Maurício Cardoso

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Joaquim Maurício Cardoso
Interventor Federal no Estado do Rio Grande do Sul
Período 19 de janeiro de 1938
até 3 de março de 1938
Antecessor(a) Manuel de Cerqueira Daltro Filho
Sucessor(a) Osvaldo Cordeiro de Farias
Ministro da Justiça e
Negócios Interiores
Período 21 de dezembro de 1931
até 4 de março de 1932
Antecessor(a) Osvaldo Aranha
Sucessor(a) Francisco Luís da Silva Campos
Dados pessoais
Nascimento 1888
Soledade, Rio Grande do Sul
Morte 1938 (50 anos)
Rio de Janeiro
Profissão Advogado, professor universitário e político

Joaquim Maurício Cardoso (Soledade, 1888Rio de Janeiro, 1938), o Dr. Maurício Cardoso, foi um advogado, professor universitário e político brasileiro, tendo sido interventor federal no estado do Rio Grande do Sul durante o Estado Novo, e ministro da Justiça e Negócios Interiores do Brasil.[1]

Filho de Eugênia Almeida Gralha e de Melchisedek Mathuzalem Cardoso, este, desembargador do Tribunal de Justiça da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul (atual Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul), tendo exercido a presidência da corte de 1920 a 1921.[2] Melchisedek Mathuzalem era, por sua vez, irmão do professor Severiano Maurício de Azevedo Cardoso, membro da Academia Sergipana de Letras e patrono da cadeira n° 12; e também irmão de Brício Maurício de Azevedo Cardoso, também membro da Academia Sergipana de Letras e patrono da cadeira n° 36,[3] além de deputado estadual durante a República Velha. Portanto, Joaquim Maurício era primo-irmão de Maurício Graccho Cardoso, que foi senador por um mandato (por Sergipe), deputado federal por seis mandatos (dois pelo Ceará e quatro por Sergipe), e presidente dos Estados do Ceará e Sergipe.[4][5] Neto, pela parte paterna, de Joaquim Maurício Cardoso (seu avô homônimo) e de Joana Baptista de Azevedo Cardoso.

O Dr. Maurício Cardoso foi deputado estadual à Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul pelo Partido Republicano Rio-grandense, e participou da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à presidência da República brasileira. Foi ministro da Justiça e Negócios Interiores durante o governo provisório de Vargas, tendo assumido em dezembro de 1931. Aboliu a censura à imprensa e elaborou um novo código eleitoral, que vigorou entre 1933 e a instituição do Estado Novo, em 1937. Este código foi o primeiro no Brasil a permitir que mulheres pudessem votar e ser eleitas, introduziu o voto secreto e foi o único com a figura do deputado classista, eleito pelos sindicatos.

Durante o Estado Novo foi secretário do Interior do governo do interventor Manuel de Cerqueira Daltro Filho no Rio Grande do Sul e ocupou interinamente o cargo em 1938, após a morte do titular, em 19 de janeiro de 1938. Governando até a posse de Osvaldo Cordeiro de Farias, em 4 de março de 1938. Logo depois, foi secretário estadual da Agricultura. Cardoso morreu em um acidente de avião em maio do mesmo ano.

Sua filha, Élia Cardoso, casou com o diplomata brasileiro ministro Affonso Rodrigues Palmeiro, membro da tradicional família Palmeiro, do Rio Grande do Sul.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Osvaldo Aranha
Ministro da Justiça
e
Negócios Interiores do Brasil

1931 — 1932
Sucedido por
Francisco Campos
Precedido por
Manuel de Cerqueira Daltro Filho
Interventor federal no estado do Rio Grande do Sul
1938
Sucedido por
Cordeiro de Farias