Romero Jucá

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Romero Jucá
Plenário do Senado (15407033984).jpg
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Senador por  Roraima
Período 1 de fevereiro de 1995
até a atualidade
(3 mandatos consecutivos)
Governador de  Roraima
Período 15 de setembro de 1988
até 31 de dezembro de 1990
Antecessor(a) Roberto Pinheiro Klein
Sucessor(a) Ottomar Pinto
Ministro da Previdência Social do  Brasil
Período 22 de março de 2005
até 21 de julho de 2005
Presidente Lula
Antecessor(a) Amir Lando
Sucessor(a) Nelson Machado
Vida
Nascimento 30 de novembro de 1954 (60 anos)
Recife (PE)
Dados pessoais
Casamentos 1º: Germana de Holanda Menezes (div.)
2º: Teresa Jucá (div.)
Partido MDB (19791980)
PMDB (19801990)
PDS (19901993)
PSDB (19932002)
PMDB (2003–presente)
Profissão Economista, Político
linkWP:PPO#Brasil

Romero Jucá Filho (Recife, 30 de novembro de 1954) é um político brasileiro que fez sua carreira em Roraima. Foi casado com Maria Teresa Surita, atual prefeita de Boa Vista[1] e irmã do apresentador de televisão Emílio Surita.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estudou economia na Universidade Católica de Pernambuco e fez pós-graduação em engenharia econômica.[3] Foi no Recife que começou sua vida política como diretor da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco.

Em 1984, foi nomeado secretário extraordinário de Coordenação da Prefeitura do Recife. Trabalhou ainda como professor universitário, gerente e diretor de órgãos públicos e privados. Após essa experiência, presidiu a Fundação Projeto Rondon em 1985 e, no mesmo ano, foi secretário executivo da Comissão Interministerial de Educação e Desenvolvimento Regional.

De maio de 1986 a setembro de 1988, presidiu a Fundação Nacional do Índio (Funai), apontado por Marco Maciel, no governo de João Figueiredo.[4] Em 1988, foi nomeado pelo então presidente da república José Sarney e aprovado pelo Senado governador do Território Federal de Roraima.[3] [5]

Candidato derrotado em 1990 ao governo do recém-criado Estado de Roraima, elegeu a esposa, Maria Teresa Surita Jucá, para a Prefeitura de Boa Vista em 1992. Naquele ano, Romero foi diretor de Abastecimento da Companhia Nacional de Abastecimento e Secretário Nacional de Habitação do Governo Federal.

Em 1994, foi eleito senador pelo PSDB. Ocupou a vice-liderança do governo do então presidente Fernando Henrique. Reelegeu-se senador em 2002 e, em 2002, deixou o PSDB para filiar-se ao PMDB, passando então a presidir o diretório estadual do partido em Roraima. De 2002 a 2005, foi vice-líder do partido no Senado.

Entre março e julho de 2005, foi ministro da Previdência Social, mas, por conduta suspeita de corrupção, com empréstimos bancários irregulares, foi exonerado poucos dias depois. Em 2006, Romero foi escolhido líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cargo que também ocupou na gestão da presidente Dilma Rousseff, sendo substituído pelo senador Eduardo Braga (PMDB do Amazonas) em 13 de março de 2012 após a pessoa indicada pela presidente para o comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres ter seu nome rejeitado em plenário.[6]

Nas eleições de 2010, foi o candidato mais votado no Estado de Roraima para o Senado Federal.

Nas eleições de 2014, três dias depois da votação no primeiro turno, desacatou uma juíza eleitoral no município de Mucajaí quando a magistrada cumpria determinação de retirar as placas com propagandas de candidatos que estavam a menos de 200 metros dos locais de votação.[7]

Acusações[editar | editar código-fonte]

FUNAI[editar | editar código-fonte]

Nos cinco primeiro meses de sua gestão, o quadro de funcionários do órgão subiu de 3 300 para 4 200: somente em Recife, sua terra natal, o escritório chegou a ter 400 funcionários, chegando a sofrer intervenções do Tribunal de Contas da União devido a irregularidades financeiras no órgão. Mesmo após deixar o cargo, continuou alvo de um processo no Supremo Tribunal de Justiça por ter autorizado ilegalmente a extração de madeira em área indígena.[8]

Enquanto presidente da FUNAI, Jucá foi quem mais demarcou territórios indígenas ianomâmis, frequentemente reduzindo seus tamanhos. Jucá reduziu o tamanho do Parque Yanomami para quase 75% dos 9,4 milhões de hectares que já haviam sido aprovados pela própria FUNAI em 1985. Foi ainda durante sua presidência que todos os missionários e pessoal médico foram expulsos da área em 1987.[5] O projeto propunha reduzir a área do parque em 2,4 milhões de hectares e dividi-lo em 19 áreas isoladas, baseadas em grupos de comunidades Yanomami. O restante da área se tornaria "parques nacionais" - abertos para extração de madeira e mineração. O plano foi denunciado como "genocídio" pelo bispo italiano dom Aldo Mongiano, o então bispo de Roraima.

Em 28 de setembro de 1987, como presidente da Funai, assinou, com a Cometa, um contrato de alienação de 9 322 metros cúbicos de madeira em toras de cerejeira, ipê, mogno, angelim e cedro.[8]

Referências

  1. Rádio Senado (18/11/2014). Romero Jucá rebate denúncias contra administração de Boa Vista Senado Notícias. Visitado em 17/3/2015.
  2. Chico de Gois (2013). Os ben$ que os políticos fazem. LEYA BRASIL. p. 172. ISBN 978-85-8044-932-7.
  3. a b Rádio Senado (18/11/2014). Romero Jucá, uma homenagem ao Senador de Roraima Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados. Visitado em 17/3/2015.
  4. Beto Ricardo; Fany Ricardo (1991). Povos Indígenas no Brasil: 1987/1990. Instituto Socioambiental. pp. 41–45.
  5. a b Dennison Berwick (1992). Savages: The Life and Killing of the Yanomami. Dennison Berwick. pp. 127 – 128. ISBN 978-0-921912-33-0.
  6. IGLESIAS, Gabriela Guerreiro Simone (12 de março de 2012). Romero Jucá deixa liderança do governo no Senado (em português) Folha de S.Paulo. Visitado em 5 de abril de 2012.
  7. senador Romero Juca desacata Juíza eleitoral.
  8. a b Mauro Leonel (1995). Etnodiceia urueu-au-au: O ENDOCOLONIALISMO E OS INDIOS NO CENTRO DE RONDON. EdUSP. pp. 129–131. ISBN 978-85-314-0089-6.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Roberto Pinheiro Klein
Governador do Estado de Roraima
1988 — 1991
Sucedido por
Ottomar Pinto
Precedido por
Amir Lando
Ministro da Previdência Social do Brasil
2005
Sucedido por
Nelson Machado
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