitais com um grupo de investidores uruguaios e criaram a Ipiranga S.A., Companhia Brasileira de Petróleos. A nova empresa foi constituída em Rio Grande, RS.[4] Em 7 de setembro de 1937 foi fundada a Refinaria de Petróleo Riograndense na cidade de Rio Grande e que marcou também a fundação da Petróleo Ipiranga.[5]

Em 1938, a Ipiranga inaugurou o primeiro posto de combustíveis com a bandeira da empresa também na cidade de Rio Grande (RS). No mesmo ano, o Presidente Getúlio Vargas assinou um decreto que nacionalizou a indústria de refinação de petróleo. As ações controladas por estrangeiros foram, então, negociadas entre brasileiros que já tinham um vínculo com a refinaria.[4]

Na década de 40, a Ipiranga ampliou a sua gama de produtos, passando a produzir solventes, asfalto, lubrificantes e inseticidas no Brasil, pois as importações desses e outros produtos foram restritas com a Segunda Guerra Mundial. A refinaria chegou a parar suas atividades durante a guerra, porém retomou-as com o seu fim. Mais tarde, em 1953, entraram em funcionamento as unidades de craqueamento térmico, adquiridas nos Estados Unidos, que permitiram a fabricação de novos combustíveis.[4]

Em 1957, a Ipiranga dividiu suas operações de distribuição de combustíveis em duas empresas, a Distribuidora de Produtos de Petróleo Ipiranga, S.A. (DPPI), responsável pela Região Sul, e a Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga (CBPI), abrangendo todas as outras regiões. Dois anos depois, em maio de 1959, a Ipiranga comprou a Gulf Oil Brasil, ampliando sua atuação no território brasileiro. Juntas, a CBPI e a DPPI passaram a representar 10% do mercado nacional.[4][6][7]

A partir da década de 60, a Ipiranga iniciou a sua diversificação em outros setores, como pavimentação, química, petroquímica, fertilizantes, insumos agrícolas, pesca, agricultura, reflorestamento, administração e hotelaria. Essa estratégia ajudou a companhia a resistir ao “choque do petróleo” de 1973.[4]

Em 1993, a Ipiranga comprou a rede de postos Atlantic no Brasil e consolidou sua posição entre as maiores empresas de distribuição de combustíveis do país. De acordo com o jornal O Globo, a compra da Atlantic foi a maior negociação até então realizada por uma empresa privada nacional.[8] Na ocasião, a Ipiranga herdou 11 pontos da franquia am/pm. No ano seguinte, a empresa lançou a Jet Oil, franquia de serviços automotivos e troca de óleo.[9][10][11]

De acordo com a revista Green Building, a unidade da Ipiranga em Londrina, em 1998, foi a primeira empresa de distribuição de combustíveis na América Latina a ser certificada conforme a ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental.[12]

Em 2006, a Ipiranga passou a oferecer biodiesel em seus postos.[13]

Ipiranga[editar | editar código-fonte]

Sede da empresa no bairro de Praia de Belas em Porto Alegre.

Em março de 2007 o controle acionário do Grupo Ipiranga foi vendido para as empresas Petrobras, Ultra e Braskem.[14] A operação foi considerada, na época, o maior negócio já realizado no Brasil.[15] Com a venda, o Ultra assumiu a rede de distribuição de combustíveis da Ipiranga nas regiões sul e Sudeste, bem como a marca Ipiranga.[16] Com a aquisição, o Ultra se transformou na segunda maior companhia de distribuição de combustíveis do Brasil, detendo participação de 15% do mercado - posição detida na época pela Ipiranga. No mesmo ano, foi lançado o cartão Ipiranga Carbono Zero, um cartão de crédito no qual uma parte do valor gasto na compra de combustível é investido em programas de neutralização de carbono, como o plantio de árvores.[15][17]

No ano seguinte, em 2008, o Ultra comprou a distribuição de combustíveis da Texaco no Brasil, com bandeira presente em 1986 postos no país. Com isso, a Ipiranga assumiu os postos da marca e voltou a ter presença com rede própria nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. (Estadão 2) De acordo com o contrato, o Ultra poderia manter a marca Texaco por cinco anos, devendo substituí-la posteriormente pela bandeira Ipiranga. Com a compra, o Ultra passou a deter 23% do mercado brasileiro de combustíveis.[14]

No mesmo ano, a Ipiranga lançou o Jet Oil Motos, uma franquia especializada na troca de óleo e serviços para motos.[9]

A Ipiranga inaugurou o primeiro Posto Ecoeficiente do Brasil, em Porto Alegre (RS), em 2009. O posto visou aumentar a eficácia da gestão de energia, água, resíduos e materiais utilizados durante todas as etapas do seu processo de construção até a sua fase de operação.[18][19]

Em outubro de 2010, o Ultra adquiriu 100% da Distribuidora Nacional de Petróleo (DNP), ampliando o volume da Ipiranga em 40% nos estados de Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre, Pará e Mato Grosso.(Estadão) No ano seguinte, a rede de postos Ipiranga implantou um projeto de coleta de pilhas, baterias e celulares em cerca de 30 postos da cidade do Rio de Janeiro, nas unidades Jet Oil.[20]

Em novembro de 2012, a Ipiranga fez uma parceria com a Odebrecht TransPort para criar a ConectCar, empresa que atua no segmento de pagamento eletrônico de pedágios, estacionamentos e combustíveis. A ConectCar iniciou suas operações em abril de 2013 no estado de São Paulo.[21]

No ano seguinte, em 2014, a Ipiranga foi eleita, pelo quarto ano consecutivo, a melhor empresa de atacado pelo anuário Melhores e Maiores da revista Exame. (Exame 5) (Apsis) No mesmo ano, a am/pm foi eleita a 11ª franquia que mais fatura no Brasil pela revista Exame. (am/pm) (Exame 6) (FDBE) A am/pm é um sistema de franquias administrado pela Ipiranga, com mais de mil unidades em operação e marca própria de comidas e bebidas.[22]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://ultrapar.riweb.com.br/show.aspx?idMateria=ygpP4KO9Mnhm4LrhM8fQ2g==&linguagem=pt
  2. a b «Grupo Ultra quer ir além do negócio de combustível». Exame. 17 de fevereiro de 2014. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  3. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. p. 42.
  4. a b c d e Denise Martins. «Institutional Repository». PUC. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  5. http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/print.php?id=33436
  6. «Company Overview of Distribuidora de Produtos de Petroleo Ipiranga S.A». Bloomberg. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  7. «Ipiranga S.A. History». Funding Universe. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  8. «Petrobras quer evitar a entrada da venezuelana PDVSA no mercado». Itabora. 20 de março de 2007. Consultado em 4 de Junho de 2015. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  9. a b «Jet Oil, da rede Ipiranga, é a maior franquia automotiva do Brasil». Autobem. 18 de setembro de 2010. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  10. «Ipiranga integra distribuidoras de combustível». InfoEner. 23 de março de 2002. Consultado em 4 de Junho de 2015. Arquivado do original em 25 de maio de 2015 
  11. «Ipiranga integra distribuidoras de combustível». NTC. Consultado em 4 de Junho de 2015. Arquivado do original em 21 de julho de 2015 
  12. «À favor do meio ambiente». GreenBuilding. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  13. «Ipiranga adere ao biodiesel antes de virar lei». Biodiesel. 2 de agosto de 2006. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  14. a b «Petrobras, Ultra e Braskem compram Ipiranga por US$ 4 bilhões». Biodiesel. 19 de março de 2007. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  15. a b Juliana Rangel (19 de março de 2007). «Compra do grupo Ipiranga de R$4 milhões, é a maior aquisição já realizada no país». Globo. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  16. «Grupo Ipiranga é vendido por US$ 4 bilhões». Exame. 19 de março de 2007. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  17. Laura Naime (19 de março de 2007). «Petrobras, Braskem e Ultra compram Ipiranga por US$ 4 bilhões». G1. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  18. Wellington Rocha (26 de junho de 2012). «Ipiranga inaugura o primeiro Posto Ecoeficiente do Rio de Janeiro». Envolverde. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  19. «Finep apoia Posto Ecoeficiente». Envolverde. 12 de junho de 2014. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  20. «Ipiranga instala pontos de coleta lixo eletrônico». Exame. 3 de janeiro de 2012. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  21. «Ultrapar e Odebrecht se associam e criam ConectCar». Brasil Econômico. 27 de novembro de 2012. Consultado em 4 de Junho de 2015 
  22. «Ipiranga é a melhor de atacado de 2012». Exame. 4 de julho de 2012. Consultado em 4 de Junho de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]