Rodrigo Janot

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Rodrigo Janot
Rodrigo Janot em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal
Procurador-Geral da República do  Brasil
Período 17 de setembro de 2013
até a atualidade
Antecessor(a) Roberto Gurgel
Vida
Nome completo Rodrigo Janot Monteiro de Barros
Nascimento 15 de setembro de 1956 (59 anos)
Belo Horizonte, MG
Dados pessoais
Alma mater Universidade Federal de Minas Gerais
Profissão Procurador da República
Assinatura Assinatura de Rodrigo Janot

Rodrigo Janot Monteiro de Barros ORB[1](Belo Horizonte, 15 de setembro de 1956)[2] é o atual Procurador-geral da República do Brasil.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Rodrigo Janot formou-se em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1979, e pela mesma universidade concluiu especialização em 1985 e mestrado em 1986. Realizou, também, especialização na Scuola Superiore di Studi Universitari e di Perfezionamento S. Anna (Pisa, Itália) de 1987 a 1989.[2]

Atuou como advogado de 1980 até 1984, quando ingressou na carreira do Ministério Público Federal como procurador da República. Foi promovido a procurador regional da República em 1993 e a subprocurador-geral da República em 2003. Foi secretário geral do MPF de 2003 a 2005.[2]

Em 2013, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff para substituir Roberto Gurgel no cargo máximo da Procuradoria-Geral da República,[3] tendo tomado posse em 17 de setembro de 2013.[4]

Janot venceu eleição interna da Procuradoria para ser reconduzido à função em agosto de 2015. Com mais de 300 votos de vantagem sobre o segundo colocado, Janot teve 799 votos, 288 votos a mais do que na eleição de 2013. [5]

Dentre os principais trabalhos de Rodrigo Janot frente a Procuradoria Geral da República está a Operação Lava Jato, tendo recuperado até o momento mais de 4 R$ bi.[6]

Em junho de 2016, entrou com pedido de prisão, junto ao Supremo Tribunal Federal, dos presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP) e do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerado por muitos um dos movimentos mais fortes já executados pelo Ministério Público.[7] O pedido foi negado pelo ministro do STF, Teori Zavascki, na mesma semana, por não considerar as gravações de Sérgio Machado, motivo para prisão.[8] Entretanto, o pedido acaba por gerar crise nas relações entre o Ministério Público e o Senado Federal, especialmente com o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, que chega a atacar diretamente Janot, declarando que o MPF teria perdido o "limite do ridículo" e que a decisão de Janot era "exdrúxula"[9] Na sequência, novos pedidos pelo afastamento de Janot foram realizados.[10] Sendo de incumbência do próprio presidente do Senado a análise para acolhimento dos mesmos, bem como de outros já feitos, intensifica-se a crise entre o MPF e o presidente do Senado.[9]

Cooperação internacional[editar | editar código-fonte]

Em março de 2016, Rodrigo Janot, e o procurador geral da Suíça, Michael Lauber, se reuniram em Berna para discutir cooperação entre os dois gabinetes relacionadas aos desvios na Petrobras. De acordo com comunicado da Suíça emitido no mesmo dia, os US$ 70 milhões que foram congelados em relação às investigações deverão retornar ao Brasil.[11][12]

Até março de 2016, a Procuradoria Geral da Suíça recebeu 340 relatos de lavagem de dinheiro associados à investigação de contas ligadas à Petrobras. O MP suíço solicitou documentos em relação a mil contas em quarenta bancos no contexto das investigações relacionadas à Petrobras.[11]

Há sessenta investigações que geram o congelamento de 800 milhões de dólares.[11]

Referências

  1. Diário Oficial de 30 de abril de 2014, edição extra
  2. a b c PGR. «Rodrigo Janot Monteiro de Barros». Consultado em 18 de setembro de 2013. 
  3. Rodrigo Janot substituirá Roberto Gurgel na Procuradoria-Geral da República, Folha de S. Paulo, 17 de agosto de 2013
  4. G1. «Rodrigo Janot toma posse nesta terça-feira como novo PGR». Consultado em 18 de setembro de 2013. 
  5. Janot vence eleição interna da Procuradoria, Folha de S. Paulo, 06 de agosto de 2015
  6. BBC (16 de março de 2016). «Lava Jato já recuperou mais de R$ 4 bi, diz Janot». Terra. Consultado em 18 de março de 2016. 
  7. «Janot pede a prisão de Renan, Cunha, Sarney e Jucá, do PMDB». Folha de S.Paulo. 7 de junho de 2016. Consultado em 16 de junho de 2016. 
  8. «Teori nega prisão de Renan, Jucá e Sarney, pedida por Janot». Folha de S.Paulo. 14 de junho de 2016. Consultado em 16 de junho de 2016. 
  9. a b «Renan diz que PGR perdeu o 'limite do ridículo' e chama decisão de Janot de 'esdrúxula'». Folha de S.Paulo. 15 de junho de 2016. Consultado em 16 de junho de 2016. 
  10. «Advogadas anti-Dilma pedem impeachment de Janot no Senado». Folha de S.Paulo. 14 de junho de 2016. Consultado em 16 de junho de 2016. 
  11. a b c BBC (17 de março de 2016). «Na Suíça, Janot recupera US$ 70 milhões da Lava Jato e diz que MP tem de ter 'couro grosso'». Consultado em 18 de março de 2016. 
  12. «Lava Jato: Suíça desbloqueia US$ 70 milhões para serem repatriados ao Brasil». Olhar Direto. 17 de março de 2016. Consultado em 18 de março de 2016. 


Precedido por
Roberto Gurgel
Procurador-Geral da República do Brasil
2013 –
Sucedido por
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