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Antônio Bento de Faria

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Bento de Faria
Bento de Faria
21º Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil
Período 19 de novembro de 1937
até 18 de novembro de 1940
Antecessor(a) Edmundo Lins
Sucessor(a) Eduardo Espínola
Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil
Período 19 de agosto de 1925
até 25 de maio de 1945
Nomeação por Artur Bernardes
Antecessor(a) Sebastião Lacerda
Sucessor(a) Edgard Costa
14° Procurador-Geral da República do Brasil
Período 28 de março de 1931 a 14 de julho de 1934
Antecessor(a) Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque
Sucessor(a) Carlos Maximiliano
Dados pessoais
Nascimento 4 de fevereiro de 1876
Rio de Janeiro, Município Neutro
Falecimento 4 de outubro de 1959 (83 anos)
Rio de Janeiro, Distrito Federal
Alma mater Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro

Antônio Bento de Faria (Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 1876 — Rio de Janeiro, 4 de outubro de 1959) foi um advogado, jornalista, escritor e magistrado brasileiro.[1]

Filho de José Bento de Faria e Francisca Leite de Faria, formou-se na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, em 1895.[1]

Auxiliou Floriano Peixoto durante a Revolta da Armada, sendo por isso nomeado alferes, sendo depois promotor público, chefe de polícia, juiz e advogado com banca própria, além de jornalista.[1]

Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1925 por Artur Bernardes, foi sucessor de Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda. Exerceu a presidência da Suprema Corte no triênio 1937 a 1940.[1]

Atuação doutrinária no Direito Penal

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Antônio Bento de Faria é reconhecido como um dos primeiros sistematizadores da dogmática penal no Brasil e consequentemente um dos pioneiros do estudo e produção de uma Doutrina do Direito Penal Brasileira.

Sua obra Código Penal dos Estados Unidos do Brasil Comentado, publicada originalmente em 1899 e posteriormente reeditada com atualizações até meados da década de 1930, exerceu papel fundamental na formação da jurisprudência e do ensino jurídico da Primeira República.[2]

No contexto da transição entre o positivismo criminológico europeu e o direito penal de base legalista, Bento de Faria defendeu uma concepção de responsabilidade fundada na racionalidade da lei escrita, em contraposição às escolas lombrosianas e deterministas de seu tempo. Sua contribuição doutrinária foi referência obrigatória até a consolidação da dogmática penal moderna de Nelson Hungria e Aníbal Bruno, influenciando gerações de penalistas brasileiros.[3]

Embora tenha exercido carreira destacada na magistratura, sua obra penal foi utilizada como manual de referência em várias faculdades de Direito durante a primeira metade do século XX, especialmente na Faculdade Nacional de Direito e na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais.[4]

Ver também

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A Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Antônio Bento de Faria

Referências

  1. a b c d «Antonio Bento de Faria». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 19 de dezembro de 2021 
  2. FGV Direito Rio. «Bento de Faria e a cultura jurídica da Primeira República». Biblioteca Digital FGV. Consultado em 20 de outubro de 2025 
  3. FGV Direito Rio. «Bento de Faria e a cultura jurídica da Primeira República». Biblioteca Digital FGV. Consultado em 20 de outubro de 2025 
  4. «Ministro Antônio Bento de Faria». Supremo Tribunal Federal. Consultado em 20 de outubro de 2025 

Ligações externas

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Precedido por
Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque
Procurador-Geral da República do Brasil
1931 – 1934
Sucedido por
Carlos Maximiliano
Precedido por
Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda
Ministro do Supremo Tribunal Federal
19 de agosto de 1925 — 25 de maio de 1945
Sucedido por
Edgard Costa
Precedido por
Edmundo Pereira Lins
Presidente do Supremo Tribunal Federal
19 de novembro de 1937 — 18 de novembro 1940
Sucedido por
Eduardo Espínola
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