Carvão vegetal

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Carvão vegetal seco
Carvão aceso

O carvão vegetal é obtido a partir da queima ou carbonização de madeira, após esse processo resulta em uma substância negra. No cotidiano o carvão vegetal é utilizado como combustível de aquecedores, lareiras, churrasqueiras e fogões a lenha, além de abastecer alguns setores industriais, como as siderúrgicas. O carvão também é usado na medicina, nesse caso chamado de carvão ativado oriundo de determinadas madeiras de aspecto mole e não resinosas.

Essa substância tem sido utilizada desde a Antiguidade, na civilização egípcia tinha seu uso difundido na purificação de óleos e uso medicinal. Na Segunda Guerra Mundial serviu para a retirada de gases tóxicos a partir de sua elevada capacidade de absorver impurezas sem alterar sua estrutura, em razão de sua composição porosa.

No Brasil há relatos de uso de carvão vegetal por parte dos índios, esses realizavam a mistura da substância com gorduras de animais com finalidade de combater doenças como tumores e úlceras.

O carvão também se destaca na condução de oxigênio e um eficiente disseminador de toxinas. Diante de várias indicações positivas do carvão, pode-se destacar o seu uso no tratamento de dores estomacais, mau hálito, aftas, gases intestinais, diarreias infecciosas, desinteira hepática e intoxicações.

O Brasil ainda faz uso do carvão vegetal na produção industrial, prática que deixou de ser desenvolvida nos países centrais, o país ocupa o primeiro lugar na produção dessa substância. Diante disso, cerca de 85% do carvão produzido é utilizado nas indústrias, as residências respondem por 9% do consumo e o setor comercial como pizzarias, padarias e churrascarias 1,5%.

De acordo com a Pesquisa de Extração Vegetal e Silvicultura (IBGE, 2016)[1], em 2015 a produção de carvão vegetal brasileira foi de 6 187 311 toneladas, das quais 87,1% provenientes da silvicultura e 12,9%, da extração vegetal. Os principais estados produtores de carvão vegetal oriundo do extrativismo foram Maranhão (229 318 toneladas), Piauí (154 855 toneladas), Bahia (102 994 toneladas), Mato Grosso do Sul (100 072 toneladas) e Tocantins (70 156 toneladas). Minas Gerais, principal estado produtor de carvão vegetal oriundo de plantação, contribuiu com 82,8% deste produto, seguido por Maranhão (9,8%) e Bahia (2,1%). Juntos, eles foram responsáveis por 94,7% do montante nacional. Da produção de carvão vegetal da silvicultura, 98,8% foi oriunda do plantio de eucalipto – Mato Grosso do Sul destacou-se como o maior produtor de carvão vegetal de Pinus, e o Rio Grande do Sul, como o que mais utilizou outras espécies florestais para a produção de carvão.

Referências

  1. «Loja do IBGE - Produção da extração vegetal e da silvicultura 2015». loja.ibge.gov.br. Consultado em 8 de fevereiro de 2017 
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