Miro Teixeira

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Miro Teixeira
CMCLF - Comissão de Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal (25357002951).jpg
Miro Teixeira
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 1971
até 31 de janeiro de 1983
(3 mandatos consecutivos)

1 de fevereiro de 1987
até atualidade
(8 mandatos consecutivos)

Ministro das Comunicações do Brasil
Período 1 de janeiro de 2003
até 1 de janeiro de 2004
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Juarez Quadros
Sucessor(a) Eunício Oliveira
Dados pessoais
Nascimento 27 de maio de 1945 (73 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileiro
Partido REDE
Profissão Advogado e jornalista

Miro Teixeira (Rio de Janeiro, 27 de maio de 1945) é um jornalista, advogado e político brasileiro. Exerce o 11º mandato de deputado federal e foi Ministro das Comunicações.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formado em direito na Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1968, especializou-se em direito penal na Universidade do México, em 1969.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Repórter do jornal O Dia (de propriedade do governador Chagas Freitas), foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1970, pelo MDB do antigo estado da Guanabara, sendo reeleito em 1974 e 1978.

Considerado o principal herdeiro do chaguismo, acompanhou Chagas Freitas na fundação do Partido Popular (PP) em 1979, uma tentativa de criação de um partido oposicionista de centro-direita, sob a liderança de Tancredo Neves. Com a incorporação do PP ao PMDB, em 1981, venceu a resistência dos "históricos" do partido e obteve a indicação para a sucessão estadual no ano seguinte.

Favorito a princípio, se afastando do seu mentor político, acabou em terceiro lugar na disputa pelo cargo de governador, com 21% dos votos e derrotado por Leonel Brizola, do PDT.

Voltou à Câmara dos Deputados em 1986, sendo reeleito em 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006.[1] No final dos anos 80, afastou-se do correligionário Moreira Franco, o então governador do Rio de Janeiro (a quem apoiou nas eleições estaduais de 1986 e que também havia disputado o governo fluminense em 1982), e passou a se aproximar de Leonel Brizola, seu antigo opositor, filiando-se ao PDT em 1989. Com isso, de herdeiro do chaguismo, passou a ser um dos principais articuladores do brizolismo no Rio de Janeiro. Ocupou diversas vezes a liderança do PDT e orientou a formação de um bloco de partidos de esquerda no Congresso Nacional, opondo-se aos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. A frente desse bloco (que reunia o PT, PDT, PSB, PCdoB e PPS), conseguiu evitar a reforma da previdência e combateu a política de privatizações.

Em 1996 foi candidato à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, obtendo a quarta colocação.

No início de 2002, procedeu uma consulta ao TSE, que levou à adoção do sistema de verticalização das alianças nacionais e estaduais. No mesmo ano, opondo-se à decisão do partido de fazer da aliança em torno da candidatura presidencial de Ciro Gomes (PPS), anunciou seu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno.

Com a vitória do candidato do PT, foi indicado para o Ministério das Comunicações, mas não venceu a resistência do PDT, que rompeu com o governo Lula em seu primeiro ano no governo. Em 2004 foi substituído na pasta das Comunicações, na primeira reforma ministerial do Governo Lula, para ceder espaço ao PMDB. Na dança das cadeiras da reforma foi indicado para a Liderança do Governo na Câmara dos Deputados, que deixou em seguida, alegando não concordar com os termos da Reforma da Previdência de Lula, não podendo, por isso defendê-la em plenário como líder do Governo.

Após um período sem partido, filiou-se ao PPS e em seguida ao PT, por se tornar o PPS partido de oposição ao Governo Lula. Em 2005, retornou ao PDT. Em 2013 era cotada sua filiação no partido da ex-senadora Marina Silva o Rede Sustentabilidade, porém após o TSE negar o registro da REDE, Miro filia-se ao PROS, deixando o PDT.[2]

Com a obtenção do registro definitivo da Rede Sustentabilidade no TSE[3][4], Miro Teixeira se torna o primeiro deputado do partido.[5]

Nas eleições de 2018, Miro será candidato a senador pelo estado do Rio de Janeiro. Na mesma eleição, o partido de Miro Teixeira, a Rede Sustentabilidade (REDE), apoiará a candidatura do senador Romário para o Governo do Estado do Rio de Janeiro, embora a presidente nacional da legenda, Marina Silva, tenha discordado do apoio.[6][7] Anteriormente, o deputado federal era cogitado como candidato a governador do Rio de Janeiro, fato que não se concretizou devido a dificuldades para a viabilização da candidatura.[8]

Mandatos eletivos[editar | editar código-fonte]

  1. Deputado Federal, 1971-1975, GB, MDB. Dt. Posse: 01/02/1971
  2. Deputado Federal, 1975-1979, RJ, MDB. Dt. Posse: 01/02/1975
  3. Deputado Federal, 1979-1983, RJ, MDB. Dt. Posse: 01/02/1979
  4. Deputado Federal (Constituinte), 1987-1991, RJ, PMDB. Dt. Posse: 01/02/1987
  5. Deputado Federal (Congresso Revisor), 1991-1995, RJ, PDT. Dt. Posse: 01/02/1991
  6. Deputado Federal, 1995-1999, RJ, PDT. Dt. Posse: 01/02/1995
  7. Deputado Federal, 1999-2003, RJ, PDT. Dt. Posse: 01/02/1999
  8. Deputado Federal, 2003-2007, RJ, PDT. Dt. Posse: 01/02/2003
  9. Deputado Federal, 2007-2011, RJ, PDT. Dt. Posse: 01/02/2007
  10. Deputado Federal, 2011-2015, RJ, PDT. Dt. Posse: 01/02/2011
  11. Deputado Federal, 2015-2019, RJ, PROS. Dt. Posse: 01/02/2015

Referências

  1. Miro Teixeira no sitio da Câmara
  2. «Após rejeição da Rede, Miro Teixeira anuncia filiação ao PROS». Consultado em 24 de setembro de 2015. 
  3. «TSE registra Rede Sustentabilidade, partido fundado por Marina Silva». Consultado em 23 de setembro de 2015. 
  4. «TSE aprova por unanimidade pedido de registro da Rede Sustentabilidade - Notícias - Política». Consultado em 23 de setembro de 2015. 
  5. «Decano da Câmara, Miro é o primeiro deputado do partido de Marina». Consultado em 24 de setembro de 2015. 
  6. Kawaguti, Luis (27 de julho de 2018). «Romário anuncia aliança com Rede, mas sem abrir palanque para Marina no Rio». UOL. Consultado em 5 de agosto de 2018. 
  7. «Marina não quis apoio da Rede a Romário no Rio». ISTOÉ. 26 de julho de 2018. Consultado em 5 de agosto de 2018. 
  8. Ribeiro, Jeferson (10 de julho de 2018). «Miro Teixeira (Rede) não deve mais concorrer ao governo do Rio». O Globo. Consultado em 5 de agosto de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Precedido por
Juarez Martinho Quadros do Nascimento
Ministro das Comunicações do Brasil
2003 — 2004
Sucedido por
Eunício Oliveira