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Olívio Dutra

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Olívio Dutra
Olívio Dutra
Olívio Dutra em 2004.
34.º Governador do Rio Grande do Sul
Período 1º de janeiro de 1999
a 1º de janeiro de 2003
Antecessor(a) Antônio Britto
Sucessor(a) Germano Rigotto
37.º Prefeito de Porto Alegre
Período 1º de janeiro de 1989
a 1º de janeiro de 1993
Antecessor(a) Alceu Collares
Sucessor(a) Tarso Genro
1.º Ministro das Cidades do Brasil
Período 1º de janeiro de 2003
a 20 de julho de 2005
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) cargo criado
Sucessor(a) Márcio Fortes de Almeida
Deputado federal pelo Rio Grande do Sul
Período 1º de fevereiro de 1987
a 1º de janeiro de 1989[a]
2.º Presidente do Partido dos Trabalhadores
Período 17 de fevereiro de 1988
a 11 de dezembro de 1988
Antecessor(a) Luiz Inácio Lula da Silva
Sucessor(a) Luiz Gushiken
Dados pessoais
Nascimento 10 de junho de 1941 (83 anos)
São Luiz Gonzaga,[nota 1] RS
Nacionalidade brasileira
Alma mater Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Prêmio(s) Ordem do Mérito Militar[1]
Primeira-dama Judite Dutra
Partido PT (1980–presente)
Profissão bancário, sindicalista, político

Olívio de Oliveira Dutra GOMM (São Luiz Gonzaga,[nota 1] 10 de junho de 1941) é um sindicalista e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. Com base política no Rio Grande do Sul, foi prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul e ministro das Cidades durante o governo Lula. Foi candidato a senador pelo PT em 2014 e 2022, perdendo para Lasier Martins e Hamilton Mourão, respectivamente.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Olívio é filho de Cassiano Xavier Dutra e Amélia de Oliveira Dutra. Nasceu no então distrito de Bossoroca, que era subordinado a São Luiz Gonzaga, quando seus pais se mudaram onde o filho concluiu o ensino médio.[2] Posteriormente formou-se em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Trabalhou como bancário no Banrisul, banco estatal gaúcho, a partir de 1961 e foi eleito para a presidência do sindicato da categoria em 1975.[3] Comandou a greve geral do funcionalismo público de setembro de 1979, motivo pelo qual foi preso pela ditadura militar e perdeu seu mandato sindical.

No contexto da redemocratização brasileira, participa da fundação da seção gaúcha do Partido dos Trabalhadores (PT), da qual foi presidente de 1980 a 1986. Em 1982, na primeira eleição direta para governador de estado em vinte anos, foi lançado candidato pelo PT, ficando em último lugar, com 50 713 votos.[4]

Em 1986, foi eleito deputado federal constituinte com 55 mil votos, e, enquanto morou em Brasília, dividiu um apartamento funcional com Luiz Inácio Lula da Silva, também deputado, liderança nacional do PT e futuro presidente.

Em 1988, contrariando todas as pesquisas, vence as eleições para a Prefeitura de Porto Alegre com 38% dos votos, derrotando o candidato favorito, o deputado federal Antônio Britto, que acabou em quarto lugar sendo passado pelo deputado estadual Carlos Araújo do Partido Democrático Trabalhista (PDT) do então prefeito e futuro governador Alceu Collares. Seria o primeiro mandato do PT na capital gaúcha, de um total de quatro, totalizando dezesseis anos de administração petista. Porto Alegre se tornou a vitrine do PT no Brasil, com uma política fortemente popular e iniciativas como o orçamento participativo. Medida controversa do governo Olívio foi a intervenção no sistema de transportes público, que gerou atritos com as empresas concessionárias e gerou prejuízos à prefeitura, que foi obrigada a indenizar essas empresas.

Em 1994, candidatou-se pela segunda vez ao governo do estado, obtendo 35% dos votos no primeiro turno e 47,79% dos votos no segundo, sendo derrotado por Antônio Britto. Em 1998, Britto tenta a reeleição e enfrenta Olívio nas urnas pela terceira vez. Numa eleição em que o PT atacou as políticas de Britto, como a privatização da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), Olívio sagrou-se vencedor, conquistando 50,9% dos votos no segundo turno, com uma vantagem de 97 mil votos sobre Britto.

Seu governo, de 1999 a 2003, foi marcado pela suspensão do acordo realizado pelo governo anterior referente à instalação de duas montadoras no RS. Tal acordo implicava elevadas isenções fiscais e empréstimos com juros abaixo de mercado, para financiar a instalação das fábricas da General Motors (GM) e da Ford Motor Company no Estado. A renegociação do acordo proposta pelo governo de Olívio foi aceita apenas pela GM. Outros destaques foram a criação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), adoção do orçamento participativo no âmbito estadual, e os programas Primeiro Emprego, Agroindústria Familiar, Família Cidadã, Rede de Cooperação e Energia para Todos.

Sofrendo críticas da principal empresa de comunicações do estado, o Grupo RBS, retransmissor da TV Globo e dono do jornal Zero Hora;[5] e sem maioria na Assembleia Legislativa, sofreu derrotas como a não aprovação do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Em 2002, ano de eleições, Olívio teve negada a tentativa de reeleição nas prévias do partido, que escolheu como candidato Tarso Genro, então prefeito de Porto Alegre. Genro seria derrotado nas urnas por Germano Rigotto, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Em 2003, com a posse de Lula como presidente, Olívio Dutra foi empossado no recém-criado Ministério das Cidades. Ficaria no cargo por dois anos, até ser substituído por Márcio Fortes de Almeida, do Partido Progressista (PP). Como ministro, foi admitido em 2004 pelo presidente Lula à Ordem do Mérito Militar já no grau de Grande-Oficial especial.[1]

Foi novamente candidato ao governo do estado do Rio Grande do Sul em 2006, quando foi derrotado pela deputada federal Yeda Crusius do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no segundo turno, tendo conquistado 46,1% dos votos no segundo turno contra 27,5% no primeiro turno.

Em 2014, foi candidato ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul,[6] mas foi derrotado por Lasier Martins.

Em 2022, Olívio foi novamente candidato a senador, tendo Roberto Robaina (PSOL) e Fátima Maria (PT) como suplentes.[7] Foi derrotado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que obteve 44,11%, enquanto Dutra obteve apenas 37,85%.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. a b A localidade onde Olívio nasceu, é a atual cidade de Bossoroca, mas no ano de seu nascimento (1941), Bossoroca ainda era um distrito subordinado a cidade de São Luiz Gonzaga, vindo a se emancipar vinte e quatro anos após o nascimento de Olívio, pela lei estadual n.º 5058, de 12 de outubro de 1965. Fonte: IBGE
  1. Renuncia em 1º de janeiro de 1989 para assumir a Prefeitura de Porto Alegre.

Referências

  1. a b BRASIL, Decreto de 5 de julho de 2004.
  2. «OLIVIO DE OLIVEIRA DUTRA». FGV CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasi. Consultado em 16 de dezembro de 2021 
  3. «Biografia do(a) Deputado(a) Federal OLÍVIO DUTRA». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 23 de junho de 2021 
  4. «Resultados de Eleições Gerais anteriores 1990». Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. Consultado em 10 de novembro de 2021 
  5. Weissheimer, Marco (13 de janeiro de 2021). «Caso Ford alimentou guerra diária contra governo Olívio Dutra: 'foi um moedor de carne'». Sul 21. Consultado em 10 de novembro de 2021 
  6. «Ex-governador do RS, Olívio Dutra vai concorrer ao Senado». G1. Globo. 28 de maio de 2014. Consultado em 13 de janeiro de 2021 
  7. JC (11 de agosto de 2022). «Vereadora de Viamão será suplente de Olívio Dutra para o Senado». Jornal do Comércio. Consultado em 18 de agosto de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Alceu Collares
Prefeito de Porto Alegre
1989 — 1993
Sucedido por
Tarso Genro
Precedido por
Antônio Britto
Governador do Rio Grande do Sul
1999 — 2003
Sucedido por
Germano Rigotto
Precedido por
Ministro das Cidades do Brasil
2003 — 2005
Sucedido por
Márcio Fortes de Almeida
Precedido por
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores
1988 — 1988
Sucedido por
Luiz Gushiken


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